Lazer E Cultura Indígena



INTRODUÇÃO

Quando falamos em lazer, logo surgem alguns estereótipos: famílias viajando em carros do ano, propagandas de TV onde a bebida supostamente é uma forma ideal de ocupar o tempo livre, uma fantasia onde todos são felizes e sorridentes, espaços de lazer prontos e perfeitos para a prática, um lazer urbano, onde as pessoas caminham e namoram no calçadão de Copacabana. Todos esses exemplos são estereótipos que além de não refletir a verdadeira condição sócio-econômica da sociedade, também mostra a exclusão do índio como um consumidor da mercadoria denominada lazer.

Desde a antiguidade, este estereótipo é mantido nos seios da sociedade. Os primeiros povos a terem contato com a cultura indígena americana foram os europeus através das grandes navegações e desde então o que podemos perceber é uma verdadeira dominação e violência contra a cultura, o trabalho e os costumes dos indígenas que foi ao passar do tempo, se transformando em escravização.

Quando em uma sociedade aparecem segmentos dominantes que exploram o trabalho humano como regimes de escravidão, de servidão ou ainda quando, para sobreviver, o indivíduo precisa vender sua força de trabalho em troca de um salário, estamos diante de situações em que o homem perde a posse daquilo que ele produz (ARANHA, 1996).

Essa dominação é refletida nos dias atuais, visto que, já não vemos o índio e sua sociedade como uma comunidade autônoma e independente, mas um povo que além de ter sofrido a dominação do branco, hoje sofre também a influência do branco. Podemos verificar essa influência nos seus costumes, nas suas vestes, na sua moradia e, sobretudo, na sua forma de lazer.

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, encontraram um grande povo tanto em número quanto em diversidade cultural. Em avaliações feitas por antropólogos, estimou-se que naquela época havia cinco milhões de indígenas distribuídos no nosso território. Hoje, estima-se que existam apenas duzentos mil índios.

Esta análise ratifica a questão do extermínio indígena promovido pelos europeus em nossas terras, extermínio de vidas e extermínio de cultura. Com a descoberta das riquezas em nosso território, os portugueses começaram a explorá-las usando os índios como escravos. Essa dominação resultou na dizimação de milhares de índios, assassinados na época do Brasil colônia. A partir da vinda dos jesuítas, os índios passaram a ser educados como os brancos e a aprender os costumes dos brancos, além disso, a contrair doenças infecto-contagiosas dos brancos. O que fica bem claro é que o convívio com os brancos além de influenciar os índios a viver como eles, os submeteram a doenças desconhecidas pelos tais, o que também resultou na morte de muitos indígenas.

Ainda percebemos esta dominação no que diz respeito à subsistência, já que o índio não sobrevive mais da caça e da pesca voltadas para o consumo interno, mas do comércio com os brancos na agricultura, no artesanato e outras atividades. Isto causa a dependência agravada pela influência da mídia, causando o consumismo. Aqui fica claro a atuação principalmente da TV como objeto de dominação e deturpação dos valores, uma violência simbólica imposta à cultura indígena.

Em razão destes agravantes e desta violência oculta aos olhos da sociedade, me dediquei a pesquisar sobre este tema, usando como parâmetro a tribo Asuriní do Tocantins que vive na Aldeia Trocará, a 24 quilômetros ao norte da sede de Tucuruí. Este artigo consiste em uma pesquisa teórica, pois não houve intervenção direta na realidade vista, de cunho bibliográfico, com abordagem qualitativa, baseada na análise de depoimentos e análise bibliográfica. Foi feita uma visita de observação na aldeia Trocará no dia 10 de outubro de 2006, onde foram colhidas algumas imagens também.

Buscarei como objetivos, analisar a influência dos brancos na cultura indígena, compreender relações entre trabalho e ócio na tribo, observar as formas de lazer na cultura indígena e avaliar a importância dos Jogos Tradicionais Indígenas para a tribo Asuriní. Abordaremos ainda as relações de trabalho, o descanso, o tempo livre e também o projeto esporte para todos do Governo aplicado na aldeia.

Levantarei questões importantes como as atividades religiosas e as danças tradicionais sob a forma de lazer ou de obrigação, os Jogos Tradicionais Indígenas como competição ou diversão, e a preferência dos Asuriní do Tocantins entre as atividades tradicionais como a corrida de tora, o arco e flecha, e as não-tradicionais (ou jogos dos brancos) como futebol e atletismo. Buscarei esclarecer questões ainda pouco discutidas em nosso meio e mostrar mais sobre a cultura Asuriní.

ASURINÍ DO TOCANTINS: HISTÓRIA, CARACTERÍSTICAS E RELAÇÕES ENTRE TRABALHO E ÓCIO.

Segundo o dicionário Aurélio, este termo significa aborígine da América ou ainda designação dos habitantes da Índia e dos indígenas da América, já o termo indígena significa índio, selvagem, silvícola. O termo índio, como acima é citado, é fruto do equívoco dos primeiros navegadores que ao chegarem às Américas, julgaram estar na Índia. Há algumas décadas, o nome que foi bastante usado era silvícola (quem nasce ou vive nas selvas), como vimos na definição de indígena do dicionário Aurélio. O termo é totalmente inadequado já que diz respeito ao lugar onde vive e não à sua raça de origem.

Os Asuriní do Tocantins são conhecidos também por Asuriní do Trocará (nome da área indígena), e por Akuáwa-Asuriní. Entretanto, verificou a antropóloga Lúcia Andrade, na década de 80, Akuáwa passou a ter uma conotação pejorativa, sendo utilizado para designar índios do mato, índios bravos, isto é, sem muito tempo de contato.

Os asuriní são falantes de uma língua da família tupi-guarani. Segundo Harrison (1980), existem várias diferenças dialetais entre a língua asuriní falada pelo grupo do Trocará e pelo grupo do Pacajá. Em 1962, os membros do grupo do Pacajá eram essencialmente monolíngues, enquanto os asuriní residentes no PI Trocará já falavam português, aprendido com os funcionários do posto e suas famílias, e com os vizinhos do rio Tocantins. Atualmente praticamente todos os asuriní falam com fluência o português, sendo que os jovens e as crianças comunicam-se quase que exclusivamente nesta língua.

Aqui vemos a dominação na cultura no que diz respeito à língua, sendo que os asuriní praticamente não falam a sua própria língua, motivados pela necessidade econômica e social de se relacionar com os brancos e pela invasão dos meios de comunicação em seus lares, publicando notícias de seu interesse e alienando a mente do jovem índio. Os mais velhos procuram manter viva esta tradição, como veremos mais adiante. Mas futuramente, quem garantirá que a língua asuriní continuará viva?

Para falarmos da valorização da cultura asuriní é preciso conhecer sua ideologia e suas crenças. Os asuriní consideram que Mahira, nosso velho avô, foi o criador dos seres humanos e o responsável pela instauração da ordem na Terra. Ele coordenou a ordenação física do mundo, endurecendo, com o auxílio da anta, a superfície da terra que era mole; separando o Céu da Terra; resgatando a noite que era possuída pela coruja etc. Também contribuiu para o estabelecimento da cultura, transmitindo aos homens os conceitos básicos, como o cultivo da mandioca, a confecção de flautas e as músicas. Assim como explicou um asuriní: tudo o que foi inventado pelo índio, foi ensinado por Mahira. Para Durham (1984), a cultura constitui um processo pelo qual os homens orientam e dão significado às ações através de uma manipulação simbólica que é atributo fundamental para toda prática humana.

É preciso ressaltar ainda a influência do branco na saúde dos asuriní. A etiologia asuriní distingue dois tipos de doenças. De um lado estão aquelas que resultam de um contato com o sobrenatural (as doenças de Karowara) e, de outro, as demais conhecidas. Nesta segunda classe, estão àquelas classificadas como doenças de branco/cristão (gripe, sarampo, pneumonia, catapora, etc.).

As doenças de branco/cristão foram a causa de uma grande mortandade entre os asuriní do Trocará. Como verifica a antropóloga Lúcia Andrade, o contato oficial dos asuriní com a frente de atração do Serviço de Proteção ao Índio deu-se em Março de 1953. No mesmo ano do contato, mais de cinqüenta índios morreram de gripe e disenteria. Esse é um período descrito pelos asuriní como uma época onde não havia nem tempo para enterrar todos os seus mortos.

No início do século XX, mais precisamente entre as décadas de 20, 30 e 40, os asuriní travaram uma forte batalha contra os brancos, e o motivo era a construção da Estrada de Ferro Tocantins. Esta Estrada de Ferro atravessava o seu território, nesta época, os asuriní viviam com os Parakanã. O resultado foi a morte de muitos índios e brancos em conflitos.

Atualmente os asuriní vivem na Terra Indígena Trocará, em uma terra com 21.722 hectares de extensão. Relatos dizem que se originaram da região do Xingu, onde viviam com os Parakanã, constituindo no passado, um único povo. Os asuriní chegaram a TI Trocará provavelmente motivados por um conflito com os Parakanã. Um grande ataque Parakanã teria levado um grupo asuriní a socorrer-se junto aos funcionários da frente de atração. Este grupo era formado por 190 índios que se estabeleceu junto ao SPI, este foi o primeiro contato do SPI com os asuriní, neste período ocorreu uma grande epidemia, como descrevi acima.

A Hidrelétrica de Tucuruí, há cerca de 30 quilômetros rio acima da aldeia Trocará, transformou por completo o município. O território asuriní não foi inundado pelo reservatório da UHE Tucuruí. Localizados à jusante da barragem, os asuriní sofreram o que se convencionou denominar efeitos indiretos, ou seja, as conseqüências das profundas modificações na estrutura sócio-econômica da região e dos desequilíbrios ecológicos resultantes da instalação da obra.

Estes efeitos foram refletidos na sua fauna e flora, já que após a construção da hidrelétrica, muitos fazendeiros se instalaram na região, hoje e aldeia asuriní é cercada por fazendas. Os índios alegam que foram prejudicados na caça, porque muitas espécies estão desaparecendo por causa do desmatamento.

Não seria possível falar de lazer na cultura indígena sem falar um pouco das suas festas, uma delas é a festa do tabaco, onde acontece uma espécie de iniciação para Pajé, os novatos são introduzidos no contato com Karowara. No ritual ainda há um espaço para aprendizado de histórias e mitos contados e cantados pelo Pajé. O importante é perceber a atuação do Pajé na preservação da cultura asuriní.

As festas do tabaco são coordenadas Pajé. É ele quem decide o momento da sua realização, atendendo, muitas vezes, ao pedido de um ou outro homem que deseja dançar. Segundo os asuriní, o Pajé tem a preocupação de fazer com que os homens dancem de tempo em tempo para que não se esqueçam. (ANDRADE, 1999)

A figura do Pajé que identificamos é a do líder que se preocupa em fazer com que os índios asuriní não esqueçam de dançar e mantenham viva a sua verdadeira cultura, as suas tradições. Nos dias de hoje, podemos observar que esta atuação do Pajé é ainda mais importante, visto que a mídia impõe os verdadeiros costumes e a cultura a qual todos devem seguir, isto torna-se uma ameaça para a preservação da cultura asuriní.  

No conceito de Friedmann (1958) apud Waichiman (2001), para a maioria dos trabalhadores, o trabalho não é o autêntico interesse da existência, afirma que no ócio se pode encontrar uma compensação para esse trabalho. Para ele, o centro do problema é o trabalho. Já para Dumazedier (1968) apud Waichiman (2001), o ócio não é só um tempo residual que sobra depois do trabalho, mas um fenômeno especial que tem leis próprias e evolui de acordo com elas: passa a ser parte da família, da sociedade e até do próprio trabalho. Ainda coloca que o ócio é uma escolha que deixa uma impressão de prazer no indivíduo (...), uma atividade à qual o indivíduo adere livremente de bom grado (1966).

Podemos considerar que, dentro da cultura indígena, as atividades que assumiriam um caráter obrigatório, ou de trabalho, são as atividades econômicas da tribo, a agricultura, o artesanato e as atividades de sustento como a caça e a pesca. Enquanto que dentro da concepção de ócio podemos encontrar atividades entre os asuriní como canoagem, natação, arco e flecha e, principalmente o futebol.

O agravante aqui identificado é a estreita relação do ócio com as atividades do branco na tribo Asuriní. O futebol é jogado todos os dias na aldeia, os índios até dispõe de todos os materiais esportivos necessários como: meião; chuteira; caneleira, bolas oficiais; etc. O futebol nesta análise torna-se um objeto de sufocamento da cultura indígena, visto que, é uma atividade que ocupa um grande espaço de tempo na aldeia e mobiliza quase que toda a tribo, enquanto que as atividades tradicionais como canoagem e arco e flecha já não tem a mesma estima por parte dos asuriní.

Carlos Terena evidencia a questão do futebol entre os índios no seguinte depoimento: na verdade, o futebol não acrescenta nada para a nossa cultura, precisamos fazer com que o futebol não se transforma na nossa cultura.  

Precisamos ainda discutir sobre outra vertente relacionada ao tempo livre, o tempo semi-livre ou semi-ócio. O semi-ócio caracteriza-se pela inclusão da obrigatoriedade ou pelo menos de um certo significado obrigatório , mas não por ela ser economicamente rentável, como é o trabalho. Entre as atividades de semi-ócio entre os asuriní, podemos citar as obrigações familiares e as práticas de xamanismo, ou seja, rituais religiosos.

O interessante ao analisarmos é que as atividades tradicionais têm um caráter de obrigação no meio indígena, visto que, é preciso que sejam praticadas para que as tradições não desapareçam, ou seja, não são feitas única e simplesmente por prazer. Já as atividades do homem branco são praticadas com espírito de lazer, justamente por não ter caráter obrigatório e serem desprendidas das suas tradições. Essa dicotomia entre ócio e semi-ócio na tribo Asuriní é um assunto que pode não parecer relevante, mas é de extrema importância para a preservação dos costumes e da cultura indígena partindo da valorização desta cultura pelo próprio índio.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A discriminação e preconceito cultural estão, ainda que muitos de nós não percebamos mais viva do que nunca na nossa sociedade, visto que a mídia, os sistemas de comunicação, mostra uma realidade que não existe baseada na estreita ligação entre o homem branco e o homem índio.

(...) os textos de leitura descrevem os relacionamentos verticais entre brancos e índios, onde os primeiros são os doadores da verdadeira cultura e os segundos, os receptores ignorantes, civilizados à medida que vão assimilando a verdadeira e superior civilização a branca (NOSELLA, 1978).

Os índios, ao passar do tempo, foram uma das maiores vítimas do preconceito no Brasil, aqui fica claro que não fechamos os olhos para a situação do negro na nossa sociedade, porque foi um povo invadido e escravizado, essas terras eram de posse deles, hoje ainda luta-se muito para uma demarcação de território justa para os índios. Não podemos fechar os nossos olhos para essa questão, temos que evidenciá-la à sociedade brasileira, os índios precisam ser reconhecidos como a raça primitiva, como os nossos antepassados.

Dados mostram que hoje existem 215 povos diferentes e cerca de 170 línguas. Essa diversidade nos impressiona se nós observarmos a diminuição da população indígena através da história brasileira desde a colonização. Podemos considerar esses povos como remanescentes da nossa história e sobreviventes do extermínio europeu.

Pelo que podemos perceber, a cultura do povo indígena está enraizada no nosso meio, como vemos nos costumes alimentares, nos nomes de pessoas, nomes de cidades, enfim, os índios são parte de nossa história e como tais não podem perder sua identidade, mesmo assim, são considerados como sociedade primitiva. Mas como vemos, o que já ficou comum em nossa sociedade é a falta de respeito para com aqueles que são a nossa raiz.

Os julgamentos de valor, baseados na cultura branca, diferente e superior, estão presentes. Os textos de leitura apresentam descrições desses selvagens, como um bando de golfinhos, isto é, como alegres animais inofensivos. Ou então, contraditoriamente, como selvagens, capazes de guerras terríveis e cruéis; bárbaros horríveis e alucinados. Sob a ótica da cultura branca, tais guerras, obviamente, são absurdas, porque não são para conseguir a posse de mais terra, mas para vingar amigos e parentes. Os índios possuem já uma quantidade de terra suficiente. (NOSELLA, 1978).

A dança é uma forma de o índio expressar seus sentimentos, como alegria, dor, pesar, adoração e seria uma proposta para proporcionar aos asuriní uma forma de lazer tradicional da tribo, o que dificulta é que esta dança já é vista com um caráter obrigatório pelos asuriní, assumindo a forma de semi-ócio. Como citamos, o pajé os faz dançar para que eles não esqueçam o que evidencia uma forma de desinteresse pela dança aos demais asuriní. O desafio é desprender o caráter obrigatório da dança e fazer com que os asuriní a adotem como atividade de ócio.

Esta proposta é inviável já que a mídia propaga dentro da tribo o desejo pelas atividades do branco. Os jogos tradicionais indígenas foram criados como uma forma de amenizar a discriminação e proporcionar atividades de lazer ao índio dentro da sua cultura, observando que a competição com tribos diferentes os leva ao interesse por suas atividades e manutenção das suas tradições.

Os idealizadores do projeto no Pará explicam: os jogos incentivam a prática dos esportes tradicionais indígenas, as manifestações culturais, propiciando uma vida mais digna e respeitosa no interelacionamento com toda a sociedade envolvida, resgatando assim o orgulho do brasileiro nato, o homem-índio.

Outra iniciativa benéfica para a manutenção da cidadania e do respeito ao índio é o projeto esporte para todos, que é executado na aldeia Trocará pelos professores Carlos, Olavo e Nirley. O projeto é idealizado pelo Governo e desenvolve ações esportivas, sociais, culturais e resgate da língua, por meio de teatro, e ainda a dança e a fabricação de artesanato.

Que acima de tudo possamos cada vez mais ter como nossos princípios, reverenciar e praticar os ensinamentos dos nossos antepassados, valorizando nossas raízes tradicionais e culturais, para que fortaleçamos cada vez mais e tornando-nos mais autênticos (TERENA, 2006).

Acredito que a valorização e a manutenção da cultura indígena partem de uma série de iniciativas que envolvem acima de tudo o respeito e a dignidade, mobilizando não somente a sociedade à qual o branco está inserido, mas evidenciada como um processo de conscientização do próprio índio que precisa ser o executor da sua cultura e dos seus costumes. Com isso nós podemos preservar e conservar esta cultura através dos tempos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da Educação. 2ª Ed.rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 1996.

WAICHIMAN, Pablo. Recreação e tempo livre. 2ª Ed. São Paulo: Papirus, 2001.

NOSELLA, Maria de Lourdes Chagas Deiró. As belas mentiras: a ideologia subjacente aos textos didáticos. 4ª ed. Editora Moraes: São Paulo, 1978.

LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica / Marina de Andrade Marconi, Eva Maria Lakatos. 5ª Ed. São Paulo: Atlas 2003.                      

ANDRADE, Lúcia. Asuriní do Tocantins. São Paulo. Fevereiro de 1999.  Disponível em: . Acesso em: 16 out. 2006.

TERENA, Carlos. Entrevista concedida na gravação dos III Jogos dos povos indígenas. Palmas, 2003.


Autor: Denisclei Gomes