Ressurreição de Cristo



A RESSURREIÇÃO DE CRISTO

INTRODUÇÃO
Palavra Chave:Ressurreição => Tornar a vida

Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé. Foi o que afirmou Paulo aos cristãos de Corinto que, embora muito bem doutrinados (At 18.1,11), ainda não criam na ressurreição do Filho de Deus. Por isso, o apóstolo escreveu o que viria a chamar-se o "Grande Capítulo da Ressurreição". Nessa passagem, encontram-se as provas irrefutáveis da ressurreição de Cristo e as bases escriturísticas da glorificação dos santos ao ressoar da última trombeta.

I. A DOUTRINA DA RESSURREIÇÃO

"Morrendo o homem, porventura, tornará a viver?" (Jó 14.14). Esta pergunta milenar do patriarca Jó, foi plenamente respondida quando "Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem" (1 Co 15.20). Nas Sagradas Escrituras, a ressurreição dos mortos, tanto a dos salvos, como a dos perdidos, é uma doutrina de suma importância.
1. Definição.
A ressurreição pode ser definida como o retorno à vida de modo sobrenatural. A Bíblia afirma que os salvos ressuscitarão com um corpo transformado e glorioso (vv. 35-53), enquanto que os ímpios ressuscitarão com um corpo desprezível e vergonhoso (Dn 12.2). Cristo ressuscitou, retornando sobrenaturalmente à vida física (Mt 28.9,17). Quanto aos outros casos de ressurreição descritos na Bíblia, foram temporários, vindo a pessoa a falecer mais tarde. De acordo com a Palavra de Deus, a ressurreição pode ser compreendida, também, como a conversão a Cristo (Ef 2.1,5,6; 2 Co 5.17).
2. A ressurreição de Cristo é nossa garantia no presente.
Quanto a isso, a Bíblia declara: "E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé" (v.14). Mas, Ele ressuscitou e: "se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas" (At 1.3).
3. A ressurreição de Cristo é a nossa garantia no futuro.
"Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem" (1 Co 15.19,20). A ressurreição dos que dormiram em Cristo, marcará o início da vida eterna de glória da Igreja com o Senhor no céu.

II. A PROFECIA DA RESSURREIÇÃO

A verdade da ressurreição dos mortos permeou de forma marcante as escrituras hebraicas. As três principais são: Jó, Davi e Daniel.
1. A profecia de Jó.
Jó é considerado contemporâneo dos personagens do livro de Gênesis, numa remota antiguidade. Em seu livro, no capítulo 19 e versículos 25 a 27, o patriarca afirmou que após sua morte, ressurgirá e verá claramente o seu Redentor.
2. A profecia de Daniel.
Considerado o principal escritor apocalíptico do Antigo Testamento, refere-se assim esse profeta: "Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno" (Dn 12.2).
3. A profecia de Davi.
O rei Davi, que também era profeta, já antevia, por inspiração divina, que o Messias provaria a morte, mas haveria de ressuscitar dentre os mortos (Sl 16.10; At 2.34).

4. A profecia do próprio Cristo.
Em diversas ocasiões, o Senhor Jesus advertiu aos seus discípulos que Ele, haveria de ser entregue aos pecadores, e também morrer, a fim de resgatar a humanidade de seus pecados e iniqüidades. Todavia, iria ressuscitar ao terceiro dia (Mt 16.21).

III. O FATO DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO

A ressurreição de Jesus é um fato bíblico e comprovadamente histórico.
1. O fato da ressurreição de Cristo.
Deus predisse nas Escrituras o que aconteceria no espaço e no tempo, e os apóstolos e outras pessoas foram testemunhas oculares destes fatos. A ressurreição de Cristo é uma realidade histórica. Muitos opositores e céticos combateram e combatem até hoje a realidade da ressurreição, afirmando ser este um fato puramente espiritual e que a ressurreição corpórea de Cristo seria uma forma de expressar a fé dos apóstolos mas que nunca houve ressurreição física de Cristo. Outros afirmam a versão original judaica, que diz ter os discípulos roubado o corpo de Jesus (Mt 28.13), ou talvez eles tinham ido ao sepulcro errado, que no caso se encontrava vazio.
Tais explicações são rejeitadas por serem mais difíceis de se acreditar do que a própria ressurreição, até porque as mesmas não se sustentam diante da veracidade dos fatos narrados nas Escrituras Sagradas, vejamos algumas passagens que traz a tona o fato da ressurreição de Cristo:
Pedro afirma: Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade (2 Pe 1.16); neste versículo ele mostra que o Senhor Jesus, de fato era o Cristo, o Messias prometido.
Os quatro evangelhos narram a ressurreição de forma semelhante, confirmando assim a historicidade da ressurreição (Mt.28; Mc 16; Lc 24 e Jo 20-21);
Destacaremos a declaração de Lucas: "E, no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra do sepulcro removida. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia" (Lc 24.1-6).
2. A declaração da ressurreição de Cristo.
Poderíamos mencionar inúmeras declarações escritas na Bíblia sobre a ressurreição de Jesus, porem nos deteremos apenas em algumas feitas pelo apostolo Paulo, o qual foi testemunha ocular que Jesus de fato ressuscitou.
Declarações de Paulo:
"Lembra-te de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos, segundo o meu evangelho; pelo que sofro trabalhos e até prisões como um malfeitor, mas a Palavra de Deus não está presa" 2 Tm 2.8,9. Nesta declaração, o apóstolo destaca a filiação divina do Filho de Deus (Jesus Cristo), sua filiação humana e real (descendente de Davi) e também declara ser Jesus o pleno cumprimento das Escrituras ("o meu evangelho");
“ E que foi visto por Cefas e depois pelos doze. Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos ....” (15.5,6). Neste verso ele declara que Jesus era visível àqueles que serviam de testemunhas de sua ressurreição. A lista de testemunhas é impressionante, é importante destacar que quando Paulo escreveu, a maioria delas estavam vivas. A lista completa das testemunhas será mostrada no próximo tópico;
“ E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé;” (15.14) . Agora ele mostra que o cristianismo seria uma mera filosofia humana, e evangelho pregado não teria sentido e nem poder, se Cristo não houvesse ressuscitado os apóstolos seriam homens frustrados e traídos pelo seu próprio Senhor, se Cristo não houvesse ressuscitado a mensagem pregada pelos apóstolos não nos alcançaríamos, mas se recebemos e vivemos a mensagem de Deus reveladas aos primeiros cristãos significa que esta obra é de Deus e não dos homens.

Parabéns Gamaliel: “ 34. Mas, levantando-se no conselho um certo fariseu, chamado Gamaliel, doutor da lei, venerado por todo o povo, mandou que, por um pouco, levassem para fora os apóstolos; 35. E disse-lhes: Varões israelitas, acautelai-vos a respeito do que haveis de fazer a estes homens. 36. Porque antes destes dias, levantou-se Teudas, dizendo ser alguém: a este se ajuntou o número de uns quatrocentos homens; o qual foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos e reduzidos a nada. 37. Depois deste, levantou-se Judas, o Galileu, nos dias do alistamento, e levou muito povo após si; mas, também, este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos. 38. E agora, digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará. 39. Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus” At 5.34-39

IV. AS TESTEMUNHAS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO

“ E que foi visto por Cefas e depois pelos doze. Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem ”. (15.5,6). Paulo faz uma revisão das evidências da ressurreição de Cristo e apresenta aos Coríntios as testemunhas oculares da ressurreição de Cristo inclusive declara que “muitas delas ainda vivia”, fortalecendo ainda mais a sua fala, no v.14,17 ele fala hipoteticamente “Se Cristo não tivesse ressuscitado”, mas é no v.20 as hipóteses foram embora e ele afirma uma certeza. Cristo realmente ressuscitou.

Segue a lista completa das aparições de Cristo após sua ressurreição:

1. Os evangelhos. Todos os evangelhos atestam que Jesus precisou morrer para resgatar-nos do pecado, mas ressurgiu com mui grande poder e autoridade (Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-10).
Jesus foi visto primeiramente pelo grupo de mulheres que foram ate ao Sepulcro - Mt 28.9-10.
2. Os Atos dos Apóstolos. – At. 1.3-11; 9.3-6.
Muitos na Ascensão;
Paulo, perto de Damasco.
3. Pedro e os doze.
Visto por Cefas, (Lc 24.34; 1 Co 15.5 ) também chamado Pedro;
Por dois discípulos no caminho de Emaús – Lc 14.13-31);
Apóstolos (sem Tomé) – Lc 24.36-45);
Apóstolos (com Tomé) – Jo 20.24-29);
A alguns Apóstolos no Lago de Tiberíades – Jo 21.1-23;
4. Os quinhentos irmãos.
Quinhentos irmãos que estavam na Galiléia – 1 Co 15.6;
5. Tiago.
Aparece a Tiago em Jerusalém – 1 Co 15.7;
Muitos na Ascensão – At 1.3-11;
6. Paulo.
Aparece a Paulo por duas vezes respectivamente:
Perto de Damasco – At 9.3-6;
Estevão apedrejado – At 7.55.
Paulo no Templo – At 22.17-21; 23.11
E por ultimo aparece a João na Ilha de Pátimos – Ap 1.10-19.



Temos ainda o relato de Flavio Josefo, escritor e historiador judeu que viveu entre 37 e 103 d.C, que diz;
772. Nesse mesmo tempo, (época de Pilatos, grifo nosso) apareceu JESUS, que era um homem sábio, se é que podemos considerá-lo simplesmente um homem, tão admiráveis eram as suas obras. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguido não somente por muito judeus, mas também por muitos gentios. Ele era o CRISTO. Os mais ilustres dentre os de nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e este ordenou que o crucificassem. Os que o haviam amado durante a sua vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas haviam predito, dizendo também que ele faria muitos outros milagres. É dele que os cristãos, os quais vemos ainda hoje, tiraram o seu nome. – Historia dos Hebreus, Flavio Josefo, Pag. 832.

CONCLUSÃO
Segundo a Palavra de Deus e os fatos nela revelados, o Senhor Jesus ressurgiu dentre os mortos. Ora, se Cristo ressuscitou, também ressuscitaremos quando do soar da última trombeta, anunciando o arrebatamento da Igreja. Foi o que o apóstolo deixou claro aos irmãos de Corinto (1 Co 15.51-54).
A morte física não é a autoridade final de nossa existência. Pois, como Cristo ressuscitou pleno de vida e poder dentre os mortos, também venceremos as ânsias da morte para estarmos com o Senhor para sempre (1 Ts 4.17).











Bibliografia: Historia dos Hebreus – Flavio Josejo;
Comentário Histórico – Cultural do Novo Testamento – Lawrence O. Richards;
Jesus e os Evangelhos – Craig L. Blomberg;
Bíblia Sagrada - Edição Revista e Corrigida - Joao Ferreira de Almeida;
CPAD – web;
Roteiro de estudo – Professor Alan .
Autor: Alan Fabiano Pereira da Silva Fabiano