CIRCUITO DAS HISTÓRIAS INFANTIS NA SALA DE AULA



UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

PÓS-GRADUAÇÃO CIÊNCIAS E MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS

INTRODUÇÃO À PESQUISA NAS SÉRIES INICIAIS

CIRCUITO DAS HISTÓRIAS INFANTIS NA SALA DE AULA.

A criança como fonte para o currículo da educação infantil.

BELÉM – PA

2009

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

PÓS-GRADUAÇÃO CIÊNCIAS E MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS

INTRODUÇÃO À PESQUISA NAS SÉRIES INICIAIS

ANA CRISTINA RODRIGUES NEVES

IÊDA FONTES SOUZA CORREA

LEIDA MARIA DE OLIVEIRA SANTOS

CIRCUITO DAS HISTÓRIAS INFANTIS NA SALA DE AULA.

A criança como fonte para o currículo da educação infantil.

Trabalho realizado sob a orientação da professora Luciana Farias, como requisito de avaliação.

BELÉM – PA

2009

I – TEMA: Circuito das Histórias Infantis na sala de aula.

II – TÍTULO: A Criança como fonte para o currículo da educação infantil

III – PROBLEMÁTICA

Questão Norteadora

  • Como selecionar os conteúdos pedagógicos a serem abordados curricularmente para o desenvolvimento integral da educação infantil?

IV – JUSTIFICATIVA:

O Circuito das Histórias Infantis é uma proposta metodológica que visa trabalhar com situações de aprendizagens utilizando-as ao proporcionar o desenvolvimento das crianças da educação infantil e a compreensão do mundo que as cerca. Esse circuito vem dar suporte para que os educadores identifiquem nas crianças o que elas necessitam saber partindo dos seus próprios questionamentos. Assim, a forma metodológica e a escolha da linguagem a ser trabalhadas surgiram da hipótese de que essa linguagem desperta nas crianças uma grande identificação que as estimulam a desenvolverem a curiosidade, já que se considera que é a partir da experimentação que as crianças conseguem se entregar e se envolver no processo de aprendizagem. Coadunamos com Freire(1996), quando diz que a curiosidade não estimulada e/ou tratada com "procedimentos autoritários" acaba por dizimar os potenciais que têm os educandos, impedindo-os de saberem da experimentação, além de muitas vezes provocar a desmotivação do próprio educador, pois é a curiosidade que o impulsiona a desvendar novos caminhos e práticas, assim como incentivar a busca por novas descobertas.

A Unidade de Educação Infantil OMEP, da Rede Municipal de Educação, oferece um espaço não só educacional como também educativo para que se realizem as propostas a que o projeto se destina. Porém, para compreender o que as crianças necessitam nesse processo educativo é preciso que se tenha o entendimento e o conceito de criança e de infância.

Durante séculos as crianças foram concebidas como sujeitos passivos dentro do contexto social. Baseados numa concepção adultocêntrica ou romântica as crianças eram tidas como sujeitos para o futuro, portanto suas infâncias se configuram em momentos de preparação para a formação de um sujeito social. Com o avanço das diferentes ciências (a psicologia, a biologia, o direito...) essas concepções foram cedendo lugar a uma nova perspectiva de criança e de infância, pela qual estas passam a ser pensadas respectivamente como sujeito social e a infância tal como ela é:

A criança é como todo ser humano, um sujeito e faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico. É profundamente marcado pelo meio social em que se desenvolve, mas também o marca (BRASIL, 1998. P21).

Nesse sentido é importante que no meio educacional a criança seja compreendida como ser cultural, social, histórico, possuidora de direitos e deveres com capacidade de pensar, agir, criar, fantasiar, construir e re-significar. Assim, cabe à educação infantil valorizar o tempo da infância respeitando as necessidades e interesses das crianças, compreendendo-as, segundo Dahlberg (2002), como sujeitos "competentes, inteligentes, pedagogos poderosos, capazes de construir teorias interessantes e desafiadoras,

As múltiplas interações que as crianças estabelecem desde cedo com as pessoas e com o mundo, quer seja por meio de brincadeiras ou de outras formas que no dizer de Referencial Curricular configuram-se como um:

Processo de construção do conhecimento, as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem de terem idéias e hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar" (BRASIL, 1998, p. 21).

Sendo assim, o currículo de e para a infância precisa ser organizado de forma contínua ao qual a voz da criança esteja presente e possa compor o conjunto de conhecimentos a serem trabalhados. Neste sentido, Junqueira Filho (2005) destaca que

os processos e seleções dos conteúdos programáticos em creches e pré-escolas só atingirão os desejos, interesses e as necessidades da criança, ou seja, o mais significativo da vida das crianças, se realizado a partir da leitura articulada, pelo professor, das diferentes linguagens, a partir das quais as crianças se produzem e se inscrevem no dia-a-dia da sua vida.

Portanto, a proposta de se trabalhar as linguagens das Historias Infantis com crianças de 4 a 5 anos de idade tem a finalidade de colocar a criança diante de diferentes situações de significação e compreensão deste mundo, a fim de que a partir de seus interesses, necessidades, preferências se possa organizar curricular e pedagogicamente o cotidiano do trabalho educacional. Assim, este projeto se configura em um dos subsídios para a sistematização dos conhecimentos que as crianças já possuem e os que necessitam se apropriar.

Durante o projeto será trabalhada preferencialmente a linguagem das Histórias Infantis por compreender que estas se colocam na maioria das vezes como motivadoras da participação das crianças em todas as propostas pedagógicas. Considerando o tema "Histórias Infantis", principalmente nas séries iniciais, como ferramenta de importante adaptação ao processo de educação das crianças desperta seus interesses pela inesgotável gama de abordagem que conduz a imaginação a diversos mundos e com a possibilidade de tornarem-se pessoas críticas da sociedade em que vivem.

V – OBJETIVOS:

  • Conhecer as preferências das crianças em diferentes situações de aprendizagem a partir das histórias infantis;
  • Obter informações que possibilitem diagnosticar quais as experiências que as crianças vivenciam, querem e precisam saber para que se desenvolvam como ser integral;
  • Descobrir quais conteúdos devem ser trabalhados com crianças da educação infantil ao estimular a aprendizagem durante as histórias infantis.

VI – METODOLOGIA:

O projeto será desenvolvido na Unidade de Educação Infantil OMEP, da Rede Municipal de Educação, localizada em um bairro de periferia, a qual atende a comunidade local com 50 crianças em idade compreendida entre 4 a 5 anos, das turmas do Jardim I e Jardim II. Cada turma possui 25 crianças matriculadas.

O projeto será aplicado no decorrer de um mês, no qual as crianças terão a possibilidade de vivenciar diferentes situações de aprendizagens por meio do rodízio das linguagens selecionadas entre as turmas. As aulas serão aplicadas após a organização do ambiente e dos recursos e propostas de atividades a partir de históriastais como: "A Bombaboa, a bomba que tinha coração", "O Leão e o Rato", "Chapeuzinho Vermelho" e "O Lobo e os Sete Cabritinhos". Em seguimento as aulas, respectivamente, serão feitos os encaminhamentos pedagógicos que vão desde a narração de histórias infantis, passando por manipulações de recursos e vivências de personagens que as mesmas criarem, sendo que cada história será trabalhada no decorrer de uma semana.

Todo o processo pedagógico realizado bem como as reaçõesque as crianças demonstrarem diante das propostas nas situações de aprendizagens deverão ser registradas para serem trabalhadas durante todo o ano letivo, a partir das manifestações de suas vivências e gostos diante das atividades selecionadas. Ao se analisar os registros das aulas, estes servirãocomo suporte para se descobrir quais conteúdos deverão ser trabalhados curricularmente para o público infantil.

VII – CRONOGRAMA:


Autor: Ana, Iêda e Leida