Inclusão ou exclusão de alunos com necessidades educacionais especiais em escolas públicas no DF



Jose Francisco de Sousa

Camila Fabrício da Silva

Resumo: O objetivo dessa pesquisa foi o estudo epistemológico e empírico do conhecimento como uma categoria de análise na educação especial da inclusão de alunos com necessidades especiais para a construção de uma sociedade melhor para todos. Falar de diferença é fácil; o difícil é colocar em prática todos os nossos conhecimentos a respeito do assunto, pois ao praticar o respeito pelo outro somos levados a pensar que devemos colocar de lado o nosso subjetivismo. Na verdade até podemos excluí-lo, mas isto não implica de forma alguma abrir mão de nós sermos nósmesmos; apenas abrimos as portas das austeridades e acrescentamos aos nossos mundos o mundo dos outros. No aspecto teórico sobre a inclusão dos alunos com necessidades especiais visual foram utilizados grandes nomes de referências nacionais e internacionais como Carvalho (1997), Aranha (2001), Mészaros (2003), além da Legislação Oficial pertinente ao assunto. Inicialmente fizemos contatos com uma escola e a partir daí, foram feitas observações diretas, após isso, participamos de algumas oficinas oferecidas pela escola e, em seguida, fizemos entrevistas com a coordenadora pedagógica, os alunos e os pais selecionados. Os resultados obtidos estão na última parte do trabalho.

Palavras-Chaves: Inclusão; Exclusão; Educação Infantil; Educação especial e uma sociedade para todos

1. Introdução:

O presente artigo teve por objetivo um estudo de caso com uma pesquisa qualitativo meu artigo tem como objetivo fala sobre inclusão exclusão os termos "exclusão" e "escola inclusiva" na educação têm sido associados aos casos de alunos com necessidades especiais de aprendizagem, sabemos, no entanto, que estes não são os únicos excluídos da escola. Neste artigo iremos abordar outras causas de inclusão e exclusão, que precisa urgentemente ser debatido, tendo clara a importância do atendimento dos portadores de necessidades especiais, tema que já tem sido trabalhado e que, certamente, merecerá abordagens específicas em outras séries.

Com o relato de entrevistas e dados de algumas pesquisas; na parte final, serão dadas dicas de como agir com os deficientes visuais.

Dois institutos, o IBC e o CEEDV, serão contemplados no trabalho. Vamos falar da história e outras características dos mesmos. Muitos são os projetos e atividades pedagógicas desenvolvidas por ambos; não julgamos necessário enumerá-las no trabalho por questões didáticas. Deixamos os sites das duas, pois lá se encontram todas as atividades e outras curiosidades surpreendentes. Nos sites poderão ser encontrados os projetos, a relação de livros clássicos em Braille, educação inclusiva, o deficiente visual no ensino médio e uma sorte de, repetimos, curiosidades surpreendentes.

A educação infantil é um dos processos culturais da educação, através de métodos, didáticas e técnicas específicas que façam nossos alunos desenvolver relações intermitentes entre respeito mútuo, justiça, solidariedade, igualdade, assim tornando a criança um ser pensante e autônomo dos seus atos e atitudes na sociedade que vive no presente momento. O Ministério da Educação Brasileira, através de sua Secretaria de Educação Especial (1996) afirma que:

"É preciso que os profissionais de educação infantil tenham acesso ao conhecimento produzido na área da educação infantil e da cultura em geral, para repensarem sua prática, se reconstruir enquanto cidadãos e atuarem enquanto sujeitos da produção de conhecimento. E para que possam, mais do que "implantar" currículos ou "aplicar" propostas à realidade da creche/pré-escola em que atuam, efetivamente participar da sua concepção, construção e consolidação"

Esta pesquisa foi desenvolvida em uma escola pública em Samambaia - DF, região Administrativa do Distrito Federal, caracterizada por ser uma área dormintório, uma vez que não tem indústria e o comércio ainda é incipiente. A maioria dos moradores é de classe baixa, e a maioria da população trabalha na informalidade, segundo dados da Secretaria de Planejamento do DF. A escola escolhida tem cerca de 800 alunos e atende todo o ensino fundamental. Apesar da legislação falar da inclusão, nessa escola há um prédio específico para os Alunos com Necessidades Especiais. A escolha desse prédio foi devido ao fato de que a estrutura física é mais adequada tendo inclusive rampa de acesso, porém, os alunos regulares também estudam nesse prédio.

A escolha dessa escola foi devido a uma série de informações coletadas anteriormente e por se tratar de uma escola dita "modelo" para os padrões daquela Região Administrativa. Primeiro tivemos uma conversa informal com a Coordenadora Pedagógica, na qual mostrou todo o espaço físico da escola, e em seguida, nos levou para o prédio onde são atendidos os alunos com necessidades especiais. Em seguida, ela nos convidou a participar das oficinas. Estas oficinas são oferecidas para professores, pais e para a comunidade escolar no geral. Elas acontecem uma vez por mês; primeira é dada uma palestra na qual se conscientiza de como é colocada a inserção das crianças com necessidades especiais na escola. O segundo momento é ensinar a fazer material, e como evitar o uso de material que pode causar acidentes principalmente acidentes domésticos. Também é feita uma oficina de sensibilização especialmente para os pais que não aceitam a condição do seu filho. São coletados dados individuais através de observação e através de conversas informais com os alunos. Após isso, é feita uma triagem na qual os pais são encaminhados para especialistas no assunto. Esse encaminhamento é feito através de uma parceria com a Secretaria de Saúde, através do Hospital Regional de Samambaia. Isso se explica pelo fato de que a Secretaria de Educação demora em média, segundo relato da Coordenadora, cerca de 3 a 4 anos para conseguir um psicólogo para a escola.

Após a entrevista com a Coordenadora Pedagógica, ela selecionou três alunos que mais se tornaram o objeto de estudo para nossa pesquisa. Ela também fez uma reunião com os pais selecionados. Essa parte foi uma das mais difíceis, pois encontramos resistência, achavam que estariam expondo seus filhos, contudo, fizemos uma dinâmica de sensibilização e de esclarecimento, com isso, os pais sentiram-se mais seguros ao ponto de pedir que a entrevista fosse feita sem a presença da Coordenadora.

A coleta dos dados foi feitas através de um questionário próprio. Uma vez coletada os dados, eles foram entregues à Coordenadora. Isso foi necessário para termos um respaldo da escola, que tem como principio a preservação de uma educação de qualidade e um tratamento diferenciado das crianças, em relação às demais escolas públicas.

A coordenadora gostou do nosso trabalho ao ponto que fomos convidados para assistir e participar da Festa da Páscoa e da Família. A Festa da Família é realizada duas vezes por ano com o intuito de aproximar a família da escola.

Após isso, então partimos para a redação da pesquisa. Esta pesquisa está dividida em três grandes partes: a duas primeiras, de caráter teórico, dizem respeito à educação infantil no Brasil e especialmente a educação especial, e em seguida, tratamos dos dados empíricos.

1.A educação especial inclusiva infantil do Brasil:

A educação inclusiva no Brasil tem-se tornando um campo de luta e de muita polêmica, o que se considera ser uma utopia nas nossas escolas, fora as outras questões, como a falta de lugares adequados para crianças com características especiais e específicas. Tem muitos professores que assumir ensino especial sem nem qualificações nem muito menos uma especialização foram outras regularidade dentro do nosso ensino especial inclusivo.

A educação infantil no Brasil tem a base na lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, que existe desde 1996. Essa lei define que a educação infantil tem que ser oferecida em creches, ou entidades equivalentes, para alunos ou crianças de 0 a 3 anos idades, na idade pré-escolas de 4 a 6 anos.Antes das mudanças na lei as creches e pré-escolas tinham como seu público alvo crianças de 0 a 6 anos e estava vinculada à assistência social e não faziam parte do sistema educacional, mas a LDB mudou essa visão da educação infantil. Agora, juntamente com a Constituição Federal, começaram as mudanças da estrutura curriculares de uma forma, mas sistemática e da forma de trabalho dos educadores.

No Tópico Seguinte iremos falar aprofundamento sobre o objeto de estudo desta pesquisa dando ênfase à Educação especial, centrada especialmente em alunos com necessidades especiais visuais:

2.Como trabalhar com os alunos com necessidades educativas especiais visuais

Nos dias atuais a Educação Especial ocupa um espaço na literatura, e principalmente na mídia, com os congressos e principalmente nas conferências de educação, como aquela que correu no ano 1990 que teve o nome de "Conferência para Todos". Com o tempo as modificações se tornaram a Declaração Salamanca onde começou o movimento mundial para inclusão para todos. Assim começaram as modificações nas leis e na literatura sobre conhecimento assim produzindo novas idéias e ideológicas para uma educação inclusiva e de qualidade. Segundo www.educacaoonline.pro.br/index.php?option=com_cont...ucacao nele a Aranha 2001 afirma que:

"A inclusão escolar segundo refere-se ao processo de inserção de alunos com necessidades educacionais especiais em classes comuns. Isto significa acolher, dentre a diversidade que constitui esse universo, mais um segmento populacional, que é o representado pelos alunos com deficiência." (Aranha,2001,p.37)

Mas como no Brasil infelizmente estamos bem longe das propostas de Educação para todos com qualidades. É muito normal no Brasil de temos recomendações, resoluções e deliberações, mas nunca sai disso. Por isso ainda temos no mundo todo e principalmente em países que estão em desenvolvimento, grandes índices de exclusão social. Nesse seguinte site www.educacaoonline.pro.br/index. php?option=com_cont...ucacao- afirma sobre a inclusão.

"A inclusão é um processo mundial em crescimento e no Brasil, é } amparado por documentos legais tais como LDB nº 9.394 (Brasil, 1996), Diretrizes Nacionais para a Educação Básica (Brasil, 2001), que estabelecem vários níveis diferenciados de ação, no que se refere à sua natureza: política, administrativa e técnica, e que "deve ser paulatinamente conquistada" } (Carvalho 1997,p.45).

Segundo site www.ipv.pt/millenium/Millenium28/8.htmnele Fernando Marques Pereira fala sobre:

A convivência do aluno deficiente visual e do professor na sala de aula está longe de ser algo naturalmente aceito, algo comparável à convivência entre um aluno normovisual e o professor. E nem sequer se trata, na maior parte dos casos, de má-vontade por parte do professor ou indisponibilidade do aluno portador de deficiência. Trata-se, tão-somente, da dificuldade de efetivar, na prática, a "Escola Inclusiva", tão sabiamente arquitetado de formas teóricas, à luz da nossa bem intencionada legislação.

Não basta decretar a integração do aluno deficiente visual, misturá-lo com outros alunos e um professor para que asua integração escolar se consiga, nem tão pouco se garanta o desenvolvimento das suas capacidades/aprendizagens; não nos parece sensato olhar para o professor e ver na sua licenciatura uma formação do tipo "pau para toda a colher" nem esperar que cada professor, por motivação intrínseca, busque entre os paus da sua formação, a "colher" que há em si!. Mas também não queiramos que, por cada aluno portador de deficiência que chega à escola,seja admitido um rol de professores "bem preparados" para as diferentes disciplinas - como se tratassem de "lidadores" para enfrentar a "fera".

Uma boa parte do problema parece-nos residir essencialmente na "interface conceptual", ou seja, o modo como o professor, na grande maioria dos casos, encara este aluno e que afeta a "compatibilidade" entre eles. O professor insiste em olhar para o aluno portador de deficiência e, em vez de ver o aluno, vê apenas a sua deficiência.

Se for verdade que há cuidados/conhecimentos específicos que devem preocupar o professor, pois são requeridos pelas características específicas daquela deficiência, não nos podemos esquecer que aquele aluno, antes de ser deficiente é uma criança/jovem de características/necessidades semelhantes às das crianças/jovens normovisuais da sua idade. E tomado assim o aluno portador de deficiência, por parte do professor, a compatibilidade entre ambos está, naturalmente, em boa parte assegurada graças à competência pedagógica que o professor tem que possuir. Chegado aqui, já apenas subsiste uma dificuldade: o modo como tem que efetiva o processo ensino-aprendizagem entre ambos. E para ajudar na superação desta dificuldade, o professor deve saber que pode dispor da ajuda do professor do apoio a alunos com necessidades educativas especiais, vulgo professor do "Ensino Especial".

Todos nós conhecemos estudos que demonstram a dificuldade que o professores têm em trabalhar em grupo e todos nós também sentimos diariamente o quanto de verdadeiro tem esses estudos. No entanto, parece-nos de elevada importância e de toda a conveniência que o professor, confrontado com uma turma/classe que contém um aluno portador de deficiência, assuma uma atitude diferente, isto é, tome consciência da importância de pensar/organizar/planificar as aulas daquela turma em grupo de, pelo menos, três pessoas: ele próprio, o professor da equipe do Ensino Especial e o psicólogo escolar.Desta forma, o professor regular consegue juntar às estratégias que delineou para abordar determinado conteúdo, os aspectos e requisitos a ter em conta no caso do aluno portador de deficiência visual (tipo de material a utilizar, a luminosidade requerida - se tratar de um amblíope...) e a análise da reação do aluno.

Em relação a este último aspecto, importa compreender que o aluno portador de deficiência visual se vê confrontado com dificuldades de toda a ordem e que nem todo o indivíduo consegue enfrentar a adversidade com "um sorriso nos lábios", com uma indispensável motivação e uma aceitação da deficiência com a resignação/moderação comportamental requeridas pela sociedade. Além disso, não nos podemos esquecer que o comportamento social é algo que é apreendido por imitação - possibilidade que está completamente vedada aos indivíduos portadores de cegueira congênita. A análise, compreensão e apoio/correção das atitudes deste aluno é um trabalho árduo que precisa do envolvimento do professor regular (porque a situação-alvo de correção ocorre na sala de aula), do professor do Apoio Especial (porque é ele que vai assegurar o lado "especial" da intervenção) e do psicólogo (porque a delicadeza da intervenção recomenda conhecimentos comportamentais humanos devidamente estudados).

Conscientes de que ainda falta desenvolver bastantes "démarches", nos mais variados níveis de formação, até conseguirmos encontrar a articulação perfeita entre os vários recursos da escola inclusiva, conforta-nos a convicção de que já arredada anda destes meandros a idéia de que o professor do Ensino Especial devia funcionar como fiscal do modo como o professor regular tinha ou não sensibilidade suficientepara ensinar o aluno portador de deficiência; tal como pensamos, já não fazer sentido aquela idéia de que o Ensino Especial funcionava como refúgio dos "professores cansados", ou com "mais coisas para fazer" do que ensinar.

3.Linha do tempo e as modificações sobre a cegueira

Segundo os siteshttp://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/290.pdf e o

www.ccme.org.br/artigos/louis-braille.asp

Quem foi Louis Braille?

Louis Braille nasceu na pequena aldeia francesa de Coupvray, no distrito de Seine-et-Marne, a cerca de 50 km. De Paris, no dia 4 de Janeiro de 1809. O pai, homem de certo prestígio na região, era seleiro ou correeiro. Aos três anos, quando brincava na oficina de trabalho do pai, ao tentar perfurar um pedaço de couro com uma sovela, aproximou-a do rosto, acabando por ferir o olho esquerdo. A infecção produzida pelo acidente expandiu-se e atingiu o outro olho. O menino ficou completamente cego.

Contando com o amor e fiel apoio dos pais, Louis acostumou-se logo à nova situação. Com o auxílio de uma bengalinha, ia à escola, onde demonstrou em pouco tempo inteligência superioraos meninos da sua idade, pois decorava e recitava as lições que ouvia, espantando o professores com a sua inteligência brilhante.

Aos sete anos consegue ingressar na instituição de Valentin Haüy, um homem culto e de nobre coração, que, em1784, fundara em Paris uma escola para instruir os cegos e prepará-los para a vida.

Um encontro com Teresa von Paradise, concertista cega, foi decisivo na sua vida. Teresa idealizara um engenhoso aparelho para ler e compor ao piano, que fascinou Braille.Aprendendo música com ela, tornou-se rapidamente organista e violoncelista. de Santa Ana, em Paris.

Nessa altura seus pais já tinham morrido, assim como o seu grande amigo Haüy, diretor do Instituto que se transformara no seu lar. Como dedicava grande parte do seu tempo à educação dos novos alunos, aceitaram-no como professor do Instituto.

Rapaz educado e agradável era recebido nos melhores salões da época. E foi num desses salões que Braille conheceu Alphonse Thibaud, então conselheiro comercial do governo francês. No meio de uma conversa Thibaud perguntou-lhe porque não tentava criar um método que possibilitasse aos cegos não apenas ler, mas também escrever. A princípio, Braille irritou-se com a sugestão, pois achava que a tarefa devia caber aos que viam e não a ele. Reconsiderando, começou a admitir a possibilidade de realizá-la, mesmo sendo cego. Foi então que começou a trabalhar no código de Barbier. Após três anos, o jovem estudioso conseguiu o que queria: o sistema dos pontos em relevo representando letras. A ponta de uma sovela, o mesmo instrumento que lhe tirara a visão, passara a ser o seu instrumento de trabalho. Geralmente, aponta-se 1825 como o momento em que o jovem aluno inventa o sistema; todavia, apenas em 1829 publica a primeira edição do trabalho, intitulado "Processo para escrever as palavras, a música e o canto-chão, por meio de pontos, para uso dos cegos e dispostos para eles". Deu-lhe forma definitiva na segunda edição, vinda a lume em 1837.

Este sistema é constituído por seis pontos, em duas filas verticais de três, num total de 63 sinais. Este processo de leitura e escrita através de pontos em relevo é usado, atualmente, em todo o mundo. Trata-se de um modelo de lógica, de simplicidade e de polivalência, que se adapta a todas as necessidades dos utilizadores, quer nas línguas e em toda a espécie de grafias, quer na música, matemática, física, etc.

Braille, então com vinte anos, começou a ser procurado pelos alunos do Instituto que lhepediam lições do novo sistema. Estas aulas tinham que ser realizadas às escondidas, mas serviriam - pensava ele - para difundir o método e provar a sua funcionalidade. Braille tentava, ao mesmo tempo, exibir o sistema nos lugares que freqüentava. O máximo que conseguiu foi um ofício, no qualo governo francês agradecia a sua contribuição à ciência.

Em 1827, o primeiro livro em Braille foi publicado. Ainda assim, o novo sistema não teve sucesso imediato. As pessoas com visão não entendiam quão útil o sistema inventado por Braille podia ser, e um dos professores principais da escola chegou a proibir seu uso pelas crianças. Felizmente, tal decisão teve efeito contrário ao desejado, encorajando as crianças a usar o método e a aprendê-lo em segredo. Com o tempo, mesmo as pessoas com visão acabaram por se dar conta dos benefícios do novo sistema.

Mais tarde, Louis Braille acabou por se tornar professor naescola onde ele estudara. Ele era admirado e respeitado pelos alunos, mas, infelizmente, não viveu o suficiente para ver seu sistema largamente adotado, morrendo de tuberculose em 1852, com 43 anos.

Na França, a invenção de Louis Braillefoi finalmente reconhecida pelo Estado. Em 1952, seu corpo foi transferido a Paris, onde repousa no Panthéon.

Segundo os sites http://www.ibc.gov.br/ e o

agenciainclusive.wordpress.com/2008/07/17/

O Instituto Benjamin Constant (IBC) foi criado pelo Imperador D.Pedro II através do Decreto Imperial n.º 1.428, de 12 de setembro de 1854, tendo sido inaugurado, solenemente, no dia 17 de setembro do mesmo ano, na presença do Imperador, da Imperatriz e de todo o Ministério, com o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Este foi o primeiro passo concreto no Brasil para garantir ao cego odireito à cidadania.Estruturando-se de acordo com os objetivos a alcançar, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos foi pouco-a-pouco derrubando preconceitos e fez ver que a educação das pessoas cegas não era utopia, bem como a profissionalização.
Atualmente, o Instituto Benjamin Constant vê seus objetivos redirecionados eredimensionados. É um Centro de Referência, a nível nacional, para questões da deficiência visual. Possui uma escola, capacita profissionais da área da deficiência visual, assessora escolas e instituições, realiza consultas oftamológicas à população, reabilita, produz material especializado, impressos em Braille e publicações científicas.

Centro de ensino especial de deficiente visual (CEEDV) foi criado em 19 de Dezembro de 1991 pela lei nº 203/91 e reconhecido o seu funcionamento através da Portaria nº 104 de 08/11/94. O CEEDV tem por objetivo, a inclusão do aluno cego ou de baixa visão na rede regular de ensino com vistas também a sua futura inserção no mercado de trabalho. O ingresso do aluno no CEEDV é realizado pela Equipe de Avaliação, Apoio e Atendimento Psicopedagógico e este poderá ser encaminhado pela comunidade em geral, instituições de saúde e pelas escolas da Rede Pública ou Privada.

Segundo os Sites: www.aamabas.org/index.html e o criancagenial. blogspot.com/2008_04_01_archive.html;

www.anpedesign.org.br/artigos/pdf/Redesenho%20da%20...%E3o%20de%20defi e o ci%85. pdf}criancagenial.blogspot.com/2008/04/deficincia-visual.html

www.fiemg.com.br/ead/pne/visual.htm

DEFINIÇÃO:

Cegueira:É considerado cego aquele que apresenta desde ausência total de visão até a perda da percepção luminosa. Sua aprendizagem se dará através da integração dos sentidos remanescentes preservados. Terá como principal meio de leitura e escritasistema Braille. Deverá, no entanto, ser incentivado a usar seu resíduo visual nas atividades de vida diária sempre que possível.

O termodeficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias. A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira). Segundo a OMS, o indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, como já foi dito, mesmo após tratamento e/ou correção óptica convencional, e uma acuidade visual menor que 6/18 à percepção de luz, ou um campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ou execução de uma tarefa.

Tanto a cegueira total quanto a visão subnormal pode afetar a pessoa em qualquer idade. Bebês podem nascer sem visão e outras pessoas podem tornar-se deficientes visuais em qualquer fase da vida. A perda de visão ocorrer repentinamente de um acidente ou doença súbita, ou tão gradativamente que a pessoa atingida demora a tomar consciência do que está acontecendo. Ela também ocorre independentemente de sexo, religião, crenças, grupo étnico, raça, ancestrais, educação, cultura, saúde, posição social, condições de residência ou qualquer outra condição específica.
A deficiência visual interfere em habilidades e capacidades e afeta não somente a vida da pessoa que perdeu a visão, mas também dos membros da família, amigos, colegas, professores, empregadores e outros. Entretanto, com tratamento precoce, atendimento educacional adequado, programas e serviços especializados, a perda da visão não significará o fim da vida independente e não ameaçará a vida plena e produtiva.

Segundo os sites criancagenial. blogspot.com/2008_04_01_archive.html:

Para BARRAGA (1976) há três tipos de deficiência visual:

Ies. Portadoresdedeficiencia.vilabol.uol.com.br/DeficienciaVisual.htm

CEGOS: têm somente a percepção da luz ou que não têm nenhuma visão e precisam aprender através do método Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão

VISÃO PARCIAL: têm limitações da àdistância, mas são capazes de ver objetos e materiais quando estão a poucos centímetros ou no máximo a meio metro de distância

VISÃO REDUZIDA: são considerados com visão indivíduos que podem ter seu problema corrigido por cirurgias ou pela utilização de lentes.

Segundo os sites: www.deficientesemacao.com.br/?modulo=visual.

www.entreamigos.com.br/textos/defvisu/inbadev.htm e o

www.cezarliper.com.br/LinkDefiFisiCe.asp

CAUSAS:

De maneira genérica, podemos considerar que nos países em desenvolvimento as principais causas são infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por doenças como as cataratas. Nos países desenvolvidos são mais importantes as causas genéticas e degenerativas. As causas podem ser divididas também em: congênitas ou adquiridas.

Causas congênitas: amaurose congênita de Leber (malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita).

Causas adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.

FATORES DE RISCO:

Histórico familiar de deficiência visual por doenças de caráter hereditário: por diabetes, hipertensão arterial e outras doenças sistêmicas quepodem levar ao comprometimento visual, por exemplo: esclerose múltipla.

Senilidade, por exemplo: catarata, degeneração senil de mácula.

Não realização de cuidados pré-natais e prematuridade.

Não utilização de óculos de proteção durante a realização de determinadas tarefas (por exemplo, durante a solda elétrica).

Não imunizaçãocontra rubéola da população feminina em idade reprodutiva, que pode levar a uma maior chance de rubéola congênita e conseqüente acometimento visual.

Segundo os sites:www.lmc.org.br/dv.htm e o www.ccrenaux.com.br/imprensa/artigos/deficiencia%20visual. pdf

IDENTIFICAÇÃO:

Alguns sinais característicos da presença da deficiência visual na criança são desvio de um dos olhos, não seguimento visual de objetos, não reconhecimento visual de familiares, baixa aproveitamento escolar, atraso de desenvolvimento. No adulto, pode ser o borra mento súbito ou paulatino da visão. Em ambos os casos são vermelhidão, mancha branca nos olhos, dor, lacrimeja mento, flashes, retração do campo de visão que pode provocar esbarrões e tropeços em móveis. Em todos os casos, deve ser realizada avaliação oftalmológica para diagnóstico do processo e possíveis tratamentos, em caráter de urgência.

DIAGNÓSTICO:

Obtido através do exame realizado pelo oftalmologista que pode lançar mão de exames subsidiários. Nos casos em que a deficiência visual está caracterizada, deve ser realizada avaliação por oftalmologista especializado em baixa visão, que fará a indicação de auxílios ópticos especiais e orientará a sua adaptação.

Segundo site: www.anpedesign.org.br/artigos/pdf/Redesenho%20da%20...%E3o%20de%20defici%85. pdf

ALGUNS DADOS ESTATÍSTICOS:

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 1% da população mundial apresenta algum grau de deficiência visual. Mais de 90% encontram-se nos países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos, a população com deficiência visual é composta por cerca de 5% de crianças, enquanto os idosos são 75% desse contingente. Dados oficiais de cada país não estão disponíveis

5. Um Estudo de caso: Numa escola publica na periferia de Brasília:

A metodologia foi um estudo de caso qualitativo desenvolvido em uma escola Publica do Distrito federal no período de fevereiro a abril de 2009, se localizando na preferia de Samambaia. Foram selecionados 3 alunos entre 4 e 6 anos com necessidades especiais visual, mas 3 pais entre 20 a 30 anos e a coordenadora pedagógica entre seus 30 anos. Tendo seguintes observações a troca de conhecimentos epistemológicos e conhecimentos empíricos positivos e negativos quando da parte do grupo docente da escola, os alunos e as famílias que seria entrevista para construção e contribuição do meu artigo final da conclusão do meu curso de pedagogia. Durante as semanas seguintes conversei bastante com todos da escola e conheci a rotina escolar, durante as minhas entrevistas com a coordenadora pedagógica, os alunos e os pais eu mudei os nomes de cada um e coloquei nas minhas entrevistas iniciais de letras e nome da escola nem um momento eu vou citar sua localidade.

A coordenadora pedagógica dessa escola faz um trabalho brilhante e maravilhoso com os responsáveis dos alunos com necessidades especiais. Ela trabalha com palestras, para ajudar eles aceitar suas crianças com necessidades especiais visuais e com os funcionários e os professores ela sempre está oferecendo cursos onde estão sempre atualizados com as mudanças que o nosso ensino especial está sofrendo a cada dia. Com os alunos sempre conversas coletivas, individuais dentro da sala de aula e fora em outra ambiente escola, mostrando para eles como fazer essa inclusão desses alunos. Ela sempre fala para os alunos que não pode excluir e sim incluir os alunos especiais da melhor forma para se sentir bem para aprender. Durante esse meu período na escola não foi só ouvinte e sim participei das oficinas dos alunos com necessidades especiais onde eles aprendem sempre atividades pedagógicas adaptadas para eles. Também ajudei na festa de páscoa dos alunos; todo ano eles fazem essa festa e outras para ganhar meios financeiros para melhoria dos espaços arquitetônicos para os alunos com necessidades especiais. Essas alterações nos espaços dentro da escola são feitas pelos pais de todos os alunos com ou sem necessidades especiais.

Na primeira semana meu estudo de caso foi com a coordenadora pedagógica. Ela me respondeu todas as perguntas mostrando um amplo conhecimento sobre educação especial. Ela é formada no antigo normal, em pedagogia esta cursando psicopedagogia. Ela tem vários anos na área de educação e antes de ser a coordenadora pedagógica ela tinha muito tempo em sala. Com essa coordenadora pedagógica foram 5 questões. As minhas análises das perguntas juntamente com as respostada delas foram com o objetivo de uma pesquisa quantitativa de campo para perceber como este indivíduo lida com Educação Especial, Ensino regular e Educação Inclusiva. Assim formando diferentes formações ideológicas. De acordo a literatura, oportunidades de fazer escolhas, tomar decisões e expressar preferências são aspectos bastante negligenciados em programas educacionais para as pessoas com limitações intelectuais. O principal foco de minha entrevista foi quando eu perguntei para ela quem são os sujeitos da educação inclusiva ele me respondeu: "No meu ponto de vista, nos anos de docência, são todos, da família à comunidades, os alunos, o corpo docente da escola, são aqueles demais profissionais cuja atuação está relacionada com escola" (K.A)"

No segundo momento foi com os alunos, onde eles estavam acompanhados da coordenadora pedagógica e seus responsáveis. Cada um teve um dia e uma hora individual e esse horário era fora da aula para não prejudicar eles na aprendizagem. Houve alunos que levaram, mas tempo para responder, às vezes respondia, às vezes queria só brincar, outros não já responderam logo. Foram 3 crianças, as suas idades eram entre 3 e 6 anos, na educação infantil, no jardim I e II. Foram 6 questões individualmente totalizando 36 questões. Cada criança que foi entrevistada tem um grau de cegueira e outro grau de deficiência na sua aprendizagem em sala de aula porque as escolas anteriores não fizeram os estímulos precoces para ajudar na aprendizagem e sempre elas foram excluídas, sofreram muitos preconceitos. Por isso foram escolhidas para minha pesquisa de campo. Meu estudo de caso fala dessa exclusão a inclusão deles.

A minha análise dessa parte da pesquisa que qualitativa foi com o objetivo de campo para ver a relação deles com suas necessidades especiais e o preconceito que eles sofrem.

A Constituição Federal, 1988; Lei nº 8069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente; Lei nº 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional; Lei nº 10.172/2001, Plano Nacional de Educação e Decreto 3.956/2001, dentre outros documentos nacionais e internacionais têm fornecido a base para a formulação de políticas públicas tendentes à inclusão de pessoas com necessidades educativas especiais no ensino comum.

Nesse estudo de caso algumas perguntas que fiz para os alunos me chamaram mais atenção. Quando eu perguntei para o aluno Você sabe fala para tia qual seu grau de cegueira? A criança me responde de maneira simples e natural: Sei sim tia, eu tenho cegueira total, minha fala você tem estudar para saber os seus direitos. "Tia pode ter pouca idade, mas já compreendo que sociedade sempre vai olhar torto para pessoa com cegueira, mas vou estudar muito para mudar isso você vai ver tia" (JJ). Em outro momento com essa criança foi que me deu um pouco de trabalho, porque ela só queria brincar comigo, então eu tive que usar outro meio para essa criança responder, brincando com ela. Aos poucos ela foi me respondendo, no único momento ela parou de brincar foi para responder essa pergunta Você sabe fala para tia qual seu grau de cegueira? a criança parou me respondeu: "Sei sim, eu tenho uma cegueira parcial desse olho direito, eu vejo só um pouco, e do outro nada" (M.C),no ultimo momento da minha entrevista com esse aluno foi o mais complicado porque ele tem 6 anos e está no jardim e II, a sua mãe vive um luto constante por conta da realidade do seu filho ser cego. Ela não aceita e fato e queria o deixarele ir para escola. Por isso foi tarde para escola, só foi para escola porque sua vizinha tem uma filha que estuda nessa escola e falou para diretora, assim ela foi atrás dessa criança. Aos poucos ele está sendo incluído na escola e sua comunidade. Mas a criança é muito esperta. Quando fiz uma pergunta para ele: "Você sabe fala para tia qual seu grau de cegueira?" ele me respondeu de forma triste, mas com vontade de vencer todos seus obstáculos "Sei sim sou cego desse que nasci. Eu aceito bem a minha condição que papai do Céu me deu, mas minha mãe não aceita muito, porque ela acha que foi um castigo de Deus por isso que demorei a vir para escola e isso me atrapalhou muito, mas aos poucos vou recuperando os anos perdido que fiquei dentro de casa"(P.A)

No ultimo momento do meu estudo de caso foi com os responsáveis pelos alunos que foram entrevistados. Foram três entrevistados, cada uma respondeu quatro perguntas individuais onde eu fiquei sozinha na sala com cada um, totalizando doze perguntas. O objetivo desta pesquisa de campo foi desenvolver uma análise através da coletas de dados para ver como os pais vêem a relação de como cada um desses indivíduos ao lidar com Educação Especial, Ensino regular e Educação Inclusiva. Durante minha pesquisa, à primeira mãe do aluno J.J eu fiz uma pergunta Você trabalha fora ou ficar por contar de cuida seu filho com necessidades especiais?. Ela me respondeu, eu fiquei um pouco surpresa: "Como sou mãe solteira eu que tenho que colocar o que de comer dentro casa. Eu trabalho numa casa de família e quem cuida dele para mim e minha filha mais velha. Sempre que tenho folga nessa casa família eu venho na escola para saber com ta meu moleque si ta aprendendo diretinho (A.C)". Com outro responsável eu fiz outra pergunta simples: "Você sabe o que cidadania?" ela me respondeu de uma maneira simples, mas sobe me mostrar um conhecimento: "Sei sim, é quando eu, cidadão comum, sabe quais são seus direitos e deveres, principalmente eu que tenho criança com necessidades especiais, tenho saber para brigar por direitos dela" (X.J). Com a ultima mãe foi bem mais complicado, ele não aceita seu filho como ele é e a sua necessidade visual. O pior que senti foi que seu esposo tem vergonha, culpa até mesmo um preconceito com seu filho; por eles a criança fica escondida em casa do resto do mundo. Quando fiz uma pergunta para eles: "Como e relação do seu filho com sua família e a sociedade que ele vive?" ele me respondeu "E pior possível porque eu não gosto de ninguém da rua onde eu moro. A fofoqueira da minha vizinha falou para o diretor da escola que eu proibia do P.A ir a escola, não é isso, só quero proteger ele do mundo, mas eleesta indo para a escola agora. Meu esposo também não tem uma relação dentro de casa, minha família não vejo desse que casei, o único lugar que sinto bem e na igreja. Mas meu filho tem pessoas que gostam dele e a escola é bom lugar para ele hoje. Eu vejo já com outros olhos a escola e seus novo amiguinhos"( F.A)

A educação inclusiva tem recebido uma especial ênfase nos discursos políticos e acadêmicos, embora, na prática, não se reconheça a sua complexidade. Entretanto, se a Educação Inclusiva, na área da educação especial, tem uma produção significativa, o mesmo não se observa no campo da discussão relativa à exclusão propostas e práticas de inclusão de crianças com algum tipo de dificuldade de aprendizagem na rede regular de escolas, com vistas, especialmente, à sua integração na comunidade.

6. Para não finalizar:

Diante da elaboração desse artigo eu posso indagar acerca da relação entre educação infantil a inclusão dos nossos pequenos no todo da nossa sociedade. Analisar as diferenças é analisar a diversidade. Olhar para o outro com respeito não pede a prerrogativa da auto-anulação; não há necessidade de subtrair-se de seu subjetivismo para entrar no do outro. O que deve ser ratificado no imaginário das pessoas é o respeito às diferenças, pois numa sociedade marcada pelas alteridades não podemos nos isolar num núcleo padronizado de pessoas bonitas e supostamente saudáveis, deixando à margem deste núcleo parcelas de seres humanos que têm algum tipo de deficiência. As dessemelhanças não são doenças, assim como as deficiências não são prisões. O senso comum, base do preconceito, imputa a sociedade à certeza de que todo aluno especial ou toda pessoa especial é uma pessoa invalida que necessita da compaixão e da pena do outro. É mister deixar claro que todo deficiente, pela própria condição de deficiente, desenvolve outras habilidades que nós, supostas pessoas normais, nunca vamos desenvolver. Toda esta carga de preconceito reflete o discurso vazio de pessoas não informadas e também informadas, que são as genuinamente preconceituosas. Estamos nos colocando mais no lugar do outro e quebrando as fronteiras do preconceito. Estamos construindo conhecimento e suplantando as informações ratificadas pelo tal senso comum. Estamos descobrindo que não há identidades especiais e que por isto não precisamos de tratamento diferenciado para alguns; precisamos de tratamento especializado, atendendo às necessidades de algumas pessoas. As pessoas podem ser especiais e isto pede a prerrogativa de um "tratamento" especializado, daí a importância de não se falar muito em identidade especial por ser uma expressão meio pejorativa.

Então, é importante uma nova exegese dos currículos, ou seja, uma nova e profunda interpretação dos mesmos; uma reestruturação do mundo acadêmico. Onde a Pedagogia da Diversidade mostre os caminhos para compreensão da pessoa como pessoa e não como gênero; não como raça; não como sexualidade; não como cor; não como idade; não como sexo. Por isto é importante compreender que todos nós somos idiossincrásicos (somos sim diferentes e reagimos de forma diferente frente à várias situações) e que temos nossas limitações que são ou não visíveis. Todos nós temos as nossas necessidades, mas elas não receberam diagnósticas e nem adjetivos médico-biológico. Não somos estereótipos de uma sociedade cruel e segrega Dora, pois somos os segregadores. Temos que abrir os olhos e vermos que os nossos adjetivos são piores: preconceituosos, separatistas, individualistas, cruéis e tolos.

Estudos feitos por nos aportaram para uma necessidade de intervenção do governo para elaborar políticas públicas para os alunos com necessidades especiais, por essa, o assunto não se esgote aqui sugiro que novas pesquisas sejam feitas posteriormente.

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* Professor do 2º Ciclo do Ensino Básico na Escola E.B. 2.3. Do Viso, em Viseu.

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Autor: JOSE FRANCISCO DE SOUSA