Projeto De Construção De Hortas



PROJETO DE CONSTRUÇÃO DE HORTAS

''HORTAS''O exemplo Começa na escola.

João do Rozario Lima

SERINGUEIRAS- RONDÔNIA-2008.

INTRODUÇÃO

Este projeto foi baseado no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), criado em 1954, é o mais antigo programa social do Governo Federal na área da educação.Até em 1993, era totalmente centralizada: União fazia a aquisição, o controle de qualidade e a distribuição dos gêneros alimentícios para o preparo da merenda.Com isso a distribuição era prejudicada de diversas formas pela distância e pela diversidade geográfica e cultural do país.Com todo este estorvo o problema só se agrava, dava-se preferência à compra de produtos não-perecíveis, semi-elaborados e formulados.Além do alto custo desse tipo de alimento, havia entraves burocráticos, acidentes rodoviários e extravios de carga durante o transporte, que contribuíam ainda mais para atrasar a entrega.

Foi em 1994 o sistema começou a ser descentralizado, em um processo que se consolidou em 1988, agilizando a compra e contribuindo para melhoria da qualidade dos alimentos utilizados.Agora, o FNDE transfere os recursos diretamente para as Entidades Executoras (estados, Distrito Federal e municípios), normaliza e acompanha a execução do Programa.As Entidades Executoras foram criadas para utilizar 70% dos recursos financeiros na aquisição de produtos básicos, com prioridade para os que são semi-elaboradas e in natura.Com isso torna-se possível a compra de alimentos possíveis na própria localidade, contribuindo para desenvolvimento comercial social da região.A meta é de oferecer a merenda em todos os duzentos dias de efetivo trabalho escolar.

O cardápio, elaborado por uma nutricionista, deve respeitar os hábitos alimentares locais e suprir no mínimo 15% das necessidades diárias dos alunos.

Para prosseguir esta renovação foi criado em cada Entidade Executora o Conselho de Alimentação Escolar (CAE).Trata-se de um colegiado composto por representantes dos poderes Executivo e Legislativo, pais, professores e outros segmentos da sociedade civil.Isso faz com que todos participam do programa das prestações de contas e, além disso, envolvam sociedade civil na distribuição da merenda em sua comunidade.Os resultados são a compra de produtos melhores a preços menores, bem como a redução de gastos com transporte e de riscos de contaminação e deterioração da merenda por problemas de armazenamento.

E sendo visto o programa que atende gratuitamente todo o universo de alunos do ensino fundamental.

OBJETIVO GERAL

Incentivar as crianças e a comunidade a construir hortas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Estimular a construção de hortas nas casas dos alunos e nas comunidades procurando envolve-los neste contexto.

Estimular a interação professor-aluno e mudanças práticas de atitudes e a formação de novos hábitos com responsabilidade a adquirir novos conhecimentos com a aprendizagem através da prática do dia-a-dia.

Oferecer aos professores e alunos um eficiente instrumento para a formação de consciência ambiental e alimentar.

 

JUSTIFICATIVA

O projeto "HORTA" O EXEMPLO COMEÇA NA ESCOLA, consiste na implantação de construção de hortas nas escolas por professores, alunos, funcionários e comunidade, para promover a interação de conhecimento entre os mesmos da prática de conhecimentos que já possuem, além disso, adquirir novos conhecimentos na prática.

Deverá ser uma escola em que todos os professores farão parte da monitoração deste trabalho.

A sensibilização dos alunos para o projeto será feita pelos professores das próprias unidades escolares, prevendo-se a exibição de vídeos sobre a importância da alimentação para a saúde, a importância das vitaminas que contém as verduras para a nossa vida alimentar.

A educação do paladar é o nosso forte, permeia a vida inteira (pp.20).

E muita mediação substitui a família na responsabilidade de dar às crianças os primeiros definidores conceitos sobre educação do alimento (Horta, pp83).

Para melhor entende-se a riqueza do alimento basta olhá-lo, entendê-lo, explicar aos alunos como é feito, deixar que vejam como se faz, permitir que dêem uma "mãozinha", tudo isto pode ajudar a remover barreiras de preconceitos e fazer com que a criança coma de tudo (Horta, pp84).

Isso faz com que se abrange diverso projeto simples, mas que supram necessidades para uma vida mais saudável e propicia a permitir-se a experimentarem pratos diferentes do nosso cotidiano.Entre eles pode ser mungunzá, com milho e leite de castanha, pão de milho, suco com as casca de abacaxi, chás de plantas medicinais, sopa de maxixe, mingau de jerimum, chá quentes com abóbora, croquete de carne com macaxeira, pirarucu salgado, tacacá, tucupi e jambo entre tantas outras comidas e temperos desconhecidas no resto do Brasil.É necessários muitos respeito e amor para cozinhar e uma boa mão para o tempero.

A educação se faz também na escola onde tudo o que se aprende, ouve ou vivencia torna a criança de hoje, um adulto mais sereno e responsável por saber como adquiriu essa conquista em experiências enriquecedoras que poderá prosseguir esses ensinamentos para as demais pessoas no seu convívio.

A PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS

Neste projeto, os alunos podem atuar como responsáveis pela seleção das espécies a serem cultivadas, pela obtenção de mudas e sementes e pela semeadura, plantio e cuidado com a horta.Eles podem também realizar a colheita, a higienização e o preparo dos alimentos, com a supervisão dos adultos.

A PARTICIPAÇÃO DO (A) DIRETOR (A)

O diretor (ou diretora) tem uma participação fundamental nesse projeto, pois você será responsável pela supervisão do mesmo, coordenando as decisões tomadas pela equipe pedagógica. Sua participação será importante também na resolução dos problemas que surgirem, realizando o contato com especialistas e outros profissionais que possam colaborar com o projeto.

A PARTICIPAÇÃO DOS PROFESSORES E DOS FUNCIONÁRIOS DA ESCOLA:

Os professores podem atuar auxiliando e orientando os alunos no desenvolvimento e manutenção da horta. Eles podem também elaborar estratégias para tratar dos conteúdos das diferentes áreas no contexto deste projeto, lembrando-se de que ele não se restringe à área de ciências.

As merendeiras da escola podem participar da higienização e do preparo dos alimentos, além de auxiliar os alunos a escolher e preparar receitas gostosas que tenham, entre seus ingredientes, os alimentos cultivados na horta.

 

MATERIAL

1 – Uma carriola

2 – Duas enxadas

3 – Dois enxadões

4 – Um rastelo

5 – Adubo orgânico

6 – Inseticida para matar insetos

7 – Cavadeira de duas bocas

8 – Sementes

9 – Quatro regadores

PROCEDIMENTOS

O projeto não tem um tempo de duração que possa ser pré-estabelecido. Afinal. Uma vez montada a horta, é possível prever que, a cada ano, as turmas continuarão com o plantio dos alimentos. A horta acabará se tornando um patrimônio da escola. Por outro lado à participação dos alunos neste projeto precisa ser muito bem planejado. A cada inicio de ano letivo, é preciso prever quem plantará o que e quando.

As turmas de educação infantil, 1ª e 2ª séries cultivem temperos, ervas e plantas com partes comestíveis grandes e coloridas de crescimento rápido e de fácil cultivo (alface e rabanete, por exemplo);

As de 3ª, 4ª e 5ª séries cultivem cenoura, beterraba, couve-manteiga e outros alimentos que tenham de ser inicialmente planejados em uma sementeira.

As turmas de 6ª à 9ª séries decidam o que cultivar em conjunto com os professores das áreas de ciências, matemática, língua portuguesa etc, considerando os conteúdos que estão sendo trabalhados em sala de aula e os projeto em desenvolvimentos.

REFERENCIA BIBLIOGRAÁFICA

ESCOLAS, ESPAÇOS E PESSOAS, Idéias práticas para aprimorar a escola. equipe de elaboração CEDAC

VAMOS COMER. Educação Alimentar no Currículo Escolar.


Autor: João do Rozario Lima