Reflexões: Da ética Aristotélica Para A ética Na Sociedade Brasileira Atual



FACULDADE MADRE THAÍS

ADRIANO RODRIGUES FERREIRA

REFLEXÕES:

DA ÉTICA ARISTOTÉLICA PARA A ÉTICA NA SOCIEDADE BRASILEIRA ATUAL

Ilhéus (BA)

Maio / 2008

ADRIANO RODRIGUES FERREIRA

REFLEXÕES:

DA ÉTICA ARISTOTÉLICA PARA A ÉTICA NA SOCIEDADE BRASILEIRA ATUAL

Artigo científico apresentado para o VII Seminário Integrador do curso de Administração da Faculdade Madre Thaís, sob a orientação do docente Marco Antônio C. Bomfim, professor de Filosofia e Ética.

Ilhéus (BA)

Maio / 2008

REFLEXÕES:

DA ÉTICA ARISTOTÉLICA PARA A ÉTICA NA SOCIEDADE BRASILEIRA ATUAL

Adriano Rodrigues Ferreira[1]

RESUMO

Da Ética Aristotélica para a Ética na Sociedade Brasileira Atual diz respeito a um estudo reflexivo das transformações na conduta humana no campo ético, seja no âmbito empresarial, profissional ou do senso comum. Traz referências aos conceitos e aos pensamentos de Aristóteles sobre o tema relacionando-os com o cenário brasileiro atual. Objetiva transparecer as mudanças vistas na ética e na moral em dois momentos da história. Chegando a considerar por fim que o conceito de ética no pensamento filosófico de Aristóteles leva a contextualização descritiva do que é ética, na sociedade contemporânea, neste cenário se justifica a criação de códigos éticos para a conduta social, profissional e empresarial em prol de uma convivência mais harmônica, justa e livre. Porém, se faz necessário que os valores éticos e morais sejam impregnados na essência humana do cidadão brasileiro, e que as decisões, em qualquer instância, sejam de bom-censo sem ferir o outro ou a coletividade.

Palavras-chave: Ética; Aristóteles; Sociedade brasileira atual; Meio social comum; Ética profissional; Ética empresarial.

INTRODUÇÃO

Os primeiros estudos sobre ética partiram dos filósofos da cultura ocidental, mais especificamente na Grécia antiga[2], refletindo sobre os problemas fundamentais da moral, então o homem se consolida em objeto de pesquisa para o discurso moral e político como forma de enquadramento social, no âmbito de teorizar a finalidade e o sentido do viver humano, as bases da obrigação e do dever, a essência do bem e do mal, o valor da consciência moral, e razões para a justiça e a harmonia das condutas.

Contudo, o entendimento ético discorre filosoficamente em épocas diferentes e por vários pensadores, dando assim, diferentes conceitos e formas de alusão ao termo. Neste quadro, investigaremos a obra Ética a Nicômaco, de Aristóteles, e seus pensamentos sobre a ética, a conduta, a moral e a virtude compondo uma relação com o cotidiano humano contemporâneo no Brasil, versando sobre a presença do fundamento ético e seus valores no meio social comum, empresarial e profissional.

1. CONCEITOS DE ÉTICA

A palavra ética vem do grego Ethikós, que significa "modo de ser". Trata o comportamento humano pelo seu valor moral, a natureza do bem e do justo. É também chamada de filosofia moral, por tratar dos valores em sociedade, isto é, do comportamento humano pelo seu valor moral.

"Ética (gr. ethike, de ethikós: que diz respeito aos costumes). Parte da filosofia prática que tem por objetivo elaborar uma reflexão sobre os problemas fundamentais da moral (...), mas fundada num estudo metafísico do conjunto das regras de conduta consideradas como universalmente válidas. Diferentemente da moral, a ética está mais preocupada em detectar os princípios de uma vida conforme a sabedoria filosófica, em elaborar uma reflexão sobre as razões de se desejar a justiça e a harmonia e sobre os meios de alcançá-las. A moral está mais preocupada na construção de um conjunto de prescrições destinadas a assegurar uma vida em comum justa e harmoniosa".(JAPIASSÚ; MARCONDES, 1996, p. 93)

A ética filosófica reflete sobre os valores essencialmente impregnados na sociedade para a busca da moralidade e consciência, e o meio de como alcançar esses valores morais. Porém inicialmente, quando dos primeiros pensadores gregos, não se estabeleceu regras de conduta nas relações humanas, como atualmente se revela em códigos de ética profissionais, políticos ou empresariais intuídos em harmonizar moralmente as interações sociais.

Desse modo, a moral consiste num conjunto de comportamentos e normas aceitos como válidos nas relações humanas, e a ética, diferentemente da moral, trata de estudar sobre a aceitação de alguns comportamentos como legítimos, válidos, considerando sempre outras morais pertinentes a aspectos pessoais e culturais. No entanto, é atribuído à moral dizer o que deve ser feito em determinada situação comum ao interagir do homem com o ambiente e a sociedade, e à ética expor reflexões sobre o comportamento moral e a conduta de cada indivíduo em seu meio. A ética configura a união de um sujeito e seus valores, ou seja, um conjunto do agente moral e suas virtudes éticas, intrinsecamente ligadas.

Sinteticamente, a ética é o estudo dos juízos da conduta humana, que é passível do bem e do mal, presente em um único ser ou em grupo. Está presente em todas as ordens vigentes no mundo, na escola, na política, no esporte, nas empresas e é de vital importância nas profissões, principalmente nos dias atuais.

2. A ÉTICA ARISTOTÉLICA

O discurso exposto pelo realismo aristotélico[3], considerava o universo como ordenado por leis constantes e imutáveis. Essa ordem rege não só fenômenos naturais, mas também os de ordem política, moral ou estética. Alegando existir uma ciência "primeira", a metafísica, que estuda o ser e procura enunciar que essa ordem torna inteligíveis todos os fenômenos.

Neste cenário, a teoria ética filosófica objetiva estabelecer o bem tanto ao individuo quanto à sociedade num todo. Então, o comportamento ético é o que se considera prudente. Porém, uma questão central que a moral e a ética tratam, e que é muito difícil de responder, é "como devo agir para com os outros?". A visão sob a ética na filosofia grega clássica se faz mais empírica, claramente exposta nas obras de Aristóteles.

"(…) os homens tornam-se arquitetos construindo e tocadores de lira tangendo seus instrumentos. Da mesma forma, tornamo-nos justos praticando atos justos". (ARISTÓTELES, II)

A ética, segundo Aristóteles, serve como condução do ser humano à felicidade, no sentido mais amplo da palavra. E é em toda interação, na dinâmica do convívio social, que se possibilita transparecer os valores éticos e morais humanos, assim como o desenvolvimento destes.

Aristóteles acreditava que o exagero é motivador para a criação de conflitos com outros indivíduos ou com a sociedade, e enquanto tal pode afetar o nosso caráter, com isso os excessos prejudicam a imagem do homem social. E é na observação e reflexão de tais fatos que irá surgir, originar-se a doutrina do justo meio, onde a virtude intermedia pontos extremos, os vícios ou defeitos de caráter. O comedimento, a moderação, o afastamento do excedente vem para amparar a conduta virtuosa.

"Virtude (lat. Virtus). (...). Em um sentido ético, a virtude é uma qualidade positiva do indivíduo que faz com que este aja de forma a fazer o bem para si e para os outros. (...). Na filosofia moderna, a palavra "virtude" passou a designar a força da alma ou do caráter. Neste sentido moral, designa uma disposição moral para o bem. (...) a coragem, a justiça, a lealdade".(JAPIASSÚ; MARCONDES, 1996, p. 271)

Em, A Ética a Nicômaco, principal obra de Aristóteles sobre ética, o pensador esclarece que a finalidade suprema que governa e justifica a maneira do ser humano conduzir seus atos e sua vida é a felicidade, que não está correlatada com os prazeres, nem implicita nas honrarias recebidas pelo ente agraciado, mas numa vida repleta de posturas e comportamentos virtuosos. E o homem dotado de prudência e habituado ao exercício de tal, encontra no justo meio entre os extremos de seus atos e decisões a virtude.

Então, seguindo a concepção do realismo aristotélico de que uma ordem subjacente rege as coisas, a virtude aparece como a medida determinada por esta ordem e pelos fins que a sobredeterminam visando o desenvolvimento pleno do ser humano.

"Costuma-se dizer que nada há que acrescentar nem tirar nas coisas bem-feitas, considerando-se que o excesso ou a falta destrói a perfeição e a justa medida a conserva (...). E a virtude que é mais perfeita e melhor que toda a arte, do mesmo modo que a natureza, tenderá para o meio. (...) Chamo meio da coisa o igualmente distante dos extremos, que é um e idêntico para todos, meio a respeito de nós, o que não é excesso nem falta. E este não é único nem idêntico para todos". (ARISTÓTELES, III)

"A virtude é uma disposição adquirida voluntariamente, consistindo, em relação a nós, em uma medida, definida pela razão conforme a conduta de um homem que age refletidamente. Ela consiste na medida justa entre dois extremos, um pelo excesso, outro pela falta". (ARISTÓTELES, VI)

Portanto, a virtude está no meio termo das decisões de comportamento, de como atuar para uma situação específica, e o vício se dá pela falta ou pelo excesso. Procurando estabelecer uma aplicação de tal conceito, creio que não seria um equívoco dizermos que, em um processo de negociação onde as partes têm interesses diferentes, chegar à satisfação desejável destas (cliente e empresa) é o que podemos chamar de virtude, enquanto que seus opostos são: a exploração do poder aquisitivo do cliente aproveitando o seu desconhecimento quanto ao custo-benefício do objeto da venda e o valor monetário de mercado comum ao mesmo objeto (excessos na margem de lucratividade sobre o custo do pruduto); e a conseção de decontos maiores que o lucro obtido na negociação na tentativa de fidelizar este cliente desvalorizando o valor monetário de mercado do objeto da venda e seu custo-beneficio (ausência de lucratividade sobre o custo do produto).

"(...) a virtude está em nosso poder, do mesmo modo que o vício, pois quando depende de nós o agir, também depende o não agir, e vice-versa. de modo que quando temos o poder de agir quando isso é nobre, também temos o de não agir quando é vil; e se está em nosso poder o não agir quando isso é nobre, também está o agir quando isso é vil. logo, depende de nós praticar atos nobres ou vis, e se é isso que se entende por ser bom ou mau, então depende de nós sermos virtuosos ou viciosos". (ARISTÓTELES, III)

Em suma, para Aristóteles a ética é tratada como a ciência das condutas humanas, objetivando enfim comprometer-se em possibilitar ao homem a garantia da felicidade através de uma vida regida por virtudes morais e éticas. Pois, a razão deve direcionar o cotidiano, e com isso dominar os vícios e criar bons hábitos, e a mediana entre as atitudes, as condutas e as decisões, é o mais importante para estabelecer o equilibrio e proporcionar o bem,assim como o desenvolvimento harmonioso do ser em seu meio.

3. A ÉTICA NA SOCIEDADE BRASILEIRA ATUAL

3.1 O meio social comum

Trazendo a teoria ética aristotélica para a nossa realidade atual, parece-nos a primeira vista que o cidadão brasileiro, em grande parte, esqueceu ou optou por distanciar-se de certos "valores formadores".

Ressaltando que, o comportamento ético é o ato de agir, de decidir, de fazer o bem de fato, por uma conduta virtuosa na comunidade em que estamos inseridos, deste modo conduzimos uma vida mais harmoniosa em sociedade, na busca da felicidade, da liberdade e da justiça. E na filosofia moderna, a conduta virtuosa designa uma disposição moral para o bem individual e comum.

A sociedade brasileira, nas últimas décadas, vem sofrendo grandes alterações, principalmente se considerarmos o comportamento dos cidadãos, as crenças e os valores culturais. Modificações estas, que vêem deixando perplexa uma gama cada vez maior de seus cidadãos; no entanto, seria aceitável, ou melhor, seria consciente esta perplexidade, uma vez que esta transformação se não foi por ela motivada, não deixou de por ela ser aceita? Portanto, vive-se hoje em nosso país em uma imensa e profunda crise moral e ética.

O que falar dos sucessivos escândalos na política, que alcançam da mais baixa a mais alta esfera dos cargos públicos? Da utilização de verbas públicas para interesses particulares e enriquecimentos ilícitos? O que dizer do cidadão que se diz indignado com a corrupção dos políticos, no entanto, em suas ações particulares age dentro da mesma lógica, por exemplo, furar fila em bando? Ou pagar propina para receber a carteira de motorista sem fazer o teste? Comprar o voto de eleitores "inconscientes" ou "indecentes" por meio de programas assistencialistas? Assim como, vender a sua cidadania e perder a sua dignidade em prol de quantias irrisórias e ou a obtenção de uma subsistência pelo menor esforço? Outro exemplo desta inversão: hoje, interpretar a criminalidade como principal causa da exclusão social e da heterogeneidade na concentração de renda é entender apenas parte da dimensão desta realidade, devido a estas não serem causas e sim, conseqüências. O problema da exclusão não é somente social, é, principalmente, moral. Pois, vemos que, não é a vontade de seguir em conformidade com normas de conduta ética ou leis estabelecidas para a sociedade que faz com que os cidadãos brasileiros, sem generalizar!, se comportem como espera o meio social, e sim, o medo de sansões punitivas originárias de desvios de conduta.

Neste quadro, seguem "impregnados" na rotina dos brasileiros, novamente sem generalismo, atos imorais e antiéticos, o que não concede direitos de julgamento e crítica a transgressões corruptas em qualquer ordem social, pois o "jeitinho brasileiro" também se configura inserido numa moral oportunista, onde o individualismo ampara o interesse do triunfo conveniente em detrimento do interesse do outro ou da coletividade. Passando o Brasil a carregar consigo a imagem de uma sociedade corruptora e corruptível, descrente das práticas virtuosas de seu povo e das suas instituições.

Contudo, existem os íntegros em que se pode confiar; àqueles que não pensam egoisticamente, que se incomodam com o rompimento dos valores éticos e morais na dinâmica das relações sociais. E, ainda, no íntimo ou explicitamente, ninguém quer ser flagrado em desvios de conduta, transgredindo a posturas esperadas pela coletividade a que está inserido, ou a valores culturais preestabelecidos. É a partir desta moral da integridade que se emoldura o homem virtuoso, honesto, leal, idôneo, amparado por uma postura ética fundamentada nos princípios aristotélicos para a busca da convivência harmônica do ser com seu meio em prol do bem individual e comum.

3.2 O meio profissional e empresarial

Atualmente, a ética se faz essencial para a interação no meio social comum, e assim também se faz primordial na regulação e regulamentação das relações profissionais e empresariais, numa contextualização que deixa de ser mais empírica, filosoficamente como tratava Aristóteles, e passa a ser mais descritiva na conduta ética regida por códigos normativos. A aplicação da ética é sumariamente importante para a efetividade profissional e organizacional, principalmente no Brasil, que traz em seu povo valores deturpados do que é moral e virtuoso, e a descrença no que se afirma responsável socialmente.

No âmbito profissional, a ética é relevante por estar presente nas menores atitudes e fica claro que em todas as profissões existe uma maneira certa, prudente e justa, de decidir, de conduzir e fazer uma específica tarefa em uma determinada atividade profissional. Assim, a ética auxilia no desenvolvimento do bem estar individual e coletivo por caminhos regidos pela virtude nos atos funcionais e administrativos dentro de uma empresa, no segmento liberal ou no segmento autônomo, em prol da harmonia social.

E para tal, existe o código de ética profissional, um instrumento regulador que apresentanormas de conduta para o cumprimento de determinada profissão. Sendo de interesse geral dos inseridos naquela classe, na tentativa de levar o profissional ao cumprimento do exercício de uma virtude obrigatória, com existência de órgãos fiscalizadores[4] e controladores do respeito ao referido código na execução das atividades pertinentes a profissão.

"Prometo dignificar minha profissão, consciente de minhas responsabilidades legais, observar o Código de Ética[5], objetivando o aperfeiçoamento da Ciência da Administração, o desenvolvimento das instituições e a grandeza do homem e da pátria". (JURAMENTO DO ADMINISTRADOR)[6]

No meio empresarial, as instituições públicas ou privadas passaram a perceber como a ética é necessária para que o mercado tenha uma visão mais positiva da sua missão para com o público alvo de seus negócios e a sociedade, como exemplo, partindo a tratar com maior ênfase mecanismo que efetivamente maximize a responsabilidade social e ambiental das organizações, a fim de afirmar uma imagem de comprometimento com o futuro da coletividade e do bem comum para desenvolvimento e sustentabilidade tanto da instituição quanto de sua relação com o meio inserido.

A ética empresarial condiz com um valor da organização que proporciona sua reputação e, conseqüentemente, seus bons resultados. A ética empresarial é "(...) o comportamento da empresa - entidade lucrativa - quando ela age de conformidade com os princípios morais e as regras do bem proceder aceitas pela coletividade (regras éticas)". (MOREIRA, 1999)

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Desde a Grécia antiga, o filósofo Aristóteles discursou em seus pensamentos sobre a ética, principalmente em A Ética a Nicômaco, esta sendo a conduta virtuosa e moral para a busca da felicidade, como caminho para o bem individual e de toda uma sociedade, com a ação humana formada pela virtude.

Porém, vemos que, atualmente, todo este pensamento e, principalmente, todos estes valores estão se desintegrando da essência do povo brasileiro compondo a crise ética vivida neste momento.

Neste cenário, se faz elementar a existência de códigos éticos balizadores das atividades humanas, políticas, profissionais e empresariais, no anseio do bem comum, da sustentabilidade mercadológica e do convívio harmonioso em sociedade.

E também, é necessário que toda a sociedade brasileira se conscientize do benefício da ética, e do crescimento proporcionado por tal atitude, aplicando esta em todas as ordens da vida humana. Seguir a virtude pode transformar as pessoas, seus propósitos, e as relações sociais. Assim, torna-se imperativo transmitir novos pensamentos às gerações, de agora e do futuro, que conduzam ao integrar e reintegrar de princípios éticos e morais, como também do dever cívico para conquista de seus direitos. A sociedade e suas várias ordens têm suas parcelas de importância e seus papéis primordiais como transformadoras das percepções e do comportamento humano.

Se conseguirmos educar e até inculcar os nossos cidadãos a partir da concretização de tais postulados, será possível no futuro, felizmente, a existência de um Brasil e quiçá um mundomais harmonioso. Fundamentado no respeito aos valores culturais, morais, cívicos e humanos, onde não cresça o oportunismo, em detrimento da integridade. Para isso, não pode o brasileiro acreditar que só os dissimulados vencem, que o sucesso está vinculado à conquista por meios ilícitos, que ser honesto é reprovável por transparecer ingenuidade. Cada brasileiro individualmente mudando sua conduta, optando pela consciência ética para suas decisões e atitudes, pode transformar este povo, esta nação, a imagem do país e esta realidade para a de um Brasil virtuoso.

Quem sabe o primeiro passo comece com a escolha consciente daqueles que serão os nossos verdadeiros mestres! A história nos é por ciência, e a tecnologia nos é capaz de aproximar de tais sabedorias em vida.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Pietro Nassetti (trad.). Martin Claret, SP, 2007.

JAPIASÚ, H; MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Jorge Zahar, RJ, 1996.

MOREIRA, J. M. A Ética Empresarial no Brasil. Pioneira, SP, 1999.

REZENDE, A. Curso de Filosofia. Jorge Zahar / SEAF, RJ, 1997.

SRUOR, R. H. Ética Empresarial: A Gestão da Reputação. Campus / Elsever, SP, 2003.

CHIBLI, F. Questões de Ética. Revista Você S/A. nº 110, p. 52-53, SP, 2007.

A. D. Juramento do Administrador. Disponível em: http://www.cfa.org.br/arquivos/ selecionaitem.php?p=selecionaitem.php&coditem=15, acesso em: 20/04/2008.

NICKELE, S. C. Ética na Sociedade Atual. Disponível em: http://www.crea-rs.org.br/crea/etica/etica_na_sociedade_atual.pdf, acesso em: 20/04/2008.


[1] Discente do 3º semestre, graduando em Administração pela Faculdade Madre Thaís – FMT. E-mail: adriano.r.ferreira@hotmail.com

[2] Sócrates(470 – 399 a. C) é o fundador da ética ocidental, pois coloca o problema da moral dentro da filosofia, seu pressuposto básico era sabedoria. "O homem só é feliz quando é bom, e só é bom quando conhece".

[3] Representa, na Grécia antiga, ao lado das filosofias de Sócrates e Platão, uma reação ao discurso dos sofistas.

[4] Para os administradores, o órgão incumbido na vigilância do cumprimento do seu código de ética profissional é o Conselho Regional de Administração de cada unidade federativa brasileira, e sofre coordenação em âmbito nacional do Conselho Federal de Administração.

[5] Código de Ética Profissional do Administrador (Aprovado pela Resolução Normativa CFA nº 353, de 9 de abril de 2008)

[6] Foi oficializado pela RN nº 201, de 19 de dezembro de 1997.


Autor: Adriano Rodrigues Ferreira