Distúrbio Neurológico: Cuidados Paliativos



FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SERRA DOS ÓRGÃOS – FESO CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS - UNIFESO

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO - PROGRAD

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - CCS

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

Ana Paula H.A. Coelho

Emanuelle Torres Vieira

Ivania Matsumoto

Leandro Coelho Gomes

CASO CLÍNICO

Identificação: GS, 5 anos, sexo masculino, cor branca, natural e residente emSão Jose do Vale do Rio Preto– RJ.

Queixa principal: "febre alta seguida de vômitos".

Doença atual: tumor cerebral

EXAME FÍSICO

Ectoscopia: paciente em bom estado geral, sem reatividade a estímulos externos, hidratado, eupneico, apirético e aciantico.

Ausculta cardíaca: RCR 2 t BNF, sem sopros;

Ausculta respiratória:MV(-),com presença de roncos bilateral em apces e bases

Abdomen:globoso , peristálse presente, eliminações vesicais e intestinais em fralda,

Membros:presença de pulso, sem edema. Extremidades bem perfundidas, movimentos involuntários, incoordenados em todo o corpo, principalmente cabeça e membros.

Sinais vitais:PA:100 X 70 mmhg; T: 36,0ºC;FC:124 bpm; FR:40irpm

Objeto de estudo

Criança do sexo masculino, de 5 anos e 10 meses , internada a 30 dias com cateterismo nasoenteral para alimentação e punção em membro inferior (E) com cateter venoso, diagnosticado tumor cerebral.

Objetivo

  • Demonstrar o beneficio do banho/toque terapêutico na melhora do cliente hospitalizado com distúrbios neurológicos como um cuidado paliativo.

Metodologia

Este estudo baseia-se numa abordagem qualitativaatravés do levantamento de dados da anamnese com uma criança hospitalizada comdiagnostico de tumor cerebral, pois o que se pretende é demonstrar a importância do banho/toque terapêutico, como um cuidado paliativo.

Marco teórico

- O ser humano, ser do cuidado, ator das práticas de saúde

O ser humano, em sua promoção a saúde, vem buscando alternativas para uma boa qualidade de vida, seja por uma simples consulta rotineira ou informações relevantes para seu bem estar. A mídia, por exemplo, é um importante fator, para que esse processo seja realizado.

ERDMANN et.al. 2006, relata em seus estudos:

As práticas de saúde na contemporaneidade vêm sendo foco de atenção diante das novas concepções de ser humano, vida, saúde, sociedade, cuidado de saúde, dentre outras, remetendo à construção de tecnologias de processos de gestão que integram o ser, o pensar, o fazer, o estar mobilizando ações de cuidado humano. O ser humano, como ser do cuidado e ator das práticas de saúde, é um ser político capaz de participar ativamente na sociedade no exercício da sua autonomia e na luta dos seus direitos. Pelas ações que dinamiza e informações que recebe e busca a respeito da sua prática, o ser político se mostra como um ser também cultural. Nas suas relações com o mundo e com a sociedade é caracterizado como ser social, de pulsão e desejo, o que perpassa seus comportamentos e atitudes e diferentes formas de agir frente aos novos conhecimentos. Seus anseios e esperanças, seus modos aceitar as inovações e a relação que estabelece com seus semelhantes, com sua equipe de trabalho, o consagra como um ator social, sujeito de suas ações.

As manifestações das pessoas refletem o seu interior, onde o pensar a respeito de suas situações de vida leva–as a agir, expressando as suas singularidades, independente de sua condição financeira, estão sempre dispostos a buscar o melhor, mesmo causando o insucesso. Estas ações comunicam a realidade pessoal e social vivida, construída a partir das suas experiências e possibilidades existenciais. (ERDMANN et.al. 2006).

O simples fato da existência do auto-cuidado, pode por si só, erradicar futuras patologias, através da ampliação de conhecimentos e a sua prática cotidiana. Simples atos, podem diminuir a constância de encontros com profissionais de saúde, que muitas vezes, estão sobrecarregados de outras complexidades mais agravantes.

Hospitalização

O ser humano tem necessidades fisiológicas, psicológicas, sociais e espirituais que devem ser satisfeitas para que sobreviva. Sua capacidade de adaptação ao meio ambiente, que está em constante mudança, depende de sua habilidade em identificar, examinar e enfrentar problemas. Essa capacidade varia de indivíduo para indivíduo e em um mesmo indivíduo, de época para época.Ao adoecer, sobretudo quando hospitalizado, o indivíduo é destituído das posições que até então ocupava na sociedade e passa a participar de um grupo social específico, de doentes internados, onde são impostos papéis caracterizados por acentuada dependência: seu espaço físico é limitado, suas roupas e objetos pessoais retirados, o horário de suas atividades lhe é imposto, entre outros aspectos. (Graziano e Silva, 1996).

CHAVES; IDE (1995) definem identidade social:

como o conjunto decognições que o indivíduo tem sobre si mesmo, decorrentes do relacionamentocom as outras pessoas, ou a resposta que se dá às perguntas: "quem sou eu"?."quem é você?" e "quem é êle?'. Consideram que dentre as necessidades psico-sociais básicas, a estima é a que se relaciona mais diretamente com a identidadesocial, por implicar na avaliação da pessoa e no contato com seus semelhantes.

BELAND; PASSOS (1975) referem que cada pessoa traz para a situaçãode hospitalização:

- um conjunto de valores;- um conjunto de expectativas;- um código de comportamentos (entendido aqui como um conjunto interiorizadode regras ou padrões que orientam sua conduta);- costumes e rituais que observa e - maneiras pelas quais se comunica com os outros

- Assistência Prestada por Acadêmicos

Em um hospital-escola, a percepção dos usuários sobre a qualidade do serviço de saúde fornece informações também sobre a qualidade do ensino. Como estes centros acadêmicos são pólos de treinamento para médicos, enfermeiros, residentes e estudantes, seria esperado maior esforço destas entidades na realização de levantamentos acerca da percepção e expectativas do público que os utiliza (PERICOL, GROSSEMAN, ROBLES E STOLL, 2006).

Tumor Cerebral

Um tumor cerebral é uma massa de células que crescem de forma anormal no cérebro. O tumor pode ser benigno (não canceroso, que tem pouca chance de esparramar) ou maligno (canceroso, que provavelmente vai se esparramar). Tanto benigno como maligno, os tumores cerebrais são graves porque é um tumor que cresce comprimindo e causando lesão às outras estruturas no cérebro.

Há duas categorias de tumores cerebrais: primários e secundários. Os tumores primários originam-se do tecido cerebral, podem ser benignos ou malignos, e são classificados pelo tecido o qual eles começam:

  • Gliomas: São os tumores cerebrais primários mais comuns, começam dentro do tecido glial do cérebro (tecido de suporte). Os gliomas incluem os astrocitomas, os glioblastomas, os oligodendrogliomas e os tumores do epêndima.
  • Meduloblastomas: Tumores que vêm de células embrionárias jovens e acontecem mais geralmente em crianças.
  • Meningiomas: São relacionados ao tipo de célula de revestimento das membranas que envolvem o cérebro e a espinha dorsal. Eles geralmente são benignos, mas podem ser recorrentes (que voltam freqüentemente) ou malignos.
  • Glioblastoma Multiforme: É um tumor de alto-grau que pode surgir de gliomas de baixo-grau.
  • Linfomas: Surgem dos linfócitos, normalmente em outras partes do corpo, mas também podem acontecer só dentro do cérebro ou da medula espinha.

Um tumor cerebral também pode ser um câncer que esparramou para o cérebro, vindo de outra parte do corpo. Estes são chamados tumores secundários (ou metastáticos), e geralmente vem dos pulmões ou da mama. Quando isto acontece, o câncer será igual ao câncer original. Por exemplo, câncer do pulmão que se espalha para o cérebro é conhecido como câncer metastático de pulmão porque as células do tumor se assemelham às células pulmonares anormais, em lugar de células cerebrais anormais. Os tumores cerebrais secundários são mais comuns que os tumores primários. Eles acontecem em aproximadamente 25 por cento das pessoas que têm câncer em outro lugar.Milhares de pessoas em todo o mundo são diagnosticadas com tumores cerebrais a cada ano, de acordo com a Sociedade Americana de Câncer. Embora os tumores cerebrais possam aparecer em qualquer idade, eles geralmente se incidem em adultos de 40 a 70 anos de idade e crianças entre 3 e 12 anos de idade.

Quadro Clínico

Os sintomas de um tumor cerebral são freqüentemente iguais àqueles de outras doenças, podendo desenvolver-se gradualmente. Dessa forma, eles freqüentemente passam desapercebidos por muito tempo antes do diagnóstico.Embora um tumor cerebral raramente cause dor de cabeça, as dores de cabeça em alguém sem história prévia, devem ser avaliadas por um profissional (neurologista). As dores de cabeça de um tumor cerebral tendem a ser pior ao despertar e a aliviar durante o dia. Outros sintomas dos tumores cerebrais incluem:

  • Vômitos e náuseas
  • Ataques epiléticos
  • Fraqueza nos braços ou nas pernas
  • Dificuldades na fala ou nos movimentos
  • Falta de coordenação ao caminhar
  • Mudanças na visão ou movimentos anormais dos olhos
  • Sonolência
  • Mudanças na memória ou na personalidade

 

Os sintomas específicos de um tumor cerebral dependem de seu tamanho e do local em que ele se encontra no cérebro. Eles podem ser causados por vários fatores, incluindo:

  • Pressão aumentada dentro do crânio (hipertensão intra-craniana)
  • Lesão de uma área vital do cérebro
  • Inchaço (edema) e retenção de fluidos em volta do tumor
  • Hidrocefalia, às vezes chamada de "água no cérebro", resultante do bloqueio do fluxo de líquido cérebro-espinhal (líquor) produzido no cérebro, que se acumula no interior do crânio

Diagnóstico

O médico irá perguntar por seus sintomas e sobre sua história clínica pessoal e familiar. Ele fará um exame físico e neurológico completo. O exame neurológico irá checar os reflexos, a coordenação, a sensibilidade, a resposta à dor e a força muscular. Ele examinará seus olhos com um aparelho iluminado, para conferir possíveis sinais de pressão intracraniana aumentada ou inchaço cerebral. Dependendo dos sintomas ou do exame físico, ele pode solicitar um ou mais dos seguintes exames:

  • Tomografia computadorizada (TC) — A TC cria uma visão tridimensional do cérebro através de uma máquina de radiografia (RX) que gira ao redor do corpo. Um contraste (tintura que aparece no RX) às vezes é injetado em uma veia antes do exame para facilitar a identificação do tumor.
  • Imagem de Ressonância Magnética (IRM) — Este exame oferece uma imagem do cérebro utilizando um ímã potente, um transmissor de radiofreqüência e um computador. Na IRM pode-se ver melhor algumas partes do cérebro que a imagem da TC. Um contraste especial pode ser injetado no sangue para intensificar as imagens e torná-las mais claras. Uma Angiografia por Ressonância Magnética (ou Angioressonância) é semelhante a IRM, mas mostra especificamente o fluxo de sangue nas artérias. Isto é útil para diagnosticar aneurismas ou definir melhor os tumores.
  • Punção lombar (Punção espinhal) — Uma amostra do líquido espinhal (líquor) é tirada da parte mais baixa da coluna com uma agulha. O líquido pode ser checado para ver sinais de infecção ou células cancerosas. Se você tem dor de cabeça, é especialmente importante que este exame seja feito para identificar as meningites infecciosas. Este exame normalmente é feito quando o neurologista já viu a Tomografia Computadorizada ou a Ressonância Magnética. Este exame também é importante se o diagnóstico é de linfoma cerebral. O tratamento é diferente para o linfoma cerebral que se espalhou pelo líquido espinhal.

Se um possível tumor é encontrado, você pode fazer um dos seguintes exames antes de uma biópsia ou uma cirurgia ser realizada:

  • Ressonância Magnética Espectroscópica – Este exame é semelhante a uma IRM mas intensifica sinais de substâncias diferentes no corpo que às vezes dá uma imagem mais clara de um tumor. O uso deste método para tumores cerebrais ainda é experimental, e não é habitualmente usado.
  • Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) — Este exame identifica um tumor através do uso de um açúcar ou de outras substâncias diferentes daquelas encontradas no tecido cerebral normal. Este exame é mais usado para avaliar o sucesso do tratamento, distinguindo o tumor do tecido cicatricial. Para este exame, uma dose muito baixa de açúcar radioativo é injetada em uma veia, que irá aparecer realçada na imagem do exame.
  • Angiografia cerebral — Ela às vezes é usada para avaliação adicional do tamanho e local do tumor se a cirurgia foi planejada. É uma radiografia das veias e artérias, usando um contraste especial para definir os esboços dos vasos sanguíneos. Às vezes, tumores cerebrais são cânceres que se esparramaram de outras partes do corpo. Se isto é suspeitado, também podem ser feitos exames de Raios X de outros órgãos.Uma vez o tumor tenha sido identificado, uma biópsia é necessária para identificar o tipo de tumor. Em uma biópsia, uma amostra pequena de tecido é retirada e examinada em um laboratório de patologia clínica. Um neurocirurgião pode usar a TC, a IRM e técnicas de estereotaxia para guiar uma agulha cuidadosamente ao local do tumor e tirar uma pequena amostra de tecido na sala de cirurgia. Ele também pode decidir fazer biópsias enquanto a cirurgia é feita para remover o máximo de tecido do tumor quanto possível.

Tratamento

O tratamento para um tumor cerebral depende de seu tamanho, local e tipo, como também a saúde da pessoa e sua idade. A equipe de médicos envolvida no tratamento pode incluir um neurologista, um oncologista e um neurocirurgião. Os principais métodos de tratamento incluem a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia. Muitas vezes, uma combinação de tratamentos é usada, como a cirurgia e a radioterapia. Antes do tratamento, podem ser dadas drogas como corticosteróides para reduzir o inchaço do tecido cerebral, e também podem ser prescritas drogas anticonvulsivantes para prevenir ou controlar os ataques epiléticos relacionados aos tumores.

Prognóstico

A descoberta e o início do tratamento precoces são a melhor chance de recuperação dos tumores cerebrais cancerosos e benígnos. O prognóstico também depende do tipo de tumor, de seu tamanho, do local onde ele se encontra, da idade da pessoa, da extensão da cirurgia, e do quanto o tumor afetou as capacidades da pessoa. Em geral, tumores de baixo grau têm um prognóstico melhor. Os meningiomas também tendem a ter um prognóstico bom porque normalmente não são cancerosos e podem ser removidos mais facilmente. Os astrocitomas de alto-grau e os glioblastomas multiformes tendem a ter uma perspectiva ruim, mas há exceções.

Discussão

Com este relato de experiência, percebemos que não só o tratamento convencional é essencial para a recuperação do cliente, havendo a necessidades de métodos alternativos para um melhor prognóstico.

REFERÊNCIAS

MARCONDES, E. VAZ, F.A.C. RAMOS, J. L A. OKAY, YPediatria Básica TomoIII Pediatria clinica especializada, 9º ed.SÃO PAULO: SAVIER; 2004.

KLIEGMAN, B. NelsonPrincípios de Pediatria, 3º ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan;1999.

WONG, D. L. Enfermagem Pediátrica Elementos Essenciais á Intervenção Efetiva, 5º ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan;1999.

ERDMANN, A. L.; ANDRADE, S. R. de; MELLO, A. L. S. F. de; MEIRELLES, B. H. S.; Gestão das práticas de saúde na perspectiva do cuidado complexo; Texto contexto - enferm. v.15 n.3 Florianópolis ju./set. 2006.

CONSULTOR MÉDICO DO HOSPITAL POLICLIN http://www.policlin.com.br/drpoli/069/ ACESSADO EM 07 DE OUTUBRO.


Autor: Ivania,Ana Paula,Emanuelle,Leandro,Carmem Matsumoto,Coelho,Torres,Gomes,Louis