Hepatites Virais A, B, C



Autores:

ARRUDA, Maria Ana

Ac. de Enf. 6° período de Graduação do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Serra dos Órgãos - UNIFESO-

BARCELLOS, Paula Ferreira

Ac. de Enf. 6° período de Graduação do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Serra dos Órgãos -UNIFESO-

CARVALHO, Ariane G. de Oliveira de

 Ac. de Enf. 6° período de Graduação do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Serra dos Órgãos - UNIFESO-

COELHO,Paulo Sérgio

Ac. de Enf. 6° período de Graduação do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Serra dos Órgãos - UNIFESO-

NUNES, ESTER

Docente do Curso de Graduação de Enfermagem do Centro Universitário Serra dos Órgãos - UNIFESO-

VILLARROEL, Sueli

Ac. de Enf. 6° período de Graduação do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Serra dos Órgãos - UNIFESO-


Resumo:

HEPATITE A

Doença infecciosa viral, contagiosa, causada pelo vírus A (HAV) e também conhecida como "hepatite infecciosa", "hepatite epidêmica", ou "hepatite de período de incubação curto". O agente etiológico é um pequeno vírus RNA, membro da família Picornaviridae.

HEPATITE B

Doença infecciosa viral, contagiosa, causada pelo vírus da hepatite B (HBV), conhecida anteriormente como soro-homóloga. O agente etiológico é um vírus DNA, hepatovírus da família Hepadnaviridae, podendo apresentar-se como infecção assintomática ou sintomática. Em pessoas adultas infectadas com o HBV, 90 a 95% se curam; 5 a 10% permanecem com o vírus por mais de seis meses, evoluindo para a forma crônica da doença.

Os pacientes com a forma crônica podem apresentar-se em uma condição de replicação do vírus (HB e Ag reagente), o que confere maior propensão de evolução da doença para formas avançadas, como a cirrose, ou podem permanecer sem replicação do vírus (HBeAg não reagente e anti-HBe reagente), o que confere taxas menores de progressão da doença.

Percentual inferior a 1% apresenta quadro agudo grave (fulminante). A infecção em neonatos apresenta uma taxa de cronificação muito àquela que encontramos na infecção do adulto, com cerca de 90% dos neonatos, evoluindo para a forma crônica e podendo, no futuro, apresentar cirrose e/ou carcinoma hepatocelular.

HEPATITE C

Doença infecciosa viral, contagiosa, causada pelo vírus da hepatite C (HCV), conhecido anteriormente por "hepatite Não A Não B", quando era responsável por 90% dos casos de hepatite transmitida por transfusão de sangue sem agente etiológico reconhecido. O agente, podendo apresentar 80% das pessoas que se infectam não conseguem eliminar o vírus, evoluindo para formas crônicas. Os restantes 20% conseguem elimietiológico é um vírus RNA, da família Flaviviridae trata-se como uma infecção assintomática ou sintomática. Em média, eliminá-lo dentro de um período de seis meses do início da infecção.

Palavras Chave: Hepatite A,B ,C.

Introdução:

A hepatite pelo HAV apresenta distribuição mundial. A principal via de contágio é a fecal-oral, por contato inter-humano ou por água e alimentos contaminados. A disseminação está relacionada às condições de saneamento básico, nível socioeconômico da população, grau de educação sanitária e condições de higiene da população. Em regiões menos desenvolvidas, as pessoas são expostas ao HAV em idades precoces, apresentando formas subclínicas ou anictéricas em crianças em idade pré-escolar. A transmissão poderá ocorrer 15 dias antes dos sintomas até sete dias após o início da icterícia.

A transmissão sexual da hepatite A pode ocorrer com a prática sexual oral-anal (anilingus), por meio do contato da mucosa da boca de uma pessoa com o ânus de outra portadora da infecção aguda da hepatite A. A prática dígito-anal-oral pode ser uma via de transmissão. Deve ser lembrado que um dos parceiros precisa estar infectado naquele momento e que a infecção pelo HAV não se crônifica, o que faz com que este modo de transmissão não tenha grande importância na circulação do vírus na comunidade, embora, em termos individuais, traga as conseqüências que justificam informar essas possibilidades aos usuários.

A hepatite B e transmitida de diversas formas, vamos ver algumas delas :

• relações sexuais desprotegidas, pois o vírus encontra-se no sêmen e secreções vaginais. Há que se considerar que existe um gradiente de risco decrescente desde o sexo anal receptivo, até o sexo oral insertivo sem ejaculação na boca;

• realização dos seguintes procedimentos sem esterilização adequada ou utilização de material descartável: intervenções odontológicas e cirúrgicas, hemodiálise, tatuagens, perfurações de orelha, colocação de piercings;

• uso de drogas com compartilhamento de seringas, agulhas ou outros equipamentos;

• transfusão de sangue e derivados contaminados;

• transmissão vertical (mãe/filho);

• aleitamento materno;

• acidentes perfurocortantes.

Em acidentes ocupacionais perfurocortantes, o risco de contaminação pelo vírus da Hepatite B (HBV) está relacionado, principalmente, ao grau de exposição ao sangue no ambiente de trabalho e também à presença ou não do antígeno HB e Ag no paciente-fonte. Em exposições percutâneas envolvendo sangue sabidamente infectado pelo HBV e com a presença de HB e Ag (o que reflete uma alta taxa de Há que se considerar que há um gradiente de risco entre as formas citadas pela quantidade de sangue a que o indivíduo é exposto. Vale lembrar que há confirmação por dados empíricos em algumas formas de transmissão e suposições pela plausibilidade biológica em outras. A partir de 1978 e 1993, com a instalação de testagem obrigatória respectivamente para os vírus B e C em bancos de sangue, a possibilidade de transmissão dessas doenças por esta via tornou-se remota.Apesar do vírus da hepatite B poder ser encontrado no leite materno, o aleitamento em crianças de mães portadoras do vírus B, está indicado logo após a aplicação da primeira dose do esquema vacinal e da imunoglobulina humana hiperimune contra a hepatite B viral e, portanto, uma maior quantidade de vírus circulante), o risco de hepatite clínica varia entre 22 a 31% e o da evidência sorológica de infecção de 37 a 62%. Quando o paciente-fonte apresenta somente a presença de HBsAg (HBeAg não reagente), o risco de hepatite clínica varia de 1 a 6% e o de soro conversão 23 a 37%.

A hepatite C apresenta muitas formas de transmissão , falaremos um pouco sobre elas.

Em cerca de 10 a 30% dos casos dessa infecção, não é possível definir qual o mecanismo de transmissão envolvido. Os mecanismos conhecidos para a transmissão dessa infecção são os seguintes:

• Transfusão de sangue e uso de drogas injetáveis: o mecanismo mais e.ciente para transmissão desse vírus é pelo contato com sangue contaminado. Desta forma, as pessoas com maior risco de terem sido infectadas são: a) que receberam transfusão de sangue e/ou derivados, sobretudo para aqueles que utilizaram estes produtos antes do ano de 1993, época em que foram instituídos os testes de triagem obrigatórios para o vírus C nos bancos de sangue em nosso meio; b) que compartilharam ou compartilham agulhas ou seringas contaminadas por esse vírus como usuários de drogas injetáveis.

OBJETIVO GERAL:

Promover conhecimento básico sobre as patologias em questão.

OBJETIVO ESPECÍFICO:

Identificar os principais sinais e sintomas das patologias abordadas;

Informar sobre alguns cuidados preventivos para cada patologia.

METODOLOGIA:

Esta pesquisa e de caráter qualitativo, onde o foco deste estudo são mulheres e homens.

Os sujeitos deste estudo foram as pessoas que fazem parte do nosso cotidiano, tanto familiar quanto no campo de estágio.

Marco Teórico:

E muito importante esclarecermos as formas de se prevenir tal patologia.

A hepatite A pode ser prevenida pela utilização da vacina específica contra o vírus A1. Entretanto, a melhor estratégia de prevenção desta hepatite inclui a melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e das medidas educacionais de higiene.

A hepatite B tem as suas prevenções também, como citarei abaixo :

Educação e divulgação do problema são fundamentais para prevenir a hepatite B e outras DST.

Além dessas ações, a cadeia de transmissão da doença é interrompida a partir de:

• controle efetivo de bancos de sangue por meio da triagem sorológica;

• vacinação contra hepatite B, disponível no SUS para as seguintes situações: Faixas etárias específicas: Menores de um ano de idade, a partir do nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o parto e crianças e adolescentes entre um a 19 anos de idade. Para todas as faixas etárias: Doadores regulares de sangue, populações indígenas, comunicantes domiciliares de portadores do vírus da hepatite B, portadores de hepatite C, usuários de hemodiálise, politransfundidos, hemofílicos, talassêmicos, portadores de anemia falciforme, portadores de neoplasias, portadores de HIV (sintomáticos e assintomáticos), usuários de drogas injetáveis e inaláveis, pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, etc), carcereiros de delegacias e penitenciárias, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, profissionais de saúde, coletadores de lixo hospitalar e domiciliar, bombeiros, policiais militares, civis e rodoviários envolvidos em atividade de resgate. Em recém-nascidos, a primeira dose da vacina deve ser logo após o nascimento, nas primeiras 12 horas de vida, para evitar a transmissão vertical. Caso isso não tenha sido possível, iniciar o esquema o mais precocemente possível, na unidade neonatal ou na primeira visita ao Posto de Saúde. A vacina contra hepatite B pode ser administrada em qualquer idade e simultaneamente com outras vacinas do calendário básico. A imunização contra a hepatite B é realizada em três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose (0, 1 e 6 meses).

• uso de imunoglobulina humana anti-vírus da hepatite B nas seguintes situações: . recém-nascidos de mães portadoras do HBsAg; contatos sexuais com portadores ou com infecção aguda (o mais cedo possível e até 14 dias após a relação sexual); vítimas de violência sexual (o mais cedo possível e até 14 dias após o estupro); acidentes ocupacionais segundo Manual de Exposição Ocupacional – Recomendações para atendimento e acompanhamento de exposição ocupacional a material biológico: HIV e hepatites B e C, que pode ser encontrado no site www.aids.gov.br.

• uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da área da Saúde;

• não compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente, equipamentos para uso de drogas.

Prevenção da hepatite C

Não existe vacina para a prevenção da hepatite C, mas existem outras formas de prevenção primárias e secundárias. As medidas primárias visam à redução do risco para disseminação da doença e as secundárias à interrupção da progressão da doença em uma pessoa já infectada. Dentre as medidas de prevenção primária, destacam-se:

• triagem em bancos de sangue e centrais de doação de sêmen para garantir a distribuição de material biológico não infectado;

• triagem de doadores de órgãos sólidos como coração, fígado, rim e pulmão;

• triagem de doadores de córnea ou pele;

• cumprimento das práticas de controle de infecção em hospitais, laboratórios, consultórios dentários, serviços de hemodiálise. Dentre as medidas de prevenção secundária, podemos definir:

• tratamento dos indivíduos infectados, quando indicado;

• abstinência ou diminuição do uso de álcool, não exposição a outras substâncias hepatotóxicas. Controle do peso, do colesterol e da glicemia são medidas que visam a reduzir a probabilidade de progressão da doença, já que estes fatores, quando presentes, podem ajudar a acelerar o desenvolvimento de formas graves de doença hepática.

Bibliografia :

MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de Vigilância Epidemiológica A, B, C, D, E de Hepatites para Comunicadores Série F. comunicação e Educação em Saúde BRASÍLIA / DF 2005

Mendes Tf, Pitella AM.Recentes Avanços em Hepatites.Sao Paulo.1993


Autor: Ariane Gonçalves de Oliveira de Carvalho