O PERIGO DO MAU JUÍZO
Estava pastoreando uma igreja em São Caetano do Sul, São Paulo, quando uma zelosa irmã veio falar comigo ao término de um culto. Ela disse:
- Pastor, eu vi nosso diácono Hans, que é casado, abraçado com uma loira, na frente de um cinema. Acho que ele ia entrar no cinema com ela. Por sinal era uma loira muito bonita.
Notei que o diácono ainda não havia ido embora e pedi a alguém que fosse chamá-lo. A irmã foi se esgueirando devagarinho, quando eu falei:
- Um momento, irmã, vamos nós dois conversar com o irmão Hans.
Ela ficou simplesmente angustiada. Pensou que ia contar-me a "novidade" e eu simplesmente ia passar um sabão no diácono, pedir o cargo dele e suspendê-lo da Santa Ceia.
Quando ele chegou até onde nós estávamos, fui logo informando a ele:
- Irmão Hans, a irmã aqui disse que viu o senhor prestes a entrar em um cinema agarrado com uma loira muito bonita que não era a sua esposa. Isto é verdade?
O diácono ficou muito zangado e perguntou à irmã por que em vez de ir perturbar o pastor com aquele tipo de conversa, ela não fez como Jesus mandou e veio falar com ele em primeiro lugar. Em seguida, perguntou:
- Irmã, eu sou loiro?
- É, sim senhor, respondeu a irmã.
- Minha esposa é loira?
- É, sim senhor.
- Meus filhos são loiros?
- São, sim senhor.
- A senhora conhece minha filha mais velha, que é casada e mora no Itaim?
- Conheço não senhor.
- Pois é, irmã, da próxima vez procure entender as coisas antes de fazer mau juízo, fazer fuxico e perturbar nosso pastor. Eu estava abraçado com uma loira muito bonita e vou abraçá-la sempre, porque é a minha filha mais velha, que eu amo muito e estávamos na frente do cinema, porque na frente daquele cinema é onde está o ponto do ônibus do Itaim para onde ela foi logo depois que a senhora nos viu.
A irmã ficou muito perturbada, pediu mil perdões, ao diácono e a mim, e nunca mais se meteu em uma enrascada semelhante.
Autor: Paulo de Aragão Lins
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