Apego na visão do autogerenciamento vivencial



APEGO NA VISÃO DO AUTOGERENCIAMENTO VIVENCIAL

 Infelizmente, em nossa cultura, apego é sinônimo de amor, de carinho, de reconhecimento e até de responsabilidade e obrigação. Assim viver apegado aos pais, à família, aos filhos, é sempre uma atitude bem-vista. Já o desapego, ao contrário, significa não ligar para os pais, para a família, para os filhos, enfim, para nada. Como conseqüência, quem age assim, é considerada uma pessoa desprezível e egoísta.

Na realidade, o apego nos prende a algo fora de nós. Esperamos receber através dele o que não damos espontaneamente a nós mesmos. Surge da falta de compreensão, do respeito e do amor ao nosso próprio ser (auto-amor).  Quem vive apegado, vive numa situação de aprisionamento.

Ter a sua imagem idealizada no outro ao perdê-lo perde-se o referencial vivencial,gerando para si, uma grande dificuldade vivencial.

No fundo, apegamos a algo ou alguém para suprir nossas carências. Por isso, o apego limita o nosso crescimento interior. Ficamos sempre à espera de que o outro preencha o que nos falta. E isso envolve a nossa mente a tal ponto, que passa a determinar nossas ações e pensamentos. Tornamo-nos prisioneiros de nossa própria teia de apegos, julgamo-nos incapazes de viver sem ela.

Segundo o autogerenciamento vivencial, se não for compreendido e superado, o apego atuará como um obstáculo na vida de uma pessoa, impedindo-a de ser autônoma e livre. 

Felizmente, na maioria dos casos, o apego restringe-se apenas a uma parte da pessoa, pois se assim não fosse, ela teria dificuldade em assumir a própria vida.

                  Por outro lado, o desapego não é uma renúncia completa aos bens materiais, já que não podemos prescindir desses bens.  O verdadeiro desapego ocorre quando o valor que damos às coisas, aos objetos, às situações e às pessoas nunca ultrapassa ao valor que damos a nós mesmos. 

                  Desapegar-se é um difícil aprendizado, já que as carências e necessidades surgem incessantemente em nossas vidas.  E que sempre ficamos frustrados, quando não conseguimos obter o que desejamos. 

Nunca se esqueça! As pessoas são importantes, mas você também tem a sua própria importância.

Drº Cláudio de Oliveira Lima – psicólogo

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Autor: Cláudio De Oliveira Lima


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