DIFICULDADES NA PROMO플O DA EDUCA플O SEXUAL INFANTIL
DIFICULDADES NA PROMO플O DA EDUCA플O SEXUAL INFANTIL
Com toda certeza existem muitos educadores que deixam a desejar quando o assunto � Educa豫o Sexual, pois este tema n�o est� diretamente ligado aos conte�dos a que as crian�as est�o habituadas e exige tempo, preparo e muita dedica豫o dos docentes para ser corretamente abordado.
Pensamos que as rea寤es dos pais em rela豫o �s cenas de televis�o que explicitam o mundo sexual adulto, o tom com que se fala sobre sexo, o olhar dos adultos quando tocam neste assunto, ou o espanto dos professores quando indagados sobre a tem�tica, fazem com que as crian�as “mistifiquem a sexualidade” e que isto poderia ser evitado se as d�vidas infantis fossem esclarecidas de forma objetiva e precisa e se estes adultos n�o temessem tanto conversar sobre esta tem�tica.
A fam�lia segue muitas vezes padr�es e valores exigidos pela sociedade, pela comunidade, ou pelos pr�prios pais e av�s, que n�o tinham tal liberdade ao lidar com a sexualidade, se sentindo inibida em seu papel de conselheiro, de dar informa寤es b�sicas �s crian�as, seguindo assim um papel conservador.
Conseq�entemente, um dos grandes desafios da Educa豫o Sexual � que os pr�prios educadores sejam eles pais ou professores, desmistifiquem a tem�tica e sejam capazes de falar sobre a mesma com naturalidade.
Ora, se os pais professores tivessem consci�ncia da import�ncia da tem�tica e tomassem como h�bito responder as quest�es ligadas a sexualidade dos filhos, com maturidade e naturalidade, desde as primeiras vezes que as crian�as as proferem, as d�vidas infantis n�o seriam menores? Haveria tanta necessidade de as crian�as buscarem as respostas fora dos ambientes recomend�veis? Tantas pessoas formariam traumas e temores em rela豫o ao assunto?
쟔egundo BRASIL , (2001, p. 122)
쟞 escola deve informar e discutir os diferentes tabus, preconceitos, cren�as e atitudes existentes na sociedade, buscando, se n�o uma isen豫o total, do que � poss�vel de se conseguir, uma condi豫o de maior distanciamento pessoal por parte dos professores para empreender essa tarefa.
Portanto, o papel da escola � realmente construir os conhecimentos e esclarecer as d�vidas, transmitindo assim seguran�a para os alunos sobre poss�veis eventualidades que possam acontecer ao longo do desenvolvimento sexual infantil.
A docente, entrevistada em nossa pesquisa de campo, confirma que atualmente as crian�as manifestam mais freq�entemente suas d�vidas em rela豫o � sexualidade e que a escola tem papel fundamental durante esse per�odo quando tratam da sexualidade com naturalidade trazendo as devidas orienta寤es para o conv�vio escolar.
Outro desafio a ser vencido pela educa豫o sexual refere-se �s id�ias equivocadas sobre as aulas de Educa豫o Sexual. Muitos adultos costumam dizer e manter concep寤es de que este tipo de aula faz com que as crian�as despertem para vida sexual precocemente ou que estas aulas acabam estimulando a rela豫o sexual.
A docente entrevistada afirma que j� sentiu este tipo de preconceito por parte dos pais ap�s ter trabalhado com a tem�tica em sala de aula, e que durante uma reuni�o de pais e mestres um pai fez a seguinte coloca豫o: “eu tenho uma coisa pra falar, agora a professora da minha menina de 9 anos t� ensinando sobre sexo na aula, aonde vamo para, eu n�o deixo ela assistir novela pra n�o fica vendo essas coisa e ela fica falando em casa que a prof j� explicou sobre aquilo... o que � isso minha� gente?!”� .
잸s pessoas que carregam estes preconceitos esquecem-se que independentemente disto �s crian�as t�m recebido mensagens verdadeiramente erotizadas de v�rios outros meios, como: internet, a televis�o, as letras das m�sicas, as revistas, jornais, no que observam em suas casas e at� no meio da rua.
LOURO, NECKEL e GOELLNER(org.) confirmam esta afirma豫o quando dizem que “os jovens est�o sendo erotizados precocemente, por modelos de beleza, sucesso e glamour veiculados pela m�dia” (2003, p. 85).
O problema desta compreens�o equivocada de muitos pais � ainda maior. Nas entrevistas que realizamos, como j� citamos, outras respostas demonstram que os pais acabam acreditando em coisas que n�o existem, como por exemplo: o professor vai induzir meu filho a fazer sexo nesta idade.
Ao contr�rio do que pensam estes adultos, as aulas de Orienta豫o e Educa豫o Sexual, s�o muito importantes para as crian�as, pois atrav�s delas elas aprendem a conhecer os seus desejos, necessidades e desenvolvem-se mais integralmente.
Quando, em nossa pesquisa de campo, perguntamos para uma crian�a quais os aspectos positivos e os negativos que ela percebia nas aulas de Educa豫o sexual, a crian�a entrevistada apresentou a seguinte resposta: “� legal porque a gente aprende bastante, no come�o da vergonha, mas depois a gente vai perdendo a vergonha e fazendo cada vez mais perguntas”.�
Neste sentido, outro desafio referente � Orienta豫o Sexual Infantil refere-se � postura dos professores ao abordarem assuntos referentes a esta tem�tica. Muitos docentes, por n�o valorizarem o assunto, ou como mecanismo de defesa pessoal, transformam a Orienta豫o Sexual em piadas que banalizam a d�vida infantil.
쟖ma das crian�as que entrevistamos, quando a perguntamos qual a maior dificuldade que ela encontrava quando era preciso dar opini�o durante as aulas de educa豫o sexual ou quando ela queria esclarecer uma d�vida sobre estes assuntos relativos � sexualidade, respondeu com ar de constrangimento: “a maior dificuldade � a vergonha de pergunta, por que �s vezes riem da pergunta da gente, ou nos colocam apelidos por causa das perguntas, na d�vida pe�o pras amigas”.
Segundo PERRENOUD, (2000, p. 38) informa寤es n�o bastam, se o professor n�o for capaz de estabelecer uma cumplicidade e uma solidariedade veross�mil na busca do conhecimento e n�s acreditamos que existo exige tratar com seriedade as d�vidas apresentadas pelos discentes.
Autor: Jocinei Tambosi
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