Diálogo



Guerras, desentendimentos, brigas, falta de controle emocional, crimes hediondos. O mundo apresenta um cenário desequilibrado nos relacionamentos. Sabe-se que a base de qualquer relacionamento é a conversa, conversar possibilita exprimir medos, angústias, liberar stress e resolver as coisas da melhor forma possível. Na teoria, todos aconselham: padres, pastores, psicólogos, enfim, qualquer entidade que possa aconselhar a estrutura matriz da sociedade, a família. A família é a base de tudo, ao vermos a definição que dicionários trazem sobre a família notamos que ela se aproxima muito de uma empresa:

"A família representa um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições. É um grupo de pessoas, ou um número de grupos domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a partir de um ancestral comum, matrimónio ou adoção. Podemos então, definir família como um conjunto invisível de exigências funcionais que organiza a interacção dos membros da mesma, considerando-a, igualmente, como um sistema, que opera através de padrões transaccionais. Assim, no interior da família, os indivíduos podem constituir subsistemas, podendo estes ser formados pela geração, sexo, interesse e/ ou função, havendo diferentes níveis de poder, e onde os comportamentos de um membro afetam e influenciam os outros membros."

Partindo da definição acima, percebemos que uma boa convivência no seio familiar aumenta aschances de boa convivência nos outros meios, empresa, escola etc.

Não é difícil encontrar pessoas com um currículo memorável, títulos diversos e dificuldade de convivência. A arte de conviver bem não é apresentada como um requisito, uma vantagem que um candidato à determinada vaga apresenta, mas deveria... O que vemos no mundo hoje são pessoas carentes de falar o que sentem, pessoas aparentemente pacíficas, que diante de um problema simples explodem causando espanto nos demais. Por quê isso acontece? Basicamente é pelo fato da dificuldade que as pessoas tem de falar de si, mas não falar de uma máscara, falar realmente de quem se é de verdade, daquilo que cada um traz dentro de si e incomoda, dos medos, frustrações, desejos, vontades, sonhos... As pessoas lançam mão de uma capa maior, que as cubra por inteiro, por medo de falar e não serem ouvidas, entendidas, compreendidas. Já foi provado que falar alivia dores emocionais, e pode curar muitas doenças psicológicas e até evitar desastres maiores como os que vem acontecendo no mundo em geral. As crises emocionais são base de problemas prolongados, ao evitar falar, as pessoas ficam mais sozinhas, solitárias, tristes; o que destrói negócios, casamentos, enfim, todo e qualquer tipo de relacionamento.

É preciso que haja uma tomada de consciência sobre o que é conviver verdadeiramente e o papel que o diálogo desempenha nesse sentido. Não é possível ter realização profissional se não há boa convivência no trabalho, assim como não é possível construir um mundo particular e esperar ser feliz nos relacionamentos afetivos e familiares.

É preciso que sentimentos menores sejam excluídos do convívio diário. Raiva, inveja, falsidade são sentimentos que denigrem o ser humano, sentimentos que rebaixam nossa condição. Temos que criar ambientes de boa convivência, de paz, amor, e para isso o diálogo é fundamental. Sabemos que o tempo é curto e que cada dia mais ele se torna precioso e escasso, porém, é preciso que aproveitemos cada espaço possível para praticarmos o diálogo, pois somente assim poderemos formar uma sociedade mais saudável e confiante.

Milena Queiróz Gonçalves
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Autor: Milena Queiróz