JORNALISMO ZERO



Pois é... No dia 17 de Junho, o Congresso Brasileiro declarou a sua nova façanha, a qual remete a não obrigatoriedade do diploma aos jornalistas. Ou seja, nós futuros profissionais da área passaremos quatro anos cursando o ensino superior e nos especializando, mas pra que mesmo? Deve ser que estudar por todo esse tempo para ser um profissional graduado contará apenas como curriculum, já que o diploma foi transformado em um rascunho de papel amassado e jogado fora no lixo.


           
Essa decisão dos governantes faz parecer que a profissão de um jornalista não tem credibilidade alguma, já que agora qualquer pessoa pode exercê-la. No Brasil a liberdade de expressão é o lema de várias manifestações, assim sentirei um tremendo descontentamento ao ver os “novos jornalistas licenciados pelo governo” transmitindo informações a população de maneira incoerente, faltando com as regras da ética do jornalismo e, principalmente, sem técnica de reportagem alguma. Mas sentirei um enorme prazer quando os políticos que liberaram tal prática forem os alvos de uma matéria feita sem o conhecimento adequado para isso, ou seja, fora dos padrões impostos pelo jornalismo sério. Quem sabe, depois disso, os políticos percebam a importância de um diploma, ou melhor, a importância do trabalhador ser especializado, profissional e ter uma formação na área.

           
Provavelmente a próxima campanha que o governo transmitirá aos demais profissionais e estudantes de todas as áreas será algo do tipo “Se você não acha estágio ou emprego na sua área, nós temos a solução! Vire um jornalista”. Porém, o governo ainda não percebeu, mas ao permitir que todos possam ser jornalistas, esse já instituiu uma nova campanha social, o ”Jornalismo Zero”.


Autor: Mariana Tannous Dias Batista


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