MORTE ESPIRITUAL: MORTE FAMILIAR



MORTE ESPIRITUAL: MORTE FAMILIAR – 20/08/2009

Uma amiga me encontra e pergunta: - Como esta? Respondi sem pensar: morta sem cair. Ela não falou mais nada e saiu. Quando parei a noite fui refletir porque dei aquela resposta tão automática.

A resposta deveria estar em duas áreas da minha vida, que são as mais importantes. Família e Igreja. Eu cheguei à conclusão que era os dois. O casamento depois de anos não ia tão bem quanto desejávamos em consequência o filho só respondia aos estímulos recebidos dos pais. E a igreja? A situação não podia ser pior. Comecei a pensar em como eu estava indo a igreja. Só ia por obrigação. Chegava tarde e saia o mais rápido possível. Quando falava o último amém eu já estava dentro do carro. O assunto do jantar de domingo era sempre o mesmo. – que culto ruim.

Foi ai que descobri que eu estava realmente morta e não sabia. Morri para minha família e Jesus. Não podia ficar assim por muito tempo. O que fazer então? Como ressuscitar um morto que já cheira mal. Eu não tinha este poder e muito menos dom naquele momento. Pensar em mim mesma era desejar correr sem olhar para trás.

Como chegar a uma conclusão do que deveria ser feito se morto não pensa. Então o jeito era um mutirão carregar o defunto, enterrá-lo ou, encontrar alguém que tivesse o dom de ressuscitar mortos e trazer logo antes que a vizinhança descobrisse que um defunto estava ali sem ser enterrado.

Saímos de nossa congregação e fomos para a sede de nossa igreja, ao chegar lá descobri que eu estava morta por falta de alimentação. Eu havia perdido as forças e morrido provavelmente enquanto dormia e não tive forças para reação. Como não havia ninguém ao meu lado não fui socorrida a tempo também.

Há! a família ela já estava morta também. Foi preciso decisões trágicas, tratamento de choque. Mas voltou a respirar. O ar não era de qualidade, demorava muito para chegar aos pulmões que estavam debilitados. Mas chegaram. A recuperação levou o tempo do luto, sete dias. Nestes sete dias os pensamentos começaram a chegar ao lugar, o amor que parecia ter acabado volta a pulsar e a reconciliação aparece.

O primeiro morto ressuscita. O segundo precisa chegar e um depende do outro. Quando volto a me alimentar das coisas espirituais não dou conta, tenho que ir devagar. A fome era tanta que desejava tudo de uma só vez e o estomago não dava conta. Então comecei a engatinhar novamente, caminhar devagar para não pensar em correr. Queria apenas aprender a caminhar. Caminhar é seguro, correr atropela etapas e a você mesmo.

Hoje anos depois de tudo isso, pude pensar no quanto é importante dar a si mesmo uma chance de recomeçar. Uma chance para o casamento e para descobrir novos ares, novas vidas e novos amores em um casamento antigo. Não é preciso tentar com outra pessoa, pude em mim e no meu amado descobrir novas formas de viver. Uma vida mais leve, mais clara e mais compreensiva.

A reação da mudança espiritual e familiar também refletiu no pequeno que voltou a sorrir, chorar menos e ver em nós a família que parecia ter medo de perder. Somos uma família feliz em meio a lutas, dificuldades, batalhas, muitos sorrisos e algumas lágrimas. Sabemos onde não podemos errar, sabemos que vale sempre recomeçar e dar uma chance a vida.

Os mortos que tanto cheiravam mal naquela casa se transformou em vivos renovados pelo Espírito de Deus. Novas folhas brotaram, frutos surgiram e hoje a mensagem pode ser anunciada. ESTIVEMOS MORTOS EM NOSSOS PECADOS E DELITOS, MAS HOJE ENCONTRAMOS VIDA E VIDA EM ABUNDÂNCIA NO SENHOR JESUS.

Você como nós, também pode encontrar a vida que tanto deseja, basta deixar Cristo entrar em sua morte que a vida ressurgirá.

Até a próxima...

Silvia Letícia Carrijo de Azevedo Sá

leticiacarrijo@oi.com.br

http://www.artigonal.com/find-articles.php?q=silvia+leticia


Autor: Silvia Leticia Carrijo


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