A ATUAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA E APRENDIZAGEM ESCOLAR



RESUMO:

A Psicopedagogia nasceu da necessidade de se buscar soluções para a questão do problema de aprendizagem; ela vem caminhando com a intenção de contribuir para uma melhor compreensão desse processo. A Psicopedagogia é uma área de estudos recentes, que resultou da união dos conhecimentos não só da Psicologia e da Pedagogia, mas também de diversas outras áreas como Fonoaudiologia, Medicina, Psicanálise. Porém, mesmo sendo a Psicopedagogia uma área interdisciplinar que teve um crescimento considerável nos últimos anos, ela tem, historicamente, se ligado mais a Educação do que à Medicina e a Psicologia. O profissional da psicopedagogia deve atuar como mediador, intervindo entre o indivíduo e suas dificuldades de aprendizagem, deve conhecer os problemas e interpretá-lo para então intervir da maneira mais correta. Dessa forma, o Psicopedagogo irá auxiliar o indivíduo a retornar o percurso normal da aprendizagem, estabelecendo um vínculo positivo com o mesmo e com seus familiares, objetivando resgatar o prazer de aprender. Destacando como referencial teórico.

PALAVRAS-CHAVE: Psicopedagogia; aprendizagem; conhecimentos; Educação.

INTRODUÇÃO

A Psicopedagogia constitui-se em uma justaposição de dois saberes - psicologia e pedagogia - que vai muito além da simples junção dessas duas palavras. Isto significa que é muito mais complexa do que a simples aglomeração de duas palavras, visto que visa a identificar a complexidade inerente ao que produz o saber e o não saber. É uma ciência que estuda o processo de aprendizagem humana, sendo o seu objeto de estudo o ser em processo de construção do conhecimento.

Tem sido muito acentuado os desafios da educação, sendo que os números e a realidade revelam, claramente, que não tem sido fácil superá-los. Acreditamos que há necessidade de um esforço conjunto, envolvendo profissionais de formações distintas, mas complementares, que possam colaborar para a elaboração de novas propostas educacionais, que melhor se ajustem ao perfil da população a ser educada Zorzi apud SCOZ et, al,
(2003,p 166).

Surgiu no país baseada em modelos médicos, tendo inicio nos anos 70 cursos de formação de especialistas em psicopedagogia na clínica médico-pedagógica com duração de dois anos, preocupados com o grande número de crianças com fracasso escolar e de a psicologia e a pedagogia, isoladamente, não darem conta de resolver tais fracassos. O Psicopedagogo, por sua vez, tem a função de observar e avaliar qual a verdadeira necessidade da escola e atender aos seus anseios, bem como verificar, junto ao Projeto Político-Pedagógico, como a escola conduz o processo ensino-aprendizagem, como garante o sucesso de seus alunos e como a família exerce o seu papel de parceira nesse processo.

Parente e Renña salienta que:

É necessário "diferenciar com cuidado as crianças com dificuldades de aprendizagem das crianças com dificuldades escolares". Para elas essas últimas revelam a incompetência da instituição educacional no desempenho de seu papel social e não podem ser consideradas como problemas dos alunos. PARENTE e RENÑA- Scoz(1987 op. cit. Sisto 2008)

Considerando a escola responsável por grande parte da formação do ser humano, o trabalho do Psicopedagogo na instituição escolar tem um caráter preventivo no sentido de procurar criar competências e habilidades para solução dos problemas. Com esta finalidade e em decorrência do grande número de crianças com dificuldades de aprendizagem e de outros desafios que englobam a família e a escola, a intervenção psicopedagógica ganha, atualmente, espaço nas instituições de ensino.

O presente trabalho tem o objetivo de fazer uma abordagem sobre a atuação e a importância do Psicopedagogo dentro da instituição escolar.

1. A ATUAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA E APRENDIZAGEM ESCOLAR

1.1. HISTORIA E CONCEITO DA PSICOPEDAGOGIA

Segundo Rubinstein,

A Psicopedagogia surgiu da inquietação e insatisfação dos profissionais que tratavam das dificuldades de aprendizagem. ... quero ressaltar que o que estava em evidencia era o tratamento das dificuldades, pouca preocupação havia sobre sua origem levando em conta a historia do aprendiz. A enfase estava em afastar o mal funcionamento por meio de uma boa "ensinagem", e, como consequencia, o aprendiz poderia interar-se voltando a aaprender normalmente. Rubinstein apud SCOZ, et, al(2003, p. 127-128):

Os primeiros Centros Psicoterápicos foram fundados na Europa, em 1946 por Boutonier e George Mauco, com direção médica e pedagógica. Estes Centros uniam conhecimentos da área da psicologia, psicanálise e pedagogia onde se tentava readaptar crianças com comportamentos socialmente inadequados na escola ou lar e atender muitas outras com dificuldades de aprendizagem apesar destas serem crianças inteligentes. Esperava-se na época através da união psicologia-psicanálise-pedagogia conhecer a criança e o seu meio para que fosse possível compreender o caso para determinar uma ação reeducadora, diferenciando os que não aprendiam dos que aprendiam daqueles que apresentavam algumas deficiências mentais, físicas ou sensoriais.

Esta corrente européia influenciou significativamente a Argentina, tendo surgido ai há mais de 30 anos sendo Buenos Aires a primeira cidade a oferecer o curso. Foi na década de 70 que surgiram lá os Centros de Saúde Mental, onde equipes de psicopedagogos atuavam fazendo diagnóstico e tratamento. Percebendo estes que um ano após o tratamento os pacientes resolviam seus problemas de aprendizagem, mas desenvolveram distúrbios de personalidade como deslocamento de sintoma. Assim resolveram incluir o olhar e a escuta clínica psicanalítica na sua práxis.

Sisto adverte:

Convém lembrar, também, que a relação entre desenvolvimento e aprendizagem, na teoria psicanalítica, é de causa e efeito, tendo o desenvolvimento emocional como gerenciador primaz do processo de relação com o mundo e determinante de aprendizagens e seus problemas. Sisto, et al. (2008, p. 43)

Nesta época as dificuldades de aprendizagem eram associadas a uma disfunção neurológica denominada de disfunção cerebral mínima (DCM) que virou moda neste período, servindo para camuflar problemas sociopedagógicos. Inicialmente, os problemas de aprendizagem foram estudados e tratados por médicos na Europa no século XIX e no Brasil. Ainda hoje é comum receber no consultório crianças que já foram examinadas por um médico, por indicação da Escola ou mesmo por iniciativa da família, devido aos problemas que este indivíduo esta apresentando na escola.

A Psicopedagogia foi introduzida aqui no nosso país baseada em modelos médicos e foi assim que se iniciaram nos anos 70 cursos de formação de especialistas em psicopedagogia na clínica médico-pedagógica com duração de dois anos.

De acordo com Visca (1987):

A Psicopedagogia foi num primeiro momento uma ação subsidiada da Medicina e da psicologia, perfilando-se como saber independente e complementar, possuída de um objeto de estudo – o processo aprendizagem – e de recursos diagnósticos, corretores e preventivos próprios. VISCA (1987, op. cit. CHAMAT. 2008)

Em 1996 foi aprovado em Assembléia Geral no III Congresso Brasileiro de Psicopedagogia, o Código de Ética que assinala dentre outras coisas, que a Psicopedagogia é um campo de atuação em saúde e educação que lida com o processo de aprendizagem humana, é de natureza interdisciplinar e o trabalho pode se dar na clínica ou instituição, de caráter preventivo e/ou remediativo e cabe ao psicopedagogo por direito e não por obrigação, seguir esse código.

1.2 - Regulamentação

No Brasil vivencia-se ainda a luta, para que se regulamente a profissão de psicopedagogo, de modo que este seja formado em cursos de graduação a exemplo do que já acontece na Europa, em especial, na França e em Portugal, além de outros países.

Em 2005 foi reconhecido o primeiro curso de graduação em psicopedagogia, oferecido pela PUC/RS. Na época o Brasil já contava com outros cursos em andamento: no Centro Universitário La Salle, (Canoas, RS) e no Centro Universitário FIEO (Osasco, São Paulo). Nesta última instituição, em 2006, foi recomendado pela CAPES o primeiro mestrado acadêmico com área de concentração em psicopedagogia.

A regulamentação brasileira tem avançado a partir do Projeto de Lei nº 128/2000 e da Lei n.º 10.891. Entretanto, a regulamentação de qualquer nova profissão, a exemplo das tentativas de regulamentação da psicanálise no Brasil, têm encontrado uma forte barreira constitucional, pois o Art. 5º da Constituição Brasileira prevê o "livre exercício profissional", sendo entendido que é desnecessário e oneroso para o Estado a regulamentação de profissões, exceto quando há risco eminente para a sociedade.

1.3- Quem é o Psicopedagogo

Para Mery (1985).

Psicopedagogo é um professor de um tipo particular que realiza a sua tarefa de pedagogo sem perder de vista os propositos teraupeuticos da sua ação. Qualquer que tenha sido a sua formação (psicologo, pedagogo, fonaudiologo, professor), ele assumirá sempre a dupla polaridade de seu papel, o que determinará seu modo de ser perante a criança e seus familiare, bem como diante da equipe a que pertence. Mery (1985, p. 48)

O trabalho do pesicopedagogo, possui as seguintes especificidades:

·o "disturbio de aprendizagem" é encarado como uma manifestação de uma pertubação que envolve a totalidade da personalidade;

·o desenvolvimento infantil é considerado a partir de uma perspectiva dinamica, e é dentro dessa evolução dinamica que o sintoma "disturbio de aprendizagem" é estudado;

·a neutralidade do papel de psicopedagogo é negada, e este conhece a importancia da relação transferencial entre o profissional e o sujeito da aprendizagem;

·o objetivo do psicopedagogo é levar o sujeito a reintegrar-se a vida normal, respeitando as suas possibiliodades e interesses.

O psicopedagogo deverá respeitar a escola tal como ela é, com suas imperfeições, porque é atraves da escola que o aluno se situará em relação aos seus semelhantes, ai ele optará por uma profissão e participará da construção coletiva da sociedade a qual pertence. Porém, esse fato não empedirá que o psicopedagogo colabore com a melhoria das condições de trabalho numa determinada escola ou na conquista de seus objetivos fazendo com que a criança enfrente a escola de hoje e não a de amanhã, sem impor a mesma normas arbitrarias ou sufocar-lhes a individualidade. Busca-se sempre desenvolver e expandir a personalidade do individuo, favorecendo as suas iniciativas pessoais, sucitando os seus interesses, respeitando os gostos.

Fini, conclui que:

Diante do quadro que se apresenta, é compreensível que um grande número de estudiosos e pesquisadores, em especial nos últimos anos, venha se dedicando a investigar e discutir as razões que contribuem para que algumas crianças tenham sucesso na escola e outras, não.

Quais são as causas do insucesso do aluno na escola? Como compreender o rendimento insatisfatório? Quais são as dificuldades dos alunos? Como enfrentar a situação? Como ajudar alunos e educadores?Fini (2008 op. cit. SISTO, 2008, p. 64-5)

Ao psicopedagogo cabe saber como se constitui o sujeito, como este se transforma em suas diversas etapas de vida, quais os recursos de conhecimento de que ele dispõe e a forma pela qual produz conhecimento e aprende. É preciso, também, que o psicopedagogo saiba o que é ensinar e o que é aprender; como interferem os sistemas e métodos educativos; os problemas estruturais que intervêm no surgimento dos transtornos de aprendizagem e no processo escolar. No trabalho clínico, conceber o sujeito que aprende como um sujeito epistêmico-epistemofílico implica procedimentos diagnósticos e terapêuticos que considerem tal concepção. Para isso, é necessária uma leitura clínica na qual, através da escuta psicopedagógica, se possa decifrar os processos que dão sentido ao observado e norteiam a intervenção.

De acordo com Fernández (1991), necessitamos incorporar conhecimentos sobre o organismo, o corpo, a inteligência e o desejo, estando estes quatro níveis basicamente implicados no aprender. Considerando-se o problema de aprendizagem na interseção desses níveis, as teorias que ocupam da inteligência, do inconsciente, do corpo, separadamente, não conseguem resolvê-lo. Conhecer os fundamentos da Psicopedagogia implica refletir sobre as suas origens teóricas, ou seja, revisar velhos impasses conceituais que subjazem na ação e na atuação da Pedagogia e da Psicologia no apreender do fenômeno educativo.

1.4. Campo de atuação da psicopedagogia

O objetivo basico do diagnostico psicopedagogico é identificar os desvios e os obstaculos basicos no Modelo de Aprendizagem do sujeito que o impedem de crescer na aprendizagem dentro do esperado pelo meio social Weiss (2001, p 32).

O psicopedagogo pode atuar em diversas áreas, de forma preventiva e terapêutica, para compreender os processos de desenvolvimento e das aprendizagens humanas, recorrendo a várias estratégias objetivando se ocupar dos problemas que podem surgir.

Numa linha preventiva, o psicopedagogo pode desempenhar uma prática docente, envolvendo a preparação de profissionais da educação, ou atuar dentro da própria escola. Na sua função preventiva, cabe ao psicopedagogo detectar possíveis perturbações no processo de aprendizagem; participar da dinâmica das relações da comunidade educativa a fim de favorecer o processo de integração e troca; promover orientações metodológicas de acordo com as características dos indivíduos e grupos; realizar processo de orientação educacional, vocacional e ocupacional, tanto na forma individual quanto em grupo.

Segundo Weiss (2001, p 30), o sucesso de um diagnostico não reside no grande numero de instrumentos utilizados, mas na competência e sensibilidade do terapeuta em explorar a multiplicidade de aspectos revelados em cada situação.

Numa linha terapêutica, o psicopedagogo trata das dificuldades de aprendizagem, diagnosticando, desenvolvendo técnicas remediativas, orientando pais e professores, estabelecendo contato com outros profissionais das áreas psicológicas, psicomotora. fonoaudiológica e educacional, pois tais dificuldades são multifatoriais em sua origem e, muitas vezes, no seu tratamento. Esse profissional deve ser um mediador em todo esse processo, indo além da simples junção dos conhecimentos da psicologia e da pedagogia.

O psicopedagogo pode atuar tanto na Saúde como na Educação, já que o seu saber visa compreender as variadas dimensões da aprendizagem humana. Da mesma forma, pode trabalhar com crianças hospitalizadas e seu processo de aprendizagem em parceria com a equipe multidisciplinar da instituição hospitalar, tais como: psicólogos assistentes sociais, enfermeiros e médicos.

Nesse aspecto, segundo Pinchon-Rivière (1981),

Existe uma estreita ligação entre o vinculo e a aprendizagem. Aquele que se faz portador de uma problemática vincular, inefavelmente terá problema de vinculação com o "Ser que ensina", transferindo isso para o "conhecimento" para com a família e até com amigos. PINCHON-RIVIÈRE (1981, op. cit. CAMAT, 2008, p. 31),

No campo empresarial, o psicopedagogo pode contribuir com as relações, ou seja, com a melhoria da qualidade das relações inter e intrapessoais dos indivíduos que trabalham na empresa.

De acordo com o projeto de Lei nº 3.124/97, o psicopedagogo está capacitado para:

·Intervenção psicopedagógica visando à solução dos problemas de aprendizagem, tendo por enfoque o indivíduo ou a instituição de ensino público ou privado;

·Possibilitar intervenção visando à solução dos problemas de aprendizagem tendo como enfoque o aprendiz ou a instituição de ensino público ou privado;

·Apoio psicopedagógico aos trabalhos realizados nos espaços institucionais;

·Atuar na prevenção dos problemas de aprendizagem;

·Desenvolver pesquisas e estudos científicos relacionados ao processo de aprendizagem e seus problemas;

·Oferecer assessoria psicopedagógica aos trabalhos realizados em espaços institucionais;

·Orientar, coordenar e supervisionar cursos de especialização de Psicopedagogia, em nível de pós-graduação, expedidos por instituições ou escolas devidamente autorizadas ou credenciadas nos termos da legislação vigente.

Segundo Scoz (1992), a atuação do Psicopedagogo remete-se ora à identidade clínica, ora à institucional, mas ressalta que ambas estão vinculadas ao processo de aprendizagem, sendo assim, o Psicopedagogo é um profissional ligado historicamente à educação.

Entretanto, independentemente da abordagem seguida pelo Psicopedagogo, existem certos princípios éticos que devem fazer parte da atuação deste profissional. Visando assegurar esses princípios, a Associação Brasileira de Psicopedagogia, em assembléia realizada no III Congresso de Psicopedagogia, aprovou o Código de Ética.

2. EDUCAÇÃO E PSICOPEDAGOGIA

2.1. Rendimento escolar e psicopedagogia

PATTO (1991 op. cit. Fini) em seu livro "A Produção do Fracasso Escolar": mostrou que a problemática do fracasso escolar não é contemporânea. Sucessivos levantamentos, dos anos 30 a 90, mostraram sempre elevados índice de evasão e reprovação, principalmente nos primeiros anos na escola publica brasileira, em contraste com a falta de melhoria das mesmas.

É possível que alunos defrontem-se com dificuldades e sejam prejudicados em determinado período escolar. Quaisquer que sejam as razões, os alunos podem ser prejudicados em relação ao melhor aproveitamento de oportunidades de acesso ao saber socialmente valorizado e do desenvolvimento de habilidades e hábitos relacionados ao processo de construção de conhecimento. Tolaine(apud SISTO, et al, 2008 p.65)

Considerando os fatores implicados no processo da aprendizagem, poderíamos pensar no papel de psicopedagogo com relação ao fracasso escolar. O que a família pensa, seus anseios, seus objetivos e expectativas com relação ao desenvolvimento de seu filho também são de grande importância para o psicopedagogo chegar a um diagnóstico. Vale lembrar o que diz Bossa (1994) sobre o diagnóstico:

O diagnóstico psicopedagógico é um processo, um contínuo sempre revisável, onde a intervenção do psicopedagogo inicia segundo vimos afirmando, numa atitude investigadora, até a intervenção. É preciso observar que esta atitude investigadora, de fato, prossegue durante todo o trabalho, na própria intervenção, com o objetivo de observação ou acompanhamento da evolução do sujeito. Bossa(1994, p. 29)

Na maioria das vezes, quando o fracasso escolar não está associado às desordens neurológicas, o ambiente familiar tem grande participação nesse fracasso. Boa parte dos problemas encontrados são lentidão de raciocínio, falta de atenção e desinteresse. Esses aspectos precisam ser trabalhados para se obter melhores rendimentos intelectuais. Lembramos que a escola e o meio social também têm a sua responsabilidade no que se refere ao fracasso escolar.

A família desempenha um papel decisivo na condução e evolução do problema acima mencionado, pois, muitas vezes, não quer enxergar essa criança com dificuldades, essa criança que, muitas vezes, está pedindo socorro, pedindo um abraço um carinho, um beijo e que não produz na escola para chamar a atenção para o seu pedido, a sua carência. Esse vínculo afetivo é primordial para o bom desenvolvimento da criança.

Em muitos alunos/pacientes a causa de dificuldade de aprendizagem é familiar, nesse caso essa deve ser conscientizada e trabalhada. Outros casos são problemas do Ser que ensina, e do Ser que aprende, com causas nas relações vinculares, pois segundo Skrpycsar (1996 op. citChamat, 2008), "a rejeição é sentida desde o útero materno", nesse caso o problema pode ser tratado por um psicólogo levando o sujeito a ter uma vida normal, daí a importância do pedagogo enviar o paciente para o mesmo.

O psicopedagogo deve priorizar o conhecimento do paciente, seu papel é focalizar o problema dentro do contexto causa/sintoma e atuar sobre ele de forma planejada para que possa ser feito o diagnóstico que é comunicado aos pais, para que haja uma interação com estes, o que é fundamental para o direcionamento do tratamento psicopedagógico.

O atendimento psicopedagógico pretende facilitar o diagnostico da dinâmica relacional e da aprendizagem, a fim de propiciar mudanças e facilitar o trabalho preventivo, que segundo Paín (1989), a intervenção tem como objetivo, levantar e sistematizar o perfil do aluno, detectar os principais pontos de dificuldades e necessidades apresentadas nos diferentes momentos de sua formação; desenvolver atividades em conjunto com a área pedagógica, atender individualmente o aluno que procura o programa auxiliando em suas dificuldades acadêmicas e fazer o levantamento do aluno ingressante. O psicopedagogo deve estar sempre atencioso e receptivo para atender as necessidades do sujeito, sua família e escola, lembrando que este deve ter o cuidado de não se envolver emocionalmente no problema e, se necessário ter acompanhamento de um profissional psicoterapeuta.

Muitas vezes o aluno não consegue aprender, não por falta de requisitos intelectuais, mas sim por bloqueio e inibições no pensar, gerado por problemáticas efetivas ou emocionais. Segundo Piaget (1970, op. cit. Chamat, 2008), as rupturas no vinculo familiar causam, geralmente, bloqueios e ruptura no vinculo com o "conhecimento". Dai à afirmação que, "afetivo e cognitivo permanecem lado a lado" e, muitos autores apontam que a quebra ou defasagem na relação do "Ser que ensina" como o "Ser que aprende" é desastrosa do ponto de vista da aprendizagem.

O escasso vínculo com o conhecimento torna a aprendizagem e vida social insatisfatória. Chamat (2008) enfatiza que:

Esse vínculo se encontra evidenciado ou com seqüela da ausência dessa vinculação. Essa vinculação, segundo a autora é responsável, pela criatividade e pelo desejo de busca, de lidar com o conhecido e desconhecido, que é o "conhecimento". Chamat (2008, p. 32),

Ter um olhar psicopedagógico de um processo de aprendizagem é buscar compreender como eles utilizam os elementos do seu sistema cognitivo e emocional para aprender. É também buscar compreender a relação do aluno com o conhecimento, a qual é permeada pela figura do professor e pela escola. A Psicopedagogia preocupa-se, portanto, como a criança aprende.

Segundo Scoz (2003) é na escrita do discurso parental que adquirimos elementos que nortearão a posição da criança na estrutura familiar permitindo-nos localizar no sintoma o que é da criança e o que está na marca familiar.

2.2. A atuação da Psicopedagogia na instituição escolar

Para Pain (1989), no tratamento psicopedagógico, busca-se devolver ao sujeito a dimensão de seu poder (poder escrever, poder saber fazer) para que seu eu acredite em suas potencialidades.

A atuação escolar se constitui na totalidade de seus componentes que expressam seus conhecimentos, suas habilidades, seus desejos. A Psicopedagogia leva em conta o sujeito que pensa e deseja, abre o espaço para a construção do saber real, propiciando maior desejo de conhecer ensinante e aprendentes.

A psicopedagogia dirige-se para a relação entre a modalidade ensinante da escola, e a modalidade de aprendizagem de cada aluno.

Com isso, o trabalho psicopedagógico na instituição escolar deve direcionar seu olhar e escuta, passando pelas relações pessoais e vínculos entre o ensinar e o aprender, nas modalidades de aprendizagem dos sujeitos envolvidos neste processo, nas relações do poder, no mostrar e esconder, na divisão de papeis, tarefas e funções e nas relações entre escola, família e comunidade. Estas contribuições da Psicopedagogia devem procurar propostas que favoreçam a solução de problemas, vislumbrar mudanças, abrir espaços de pensamentos favorecendo que todos desempenhem suas atividades com mais satisfação.

Segundo Visca (2008):

O psicopedagogo, no papel de agente corretor, deve priorizar o "conhecimento" do paciente, mesmo que para tal tenha de realizar encaminhamento a outros profissionais. Seu papel é de focalizar a problemática dentro do contexto causa/sintoma e atuar sobre eles. Deve planejar sua atuação desde o contato telefônico. Visca (op. cit. CHAMAT, 2008, p. 26)

Após o contato telefônico, virá a entrevista com os responsáveis pelo paciente, expondo a causa dos sintomas e a mudança de atuação dos mesmos em relação ao sujeito. Será marcada entrevista com todos os envolvidos com o sujeito, para ouvir a problemática e levantar o diagnóstico.

Analisar a escola, a luz da psicopedagogia significa no processo que inclui questões metodológicas, relacionais e sócio-culturais, englobando o ponto de vista de quem ensina e de quem aprende, abrangendo, conforme já foi dito, a participação da família e da sociedade.

Existem diferentes enfoques em relação ao que se entende por Psicopedagogia na escola. (...) è dar-se ao professor e ao aluno tempo; possibilitar-se uma postura critica em relação à estrutura da escola e da sociedade que ela representa. Para isto é necessário um posicionamento sobre o que a escola produz.Bossa (1994, p. 68).

Reconhecendo que o ensino precisava de uma mudança, o Programa de Formação de Profissionais da Educação na SMED, propôs uma transformação não só com os professores, mas, com todos aqueles que tem a ver com ensino aprendizagem.

O projeto de uma escola pública eficaz, que cumpre a função de ensinar a todos, depende fundamentalmente da formulação de uma política comprometida com esse objetivo.

E estas decisões governamentais e a teoria pedagógica privilegiam a formação do professor como meio para implementar transformações no sistema de ensino.

Ao professores cabia o papel de agente modernizador das nossas escolas.

Até inicio da década de 80, na área da alfabetização foram feitas tentativas para inverter a ineficiência da escola em relação à aprendizagem da leitura e da escrita, introduzindo novas metodologias.

Segundo Zorzi (2005):

A leitura corresponde a um ato de compreensão, ou seja, a uma busca daquilo que o texto pode significar. Para que a leitura seja possível, há necessidade de se compreender os símbolos ou letras e a significação por eles representados, ou seja, a relação entre símbolos (significantes) e aquilo que ele simbolizam (significados). Zorzi (2005, p. 23)

Então, teve inicio a teoria construtivista enfocando o desenvolvimento da psicologia genética e da lingüística contemporânea, onde possibilitou uma nova compreensão do processo da leitura e da escrita. Com isto, o processo de mudanças em relação à alfabetização proporcionou uma re-definição da escola enquanto institucional, como a re-definição da ação didática faz parte igualmente deste processo. Essa mudança na postura do ensino continua turbulenta e temerosa, possivelmente, porque pode acarretar no nível de poder insegurança a quem se julga o dono deste.

Renovar, abrir espaço para o novo é se submeter a ser construtor do seu conhecimento, e dar abertura ao pensar, a autonomia.

Questiona-se a postura da a escola permitindo aos nossos professores e alunos o espaço de autoria, ou se é construída dentro de uma falsa autonomia.

Uma proposta pedagógica favorecedora e estimulante ao pensamento critico, a autoria, a cooperação, possibilita ao sujeito fazer parte desta mudança de ensino e, com certeza, uma mudança de vida.

Precisa-se trabalhar no sentido de resgatar o desejo de aprender de alunos e alunas, professores e professoras, em um jogo de troca de lugares de quem ensina e de quem aprende, sem que se perda o seu lugar. É uma das possibilidades de humanizarmos a escola, pois, é o desejo que nos marca como seres humanos.

Para Gandin (1988) o sistema escolar se organiza segundo as linhas estruturais da sociedade em que se insere; não é do tipo de escola que produzum tipo de sociedade, mas, um tipo de sociedade que produz um tipo de escola.

Lidar com esse problema na escola é o que a Psicopedagogia se propõe; ressignificar o desejo, promover o pensar, alargar o olhar e a escuta, construir projetos e possibilitar que se façam, é um dos objetivos da Psicopedagogia.

O trabalho da Psicopedagogia é evitar ou debelar o fracasso escolar em uma visão do sujeito como um todo, objetivando facilitar o processo de aprendizagem. O ser sob a ótica da Psicopedagogia é cognitivo, afetivo e social. É comprometido com a construção de sua autonomia, que se estabelece na relação com o seu, à medida que se compromete com o seu social estabelecendo redes relacionais.

2.3. Educação e família numa visão psicopedagógica sistêmica

Família e escola têm um objetivo comum: estabelecer as melhores condições para favorecer o desenvolvimento integral das crianças e dos jovens. Esse objetivo requer atuações de qualidade em cada um dos sistemas dirigidos para que as crianças tenham acesso, progressivamente, à cultura de seu grupo social num processo que repercuta de forma favorável em seu autoconceito, na capacidade de relacionar-se construtivamente com outros e nas suas possibilidades de se inserir paulatinamente em novas estruturas e sistemas.

Propor o pensamento psicopedagógico sistêmico no entendimento das questões educativas, na família e na escola é possibilitar uma visão mais ampla entre o ensinar e o aprender na compreensão do quando, onde e como acontece. Seria possibilita aos alunos, crianças e adolescentes, membros de uma família, assimilarem os conhecimentos que vão adquirindo em seus contextos culturais, reunindo-os, religando-os em novas bases de saber. Munhoz (2001, p. 35)

O objetivo acima também requer a existência do conhecimento mútuo, da formação de vínculos e do estabelecimento de acordos entre esses contextos originários como condição necessária para que o potencial de desenvolvimento de cada um deles chegue a se concretizar. Cada escola é em si mesma, uma comunidade que estabeleceu, ao longo de sua trajetória, uma história de relação e afeto entre seus membros, entre a equipe de docentes, com os alunos, entre a equipe e as famílias. Em cada caso, esses aspectos são diferentes.

Os psicopedagogos podem contribuir de maneira proveitosa para o estabelecimento de canais fluidos de comunicação entre a família e a escola. Quando ocorrem, essas relações são conduzidas pela confiança e pelo respeito mútuos e articulam-se em torno de algumas metas ou objetivos concernentes a ambos os sistemas. São relações nas quais se buscam os aspectos positivos que possuem todos os interlocutores. Paralelamente, os pais respeitam a tarefa educacional da escola, criando-se, desse modo, um contexto de relação cômoda para todos.

O grau em que os familiares possam elaborar expectativas positivas em relação ao bem-estar e à educação de seus filhos na escola depende da acolhida que esta oferecer não somente aos alunos, mas à família em seu conjunto, assim como dos esforços destinados a manter e a cuidar dessa relação. Assim, há uma variedade de intervenções que estão vinculadas à cultura da escola em relação às famílias.

O psicopedagogo pode colaborar, também, para que a escola sinta interesse em conhecer a opinião dos pais, seja quanto às questões globais, seja quanto a outras mais específicas relacionadas à educação de seu filho.

Todas as intervenções têm como fim prioritário melhorar a comunicação entre a família e a instituição educacional e fomentar entre elas relações positivas. Portanto, a família é peça fundamental para o tratamento dos problemas de aprendizagem. Segundo Fernández (1991), se o paciente é uma criança ou adolescente, o modo de diagnosticar pode estar relacionado com o olhar-conhecer por meio da família.

A presença da família ajuda a observar mais rapidamente a existência de significações sintomáticas localizadas em vínculos relacionados ao aprender, permite realizar diagnósticos diferenciais entre sintoma (problema de aprendizagem-sintoma) e problema de aprendizagem reativo.

O psicopedagogo deve buscar o que significa o aprender para esse sujeito e sua família, tentando descobrir a função do não aprender. Conhecer como se dá à circulação de conhecimento na família, qual a modalidade de aprendizagem da criança, não perdendo de vista qual o papel da escola na construção do problema de aprendizagem apresentado, tentando também engajar a família no projeto de atendimento para ampliar seu conhecimento sobre a dificuldade, modificando seu modo de pensar e de agir com relação à criança.

Em cada um de nós, podemos observar uma particular "modalidade de aprendizagem", quer dizer, uma maneira pessoal para aproximar-se do conhecimento e para conformar seu saber. Tal modalidade de aprendizagem constrói-se desde o nascimento, e através dela nos deparamos com a angústia inerente ao conhecer-desconhecer. A modalidade de aprendizagem é como uma matriz, um molde, um esquema de operar que vamos utilizando nas diferentes situações de aprendizagem. Fernandez (1991: p. 109).

A modalidade de aprendizagem revela a forma e o conteúdo do processo de estruturação da aprendizagem do sujeito, trazendo em seu bojo a criação do material pedagógico como um objeto resultante do processo de ensino-aprendizagem. Diferentemente do modelo de aprendizagem geral e universalista, a modalidade de aprendizagem é sempre singular e específica.

Fernández (1991) fala de um enfoque clínico que significa preocupar-se com os processos inconscientes e não somente com a patologia; é fazer uma escuta particular do sujeito que possibilite não só encontrar as causas do não-aprendizado, mas também organizar metodologias para facilitar a aprendizagem e o desempenho escolar.

As rupturas no vinculo familiar causam, geralmente, bloqueios e rupturas no vinculo com o "conhecimento". O afetivo e cognitivo permanecem lado a lado. É sabido que toda quebra na vinculação afetiva acarreta perdas e ou bloqueios cognitivos. Pode acontecer de ocorrerem ambos simultaneamente.

É importante que o ensinante introduza o conhecimento ao aprendiz de forma prazerosa através do lúdico, onde de forma inconsciente o brincar vai criando vinculo com conhecimento.

CONCLUSÃO

A psicopedagogia veio introduzir uma contribuição mais rica no enfoque pedagógico. O processo de aprendizagem da criança é compreendido como um processo muito abrangente, implicando componentes de vários eixos de estruturação.

Percebe-se que as causa do processo de aprendizagem, bem como das dificuldades de aprendizagem, não está localizada somente no aluno e no professor, passa a ser vista como um processo maior com inúmeras variáveis que precisam ser apreendidas com bastante cuidado pelo professor e psicopedagogo.

O aluno deve ser percebido em toda a sua singularidade e, em toda a sua especificidade, em um programa direcionado a atender as suas necessidades especiais. É a percepção desta singularidade que vai comandar o processo e não um modelo universal de desenvolvimento. Na intervenção psicopedagógica deve-se evitar os prognósticos que o professor lança a respeito do processo de desenvolvimento de seu aluno sem levar em consideração o seu desempenho.

A função do Psicopedagogo é de intervir como mediador. Essa intervenção tem caráter preventivo e curativo, uma vez que tem o propósito de detectar a dificuldade de aprendizagem, resolver essa dificuldade e ainda preveni-la; o trabalho preventivo tem como objetivo prevenir os problemas de aprendizagem através da investigação de todos os indivíduos inseridos na instituição, para que ela se reestruture e resgate sua identidade.

O Psicopedagogo, diante das dificuldades de aprendizagem e numa ação preventiva, inserido no âmbito escolar, deve adotar uma postura crítica, com o objetivo de propor novas alterações de ação voltadas para a melhoria da aprendizagem. Ele deve buscar o que o aprender significa para o indivíduo, sua família, sua comunidade, deve fazer uma pesquisa particular deste indivíduo não só para encontrar as causas do não aprendizado, mas também para facilitar a aprendizagem.

Em sua atuação na esfera escolar, em seu foco de atuação junto a Direção, coordenação e corpo docente, ele se interessa pelo processo de construção do conhecimento. É este seu norte, é para este lugar que dirige o seu olhar inquietante e curioso, que observa tudo e sobre tudo pensa: a história, as condições, as interações de fatores de ordens diversas na construção do conhecimento, daquela criança daquela família daquele professor, e daquela instituição. Observa se os conteúdos trabalhados e se as práticas pedagógicas daquela instituição estão de acordo com o Projeto Pedagógico e com o Regimento Escolar da mesma, para poder dar uma devolutiva de forma que venha a contribuir para o crescimento desta através de mudanças que virão a ocorrer de comum acordo com todos.

... Cabe ao psicopedagogo perceber eventuais perturbações no processo aprendizagem, participar da dinâmica da comunidade educativa, favorecendo a integração, promovendo orientações metodológicas de acordo com as características e particularidades dos indivíduos do grupo, realizando processos de orientação. Já que no caráter assistencial, o psicopedagogo participa de equipes responsáveis pela elaboração de planos e projetos no contexto teórico/prático das políticas educacionais, fazendo com que os professores, diretores e coordenadores possam repensar o papel da escola frente a sua docência e às necessidades individuais de aprendizagem da criança ou, da própria ensinagem.Bossa (1994, p.23)

Neste contexto, o psicopedagogo institucional, como um profissional qualificado, está apto a trabalhar na área da educação, dando assistência aos professores e a outros profissionais da instituição escolar para melhoria das condições do processo ensino-aprendizagem, bem como para prevenção dos problemas de aprendizagem.

ABSTRACT: The Psicopedagogia was born of the necessity of if searching solutions for the question of the learning problem; it comes walking with the intention to contribute for one better understanding of this process. The Psicopedagogia is an area of recent studies, that not only resulted of the union of the knowledge of Psychology and the Pedagogia, but of also diverse other areas as Fonoaudiologia, Medicine, Psychoanalysis. However, exactly being the Psicopedagogia an area to interdisciplinar that she had a considerable growth in recent years, it more has, historically, if on the Education of what to the Medicine and Psychology. The professional of the psicopedagogia must act as mediating, intervined between the individual and its difficulties of learning, she must know the problems and interpret it for then intervining in the way most correct. Of this form, the Psicopedagogo will go to assist the individual to return the normal passage from the learning, being established a positive bond with the same and its familiar ones, objectifying to rescue the pleasure to learn. Detaching as referencial theoretician.

KEYWORDS: Psicopedagogia; Learning; Knowledge; Education.

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Autor: Antonia Lima