Jesus e as crianças da pós-modernidade



Primavera de 2009.

Por: Emanuel Moura
moura.emanuel@gmail.com

O evangelista Mateus registrou uma situação que expressa bem a diferença de mentalidade entre Jesus e alguns dos seus discípulos. Infelizmente, passados mais de 2 mil anos a grosseria e ignorância parecem vigorar com a mesma força.

Mateus registrou o momento em que algumas pessoas tentavam colocar seus filhos diante de Jesus para que este tocasse sobre elas como forma de abençoá-las. Os discípulos, por sua vez, ao invés de facilitarem o acesso reclamaram com as pessoas por agirem assim. Percebendo a besteira que faziam, o Mestre retrucou: “Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças.” (Mateus 19:14 - Versão Bíblia na Linguagem de Hoje).

As palavras do Redentor continuam válidas para o homem pós-moderno. Por mais que as crianças vivam um tempo em que parecem estar supridas física, mental e espiritualmente com a enxurrada de recursos tecnológicos como TV, computador, play station, celulares e outras parafernálias eletrônicas, isso não é verdade.

Continuamos errando e, muito provavelmente, tenhamos aumentado a intensidade, extensão e gravidade do erro quando deixamos nossas crianças sendo ‘cuidadas’ pelas ‘babás eletrônicas’. Ou seja, quando, para ter sossego, fazemos com que elas se isolem em um ambiente qualquer, ao invés de dedicarmos tempo para estar com elas.

Infelizmente, as facilidades e comodidades da pós-modernidade tem efeito anestésico e nos impedem de perceber os danos causados à família e à sociedade pela displicência ou superficialidade com que temos tratado as necessidades das nossas crianças.

Embora elas mesmas não tenham condições de argumentar verbalmente o quanto sentem a irresponsabilidade dos adultos, suas vozes ecoam com gritos de socorro que parecem surdos, mas se tivermos o mínimo de sensibilidade, seremos capazes de entender.

Elas estão gritando por socorro quando, muitas vezes, tem reações violentíssimas a situações corriqueiras na escola ou em casa. Elas clamam por ajuda quando, ao serem confrontadas com um “não” reagem de forma patológica e agridem ao pai, à mãe ou aos irmãos.

Também pode ser um grito o fato de terem seus hábitos alimentares completamente alterados ou quando dormem aquém ou além do normal para o seu desenvolvimento.
Pela visão cristã que defendo, proponho que neste dia das crianças façamos uma análise sobre o que estamos dando de alimento espiritual para as nossas crianças. Independente do credo religioso é imprescindível que cultivemos nelas o prazer de aproximarem-se de Deus. Os braços do Messias continuam estendidos para todas elas.
Autor: Emanuel Moura


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