O HOMEM CONTEMPORÂNEO



Acadêmico Alan Silva da Conceição

Orientadora: Mestre Maria José de Azevedo Araujo

Há quem diga que o mundo um dia não existiu e que houve um "Ser" que criou todas as coisas que conhecemos hoje por natureza e inclusive nós os seres humanos. Não estou aqui para questionar essa teoria, estou aqui para refletir a respeito dela e questionar o seguinte, se ela for verdadeira, por que não criou toda a raça humana com um aspecto igual. Ele poderia ter escolhido uma raça, em meio às existentes hoje e decidido, todos serão dessa raça, todos serão negros, magros, de olhos castanhos escuros e não terão cabelos. Além de ter definido também o seu temperamento e sua personalidade. Ah! E todos usariam fardas.

Constata-se atualmente que não foi isso que aconteceu. Se fomos criados, o criador não quis que todos fôssemos iguais uns aos outros. Não entendo o porquê que na atualidade as pessoas querem ser da mesma forma das outras. Como se fossem gêmeas. Por outro lado, o percurso histórico de nossa sociedade está baseado na desigualdade. Quando pensamos nas profissões não pensamos somente em médicos, nem em advogados, ou professores. Pensamos em diversas profissões uma dependente da outra, juntas elas se auxiliam e a sociedade funciona e não pára.

Sob o contexto atual em que a diversidade e a igualdade sempre foram valorizadas, estamos vivendo um período de homografia dos seres humanos. Nessa confusão visual e geral não sabemos reconhecer a desigualdade, a individualidade, inatas a todo ser, seja homem ou mulher e equivalentes.

Antes eu conhecia somente um João, hoje, conheço 1 milhão de Joãos, 3 milhões de Pedros, 10 milhões de Eduardos, 30 milhões de Carlas, 50 milhões de Paulas, 100 milhões de Fabianas. E não é porque possuem o mesmo nome, o nome é um mero selo que todo homem recebe antes mesmo de nascer. A resposta sobre a questão acima está no fato de terem colocado no mundo uma grande máquina de xerox, e a partir daí surgiram as xerox humanas, superando em qualidade as cópias tradicionais.

Nesse percurso histórico, André, tornou-se igual a Pedro, que é igual a Carlos, que é igual a Thiago, que é igual a Mariano, que é igual a Maurício, igual a Alexandre, Lucas, Marcos, Camilo, Danilo, Matheus, Igor, Sérgio, Alan...

Nesse comércio humano, as cópias tornaram-se o produto mais vendido no mundo, auto sustentável, independente, não poluente, não destrói a camada de ozônio, não desmata a Amazônia, não causa guerras civis e nem mundiais. Viva a Pirataria!!!

SOBRE OS AUTORES

O acadêmico Alan Silva da Conceição é aluno de graduação do Curso de Letras/Português da Universidade Tiradentes em Aracaju/SE. A elaboração deste texto deve-se à prática reflexiva sobre os problemas da atualidade e que interferem na forma de agir e de pensar da sociedade. Propôs-se a atender à exigência da disciplina "Contemporaneidade", do Curso de Nivelamento da Universidade Tiradentes, no 2º semestre letivo de 2009 e contou com a orientação da professora Msc Maria José de Azevedo Araujo. E-mail para contato: [email protected] e [email protected]


Autor: Maria José de Azevedo Araujo


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