Pratique O Suicídio Saudável



PRATIQUE O SUICÍDIO SAUDÁVEL
(Autor: Antonio Brás Constante)

O suicida é alguém literalmente disposto a morrer por seus objetivos, porém, ainda assim não pode ser considerado como uma pessoa que vai conseguir ir muito longe na vida.

Ao contrário do que alguns pensam, nem todo suicida é um pessimista por natureza, como no caso do suicida otimista que pulou de um prédio de 30 andares, e ao passar em queda livre já pelo vigésimo andar disse para si mesmo: "bom, até aqui tudo bem...".

Todo dia matamos algo em nós mesmos, e muitas vezes nem percebemos isso. Somos suicidas em potencial, massacrando sonhos, destruindo chances de felicidade, desperdiçando bons momentos presentes em busca de desejos sem futuro. Existem pessoas, no entanto, que chegam ao extremo de achar que não está sobrando nada de valor em suas vidas, transformando o suicídio numa espécie de saída de emergência, na esperança de expiar seus erros, ou de alcançar a paz, e para tentar vencer suas frustrações optam por perder a própria vida.

Não é fácil viver, muitos já morreram tentando. Não existem fórmulas milagrosas que nos transformem em seres felizes e em harmonia com os animaizinhos do bosque encantado, mas antes de rasgarmos nosso bilhete vitalício (sem prazo de vencimento determinado), deveríamos experimentar o suicídio saudável.

Para quem não conhece o termo (cunhado provavelmente a partir deste momento), o suicídio saudável consiste em eliminar apenas uma parcela de nossas vidas conhecida como melancolia (um sentimento que quando se encontra dentro de nós, merece mesmo morrer juntamente com outros, tais como o egoísmo, inveja, ódio, etc), através de ações em prol de nossos semelhantes. Para que pensar em se matar hoje, se ainda hoje você poderia salvar outra vida e quem sabe assim também ser feliz? Ao invés de se enforcar, pule corda ou troque uma bala na cabeça por doces e balas em orfanatos. Conheça melhor os idosos e seus exemplos de vida, antes de querer jogar fora à continuação de sua história. Mais importante do que uma carta explicando os motivos de sua morte é deixar marcas feitas de solidariedade.

Alguns dizem que é preciso coragem para se matar, então porque não usar esta coragem para ajudar, ou mesmo para pedir ajuda. Basta olhar além de nossas próprias dores para encontrarmos tantas outras pessoas, que mesmo em situação pior do que a nossa, estão querendo viver, ou mesmo sobreviver, e muitas vezes necessitam apenas de um pequeno empurrão, que pode ser dado através de nossas mãos. Do mesmo modo também existem pessoas dispostas a estender os braços para nos dar apoio, basta querermos abrir nossos corações antes de tentarmos faze-los pararem de bater. Vivemos em um mundo cheio de dor, egoísmo, ódio e sofrimento, mas também repleto de bons corações e almas. Então vamos ser uma destas nobres almas, afinal, o que temos a perder?

Enfim, às vezes a melhor forma de criarmos um objetivo que fortaleça nosso sopro de vida, é auxiliando nossos semelhantes na conquista do respeito e dignidade que eles (assim como nós), merecem receber.

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Autor: Antonio Brás Constante


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