O uso adequado do tempo



Um dos recursos mais valiosos de que dispomos é o tempo. Lamentavelmente,
muitas pessoas supõem que o possuem de forma quase ilimitada, não se
preocupando em utilizá-lo com eficiência, desperdiçando-o sem se darem conta
de que tempo desperdiçado não se recupera mais. Como exemplo, lembro que em
uma determinada empresa havia muitos problemas a serem superados, mas
perdia-se um tempo enorme com inúmeras reuniões improdutivas. Nesses
encontros, o precioso tempo era desperdiçado com discussões desnecessárias e
as capacitações individuais não encontravam campo para atuar com todo o seu
potencial.

Alguns gostavam de se exibir. Tinham grande prazer em demonstrar a sua
capacidade argumentativa para anular e derrotar os que consideravam como
seus oponentes. Outros usavam a agressividade para manifestar o seu
antagonismo com as propostas apresentadas, entre outras divergências de
caráter pessoal. Também se faziam presentes aqueles que gostavam de
discordar, na tentativa de desvalorizar as idéias apresentadas.

Assim, muito tempo era jogado fora, enquanto os problemas internos e externos
permaneciam aguardando soluções rápidas e eficientes. O gerente geral
aparentemente se divertia ao ver aquela equipe se digladiando, e assim
mantinha esse modo improdutivo para enfrentar os problemas. As dificuldades
aumentavam e muitos se sentiam frustrados por não terem a oportunidade para
apresentar suas idéias e tomar conhecimento de como as coisas fluíam.

As dificuldades daquela empresa, assim como muitos dos problemas que a
sociedade humana enfrenta atualmente, exigem pensamento criativo, organizado
e construtivo, em substituição ao ultrapassado modelo da argumentação e
discussão entre os indivíduos, com primazia para vencer o debate ou permitir
que a solução atenda interesses particulares, ao invés de buscar a melhor
solução.

Com simplicidade, clareza e naturalidade, o pensamento ganha eficiência.
Havendo respeito mútuo e a devida consideração, as pessoas se entenderão
melhor e terão a liberdade de dizer o que sentem, sem se magoarem
mutuamente, encontrando a solução dos problemas com um nível de cooperação
mais elevada.

As questões devem ser exploradas com sinceridade. É indispensável que um
grupo tenha, como objetivo prioritário, encontrar a melhor solução através
da mobilização de todas as capacitações que serão aplicadas no exame de
todas as informações e tendências, sem que haja a preocupação de que as
idéias de uns possam se sobrepor às dos demais. Quando o grupo se reúne para
planejar o futuro, todos se tornam coparticipantes e a realização se torna
menos árdua.
Certamente, em tempo muito menor, todas as questões estarão arroladas, sem
as estéreis discussões, pois com a soma das habilidades, voltadas para o
mesmo objetivo, surge naturalmente a possibilidade de se encontrar a
resposta mais adequada e eficiente, sem a necessidade do uso de tantos
paliativos.


* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, articulista colaborador de importantes jornais de São Paulo e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Atualmente, é um dos coordenadores do www.library.com.br, site sem fins lucrativos, e autor dos livros Encontro com o Homem Sábio , Reencontro com o Homem Sábio, A Trajetória do Ser Humano na Terra e Nola – o manuscrito que abalou o mundo, editados pela Editora Nobel com o selo Marco Zero. E-mail: bidutra@attglobal.net
Autor: Vervi


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