ÉTICA PROFISSIONAL NA ÁREA DE INFORMÁTICA



Ética Profissional na área de informática



Várias são as formas de se apreender um conhecimento novo, num primeiro momento, percebê-lo em perspectiva predominantemente descritiva e, se houver segurança, empreender breve aporte analítico.

No estudo Jurídico, recomenda-se que estabeleça um referencial da pesquisa, escolhendo o Método de Investigação e as Técnicas que lhe sejam mais compatíveis.

No Código de Ética Profissional, descreve obrigações, responsabilidades e requisitos de profissionais que atuam em qualquer área, visando orientar o exercício de suas atividades e regular suas relações com colegas de profissão, clientes, empregadores e sociedade.

A Ética é fundamentada e orientada pela concepção de homem e de Ética explicitada na Introdução do Código de Ética Profissional de 1993.

Os pressupostos centrais tratado nessa fundamentação são:
“a apreensão do homem como ser social auto-construído através do trabalho e da cultura, e da ética, como capacidade humana essencial objetivadora da consciência e da liberdade humana”. BARROCO Lucia, Ética e Sociedade.


Nos primórdios da vida, o homem vivia numa natureza hostil. Ao longo do período, lutas eram cravadas para sobreviver, e com isso o homem aprendeu a desenvolver e a usar a paleotecnologia e posteriormente adaptar-se à natureza com a neotecnologia
Numa época bem próxima da nossa, com a Revolução Industrial, a urbanização e progressos científicos-tecnológicos, começou a humanizar a natureza e a dominar o mundo.
No domínio do homem sobre a natureza e possuindo um grande acervo de conhecimentos, começou a criar muitos outros mundos ou seres tecnológicos.
Nesse mundo de tecnologia a única alma única alma, que é a informática, faz a conexão entres os seres.
Com a natureza humanizada, o homem também compartilha o sentido da vida entre os mundos tecnológicos que ele mesmo criou, vivendo atualmente em vários mundos ao mesmo tempo.
Fortes mudanças e impactos sociais o mundo vem sofrendo com o desenvolvimento da tecnologia ao longo dos anos.
Assim devemos desenvolver ou apropriar as tecnologias para o bem-estar social, e nunca perder a consciência de sua missão de apóstolo das grandes mudanças sociais não traumáticas.
Se o informático deixar-se ser manipulado pelos interesses externos, não assumir as responsabilidades pelos seus atos, não respeitar a liberdade fronteiriça do outro e não avaliar as conseqüências sistêmicas de suas decisões, os interesses da sociedade serão prejudicados.
A futura esperança do bem estar da sociedade repousa, em grande parte, sobre o informático que disponibilizará para ela informações úteis e significativas, com o objetivo de transformar, naquele que será proprietário do seu próprio saber ou conhecimento.
Da passagem do estado de ignorância para o de cognitário dependerá, em grande parte, da conduta ética do profissional de informática e do seu grande envolvimento com os interesses da sociedade. Ao mesmo tempo, irá diferenciá-lo daqueles que não são profissionais, mas atuam no mercado cada vez mais globalizado e competitivo, provocando enormes prejuízos à nação.
Com relação aos deveres da profissão, cabe ao profissional de informática adquirir e manter a competência profissional procurando alcançar a máxima eficiência e eficácia em seu trabalho mantendo-se continuamente atualizado através da participação em encontros e cursos de atualização profissional, cooperando para o progresso da profissão, mediante o intercâmbio de informações sobre seus conhecimentos, colaborando com os cursos de formação profissional, associações de classe, escola e órgãos de divulgação técnica e científica, orientando e instruindo os futuros profissionais.
Tendo sempre em vista a honestidade, a perfeição, o respeito à legislação vigente e a guarda dos interesses de clientes, empregadores e organizações, sem prejuízo da sua dignidade pessoal e profissional e, principalmente, dos interesses maiores da sociedade em que estiver exercendo suas atividades.
Quanto aos deveres para com a sociedade, o informático deverá ainda, sempre contribuir para o desenvolvimento do país, procurar aperfeiçoar a qualidade da tecnologia com que trabalha e agir sempre no interesse da comunidade e do meio ambiente, comprometer com o bem público e contribuir com seus conhecimentos para melhor servir aos interesses da sociedade, evitar os efeitos danoso de seu trabalho sobre os diretos humanos, combatendo toda forma de discriminação.
Em relação aos deveres com os colegas de profissão, não cometer ou contribuir para que se façam atos de injustiças, e nem criticar, denegrir o trabalho ou reputação de um colega de profissão e de outras profissões.
Nunca banalizar ou prostituir o mercado, direta ou indiretamente, tentando suplantar um colega de profissão, reduzindo as taxas de remuneração de forma injusta, ou apresentando propostas que representem competição desleal de preço por serviços profissionais.
O dever do profissional de informática para com seus clientes e empregadores deverá ser de forma leal, com dedicação e honestidade, oferecendo o melhor de sua capacidade Técnica e Profissional, procurando contribuir para a obtenção de máximos benefícios em decorrência de seu trabalho;
Sempre honrar os contratos, acordos e responsabilidades assumidas, entregando os trabalhos nos prazos e orçamentos combinados ou contratados.
Se necessário, notificar seu cliente, por escrito e em tempo hábil, os potenciais atrasos de tempo e orçamento para que as medidas corretivas possam ser adotadas;
Ter sigilo total e confidencial, toda informação que souber em razão de suas funções, não as divulgando em hipótese alguma, sem o consentimento dos clientes e/ou empregadores.
E não deverá ainda, aceitar instruções do cliente que impliquem infração contra os direitos próprios de outras pessoas ou conscientemente, agir de maneira a acarretar alguma infração.


BARROCO Lucia, Ética e Sociedade.
Autor: odecio lungatto


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