OS MEIOS DE COMUNICA플O: INFORMA플O OU MASSIFICA플O AMORAL?
Na ditadura como se sabe todos os conte�dos veiculados no r�dio ou na TV eram severamente controlados pelo regime militar, o que lhes apetecia inseria-se na m�dia, o que n�o descartava-se sumariamente. Emergindo desse per�odo repressivo a Constitui豫o de 1988 surge elegendo a total liberdade nos ve�culos de m�dia, a partir da Carta Magna a censura n�o mais existia.
Apesar de a priori parecer bela tal id�ia, deve-se alertar que a sociedade se livrou do controle militarista e se sujeita atualmente ao controle dos ve�culos de comunica豫o de massa. Tais ve�culos preocupam-se muito pouco com os princ�pios que ser�o transmitidos em seus programas, desde que gere elevado n�vel de audi�ncia.
Em geral os programas de maior Ibope sempre cont�m cenas de esc�ndalos, vulgaridades de toda esp�cie, al�m de exaltar pr�ticas que contrariam a educa豫o familiar e a vida em comum.
Um exemplo observa-se nas telenovelas, nessas a fam�lia constitu�da nunca demonstra ser suficiente para proporcionar a t�o sonhada felicidade, os c�njuges ent�o a procuram fora do instituto familiar gerando div�rcios, discuss�es pela guarda da prole etc.
Transportando para a vida pessoal a sociedade utiliza os estere�tipos vendidos na m�dia com se fossem verdades. A �tica e a moral j� n�o s�o mais consideradas, o que importa � garantir os lucros da emissora, independente das conseq獪ncias sociais.
Da mesma forma que o consumidor � protegido por ser hipossuficiente, os telespectadores deveriam gozar de prote豫o quanto os conte�dos dos meios de comunica豫o de massa, a sociedade � manipulada todos os dias, os valores s�o sutilmente modificados, sem que se perceba, o consumo de produtos � induzido, a est�tica � toda ditada pelos meios de comunica豫o, e a �tica � relegada a segundo plano.
As informa寤es que supostamente t�m escopo de atualizar e conceder as pessoas conhecimento, criam cada vez mais uma massifica豫o de id�ias, massacram a moral e consequentemente a sociedade e o instituto familiar que n�o consegue rivalizar, com o poder de convencimento midi�tico.
Em suma, a crise institucional, a fal�ncia familiar que se vive hoje, pode n�o ser totalmente causada pelos canais de m�dia, por�m � alimentada por eles. N�o h� possibilidade de se esperar mais de uma sociedade que � controlada pelo que � eticamente reprov�vel e pelo moralmente inaceit�vel.
OBS. artigo produzido no Projeto de Extens�o Vexata Quaestio - Quest�o Debatida.
Autor: MARLI PAI홒 DE ANDRADE
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