O DILEMA DO “VELHO CHICO”: Transposição do Rio São Francisco



O DILEMA DO “VELHO CHICO”: Transposição do Rio São Francisco

RESUMO
O rio São Francisco nasce no Estado de minas Gerais na região sudeste do Brasil e depois de atravessar uma porção da região nordeste desemboca no oceano Atlântico. Além de favorecer a agricultura, o rio São Francisco tipicamente de planalto, tem alto potencial hidrelétrico, com usinas que abastecem cidades nas regiões sudeste e nordeste. Esse rio brasileiro que também é conhecido como “Velho Chico” está no centro de uma polêmica provocada por um projeto que propõe o uso das águas do São Francisco para o abastecimento de outros rios e açudes da região nordeste.
Palavras – Chaves: águas; transposição; impactos

1. INTRODUÇÃO

O Rio São Francisco é um dos principais rios brasileiros, tem uma vastidão de águas que podem ser usadas para suprir a falta de água em alguns trechos da região nordeste e é por esse motivo que o “Velho Chico” como é carinhosamente chamado é alvo de uma grande polêmica transpor ou não transpor ás águas do São Francisco.
É neste contexto que se fez esse trabalho, discutindo questão a da transposição do rio São Francisco, assim como suas características, os impactos ambientais que esse projeto pode causar na região e também como funciona o projeto que já foi idealizado a muitos anos e só agora foi iniciado.

2. O DILEMA DO “VELHO CHICO”: Transposição do Rio São Francisco
O rio São Francisco nasce no Estado de minas Gerais na região sudeste do Brasil e depois de atravessar uma porção da região nordeste desemboca no oceano Atlântico. Um rio que pode ser navegável em alguns trechos, encontra áreas de clima semi-árido (o polígono das secas) sendo assim de fundamental importância para as populações que vivem ao longo desse percurso. A Criação de Gado às suas margens é uma constante desde o período colonial hoje existem projetos de agropecuária investem nas plantações de frutas como o melão, mamão e uva.
Além de favorecer a agricultura, o rio São Francisco tipicamente de planalto, tem alto potencial hidrelétrico, com usinas que abastecem cidades nas regiões sudeste e nordeste, sendo as principais: Três Marias, Sobradinho e Paulo Afonso. De acordo com Sene (2009. P.134) “Embora a bacia do São Francisco seja a menor nas principais bacias hidrográficas brasileiras, ela é responsável pela drenagem de 7,5% do território nacional, o que, em termos mundiais, constitui uma área considerável”.
Esse rio brasileiro que também é conhecido como “Velho Chico” está no centro de uma polêmica provocada por um projeto que propõe o uso das águas do São Francisco para o abastecimento de outros rios e açudes da região nordeste, de forma que estes tenham água durante os períodos de seca. Existem discussões porque há controvérsias sobre os impactos ambientais que esse projeto pode provocar.
De acordo com Faria (2010)
O projeto de transposição do Rio São Francisco é um tema bastante polêmico, pois engloba a suposta tentativa de solucionar um problema que há muito afeta as populações do semi-árido brasileiro, a seca; e, ao mesmo tempo, trata-se de um projeto delicado do ponto de vista ambiental, pois irá afetar um dos rios mais importantes do Brasil, tanto pela sua extensão e importância na manutenção da biodiversidade, quanto pela sua utilização em transportes e abastecimento.

Ao longo de sua extensão, o São Francisco recebe a água de 168 rios afluentes, dos quais 90 são perenes, ou seja, permanentes e os 78 restantes podem secar em períodos de estio. Seu fluxo é interrompido por duas barragens para geração de eletricidade, a de Sobradinho, que garante a fluência do rio mesmo no período da seca, e a represa de Itaparica, ambas na divisa entre a Bahia e Pernambuco.
Atualmente, 95% das águas do rio desembocam no mar e apenas 5% são usadas pelas populações beneficiadas, em cidades ou na irrigação. Basicamente, o governo pretende aumentar o uso da água para benefício da população. O projeto prevê retirar água justamente nas duas represas e levar essa água para duas outras bacias de rios menores, mas também importantes: a do rio Paraíba (a leste) e a dos rios Jaguaribe, Apodi e Piranhas-Açu (ao norte).
Ao tratar desse assunto Montoia (2010)
O Projeto de Transposição do Rio São Francisco já foi feito e refeito ao longo de várias décadas, mas foi ampliado no atual governo, após um planejamento conjunto entre 12 ministérios. Basicamente, trata-se da construção de dois imensos canais de ligação do São Francisco com as bacias menores e seus açudes e, depois, a construção de futuras adutoras (por canos).

O que parece ser uma solução pra os problemas com a falta de água na região nordeste para alguns é um desastre ambiental para outros, mas a única coisa que é certa nesse projeto é que ele acontecerá sob os interesses de alguém ou de alguns. A única coisa que a população e todos que dependem do rio São Francisco direta ou indiretamente tem a fazer é fiscalizar e torcer para que se tenha responsabilidade nesse projeto, que se tenha consciência da grandiosidade dessas mudanças.
3. CONCLUSÃO

Um projeto dessa grandiosidade como é a Transposição do Rio São Francisco gera sim polêmica e não poderia ser diferente é a vida de pessoas, toda uma paisagem que será modificada bruscamente. O que se tem que considerar é que o rio São Francisco tem grande importância para região nordeste e para o país em vários aspectos e se precisa uma preocupação com as conseqüências dessa transposição em longo prazo.
As opiniões se dividem a respeito do projeto de transposição do rio São Francisco, mas como toda mudança tem seu lado positivo e negativo, esse projeto vai acontecer, pois hoje ele é interessante para alguém que tem poder para fazer com que ele aconteça e o que se espera é que as pessoas que assumiram a responsabilidade desse projeto façam as escolhas certas e que no futuro alguém não tenha que pagar por algum eventual erro.

4. REFERÊNCIAS
FARIA, Caroline. Transposição do Rio São Francisco. Disponível em: http://www.infoescola.com/hidrografia/transposicao-do-rio-sao-francisco. Acesso em: 03 de maio de 2010
MONTOIA, Paulo. Transposição do rio São Francisco: um projeto ambicioso e polêmico. Disponível em: http://www.moderna.com.br/moderna/didaticos/projeto/2006/1/rio/. Acesso em: 03 de maio de 2010

MOREIRA, João C.; SENE, Eustáquio de.Geografia Geral e do Brasil: Espaço Geográfico e Globalização.São Paulo: Scipione, 2009.

SANTOS, Aurélia Maria. Geografia Regional. Indaial: Ed. ASSELVI, 2008.
Autor: Sergio Dario Baldi