A UTILIZA플O DAS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMA플O E DA COMUNICA플O EM AMBIENTES VIRTUAIS



Problem�tica

A hip�tese � que o Ensino-aprendizagem n�o ocorre, mesmo com professores considerados �timos ou com metodologias ditas inovadoras,se n�o se levar em cota a qualidade de vida dos sujeitos envolvidos, no caso pessoas da Educa豫o de Jovens e Adultos, bem como as intera寤es entre essas pessoas no ambiente, pois isso resulta em troca de valores morais.Acredito que a qualidade de vida e as intera寤es entre os sujeitos envolvidos s�o fatores importantes que interferem no processo educacional.

Na Educa豫o Formal (presencial), a qualidade de vida de um aluno pode ser facilmente medida.Para isso, basta o professor ter um referencial te�rico, o qual indique o que � uma "boa" ou uma "p�ssima" qualidade de vida, para que ele possa mensurar o quanto a qualidade de vida desse aluno est� afetando o seu desenvolvimento cognitivo.Obviamente, isso n�o � t�o simples quando se trata de ambientes informatizados de Ensino-Aprendizagem.Como fazer para medir a qualidade de vida em um ambiente na internet? Como mensurar as intera寤es entre os sujeitos, fato importante no processo educacional?

Como mecanismo de verifica豫o da melhoria da qualidade de vida ser�o utilizados question�rios, os quais identificar�o os dom�nios e as facetas representativas da qualidade de vida das pessoas da EJA.A an�lise dos dados da utiliza豫o do ambiente poder� indicar quais atitudes pessoais e de condutas facilitadoras no cuidado da sa�de f�sica, emocional e ambiental dever�o ser desenvolvidas para propiciar uma melhor qualidade de vida para as pessoas da EJA.

O processo de educa豫o das pessoas da EJA, quando jovens, dava-se de uma forma autorit�ria, disciplinar, sequencial e direcionada.Esses fatores eram, com certeza, naquela �poca, estressantes e limitavam as dimens�es t�cnica, interpessoal e ambiental, comprometendo a satisfa豫o de suas necessidades humanas b�sicas.Contudo, n�o h� uma avalia豫o criteriosa que permita verificar se os ambientes de Ensino-Aprendizagem propostos hoje na EAD para a forma豫o continuada do idoso possibilitam uma melhor qualidade de vida.Dessa constata豫o nasceu o problema que se prop�e investigar: Um ambiente de EAD para a educa豫o permanente, tendo como m�dia a internet, possibilita uma melhor qualidade de vida para as pessoas da EJA?

Justificativa

A preocupa豫o com a qualidade de vida e da educa豫o permanente das pessoas da EJA tem levado os centros de extens�o das universidades brasileiras a desenvolver programas voltados especificamente para esse segmento de idade.Contudo, poucos mecanismos s�o utilizados para verificar a abrang�ncia e a aceita豫o desses programas, principalmente no que diz respeito � melhoria da qualidade de vida.

A express�o "qualidade de vida" tem sido empregada com m�ltiplos significados; na �rea da sa�de, a tend�ncia � consider�-la como um reflex das condi寤es de sa�de e seu impacto sobre a capacidade do indiv�duo de viver plenamente.No �mbito pedag�gico, constata-se a exist�ncia de espa�os para avan�os conceituais que transcedam os referenciais de qualidade da educa豫o permanente, incorporando � pr�tica pedag�gica a possibilidade de qualificar dimens�es relativas � sa�de f�sica, emocional, espiritual, ambiental e � experi�ncia de um conv�vio social fundamentado em cren�as pessoais e valores condizentes com uma aprendizagem emancipat�ria, promotora da cidadania e da �tica.

A forma豫o continuada, ao acessar os componentes de cada dom�nio, permite melhorar a qualidade de vida das pessoas da EJA por ter reflexos diretos no seu relacionamento interpessoal e nas suas aspira寤es e expectativas. Para implantar a寤es que possam propiciar essa qualidade, � necess�rio um embasamento em dados observ�veis e quantific�veis, que permitam subsidiar programas de melhoria dos padr�es.

A forma豫o continuada, ao acessar os componentes de cada dom�nio, permite melhorar a qualidade de vida das pessoas da EJA por ter seus reflexos diretos no seu relacionamento interpessoal e nas suas aspira寤es e expectativas.Para implantar a寤es que possam propiciar essa qualidade, � necess�rio um embasamento em dados observ�veis e quantific�veis, que permitam subsidiar programas de melhoria dos padr�es de sa�de, educa豫o, trabalho e auto-estima.

A an�lise dos dados da utiliza豫o do ambiente de ensino-aprendizagem na Web poder� indicar quais atitudes pessoais e de condutas facilitadoras no cuidado da sa�de f�sica, emocional e ambiental dever�o ser desenvolvidas para propiciar uma melhor qualidade de vida �s pessoas da EJA.Para isso, ser�o levadas em conta as intera寤es entre os sujeitos no ambiente.

A educa豫o para sa�de e qualidade de vida na velhice � quest�o emergente na atualidade, at� porque a pr�pria demografia est� a exigi-lo. Trata-se do ver, julgar e agir no que diz respeito �s quest�es gerontol�gicas. Por outro lado, o ambiente de rede, no mundo de hoje, constitui-se numa ferramenta quase que indispens�vel em termos de educa豫o. Com esse intuito, prop�e-se desenvolver um ambiente de EAD, o qual possa atender aos diferentes dom�nios que interferem na qualidade de vida do idoso. � necess�rio conhecer o escore atual para dimensionar essa qualidade. A partir dessa avalia豫o ser� poss�vel estabelecer as facetas que necessitam de maior aten豫o por parte dos profissionais de geriatria e gerontologia.

OBJETIVOS

Objetivo geral

Estudar as possibilidade de uso de ambientes informatizados de ensino-aprendizado para pessoas da EJA na melhoria da qualidade de vida.

Objetivos espec�ficos

a) Desenvolver alternativas de aprendizagem, de intera豫o entre usu�rios, de produ豫o e organiza豫o de conhecimento, de resolu豫o de problemas e de desenvolvimento da linguagem verbal-escrita para pessoas da EJA, utilizando tecnologias da internet;

b) elaborar um prot�tipo de um ambiente informatizado de ensino-aprendizagem para o uso an educa豫o permanente para as pessoas da EJA;

c)� Identificar os dom�nios e as facetas representativas da qualidade de vida das pessoas da EJA por meio de um question�rio baseado em instrumentos elaborados pela Organiza豫o Mundial da Sa�de;

d)� Analisar os resultados obtidos com o uso do ambiente;

e)� Comparar a qualidade de vida das pessoas da EJA que utilizaram o ambiente de educa豫o permanente com um grupo controle que n�o o utilizou;

f)� Detectar necessidades de aprendizagem acerca de problemas de sa�de comuns na velhice, manifestados pelas pessoas da EJA que utilizaram o ambiente de EAD;

Procedimentos metodol�gicos

A metodologia empregada no desenvolvimento da proposta ser� dividida em cinco fases:

a) Elabora豫o do modelo conceitual para o ambiente de ensino aprendizagem na Web para as pessoas da TI;

b) Modelagem e implementa豫o do ambiente;

c) levantamento dos dados da qualidade de vida e das intera寤es dos sujeitos da EJA.

d) an�lise estat�stica dos dados;

e) discuss�es dos resultados.

Local do estudo

A pesquisa ser� desenvolvida, de forma online ou presencial, com pessoas da EJA que estiverem matriculadas em programas de educa豫o permanente promovidos por centros de extens�o de universidades brasileiras.

Question�rios de coleta de dados

Ser�o utilizados dois question�rios: o primeiro, constitu�do de quest�es nortedoras, visa detectar as necessidades de aprendizagem acerca de problemas de sa�de comuns na velhice, manifestados pelas pessoas da TI que ir�o utilizar o ambiente de EAD; o segundo � baseado no instrumento de medida da qualidade de vida da OMS, a qual desenvolveu at� o momento dois instrumentos gerais de Qualidade de Vida: o WHOQOL-100 e o WHOQOL-BREF. Esses instrumentos diferenciam-se dos demais por se basearem no pressuposto de que qualidade de vida � um construto subjetivo (percep豫o do indiv�duo em quest�o), multidimensional e composto por dimens�es positivas (por exemplo, mobilidade) e negativas (por exemplo, dor) (OMS, 1998).

Tratamento dos dados

A an�lise dos dados seguir� a metodologia da OMS. A an�lise entre os dom�nios ser� realizada com o aux�lio dos softwares Excel, SPSS e CSPro.

Com rela豫o �s quest�es norteadoras, os dados ser�o analisados qualitativamente, visando obter a descri豫o significativa do conte�do sistem�tico e objetivo, permitindo a infer�ncia de conhecimentos relativos �s condi寤es de produ豫o/recep豫o das mensagens. Na busca para atingir o significado manifesto, utilizar-se-� a an�lise tem�tica proposta por Minayo (MINAYO, 1996).

Quest�es �ticas

O estudo, em observ�ncia �s diretrizes da resolu豫o 196/96 do Conselho Nacional de Sa�de do Minist�rio da Sa�de (CNS, 1996), atender� aos seguintes aspectos �ticos:

a) consentimento dos sujeitos atrav�s de termo de consentimento livre e esclarecido, os sujeitos autorizar�o sua participa豫o volunt�ria na pesquisa, assegurando-se o direito de retirarem o consentimento em qualquer fase da pesquisa, sem nenhuma penaliza豫o ou preju�zo ao seu cuidado.

b) Sigilo e anonimato: os sujeitos ter�o assegurada sua privacidade quanto aos dados confidenciais da pesquisa.

c) Benef�cios: se os resultados da pesquisa puderem contribuir para a melhoria das condi寤es de sa�de da popula豫o, ser�o comunicados aos sujeitos e �s autoridades sanit�rias, preservando-se a imagem e a auto-estima dos sujeitos da pesquisa.

d) Propriedade intelectual dos dados de divulga豫o dos resultados: o termo de consentimento livre e esclarecido resguardar� aos autores da pesquisa a propriedade intelectual dos dados e a divulga豫o p�blica dos resultados.


Autor: Marcelo Chilingue


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