O Magistério!



Em bancos escolares, só estive até o quarto ano, na época, denominado de "Primário!" tendo por mestra uma competente professora, a senhora Alaíde Amparo Durães, de doce memória nos escaninhos da minha mente.

Saindo de Diamantina-MG. Fiz supletivos até o segundo grau, estudando em vários livros, todavia, sem a ajuda dos professores.

Dessa forma, resolvi prestar a minha homenagem ao magistério que, tanta falta me fez pelos caminhos da vida, da seguinte forma:

Ser mestre é a sublime reunião de todas as profissões e a razão de ser e de estar de todos os ofícios e afazeres, dos mais simples, aos mais complicados.
Ser professor é ser a essência do todo em tudo!

Qualquer coisa que exista no universo elaborado (ou imaginado) pelo ser vivente, alguém teve que se adiantar para o ministério da sua utilização correta, professando o seu uso da maneira mais adequada ao funcionamento.

Não existiria nenhuma civilização sem o professor, à sua origem seria pior que a "Torre de Babel" e tomaria as direções mais variadas em ângulos dos mais desencontrados e curvaturas das mais desconexas.

A genitora foi à primeira mestra sobre a face do planeta, à qual, mesmo sem nenhum "estudo", ministrava ao filho os primeiros ensinamentos em prol de seu desenvolvimento, depois, numa seqüência não cronológica por excelência, veio Moisés, Abraão, os Profetas, Juízes, Reis, Jesus Cristo, Apóstolos, filósofos e outros.

Em determinada fase do desenvolvimento, houve a necessidade da formação dos professores em colégios, academias e afins, separando às suas cátedras, religiões, especializações etc. Porém... Sempre, de forma individual, continuaram sendo Professores ou Mestres! Verdadeiros instrutores do comportamento, saber, ciências, artes, religiões e, monitores da vivência de cada aluno que tivera a felicidade de lhe cair nas mãos.

Não falarei dos maus professores, se eles existem, são pela carência da própria sociedade que os formam, Eles, para mim, não são mestres e sim: maus alunos! Não só das faculdades, mas... Da vida!

Já houve um tempo em que o professor era valorizado, recebia homenagens, nomes de ruas, avenidas e até cidades. Os esposos das mestras, muitas das vezes, eram conhecidos como o "marido da professora!".

Hoje, a classe dos mestres está relegada a planos secundários pelo próprio Estado, escolas, pais de alunos e, Por covardia... Todos nós! Inclusive colegas deles, que não se valorizam digladiando-se à procura do poder em prejuízo do saber que têm a obrigação de distribuir, eqüitativamente, a todos!

O cascalho pode cobrir o diamante, todavia, nunca poderá sobrepujar seu valor e brilho. As nuvens podem tapar o sol,mas, jamais! Vencerão seu calor e os seus raios fulgurantes, por serem passageiras e, o sol, mesmo sendo "eterno, sempre terá por ajudante às estações do ano".

A humanidade pode relegar a saúde, escolaridade e a segurança a planos inferiores, entretanto, com tal gesto! Nunca conseguirá obstruir a doença, ignorância e a violência: ferrenhos antônimos dos valores assim relegados!
Dia virá em que o diamante aflorar-se-á majestoso e o sol brilhará para todos e, nesse dia:
O professor estará orientando e ditando às normas em prol do saber, unificando tudo a favor de todo o ser humano!

Quaisquer profissões
Têm valores elevados,
Somando-se frações
Difundindo os predicados

A célula da sociedade
É a família reunida,
Todos sabendo a verdade
Dos labirintos da vida.

No lar, é só obedecer,
Respeito, afeto e amar,
Na escola... O saber,
Para a vida enfrentar!

Em casa, a mãe com afeição,
Corrige, exemplifica e elogia!
Na Aula, uma mãe, por adoção,
Doutrina educa e... Premia!

Dos milhares de labores,
Um deles tem mais vitória:
É a classe dos Professores
Enchendo o país de glória!

Ser professor é sacrificar
Entregando-se de coração
Aos misteres do ensinar
Com saber e dedicação!

Sebastião Antônio BARACHO
conanbaracho@uol.com.br


Autor: Sebastião Antônio Baracho


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