Sinopse... Exdruxula!



Se praticarmos todas as esquisitices exercitadas, na atualidade, por todos nós, o mundo se tornaria uma balbúrdia inconseqüente e, sem um lastro que nos permitisse navegar, em circunferência, ao redor dos eventos complexos do dia-a-dia, sem, Neles, nos entranharmos. É preciso que tenhamos a sapiência na elaboração das triagens condizentes a não nos envolver... Participando! Na totalidade dos feitos esdrúxulos que se nos apresente, para tanto, souber ir até ao cerne dos mesmos, sem nos macularmos com a sua totalidade, porém, Dele, extraindo a “jóia rara e útil!” Ao nosso prosseguimento pelos caminhos da vida.

Desprezar as Esquisitices ao nosso redor não é a solução mais inteligente! Pois, não podemos viver à margem da vida comunitária e, em disputa renhida com tais deslizes, dolosos e/ou, culposos, o que é preciso é termos o discernimento aprimorado e capaz de separar o “trigo do joio!” para nos beneficiarmos apenas do “Trigo!”

As excentricidades são tantas que, embora efetuássemos uma triagem sinóptica, Ela, ainda assim, percorreria uma passarela de papéis imensurável, em razão disso e, por isso, apresento, a seguir, algumas delas, corriqueiras ao nosso “modus-vivendi”:

—O Ministério da Saúde nos avisar, nos maços de cigarros: “O Fumo causa Câncer e etc.” Todavia, por causa de impostos recebidos, permite a venda de tal veneno (Sou fumante!).
—Pagamos a Iluminação pública, porém, sem podermos modificar as lâmpadas e o seu horário de funcionamento, além de não sermos donos das ruas e avenidas com trânsito livre para os pedestres, por nós iluminados.
—O mesmo ocorre com a rede de esgoto, paga por nós, que, pagamos a água que transporta os detritos para fora da nossa residência.
—Pagamos, anualmente, o IPTU de uma propriedade que é, particularmente, nossa.
—O Assassino frio e cruel, ao fugir do Flagrante delito, pode ir verter água na lápide da sua vítima e, se for, assim, preso, o será, apenas, pelo ato de urinar e, não o de matar!
É necessário mudar a Lei penal acabando com o estado temporário de flagrância, passando-o a permanente, até a condenação do assassino e, de outros crimes bárbaros e cruéis.
—Imposto de Renda incidindo sobre Salários, pois, o salário não é renda e, sim, contraprestação de serviços remunerados, se tenho que pagar pelo que recebi empregado de alguém, o meu patrão teria que pagar o IR pelos serviços recebidos.
—Regulamentos que falam que “Superior não mente!” sem a confirmação, indubitável, da verdade aludida.
—Discriminação, ante os crimes, como prisões especiais, fóruns etc. favorecendo as camadas mais poderosas, inclusive, didaticamente, mas, se esquecendo de que o fato mais grave foi o crime praticado e que, “Todos são iguais perante as leis!”
—As noticias, transmitidas em geral pelos canais próprios, com divulgações, dando ênfase a determinados eventos ou, omitindo outros iguais, como no caso da “Menina Isabella Nardoni”, deixando no ocaso, outros delitos iguais e, até piores! Apenas visando lucros imediatos de audiências e do vil metal! Sendo pobre! Não precisa divulgação por várias vezes etc.
—Escritores neófitos não conseguindo publicar os seus livros (Tenho 19 volumosos) em razões de taxas altíssimas cobradas, como parceria, pelas Editoras que, apenas, retorna uns dez a vinte por cento, das vendas efetuadas para o público.
—Estão acabando com as famílias, as Religiões e bons costumes morais, em nome de uma vida quimérica de facilidades diversas em prestações com lucros para o fornecedor.
—O motorista, para dirigir veículos automotores, tem que se submeter às auto-escolas, depois, a uma série de exames até conseguir a sua carteira de habilitação junto ao DETRAN.
Pergunto: Por qual razão as vias públicas estão infestadas de uma variedade enorme de sinais de trânsito, semáforos, estacionamentos proibidos, etc. apenas, para orientar os condutores? Se Eles têm a CNH é lógico que conhecem as proibições e orientações para dirigir, ou, tais sinais, existem, apenas, para uma justificativa para a cobrança exagerada de multas?
-—Quem merece o nosso maior respeito são as Crianças ainda incapazes de se desenvolverem sozinhas, no entanto, a maioria, vive os desrespeitos e espezinhamentos, fato esse que tira delas a juventude e, uma escala futura de vida ilibada, porém, a continuar assim, Elas, no futuro, serão os nossos algozes e, nunca, nossos protetores na nossa idade senil

Vou parar por aqui na convicção de ter ferido melindres enraizados, entretanto, Alguém, ou: Algo! Tem que fazer ou, ser feito alguma coisa, para amainar as esquisitices praticadas, diariamente, contra todos nós e, como quase nada posso fazer, o faço... Dizendo! Como o fiz agora.

A seguir, um poesia minha relativa às esquisitices referidas:

Meus pés seguem à frente,
Qual um batedor contente,
Impávido, ágil, vitorioso!
Minhas canelas e virilhas,
Com o apoio da panturrilha,
Completam o andar fogoso.

Meu baixo ventre e afins,
Apesar de tremer os rins,
Seguem o cortejo infindo.
Por cima, o abdome ereto,
Desloca no espaço aberto
E, aos pés... Vai seguindo!

Minha cabeça com sutileza
Faz do séqüito... Certeza!
De, no cais amigo aportar.
A anatômica parte do “ser”
Acima dos membros é poder
Que aos pés faz sujeitar!

De entremeio, o coração.
Dita preceitos da razão
Querendo a rota acertar.
Os pés ficam vacilando,
Porém, a mente, atuando,
Faz o coração silenciar.

A mente é um computador
De o humano ser vibrador
Neste planeta emprestado.
Desligando o pensamento,
A carne vira fermento...
Cresce vileza e pecado!

Sebastião Antônio Baracho
conanbaracho@uol.com.br


Autor: Sebastião Antônio Baracho


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