A INTERPRETA플O E A APLICA플O DA LEI 11.645/08 NAS ESCOLAS, E AS A합ES AFIRMATIVAS
E AS A합ES AFIRMATIVAS
A obrigatoriedade da Lei 11.645/08, diz respeito � inclus�o da Hist�ria da 햒rica e cultura afro-brasileira e ind�gena no curr�culo escolar. Tal abordagem n�o determina a exist�ncia de uma disciplina especifica e solta. Sua proposta diz respeito a produ豫o de conhecimentos e forma豫o de atitudes e valores capazes de educar cidad�os conscientes de seu pertencimento �tnico-racial.
Considerando que os projetos existentes de implementa豫o da Lei 11.645/08 nos munic�pios da Bahia, est�o quase sempre ligados a planos prontos e pontuais e que ainda n�o existem estrat�gias de implanta豫o do Estatuto da Igualdade Racial da Lei Federal N� 12.288/2010, as raras a寤es desenvolvidas n�o visam a constru豫o de Pol�ticas P�blicas de A寤es Afirmativas, que v�m comprometendo inclusive a for�a de sua proposta e n�o atendendo a verdadeira necessidade da tem�tica, nem tampouco construindo mecanismos e parcerias que possam se constituir em financiamento dessas politicas, rompendo assim com o conteudismo estabelecido e criando na pr�tica condi寤es de financiamento para as atividades propostas a partir da constru豫o participativa.
Atendendo a essa demanda, a proposta de trabalho do N�cleo Educacional de A寤es Afirmativas- NEAF, diz respeito � cria豫o de um n�cleo no munic�pio, que abarque desde a reformula豫o do curr�culo, forma豫o dos educadores, an�lise, cria豫o e acompanhamento de a寤es pedag�gicas, como tamb�m a cria豫o de politicas de a寤es afirmativas que atenda inclusive as comunidades quilombolas e/ou comunidades negras existentes no munic�pio.
Desta forma, pretendemos destacar a lei enquanto pe�a essencial para a amplia豫o da cidadania do povo brasileiro, como o estudo, por exemplo, da forma豫o do munic�pio. Pois a lei apresenta a necessidade da constru豫o da hist�ria �tnica do nosso povo, partindo inclusive da forma豫o do munic�pio e destacando os diferentes povos e as a寤es culturais existentes.
Mas o que percebemos � que as institui寤es de ensino n�o est�o atentas para perceber a cultura afro descendente at� chegar o dia do folclore ou semana da consci�ncia negra. Exercitar a diversidade � estar atento n�o somente as festas tradicionais e religiosas (com Carnaval, S�o Jo�o ou Natal), afinal nem todos os educandos comungam da mesma ideia, sendo religiosa ou midi�tica. Alguns educandos vivenciam intensamente a cultura ancestral nas suas comunidades, dentro dos seus terreiros e nas suas vivencias e crendices, porem s�o reprovados em "historia? (por exemplo), por conta da disciplina ser trabalhada nos curr�culos das institui寤es de ensino em total desassocia豫o com o seu mundo e a sua realidade cultural. Sendo assim, o NEAF destaca o respeito �s religi�es de matriz africana e os la�os culturais das comunidades tradicionais vivenciadas no dia a dia, suscitando reflex�es entre os profissionais de educa豫o sobre cultura, patrim�nio cultural e rela寤es �tnico-racial no ambiente escolar.
A identidade do indiv�duo � o seu elemento priorit�rio para justificar o seu pertencimento ao grupo social. Desta forma � destinado �s institui寤es de ensino permitir e valorizar essa constru豫o social ao estudante. A escola deve estar atenta ao seu papel social, permitindo ao aluno, vivenciar o aprendizado da conviv�ncia e no respeito �s diferen�as, mas acima de tudo com a compreens�o da hist�ria e cultura, formada a partir de uma constru豫o vivida e necess�ria para a sua forma豫o cidad�.
Autor: Fernanda Pereira Alves
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