Comunicação Interna (Endomarketing) e a Pesquisa de Clima.



Uma coisa é a comunicação interna (Endomarketing), e outra é a comunicação externa (Marketing).

Como posso pensar em MaRkEtInG se não consigo avaliar a minha CoMuNiCaÇãO InTeRnA (Endomarketing)?

O grande problema da comunicação interna é não saber avaliar o clima organizacional. Não adianta distribuir "Folhas de Questionários" sem fundamentar as perguntas, fazendo como todos, perguntas subjetivas. Eu digo que esse tipo de avaliação é uma enorme avenida congestionada. As pessoas que estão TRABALHANDO não vão conseguir desenvolver projetos ESTRATÉGICOS, esse é o segredo da boa liderança. Quando se trabalha muito, o único jeito de resolver os problemas internos é fazer o que a maioria vem fazendo, isso significa "trilhar a mesma trilha". Quando trilho o mesmo caminho dos outros, em outras palavras, é "copiar", é ir pelo caminho mais "fácil", é porque todos estão "fazendo" assim, logo terei que fazer o mesmo. Puro engano! Quando todos estão fazendo assim ou assado, é porque não tiveram tempo de pensar e, resolveram fazer o mesmo que os demais estão fazendo. É assim que perdemos tempo, pesquisando o que os outros estão fazendo, quando, na verdade, poderíamos desenvolver um espetacular trabalho pesquisando internamente o que queremos saber para desenvolver o projeto.

Estava lendo um artigo muito interessante do Sr. Valdir Panace Jr., que diz o seguinte:

"Fui convidado por um amigo, hoje professor do SENAC, para fazer uma apresentação sobre uma metodologia que desenvolvi para o Hospital São Francisco de Assis (HSFA), de Jacareí-SP, em 2008, enquanto coordenador de depto de Marketing ? função que exerço ainda hoje. O trabalho consistia basicamente em demonstrar como uma Pesquisa de Clima, ou de Qualidade de Vida no Trabalho, pode contribuir para orientar a administração na elaboração do Planejamento Estratégico. Entretanto, pode até parecer estranho, não vou neste momento descrever sobre este tema. Mas sim sobre a necessidade de adotar estratégias que definitivamente mergulhem as empresas, sobretudo suas marcas, nas mídias sociais.

Fomos recentemente premiados por ser a sexta melhor maternidade do estado de SP, e ainda de quebra, somada a esta estrutura, estamos há quase seis meses de veiculação publicitária na TV aberta, na emissora que tem o primeiro lugar de audiência, vocês sabem de qual estou falando. Enfim, não há uma alma viva que não conheça o hospital na cidade de Jacareí. Portanto, estava certo que, quando perguntasse aos alunos do SENAC de Taubaté se conheciam o HSFA, não me surpreenderia se ao menos meio dúzia de alunos levantassem a mão. Pois é, o curioso é que isso não aconteceu. Ninguém tinha ouvido falar da nossa estimada marca.
É também importante deixar claro que até este momento a estratégia de comunicação do HSFA não contempla o público da cidade mencionada, logo é possível que de fato muitos não o conheçam.

A pergunta que eu quero deixar aqui, para vocês profissionais da área e estudantes é, se adotarmos uma estratégia de imersão de marca nas mídias sociais, ou seja, expor o Hospital São Francisco de Assis no Twitter, Youtube, facebook, orkut, blogs, etc, será que eu teria a mesma resposta destes jovens estudantes?".

De certo que o Sr. Valdir desenvolveu pesquisa de clima internamente e avaliou os resultados através indicadores de RH e analise swot.

Para que tenhamos os resultados esperados, precisamos desenvolver nossas mentes a pensar diferente, enxergar o que está escrito por de trás das palavras, que para nós, aparentemente, tem o mesmo significado que as outras pessoas identificaram. Esse é o segredo, por exemplo, entender o que está escrito por trás da palavra Jornal, podemos ter outra interpretação e não apenas "Jornal". O jornal é o veículo que vai transmitir a mensagem, e só nos preocupamos em transmitir através das mesmas pesquisas padronizadas, perguntas prontas, uma longa avenida cheia de perguntas, embora bem elaboradas, pode não ser as questões que sirvam de questionamentos para nossa empresa. Vocês podem até pensar que tais perguntas foram feitas para a vossa empresa, concordo, você está vendo com seus olhos e não com os dos receptores (Jornal+ista), o jornal é o emissor, mas o interessado é o Jornalista, entre o jornal e o jornalista temos o jornalismo que é a pratica de coletar, redigir, editar e publicar informações. O Jornalista nessa metáfora são todos os colaboradores de sua empresa, através de suas percepções eles poderão nos dar contribuições espetaculares, eles estão escrevendo a história de sua empresa, e somente eles poderão te oferecer as perguntas que farão parte de sua pesquisa. Se as respostas estão internamente, logicamente que as perguntas também estão internamente.

Quando a empresa formula as perguntas que realmente são de interesse de seus colaboradores, ela passa a adotar uma comunicação participativa, levando aos quatro cantos da organização a satisfação e a certeza de que, no mínimo, fomos ouvidos.

Alguns cargos como: Líder, Gerente, Chefe, Coordenador, Supervisor, entre outros, deveriam fazer exatamente o que o cargo exige, ou seja, Liderar, Gerenciar, Chefiar, Coordenar, Supervisionar, não trabalhar, são cargos estratégicos, e por serem estratégicos terão que trabalhar com a mente e não com as mãos, são as mentes pensantes da organização. Se essas pessoas que exercem cargos estratégicos e passam a trabalhar, é claro que não podemos chamá-los de estratégicos, a palavra mais apropriada para esse tipo de trabalhador, na atualidade seria "MENTES COPIANTES", sim, vão copiar tudo que existe na internet e adotar para sua empresa como sendo de sua autoria. Muitos desses adoráveis executivos estão trabalhando, não por vontade própria, é que por trás existe um CEO que acha que esses executivos precisam trabalhar o dobro para dar o "exemplo". Exemplo? Sim, exemplo de que não se deve fazer isso. No passado, quando esse executivo era um Auxiliar, Assistente, Analista, entre outros cargos de equipe, ele estava aprendendo para mais tarde ser um executivo de comando. É claro que muitos empregadores não sabem disso por ter passado por esses estágios de carreira, e pensam que todos são contratados para trabalhar.

Quando os executivos, de linha de comando ou não, fizerem exatamente o que o cargo exige, ele deixa de ser um "Copiante" e passa a trabalhar estrategicamente, para dentro da empresa.

É necessário que os profissionais, executivos e gestores, parem e repensem no assunto de comunicação e relacionamento que sua empresa pretende implantar para atingir seus colaboradores. Vamos refletir se nosso modelo de comunicação está agregando valor necessário para facilitar que o alinhamento estratégico alcance os objetivos traçados para médio e longo prazo.

Se a comunicação interna não for percebida dos muros para fora, ela não esta realmente cumprindo sua função estratégica de agente de mudança.
Uma comunicação interna bem planejada, alinhada com os objetivos organizacionais, suas ondas de repercussão terá que funcionar com o simples propósito de fazer com que a marca seja conhecida através do boca a boca. O que acontece dentro da empresa terá que refletir na casa do colaborador, na comunidade, na região e no município, isso é o que chamo de ondas de repercussão.

Podemos até mesmo pensar em divulgar a marca através do Twitter, Youtube, facebook, orkut, blogs, etc, o atingimento não será o mesmo, é o mesmo que divulgar para um público de aproximadamente 98% que nada tem com a nossa região. Se isso é bom ou não, vai de cada organização, ficar conhecido de pólo a pólo do planeta é interessante, mas a pergunta que faço é: qual o resultado financeiro isso vai representar? Claro que é bom colocar a empresa nas redes sociais, isso dá a ela uma identidade social virtual, mas para a comunicação interna não tem nenhum relacionamento.

O Marketing é o responsável na divulgação de sua marca externamente (Brandig Marketing), que nada mais é do que uma ferramenta para atrair os clientes e consumidores para a sua marca.
O Endomarketing, antes de atrair os clientes e consumidores externos, primeiro vai conscientizar os clientes internos (Colaboradores) de sua marca através de ações de comunicação.

Os líderes são os principais agentes, é a mídia principal de veículo de comunicação nas organizações, são eles os verdadeiros responsáveis pelo fortalecimento dessa relação, quem vai envolver e comprometer os colaboradores dentro de um mesmo sentido. Temos que entender as palavras, a comunicação verbal é acima de tudo a mais importante mídia de relacionamento, os murais, cartazes, folders, caixinhas de sugestões, e-mail, intranet, internet, etc., são apenas um meio de apoio para fortalecer a comunicação verbal.

Tenho observado que as pessoas dentro das organizações estão fazendo exatamente o contrário, dando ênfase aos cartazes, e-mail, intranet, internet, etc., "achando" que estão fazendo "DE TUDO", mas os resultados não são visíveis. Claro que não são visíveis. É possível medir e conceituar os resultados gerados por esses instrumentos? O que trás resultados mensuráveis e conceituáveis é a comunicação inter e intrapessoal, onde a expressão verbal transmite o real modo de pensar de uma pessoa, exalando-se pelo pensamento, gestos, atitudes, sentimentos, idéias e desejos. É necessário dar ênfase aos veículos de comunicação onde se envolve pessoas, precisamos fazer com que as diversas redes de comunicação informais que se encontram dentro das organizações passem a fazer parte de uma rede formal de comunicação, como por exemplo: rádio peão, rádio corredor, rádio café, os agentes de comunicação, que até então são tachados de fofoqueiros, entre outros. Todos esses são pessoas querendo se relacionar com pessoas. O resto é frio e não trás grandes contribuições.

Não é fácil fazer Endomarketing... Mas se dispor a ser o agente de mudança, é uma missão espinhosa para poucos, precisa desenvolver algumas competências para que o projeto consiga atender as expectativas organizacionais dentro do tempo acordado. Até ai tudo bem! A parte que mais desgasta ambas as partes é manter o programa em alta e para isso precisamos do envolvimento, da parceria, do comprometimento da alta direção, sem ela o programa tende a entrar em colapso e ficar desacreditado.

Vamos fazer Endomarketing?


Abraços
Roberto Pierre Rigaud
Professor em Pós-Graduação em Gestão de Pessoas, Consultor em Administração de Recursos Humanos e Palestrante.

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Autor: Roberto Pierre Rigaud


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