Endometriose e suas implicações no cotidiano da mulher



UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO ? UEMA
CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE BACABAL ? CESB
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM
CURSO DE ENFERMAGEM


GISLANA BACARIAS PINHEIRO

















ENDOMETRIOSE E SUAS IMPLICAÇÕES NO COTIDIANO DA MULHER























BACABAL ? MA
2010

GISLANA BACARIAS PINHEIRO























ENDOMETRIOSE E SUAS IMPLICAÇÕES NO COTIDIANO DA MULHER









Monografia apresentada ao departamento de Enfermagem, da Universidade Estadual do Maranhão, do Centro de Estudos Superiores de Bacabal como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Enfermagem.

Orientador: Prof. Sebastião Maranhão Filho








BACABAL ? MA
2010
GISLANA BACARIAS PINHEIRO

ENDOMETRIOSE E SUAS IMPLICAÇÕES NO COTIDIANO DA MULHER





Monografia apresentada ao departamento de Enfermagem, da Universidade Estadual do Maranhão, do Centro de Estudos Superiores de Bacabal como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Enfermagem, com habilitação em Obstetrícia.




Aprovado em:_____/_____/_____

Nota: _________




BANCA EXAMINADORA




_____________________________________________
Prof. Sebastião Maranhão Filho
Orientador




_____________________________________________
2º Examinador (a)




_____________________________________________
3º Examinador (a)















































A DEUS, o grande arquiteto do universo. Aos meus pais, Francisco Pinheiro e Maria Eleuzia (in memorian) por minha vida. Ao meu filho, por sua vida entre nós e a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram na execução desse trabalho.













































"As circunstâncias estão fora do domínio do homem, mas a maneira de se conduzir perante elas estão em sua mão".
(Disraeli)

AGRADECIMENTOS

A Deus pele foro grande arquiteto do universo, fonte inesgotável de toda sabedoria.
Aos meus pais, Maria Eleuzia (in memorian) e Francisco Pinheiro Neto por minha existência.
Ao meu filho Luis Filipe pelo tempo que lhe fora furtado de um prazeroso convívio.
Ao meu marido Eriton Diniz pelo incentivo e apoio
Aos mestres que, com competência e dedicação, buscam transmitir seus conhecimentos; ao Prof. Sebastião Maranhão em especial, à Profa. Cleudes dos Anjos, o meu muito obrigado.
Aos meus amigos da republica Luciana Gusmão, Luciana Mirella, Itaci, Said, Adriano, Sara, Jaciara, Jardéia pelo convívio e companheirismo,jamais esquecerei de vocês com a certeza valeu muito.

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1: Distribuição dos dados por número e porcentagem segundo o estado civil........................................................................................ 52


LISTA DE APÊNDICES

APÊNDICE A ? Termo de Consentimento Livre e Esclarecido................................. 67

APÊNDICE B ? Questionário aplicado na pesquisa................................................ 68


LISTA DE ANEXOS

Anexo 1: Fotos ilustrativas da pesquisa e consulta de enfermagem.................... 70

Anexo 2: Fotos ilustrativas das conseqüências da gravidez na adolescência...... 71


RESUMO

O mundo mudou e, consequentemente, a participação da mulher na construção e condução deste, indo para além de seu papel histórico e restrito de ?dona do lar?. Atualmente mulheres do mundo todo vem conquistando um grande espaço na sociedade. A cada dia que passa há uma maior inserção dessas mulheres tanto no mercado de trabalho como na cena política e econômica. Tal condição fez com que elas se confrontassem com importantes alterações em suas funções, estilo de vida bem como com sua condição de saúde. O corpo feminino não acompanhou tais mudanças culturais. Atitudes como o adiamento da gravidez fez com que as mulheres de hoje tenham um número muito maior de ciclos menstruais do que as de antigamente e tal condição favoreceu o surgimento da endometriose. Conhecida como a ?doença da mulher moderna? a endometriose e definida dessa forma por apresentar maior incidência em mulheres com estilo de vida moderno. Assim, esta monografia, fruto de uma pesquisa qualitativa, bibliográfica como caminho metodológico com a utilização de documentos e conteúdos publicados de forma impressa ou eletrônica para a elaboração do marco teórico e conseqüente maior contextualização do objeto de estudo aborda a endometriose e suas implicações no cotidiano da mulher onde contemplou-se a endometriose e seu histórico e conceituação, os hábitos e estilos de vida da mulher moderna e a possibilidade de manifestação de doenças como a endometriose e os possíveis gravames de seu estado de saúde e suas conseqüências para mulher com destaque para a sintomatologia e ainda os aspectos epidemiológicos e clínicos da endometriose, o diagnostico da doença, as distintas formas de tratamentos, como o tratamento clinico, tratamento cirúrgico e as psicoterapia de apoio.

Palavras Chave: Saúde da Mulher; Endometriose; Qualidade de vida; infertilidade


ABSTRACT

The world has changed and therefore the participation of women in construction and operation of this, going beyond its historical role and restricted 'home owner'. Today women around the world has gained a large space in society. Every day there are a greater inclusion of women both in the labor market and in economic and political scene. This condition meant that they have to confront major changes in their jobs, lifestyle as well as their health condition. The female body did not follow such cultural changes. Attitudes such as postponement of pregnancy makes women today have many more menstrual cycles than those of the past and this condition favored the appearance of endometriosis, known as the 'disease of the modern woman' and defined as such by have a higher incidence in women with modern lifestyle. Thus, this monograph, the result of a qualitative research, literature and methodological approach to the use of documents and content published in printed or electronic form for establishing the theoretical framework and the consequent greater contextualization of subject matter deals with endometriosis and its implications on daily life where the woman looked up endometriosis and its history and concepts, habits and lifestyles of modern women and the possibility of outbreak of diseases such as endometriosis and the possible charges of their health and their consequences for women with emphasis on symptoms and also the epidemiological and clinical aspects of endometriosis, the diagnosis of disease, the different forms of treatment, such as clinical management, surgical treatment and supportive psychotherapy.

Key-words: Saúde da Mulher. Endometriose. Qualidade de vida. Infertilidade.


SUMÁRIO


1 INTRODUÇÃO 13
2 ENDOMETRIOSE 15
2.1 Definição 15
2.2 Histórico 15
2.3 Anatomia e Fisiopatogenia 18
2.4 Locais mais Frequentes 20
2.5 Epidemiologia 20
2.6 Fatores de Risco 22
2.7 Manifestações Clínicas 26
2.8 Diagnóstico 27
2.9 Tratamento 28
2.9.1 Formas de Tratamento 28
2.9.2 Tratamento clínico 29
2.9.3 Tratamento Cirúrgico 29
2.9.4 Psicoterapia de Apoio 30
2.10 Prevenção 33
3 HÁBITOS E ESTILOS DE VIDA DA MULHER MODERNA E A ENDOMETRIOSE 36
4 AÇÕES DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA A PACIENTES COM ENDOMETRIOSE 39
5 METODOLOGIA 40
5.1 Tipo de Estudo 40
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 41
REFERÊNCIAS 42


1 INTRODUÇÃO

O corpo feminino não acompanhou as mudanças culturais. O adiamento da gravidez (às vezes, para sempre) faz com que as mulheres de hoje tenham um número muito maior de ciclos menstruais do que as de antigamente. Isso pode favorecer o aparecimento da endometriose, doença que atinge a população feminina em idade reprodutiva.

Conhecida também como a doença da mulher moderna, a endometriose é definida dessa forma por apresentar maior incidência em mulheres com estilo de vida moderno. Acredita-se que a necessidade de trabalhar fez com que a maternidade fosse adiada ou, até mesmo, descartada por muitas mulheres. Esse fato, associado a outros como o estresse, aumentaria a possibilidade da ocorrência dessa doença.

A endometriose, quando instalada, causa dor e desconforto, pode prejudicar a mulher tanto na sua vida conjugal como no trabalho e relacionamento social. Ocorrendo também uma relevante mudança em seu comportamento.
De modo geral, essas mulheres são obrigadas a viver em função da dor. Por essa razão acabam mudando seus hábitos e rotinas diários. Muitas delas apresentam irritabilidade, tristeza, raiva enfim os mais variados sentimentos.

Em função disso é importante que o profissional consiga identificar as causas e os possíveis recursos para melhorar a qualidade de vida da portadora de endometriose, e que ela possa aprender a conviver melhor com a dor e a instabilidade emocional.

Esta monografia contemplou em seu projeto teórico-metodológico como tema a problemática da endometriose e a mulher, cuja delimitação do tema foi a endometriose e suas implicações no cotidiano da mulher moderna. O problema científico foi que a endometriose suas implicações advêm do cotidiano das mulheres com estilo de vida moderno.

Como Objetivo Geral este trabalho cientifico elegeu compreender a endometriose e suas conseqüências na qualidade de vida da mulher moderna e como Objetivos Específicos conhecer as causas da endometriose destacar as conseqüências da endometriose na vida da mulher e também apontar a importância da mudança no estilo de vida da mulher no que concerne as conseqüências da endometriose e a qualidade de vida desta. Descrever o diagnóstico da doença e suas possíveis formas de tratamento Esta monografia, por tratar-se de um trabalho analítico de revisão de literatura, teve como caminho metodológico a realização de uma pesquisa de abordagem qualitativa, bibliográfica, realizado no segundo semestre de 2009, a partir de bases de dados online onde foram realizadas pesquisas de artigos médicos e científicos obtidos através das bibliotecas virtuais do Medline, PubMed, Lilacs, Bireme bem como a utilização de documentos e conteúdos publicados de forma impressa para a elaboração do marco teórico e conseqüente maior contextualização do objeto de estudo abordo, todos devidamente citados nas referências.

2 ENDOMETRIOSE

2.1 Definição

A endometriose é uma "doença caracterizada pela presença de implantes ectópicos de glândulas e/ou estroma endometrial, extra-uterinos, especialmente em ovários e peritônio, mas também em cavidade pleural, fígado, rim, bexiga". (GIANETTO, 2003).

Endometriose é uma ginecopatia de natureza progressiva, caracterizada pela presença de focos de endométrio fora da cavidade uterina. tende a ser diagnosticada em mulheres com crises de dor pélvica ou que tentam engravidar sem sucesso (MATTA & MULLER, 2005).

A endometriose, uma lesão benigna ou lesões com células similares aquelas que revestem o útero crescem de forma aberrante na cavidade pélvica, externamente ao útero Brunner e Suddarth (2008.)

De acordo com esses autores essa compreensão faz com que se entenda a endometriose como uma patologia de definição histológica

2.2 Histórico

A Endometriose é uma das patologias mais comuns dentro da ginecologia contemporânea. De acordo com Marques (2005) apud Gianetto esta é a terceira causa de hospitalização ginecológica na América do Norte e a maior causa de histerectomia.

Por ter sido muito negligenciada no passado, o aspecto histórico da endometriose é bastante prejudicado. Entretanto Marques (2005) cita um estudo publicado por Knapp, em 1999, demonstrando que as primeiras descrições da patologia se deram há cerca de 300 anos na Europa, mais precisamente em 1690, pelo médico alemão Daniel Shroen, através do livro "Disputatio Inauguralis Medica deUlceribus Ulceri".

Marques (2005) relata que na obra de Shroen ele descreve o que chama de "inflamações" que acometiam mulheres em maturidade sexual, que se distribuíam inicialmente em peritônio e bexiga, intestinos e ligamento largo, vindo a formar aderências.

Ainda segundo Marques (2005) apud Knapp (1999), outros médicos no século XVII fizeram relatos semelhantes de "úlceras peritoneais" que levavam a uma sintomatologia bastante específica, com dor pélvica e sangramentos, embora ainda não percebessem o caráter cíclico do sangramento dessas úlceras e nem mesmo a origem endometrial das mesmas.

Dentre outras descobertas Tailford, em 1765, teria sido o primeiro a enfatizar o comprometimento ovariano na endometriose e Hoctin, em 1779, relatou a importância da dor pélvica no quadro clínico da doença.diz Marques(2005)

Em seu texto dissertativo Marques (2005)descreve ainda que Até pouco tempo atrás, os poucos relatos históricos que existiam, atribuíam a Carl Von Rokitanski, em 1860, na Alemanha, a primeira descrição da endometriose ? na época chamada de adenomiomas ? vistos em peças de necrópsia, ou a Disterweg, em 1883, através de um relato de caso.

Dando continuidade ao seu texto Marques (2005) aborda em seus relatos que em 1896, Cullen reconheceu o caráter endometrial heterotópico do tecido presente nessa patologia, identificando epitélio, estroma e glândulas em sua constituição.

Marques (2005) enfatiza sobre a forma como hoje e descrita a endometriose e suas possíveis teorias

A Primeira delas surgiu em 1927 por autoria de sampson. Sampson formulou a Teoria da Menstruação Retrógrada como possível causa dessa entidade, observando ainda o potencial deformador da anatomia pélvica que essa doença possuía.

Tal teoria sugere a presença de fluxo menstrual retrógrado através das tubas uterinas e o implante e adesão destes fragmentos de endométrio no peritônio, ou seja, essa teoria diz durante a menstruação, parte do sangue eliminado passa pelas trompas e cai dentro do abdômen.

A partir da teoria de Sampson surgiram então, muitos teorias relacionados a doença.

Dentre alguma delas temos a Teoria da Metaplasia Celômica poposta por MEYER EM 1919 - na qual fala que o epitélio celomático que na vida intra-uterina deu origem ao epitélio germinativo ovariano e ao endométrio permaneceriam no peritôneo pélvico, com potencial de se metaplasiarem em endométrio, surgindo assim focos de endometriose. Miyahira e Miyahira (2009).

Segundo Neme(2008).Tal teoria hoje é a mais aceita para explicar a endometriose em ovário, septo retovaginal e intestino.

A Teoria da Disseminação Iatrogênica proposta por Greenhil em 1942-NA qual fala que a implantação de focos de endometriose ocorreria necessariamente, por implante, no decurso de operações por via abdominal (cesariana, histerectomia). Miyahira e. Miyahira (2009).

De acordo com Neme (2008) "mesmo tentando explicar os casos de endometriose de cicatrizes cirúrgicas (pós partos normais ou cesáreos),atualmente essa teoria ainda é questionada".

A partir da década de 80, surgiu A teoria Autoimune proposta por Weed e Arguembourg (1980).essa teoria passou a considerar o sistema imunológico como facilitador do implante endometriótico.
Segundo esses autores alterações no sistema imunológico diminuiriam as chances do organismo em se defender de células de endométrio que se implantariam nos tecidos e desenvolveriam a endometriose.

Prado e Ramos (1999) também concordam com essa hipótese pois para eles a causa da endometriose alem de ser multifatorial existe a possibilidade de haver um mecanismo imunológico ou auto-imune no seu desenvolvimento.

2.3 Anatomia e Fisiopatogenia

No que concerne o entendimento a conceituação e a análise da endometriose necessário se faz primeiramente entendermos a anatomia e fisiologia feminina.

Nesse aspecto podemos destacar que a pelve é a região baixa do abdome, local onde se encontram os órgãos genitais femininos. Estes são representados pela vagina, útero, ovários e nas tubas de falópio ou uterinas (BRUNNER; SUDDARTH, 2008). O útero é um órgão muscular em formato de pêra que pesa cerca de 50 gramas tem aproximadamente7,5cm de comprimento 5cm de largura em e suas paredes tem aproximadamente 1,25 cm(BRUNNER; SUDDARTH, 2008. .
"O tamanho do útero varia de acordo com a paridade e anormalidades uterinas" (BRUNNER; SUDDARTH 2008). O útero localiza-se posterior a bexiga e é mantido na posição por vários ligamentos
O Útero se desenvolve funcionalmente a partir da puberdade, fase em que sua camada interna, o endométrio, passa a ser estimulada por hormônios causando mensalmente a menstruação Guyton e Rall (2002). .

As tubas uterinas ligam os ovários ao útero e normalmente estão posicionadas de tal forma que o óvulo liberado pelo ovário seja captado. O ovário e um pequeno órgão ovóide, localizado na parede lateral da pelve eles situam-se posteriormente aos ligamentos largos atrás e abaixo das tubas de falópio(BRUNNER; SUDDARTH 2008.Eles apresentam em sua superfície os folículos ovarianos, sendo que cada folículo é responsável pela produção de um óvulo, a célula reprodutora feminina. "Os ovários secretem duas classes de hormônios: os estrogênios e as progestinas" (GUYTON; RALL, 2002).

Quando a mulher nasce, a quantidade de folículos presentes no seu ovário já está determinada. Após a puberdade, quando os hormônios FSH E LH da hipófise (glândula localizada no cérebro) começam a estimular os ovários a produzir os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona, a cada mês, cerca de 1000 folículos iniciarão seu desenvolvimento, mas somente um único folículo produzirá um óvulo maduro e com capacidade reprodutiva Neme (2008).

Segundo Guyton e Hall (2002): Os estrogênios é que determinam o crescimento e a proliferação das células dos órgãos sexuais femininos, e de outros tecidos associados a reprodução.esses autores ainda citam que durante a puberdade ocorre uma rápida elevação nos níveis de estrogênio,causando crescimento acelerado dos ovários, das trompas de falópio,do útero ,da vagina,e da genitália externa alem desse hormônio promover o espessamento do endométrio

O estrogênio também é responsável pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, como crescimento das mamas, pilificação e definição das formas do corpo da mulher. De acordo Guyton e Hall (2002): "A definição nas formas do corpo da mulher se da devido a ação do estrogênio em promover a deposição de gordura no tecido subcutâneo, sobretudo nas mamas nos quadris e nas coxas".

Já a função da progesterona consiste em promover alterações secretoras do endométrio uterino durante a segunda metade do ciclo menstrual alem da manutenção de gestações inicial cita Guyton e Rall (2002).

Podemos observar que esses hormônios em conjunto têm relação com o surgimento da endometriose já que eles são responsáveis pelo crescimento e manutenção do endométrio no corpo feminino.

Segundo Lopes e Lenci (2008) para entender a endometriose, "inicialmente é necessário entender o que e o endométrio, palavra da qual deriva o nome da doença". O endométrio é a parte mais interna do útero, responsável por abrigar o óvulo fecundado e é renovado mensalmente pela menstruação. Quando a mulher não engravida esse tecido de revestimento é eliminado na menstruação.

A presença do endométrio fora de sua localização habitual fora do útero recebe o nome de endometriose. Sendo ele da mesma constituição do endométrio normal, seu desenvolvimento se faz pelo mesmo mecanismo que o primeiro, ou seja, ele cresce a partir de estímulos hormonais (estrogênicos) originados nos ovários. Esses estímulos se iniciam a cada novo ciclo Lopes e Lenci (2008).

Assim sendo, a cada menstruação também haverá o sangramento onde existe endométrio. Isso também acontecerá onde houver focos endometriótico.

Lopes e Lenci (2008) ressaltam ainda que esse sangramento causa uma inflamação importante na cavidade abdominal ou em outro local acometido, o que culminará em processos de dor (principalmente menstrual, na forma de cólica), infertilidade (pela inflamação intensa que acarreta a formação de aderências entre os órgãos e distorção da anatomia normal) ou ainda sintomas mais específicos que dependerão da localização da doença.

2.4 Locais mais Frequentes

Os locais mais comuns de implantação do endométrio estão localizados na cavidade pélvica: ovários, peritônio, tubas, colo, vagina, vulva, períneo, parede abdominal, etc. Mas ainda há locais menos freqüentes como diafragma, pulmões, trato urinário, intestino delgado, reto, cicatrizes de cirurgias anteriores (principalmente após parto cesáreo), cérebro, nervos, septo nasal, etc. (MATTA & MULLER, 2006 apud MANTOVANI, 2003).

2.5 Epidemiologia

Segundo Neme (2008) apud Candiani et al. (1991): "Os primeiros estudos epidemiológicos sobre a prevalência da endometriose na população geral em idade reprodutiva datam dos anos 40 e 50, e mostram, até hoje, variabilidade de 1 a 50 % dos casos". Dando continuidade Neme (2008) apud Wykes et al. (2004) nos anos 70, antes da utilização da cirurgia videolaparoscópica, encontrava-se apenas pacientes diagnosticadas com doença em estágios mais graves e os estudos epidemiológicos eram restritos a pacientes submetidas a laparotomia.
Assim como outros tópicos relativos à endometriose, como etiopatogenia e tratamento, a epidemiologia desta doença apresenta dados científicos conflitantes e inconclusivos. A tentativa de identificação de fatores de risco, relação com informações sobre a vida reprodutiva feminina, fatores genéticos e ambientais, em nenhum estudo mostrou-se definitivo. Neme (2008) apud Candiani et al. (1991) analisando apenas as internações ginecológicas (exceto relacionadas a gestação) encontraram o diagnóstico de endometriose em 7,9 % dos prontuários.

O real perfil da paciente portadora de endometriose é impreciso, embora exista consenso que a doença está presente em pelo menos 10% da população geral Neme (2008) apud (BARBIERI, 1990; WEST, 1990; ESKENAZI e WARNER, 1997), podendo alcançar 50% dos casos em pacientes inférteis ou com dor pélvica crônica Neme (2008) apud (HOUSTON et al., 1988; DAMARIO e ROCK, 1995; MATORRAS et al., 1995; BALASCH et al., 1996). Oosterlynck et al. (1991) relataram prevalência de 77% em pacientes com infertilidade, de 82% em mulheres com algia pélvica e somente 1,5 a 5% em mulheres assintomáticas submetidas a videolaparoscopia para esterilização tubária. Neme (2008) apud Koninckx et al. (1991) demonstraram prevalência da doença de 68% em mulheres com queixa de infertilidade, de 71% com algia pélvica crônica e 84% em mulheres com ambas as queixas Neme (2008) apud e Propst e Laufer (1999) a descreveram em mais de 70% das adolescentes com dismenorréia incapacitante.

Esses números são especialmente difíceis de serem definidos por dois motivos principais: não existe relação direta entre a presença da doença e a sintomatologia apresentada pela paciente, fato que, certamente, impede o diagnóstico em portadoras assintomáticas Neme (2008) apud Vercellini et al. (1996); o diagnóstico definitivo ainda é histológico, dependente de procedimento invasivo para obtenção de material de biópsia, sendo este somente realizado diante da existência de forte suspeita clínica de endometriose.

Finalizando Neme (2008) apud Matorras et al. (1996) disserta que a correta avaliação da incidência e da prevalência da endometriose ainda não é possível, mas a impressão obtida através dos diversos estudos, assim como da vivência clínica, mostram que a prevalência da patologia na população geral não é negligenciável e provavelmente é maior do que a descrita. é importante que se suspeite da presença de endometriose em mulheres com quadro clínico de dismenorréia, dor pélvica crônica acíclica, dispareunia de profundidade, alterações intestinais ou urinárias cíclicas e infertilidade, embora muitas destas pacientes sejam assintomática.

Atualmente de acordo com dados do Sistema Único de Saúde (SUS), a quantidade de diagnósticos de endometriose aumentou cerca de 65% nos últimos sete anos. Em 2000, foram registrados 1205 casos da doença e, em 2007, esse número pulou para 3429.

2.6 Fatores de Risco

Existem muitos fatores que podem contribuir para um aumento do risco de uma mulher ser diagnosticada com endometriose. No entanto muitos deles ainda sem comprovação científica.

Dentre alguns desses fatores temos:

? Idade

A grande maioria dos estudos demonstra uma forte associação entre endometriose e a idade reprodutiva.

Marques (2005) apresentou em sua tese dissertativa pesquisas onde foram analisados a idade media de pacientes com endometriose. Observou-se essa patologia em mulheres variando de 12 a 80 anos,com uma idade média de diagnóstico em torno de 28 anos de idade.

Segundo Moreira et al, (2005) mulheres estão buscando engravidar cada vez mais tarde, e isso acarreta problemas de fertilidade porque a fase áurea de ovulação vai dos 20 aos 30 anos de idade. A diminuição é patente depois dos 30 anos. E, depois dos 40, aumentam a taxa de infertilidade.

? Raça

Atualmente acredita-se que a grande maioria das pacientes com endometriose seja da raça branca. No entanto, isto ainda não foi bem estabelecido já que as pacientes que procuram por esse atendimento em sua maioria são de cor branca e dotadas de um elevado poder aquisitivo.

Prado e Ramos (1999) referem que há maior incidência da doença com a hereditariedade e mulheres da raça branca estão mais predispostas

? Escolaridade e Nível Econômico

Vários autores já demonstraram que as mulheres que têm endometriose tendem a apresentar status sócio-econômico e grau de instrução mais elevados. (PETTA et al, 2002; MOREIRA et al, 2005).

Não se sabe ao certo o porquê desta associação, mas acredita-se que estas mulheres estariam mais sujeitas a maiores níveis de estresse, com maior distúrbio da parte imunológica e, portanto com maiores chances de desenvolver a endometriose.

Marques (2005) em sua tese de mestrado cita que estudos europeus mostram haver maior incidência de endometriose em mulheres com segundo grau (30%) e nível superior (27%). Outros trabalhos mostram valores semelhantes, mesmo quando realizados em instituições públicas, onde o grau de escolaridade entre as pacientes com endometriose é mais alto, levando-se a pensar na possibilidade do fator estresse ser o agente causal da doença.
? Antecedentes obstétricos

Segundo Neme (2008) o atraso para engravidar e o menor número de filhos, características das mulheres modernas, possam representar fatores de risco para a ocorrência da endometriose. Tais fatos estão associados a uma predominância de ação dos estrógenos por maior período de tempo durante a vida da mulher, já que a gravidez representa um período de predomínio da progesterona, hormônio antagonista do estrogênio.

De acordo com Marques (2005) o período de exposição estrogênica ao qual a mulher se submete tem relação direta com a incidência da endometriose

Desse modo, uma mulher multípara, que passou por períodos de proteção da ação estrogênica, por ação da progesterona na gravidez, tem uma incidência menor de endometriose do que uma nulípara.

Em concordância Villa (2007) apud Missmer et al, 2004 cita que essa doença é pouco comum nas mulheres multíparas e que amamentaram seus filhos no peito por um longo período.

Para Santos (2006) a endometriose é um mal recente, pois antigamente, como as mulheres engravidavam mais cedo e tinham mais filhos, o fato de menstruarem menos fazia com que tivessem menor risco de apresentar a enfermidade. Alguns especialistas afirmam que as mulheres antigas menstruavam em média 60 vezes durante a vida fértil. Hoje, esse número subiu para 600, aumentando em muito a quantidade de sangramentos. Villa (2007) refere que esses dados mostram que, por menstruarem mais vezes, atualmente, as mulheres estão engravidando menos e isto aumenta o risco de apresentarem coágulos no útero e na cavidade pélvica, caracterizando o aparecimento da endometriose.

? Antecedentes ginecológicos

Segundo Neme (2008) a idade da primeira menstruação (menarca) e a duração do ciclo menstrual comumente são interpretados como fatores de risco para a ocorrência da endometriose. A maioria dos estudos, relacionados a estes tópicos, demonstraram que idade mais precoce da menarca, definida como inferior a 11 anos, aumenta o risco para a doença. Vários estudos também associam o aumento do risco à presença de ciclos menstruais mais curtos, definidos com duração menor que 27 dias. Tais fatos estão associados a uma predominância de ação dos estrógenos por maior período de tempo durante a vida da mulher. Portanto, a nulípara, tem essa ação estrogênica mais intensa traduzida claramente em seus antecedentes menstruais, como a idade precoce da menarca, ciclos de longa duração e intervalo de idade tardia da menopausa, villa (2007) apud(ARRUDA et al, 2003; MACHADO et al, 2001) afirmam que a endometriose É frequente em mulheres nulíparas, que tiveram menarca precoce, tem ciclos menstruais menores de 26 dias, jovens e com idade entre 25 a 35 anos.

? Antecedentes familiares

Identificar um fator familiar ou mesmo genético que predisponha a mulher a ter endometriose é algo difícil pelas próprias limitações diagnósticas que nos são impostas, vide a necessidade de procedimentos invasivos.Entretanto, vários trabalhos vêm mostrando que a presença de familiares de primeiro ou segundo grau que apresentam endometriose, pode ter relação com o aumento da incidência em alguns pacientes.

? Fatores ambientais

De acordo com VILA (2007) apud Rier; Foster (2002), Petta et al (2002) e Shape (2000) a exposição da mulher a substâncias tóxicas como: dióxido de carbono (CO2), hidrocarbonetos, polihalogênicos, exposição a pesticidas e outras substâncias, favorecem o aparecimento da endometriose, pois essas substâncias se alojam nos tecidos e na corrente sanguínea,alterando o sistema imune do indivíduo.
Fatores Ambientais como dioxina, formados durante a produção de vários compostos clorados e em diferentes processos de combustão são atirados na atmosfera vindo a contaminar os alimentos, e sendo assim ingeridas por seres humanos. estariam aumentados em pacientes com endometriose

? Sedentarismo

O sedentarismo é considerado o grande mal do novo milênio, fonte de diversas doenças que interferem diretamente na nossa qualidade de vida. Segundo marques (2005).
A prática regular de exercícios físicos parece ser benéfica para reduzir os índices de endometriose, quando praticados precocemente. A redução de estradiol, devido a liberação de beta-endorfinas que inibem o GnRH e conseqüentemente o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, e a melhora provocada no sistema imunológico pela atividade física, parecem explicar a menor incidência dessa doença em mulheres que se enquadram nas que praticam exercícios físicos de modo regular.

Uma pesquisa realizada por Villa (2007) na Clínica Fértile Diagnósticos Demonstrou que (57,5%) não praticam atividade física e que, 42,5% praticam algum tipo de atividade física (foram mencionadas: caminhada, academia, musculação de
2 a 3 vezes por semana).

2.7 Manifestações Clínicas

Os sintomas da endometriose variam de acordo com o órgão de infiltração do foco endometriótico e incluem dismenorréia que segundo Brunner e Suddarth (2008) (caracteriza-se por dor ou cólicas que começa antes ou do inicio do fluxo menstrual e continua por 48 a 72 horas), dispareunia e dor ou desconforto pélvico. A disquezia e a irradiação da dor para as costas e para a perna também podem acontecer. A infertilidade pode acontecer por causa da fibrose e aderências ou por causa de inúmeras substâncias (prostaglandinas, citocinas e outros fatores) produzidas pelos implantes (OLIVE & PRITTIS, 2001; PRADO & RAMOS, 1999).

Abrão, (1995). Acrescenta que alterações urinárias e intestinais cíclicas também são encontradas, diarréia, disúria perimenstrual (dor durante a micção no período menstrual), poliáciúria (aumento da freqüência miccional), urgência miccional e hematúria (emissão de sangue através da uretra, acompanhado ou não pela urina).

De acordo Lopes e Lenci (2008) todos estes sintomas podem existir ou não, Podem aparecer isolados ou associados e se manifestarem nas mais diversas freqüência e intensidade. Também podem surgir inexplicavelmente em determinadas épocas, desaparecerem, e depois podem retornar mais intensos. Por fim, vale apena lembrar que cerca de 30% das mulheres com endomentriose são assintomátias




2.8 Diagnóstico

A presença de endometriose pode ser suspeitada pela historia clínica
(uma historia de saúde inclusive um relato do padrão menstrual, é necessário para revelar os sintomas específicos Brunner e Suddarth, 2008) através do exame ginecológico , ultra-som endovaginal especializada, e marcadores, exames de laboratório. A atenção especial deve ser dada ao exame de toque, fundamental no diagnóstico da endometriose profunda. No exame pélvico (ginecológico) digital (toque),nódulos dolorosos fixos são por vezes palpados e a mobilidade uterina pode estar limitada, indicando as aderências Brunner e Suddarth (2008).

Para Lenci e Lopes (2008) o melhor, é descobrir a doença logo no início.
A partir da suspeita, recomenda-se fazer o exame de sangue CA 125, cujo nível aumenta em casos de endometriose. Mas só este teste não é determinante, de acordo Brunner e Suddarth ,2008 o exame laparoscópico- (procedimento cirúrgico de pequeno porte, pelo qual retira-se os nódulos e os focos da doença são cauterizados) confirma o diagnóstico e ajuda a estagiar a doença.

Em concordanciar Signorini (2007) afirma que o diagnóstico definitivo de endometriose só pode ser estabelecido através de procedimento cirúrgico (videolaparoscopia ou laparotomia).
Segundo pesquisas O Hospital Pérola Byington atende pelo SUS uma média de 300 pacientes por mês com sintomas de endometriose (diagnóstico presuntivo) e realiza em torno de 32 cirurgias de videolaparoscopia no mesmo período. Dessas, cerca de 20 recebem o diagnóstico definitivo da doença, o que representaria a confirmação de 60% das suspeitas.

2.9 Tratamento

2.9.1 Formas de Tratamento

Atualmente, o tratamento da endometriose tem como principal objetivo o alívio das queixas e dos sintomas, de acordo com as necessidades individuais das mulheres (LORENÇATTO et al, 2007).

Em geral, busca-se no tratamento determinadas metas, entre as quais, em concordância com Lenci & Lopes (2008) tem-se o "alívio da dor pélvica crônica e se possível seu completo desaparecimento, manutenção e recuperação da fertilidade para aquelas que desejarem engravidar e ainda o limitar e ate reverte a evolução da doença".

É voz corrente entre os médicos que o tratamento pode ser realizado por meio de medicação (terapia farmacológica) e/ou cirurgia. No entanto apesar de todo conhecimento, sobre a endometriose, ainda não existe uma conduta ideal sem recidiva de sintomas e da doença. Segundo Lenci & Lopes (2008): "Muitas mulheres mantêm a queixa de dor ou de perda da fertilidade mesmo após se submeterem a diversas intervenções, gerando assim, um desgaste emocional devido ao longo caminho percorrido entre o início dos sintomas, diagnóstico e várias tentativas de tratamento da endometriose".

Devido esse grande desgaste emocional atualmente busca-se um tratamento multiprofissional que atenda às demandas físicas e psicológicas das mulheres com endometriose. Há um consenso entre ginecologistas e demais profissionais de saúde sobre a necessidade de suporte psicológico ou psicoterapia de apoio para estas mulheres, porém há poucos relatos que descrevem a realização e os resultados desse tipo de atendimento. Buscando preencher essa lacuna,
foi estabelecido um atendimento em grupo envolvendo médicos, psicólogas e fisioterapeutas, nomeados de Grupo de Apoio Psicológico e Fisioterapêutico às Mulheres com endometriose (GAPFAME).

2.9.2 Tratamento clínico

O objetivo do tratamento clínico e a eliminação dos estímulos do crescimento endometrial, que poderá levar a uma involução dos focos endometrióticos e a estagnação da doença (LENCI & LOPES, 2008). Como foi citado. Se sabemos que o estrógeno e considerado como o "alimento", portanto quanto menor a concentração deste hormônio, provavelmente menores as chances da doença progredir e menos intensas serão suas manifestações.

De acordo com esses autores as drogas que devem ser utilizadas para esse tipo de tratamento devem ser do grupo dos agonistas ou antagonistas do GnRH que diminuem a produção de estrogênio e causam amenorréia subseqüente como Danazol, Gestrinona, antiestrogênicos, associações e progestagênios e estrogênios. Em contrapartida Brunner e Suddarth (2008) afirmam que as desvantagens desse medicamento são que ele é dispendioso e pode provocar efeitos colaterais problemáticos como fadiga, depressão, ganho de peso,pele oleosa .Os contraceptivos orais são utilizados com freqüência.Também são utilizados medicamentos como os agentes analgésicos e inibidores da prostaglandina, para dor.

"A escolha por um ou outro medicamento será determinado pelo medico que levara em conta uma serie de aspectos,sendo que o tratamento devera ser sempre individualizado" LOPES & LENCI (2008).

2.9.3 Tratamento Cirúrgico

O tratamento cirúrgico não cura a doença, mas pode atenuá-la. O objetivo é desfazer as aderências que vão se constituindo com o passar dos anos,destruir os focos da doença e também tratar os cistos ovarianos que estejam presentes.afirma Lenci e Lopes (2008). A cirurgia pode ser utilizada para aliviar a dor e estimular a possibilidade de gravidez sendo que o procedimento selecionado depende muito da paciente. Existem diversos tratamentos cirúrgicos dentre eles: A Laparoscopia que pode ser empregada para interromper com alta freqüência os implantes endometriais e liberar as aderências. A cirurgia a laser e outra opção possível através da laparoscopia. A terapia com laser (CO2) vaporiza ou coagula os implantes endometriais destruindo esses tecidos (LENCI e LOPES, 2008).

As outras opções cirúrgicas incluem a endocoagulação, eletrocoagulação laparotomia, histerectomia abdominal, ooforectomia, salpingo-ooforectomia bilateral apendectomia. Para as mulheres com mais de 35 anos ou aquelas desejosas de interromper a capacidade reprodutiva, a histerectomia total é uma opção (BRUNNER e SUDDARTH, 2008). Há certo consenso entre os estudiosos que o pior a fazer é não fazer nada já que a doença pode ser evolutiva. Apesar do tratamento cirúrgico a endometriose reincide em muitas mulheres (Há certo consenso entre os estudiosos que o pior a fazer é não fazer nada já que a doença pode ser evolutiva

2.9.4 Psicoterapia de Apoio

A psicoterapia de apoio é muito importante para o processo de tratamento de portadoras de endometriose. Como já foi citado muitas mulheres sofrem um grande desgaste emocional devido o longo caminho percorrido desde os sintomas ate as possíveis formas de tratamento. Pensando nisso foi criado um grupo de apoio envolvendo médicos, psicólogas e fisioterapeutas, nomeados de Grupo de Apoio Psicológico e Fisioterapêutico às Mulheres com endometriose (GAPFAME).
A GAPFAME, com toda sua equipe orienta o tempo inteiro sobre a importância do tratamento, os sintomas da patologia a importância do apoio da família a mulher nesse momento particular, as alternativas do tratamento, e todo o apoio que o GAPFAME ofereci, desde suporte emocional até os tratamentos mais invasivos

Villa (2007) apud Menichini e Rasore (2001) citam o acompanhamento psicoterápico freqüente como indicação para uma melhor adaptação da mulher à endometriose e seu tratamento. Para estes autores, a combinação de estratégias terapêuticas com suporte psicoterapêutico, incluído aí o trainning autógeno são fundamentais para suportar a desmotivação, efeitos colaterais do tratamento e a relativa impotência do médico frente à doença. O GAPFAME surgiu justamente para apoiar essas mulheres e suas famílias e juntos assim poderem compartilhar alternativas de intervenções onde possam minimizar o sofrimento dessas mulheres e apoiá-las integralmente

Em um artigo de pesquisa publicado por Lourençatto et al (2007) foi realizado um trabalho no ambulatório de endometriose Centro de Atenção Integral a Saúde da Mulher (CAISM), Universidade Estadual de Campinas, Campinas ? SP / Brasil. Nesta pesquisa participaram 128 mulheres com o foco voltado para infertilidade, dor e grau de depressão .Essas participantes foram divididas em dois grupos.O primeiro grupo teria uma acompanhamento da equipe de apoio o GAPFME (Grupo de Apoio Fisoterapêutico e Psicológico).O segundo grupo não teria nenhuma intervenção da equipe de apoio.

Alguns resultados obtidos foram:

? Infertilidade

Dentre as pacientes pesquisadas. As queixas de infertilidade esteve presente em 17% das mulheres participantes do grupo 1 com acompanhamento da equipe de apoio no grupo a queixa de infertilidade esteve presente em 57% das sem intervenção da equipe de apoio.

Segundo Villa (2007) apud Serger-Jacob (2000); Serafini et al (1998); Hable (2000) referem que fatores emocionais, questões psíquicas e sentimentais como: estresse,ansiedade e depressão podem contribuir para a infertilidade feminina

Nos últimos dez anos, o número de pacientes inférteis com endometriose teve um aumento significativo, o que é um dado extremamente relevante, mesmo que só venha a traduzir uma melhora na pesquisa diagnóstica ? com o advento da videolaparoscopia ou mesmo um aumento da prevalência dessa doença entre as mulheres Marques (2005).

Para Villa (2007) apud Ziegel; Cranley (1985); Brunner; Suddarth (1998); Oliveira (2002); Neuspiller; Ardiles (2003); Tinger et al (2004), a infertilidade é uma condição que afeta entre um quinto a um sexto dos casais em idade reprodutiva; é definida como a incapacidade de um casal conseguir uma gravidez após doze meses de relações sexuais freqüentes (duas a três vezes por semana), sem proteção de anticoncepcional.

? Dor

O grupo de apoio foi avaliado semanalmente a partir de registros diários A média inicial do grupo de apoio foi 4,2 ± 3,3, e do grupo sem intervenção 6,6 ± 2,4 (p = 0,0002). A avaliação semanal no grupo de apoio, mostrou-se significativamente menor ao longo do tempo da intervenção(da primeira a nona semana).Esta redução também foi identificada quando comparado entre os momentos do grupo inicial x 5ª semana),inicial x 9ª semana (final) (p=0,0007) e
5ª semana x 9ª semana (final).

De acordo com Lenci & Lopes (2008) "Além de seus conflitos emocionais com o passar do tempo a mulher portadora acaba transformando sua rotina de acordo com a presença da dor, abandona velhos hábitos e desenvolve novos comportamentos".

? Grau de Depressão

Quanto à depressão, o escore médio inicial do grupo de apoio foi de 22,8 ± 10,2 e final de 17,0 ± 10,2. Para o grupo sem intervenção, o escore médio foi de 17,5 ± 9,9, significativamente menor quando comparado ao escore médio inicial do grupo que recebeu a intervenção

De acordo com Nero (2007) a depressão e hoje uma das disfunções mais frequentes, ainda segundo esse autor esse tipo de "desregulagem" afeta uma gama enorme de pessoas de todas as idades, manifestando-se sob formas e intensidades diferentes. Existem as melancólicas, que são as mais típicas; as irritáveis e impulsivas, que se manifestam por um humor horroroso; as ansiosas; e as psicóticas, quando a pessoa começa a confundir seriamente afetos e idéias

É lamentável que nem todos hospitais e clínicas tenham esse grupo de apoio especializado para o acompanhamento dessas mulheres

Além disso, cabe também o encaminhamento psicoterápico nos casos em que as mulheres estejam muito fragilizadas segundo Matta & Muller (2007) todas as modalidades psicoterápicas que trabalham com o estresse podem, por outro lado aliviar as manifestações da dor crônica.

2.10 Prevenção

A melhor forma de prevenção da endometriose, neste momento consiste em uma mudança no estilo de vida. Adotar novos hábitos alimentares, praticar exercícios físicos tem sido muito úteis para vida da mulher portadora de endometriose.

Segundo Lenci e Lopes (2008) a prática de exercícios físicos do tipo aeróbicos como, por exemplo, a caminhada tem vários benefícios para mulher portadora de endometriose. Uma delas e na manutenção do peso corpóreo.

Estes autores apontam ainda que a gordura em excesso produz hormônios femininos como o estrona que podem piorar o quadro clinico da doença. Por outro lado "a pratica de exercícios ajuda na liberação de uma serie de substâncias chamadas endorfinas com efeito vasodilatador e analgésico".

Neme (2008) em concordância afirma que a melhor coisa para aliviar o estresse é o exercício físico aeróbico, pois a endorfina produzida com este tipo de atividade causa bem-estar, diminui a produção de estrógenos circulantes (que são o alimento da endometriose) e, conseqüentemente, melhora dos focos de endometriose.O autor enfatiza ainda que atividades aeróbicas em geral, devem ser realizados regularmente, ou seja, pelo menos três vezes por semana por ao menos 40 minutos.

A prevenção da doença está relacionada a uma vida mais calma e tranqüila. Através da prática de exercícios físicos diários, há melhora do sistema imunológico da paciente. Além disso, Neme (2008) ressalta sobre a importância de atividades extras. Segundo esse autor a maioria das mulheres que sofre com a endometriose e se sente bastante depressiva, sem ânimo para realizar muitas das mais simples atividades do dia-dia. É por isso que os especialistas incentivam que as pacientes realizem atividades extras para melhorarem o humor e a disposição. Neme (2008) indica que atividades extras (ler, dançar, praticar yoga) é essencial à saúde mental e capaz de fortalecer o sistema imunológico para superar bem a doença. Apesar da dor não sumir totalmente acredita-se que adotando essas medidas a mulher possa mudar a forma de enfrentar essa doença e passe a enxergá-la de uma outra maneira.

Além da prática de exercícios, é necessário adotar novos hábitos alimentares. É conhecida a importância dos alimentos na gênese do corpo humano.
Na mulher portadora de endometriose não e diferente. Para tanto e importante que ela mantenha um habito intestinal saudável ingerindo alimentos ricos em fibras e cereais, alimentos com vitamina C e E, sem condimentos,e da preferência aos vegetais.

De acordo com Menezes (2005), a carência de vitamina C, vitamina E e fibras na dieta, também está relacionada ao desenvolvimento da endometriose.

Segundo Villa (2007) em um estudo realizado com 48 mulheres com endometriose em uma clínica de esterilidade, acompanhou através de questionários a alimentação destas mulheres. Observou-se que quanto maior a gravidade da endometriose, menor a freqüência de ingesta de vitaminas E e C (HERMANDEZ et al,2006). A quantidade diária de ingestão de vitamina C sugerida pela FAO/OMS (2001) eTACO (2006) para faixa etária de 19 a 50 anos é de 75 mg; as recomendações nutricionais diárias de vitamina E para faixa etária de 19 a 50 anos é de 15 mg e para fibras é de 25 g dessa forma e necessário uma alimentação balanceada para permitir um aporte de qualidade.

Para Pereira (2007) "A nutrição desempenha um papel importante no tratamento da endometriose". A adequação nutricional é, provavelmente, um pré-requisito para a fertilidade e como, na média, a dieta das mulheres é rica em açúcar, gorduras e amido os quais não oferecem suficiente quantidade de vitaminas e minerais (presentes em frutas, vegetais, castanhas, grãos e cereais), não se condiciona um efeito desejável no sistema endócrino para preparar o sistema reprodutivo para a gravidez.

Certos nutrientes ricos em vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais, podem representar uma ajuda para a recuperação da fertilidade, por meios naturais. Além disso, esses nutrientes possuem propriedades analgésicas e antiinflamatórias correspondentes àquelas apresentadas por drogas usadas em tratamentos convencionais, porém, sem evidenciar efeitos indesejáveis. Se o paciente tomar doses adequadas de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais, é possível melhorar significativamente a resistência à dor (idem, 2007).

O autor ressalta ainda que muitas pesquisas ainda necessitam ser realizadas para que possamos comprovar a real eficiência desses nutrientes e assim reduzir o sofrimento dos indivíduos que desenvolvem dor crônica tornando-os debilitados e limitados em relação ao seu estilo de vida. Com o tratamento adequado, alimentação balanceada, exercícios físicos e atividades prazerosas que saiam da rotina, as mulheres acometidas pela endometriose conseguem conviver melhor com o problema e manter certa qualidade de vida.



3 HÁBITOS E ESTILOS DE VIDA DA MULHER MODERNA E A ENDOMETRIOSE

De acordo com Vila (2007), a taxa de fecundidade vem diminuindo desde a década de 70. Muitas são as variáveis que determinam essa causa. Essas variáveis podem estar ligadas segundo Brunner & Suddarth (2008) com o aumento de mulheres no mercado de trabalho. Atualmente mulheres do mundo todo vêm conquistando um grande espaço na sociedade.

De acordo com Nogueira (2008) "A mulher moderna exerce atividades remuneradas, participa do mercado de trabalho, divide tarefas e responsabilidades com o parceiro, compete socialmente com o homem, conquistou direitos políticos, vivencia o estresse da vida cotidiano".

Assim para alem das mudanças em seu comportamento associados as descobertas cientificas e tecnológicas pode-se dizer que hoje a mulher moderna tem um novo corpo. A mulher atual passou a ter controle sobre a sua fertilidade, tem maior expectativa de vida, passa um terço de sua vida na pós-menopausa e, neste período, com freqüência se submete aos tratamentos de reposição hormonal.

Segundo Brunner e Suddarth (2008) vários métodos de contracepção possibilitaram no controle da fertilidade, a medida que as mulheres exercem maior controle sobre suas opções de cuidado de saúde, elas se tornam mais instruídas a respeito do cuidado preventivo, principalmente com relação as suas próprias necessidades.No entanto não foi apenas nesse aspecto que a mulher progrediu.

Para Villa (2007) a mulher moderna rompeu com seu passado através das novas regras que a sociedade impõe no mundo globalizado. Antes ela era exclusivamente do lar, recalcada em uma cultura imposta no passado; hoje, ela conquistou um patamar de independência econômica, profissional e participativa. Ela planeja sua vida, sua família e seu companheiro. Domar et al, (1997); Santos, (2006) enfatizam que a mulher prefere firmar-se na profissão e no casamento antes de assumir a responsabilidade da criação dos filhos; possui um estilo de vida diferente daquele vivido por suas avós.

De acordo com Nogueira (2006) a maternidade não é a principal prioridade na vida de muitas mulheres, mas ainda tem um grande significado.

Percebe-se que, se por um lado de sua vida ela ganha com conquistas, desafios, independência, por outro lado, ele terá certamente que aprender a conviver com novas doenças, sendo uma delas a endometriose.

Alguns autores afirmam que a endometriose pode esta relacionada ao estresse, à ansiedade e ao estilo de vida moderno, em especial em grandes cidades.

Associados a esses fatores Villa (2007) apud; Hruska (2000); Moreira et al (2005) afirmam que "Uma avaliação psicológica da paciente pode ser elemento de ajuda ao diagnóstico da endometriose".

Lorençatto, Vieira, & Maia (2002) referem que: "A mulher atual que vive com o diagnóstico da doença experimenta uma série de frustrações e conflitos emocionais como raiva, angústia, ansiedade, medo ? sentimentos comuns em todas as pessoas que se descobrem com alguma doença crônica" Segundo Abrão (1995): "As queixas mais freqüentes entre as portadoras de endometriose são: dismenorréia (cólicas), dor pélvica crônica, esterilidade, irregularidade menstrual e dispareunia (dor durante a relação sexual)". A maioria das portadoras sente dor no ato sexual.
Em uma pesquisa apresentada como dissertação de mestrado na UNIFESP pela ginecologista Tatiana Maria Trípoli (2008), com 200 mulheres com e sem endometriose, aponta que 16% das que sofrem de endometriose classificam sua qualidade de vida como ruim ou muito ruim contra nenhum apontamento entre as mulheres sem a doença. A pesquisa aponta que 22% das mulheres com endometriose sempre têm desinteresse por sexo contra 4% das mulheres sadias Menichini e Rasore (2001), afirmam que inclusive o desenvolvimento psicossexual da mulher pode ficar prejudicado justamente pelo condicionamento negativo que é produto da doença

Além dos sintomas físicos que geram limitações no corpo feminino a mulher sofre um grande desgaste emocional. Segundo Lopes e Lenci (2008). "Essa doença pode causar significativa instabilidade emocional, não só pela dor como também pelo longo tempo que existe entre o inicio e o diagnostico definitivo que pode levar ate 8 anos. Varias mulheres tem depressão, angustia, irritabilidade, tristeza enfim os mais variados sentimentos.Muitas vão mudando seus hábitos e transformando sua rotina, sendo praticamente obrigadas a viver em função da dor.vão se fechando para o mundo e se isolando".

"O convívio diário com portadoras de endometriose tem permitido constatar a presença de traços de personalidade bem marcantes em um numero enorme de mulheres controladoras auto-exigentes e extremamente perfeccionistas. No entanto não é possível afirmar que essas características sejam importantes pois ainda há muito a se descobrir já que não existe prova cientifica sobre esse fato" finaliza Lopes e Lenci (2008).

Segundo Lorençatto, Vieira, & Maia (2002):

Além dos conflitos emocionais com o passar do tempo a mulher portadora acaba transformando sua rotina de acordo com a presença da dor, abandona velhos hábitos e desenvolve novos comportamentos. Pode ainda se afastar do convívio social, sentindo que é difícil falar com as pessoas ao seu redor sobre sua doença e sofrimento, tendo dificuldade em manter os laços afetivos entre familiares e amigos.

A endometriose provoca um impacto negativo na vida da mulher, alterando seu rendimento profissional, sua relação familiar e afetiva, reduzindo sua qualidade de vida e principalmente sua auto-estima (MATTA & MULLER, 2006, apud MENICHINI; RASORE, 2001).













4 AÇÕES DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA A PACIENTES COM ENDOMETRIOSE


As principais atribuições técnicas para os profissionais de enfermagem incluem: Avaliação do estado de saúde da paciente,realização de atividades de investigação de cada caso e tratamento integral através da consulta de enfermagem.
De acordo com Brunner e Suddarth, (2008) è possível detectar problemas de saúde em um estagio precoce através da consulta de enfermagem. As metas do plano de cuidado incluem o alivio da dor, dismenorreia, dispareunia e prevenção da fertilidade
Nesses casos cabe ao profissional explicar a paciente todo seu plano de tratamento que será determinada de acordo com sua historia de saúde . Segundo Brunner e Suddarth, (2008) "explicar os vários procedimentos diagnósticos podem ajudar a aliviar a ansiedade da paciente
Também devem ser realizados atividades educativas junto a equipe de saude,pacientes e seus familiares e a comunidade como um todo através de palestra ,explicando e ajudando a entender melhor a endometriose
Segundo Brunner e Suddarth (2008) O papel do enfermeiro na educação da paciente consiste em dirimir e encorajar a paciente a procurar atendimento
Sendo assim,considera-se que o correto não e so relatar a paciente que iniciara um tratamento para a endometriose,e sim,informa-la como fazer o uso correto das drogas,sobre os seus efeitos e desmitificar idéias errôneas acerca do tratamento que por ventura possam existir na cabeça das pacientes.




5 METODOLOGIA

5.1 Tipo de Estudo

Estudo de natureza exploratório e descritivo, com análise de dados pelo método qualitativo. A coleta de dados se deu através de pesquisa bibliográfica enfocando o assunto aborda, a endometriose e suas implicações no cotidiano da mulher.
Onde foram utilizados documentos e conteúdos publicados de forma impressa ou eletrônica para a elaboração do marco teórico e conseqüente maior contextualização do objeto de estudo


6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluindo por ter sido negligenciada no passado a endometriose e uma das patologias mais estudadas atualmente. Isso se deve ao fato dessa doença associar-se a mulheres que mantêm hábitos e estilos de vida moderna, sendo assim diferenciadas das mulheres do século passado.

Apesar de todos os avanços tecnológicos alcançados no controle e tratamento da endometriose ,esta doença ainda predomina em muitas países, principalmente aquelas com grandes dificuldades sócio-economicas e constitui serio problema de saude para as mulheres.Ha necessidade da realização de cursos de capacitação da equipe de saude, para melhorar o atendimento,alem de itensificar as ações de prevenção ,diagnostico, tratamento e controle da doença da mulher moderna. Apontou-se que as transformações do mundo moderno onde a mulher tem grande participação e influencia acarretou em conseqüência para seu estado de saúde como podemos constatar, por exemplo, a grande incidência de endometriose
Espera-se,portanto,que este trabalho monográfico venha a servir de base para novas pesquisas sobre endometriose e que possa alertar as autoridades de saude ,competentes para uma maior reflexão sobre a endometriose,que continua a desafiar a saude da mulher.
Acredita-se que,com a aplicação de mais recursos nesta área, mais profilaxia ,mais treinamento,mais capacitação dos profissionais de saude e maior incentivo a pesquisa,com certeza iremos conseguir melhor qualidade de vida para a mulher diante do quadro de endometriose

Porém, o diagnostico precoce e a instituição do tratamento adequado e individualizado para cada mulher melhora o prognóstico e permite uma melhor qualidade de vida, preservando o futuro reprodutor feminino


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Autor: Gislana Bacarias Pinheiro