Inflação



Autora: SOBREIRA, R. C. F.

Tem-se por objetivo abordar e analisar o conceito de inflação e seus efeitos na economia.

De acordo com a origem histórica, a palavra INFLAÇÃO vem da idéia de que a causa do aumento de preços é o resultado de uma emissão excessiva de papel moeda que "incha" ou "infla" o volume de dinheiro em circulação.

Keynes em 1938, já falava em diferentes tipos de inflação, como:

  • inflação de renda;
  • inflação de lucros;
  • inflação de mercadorias;
  • inflação de capital; e mais tarde,
  • inflação setorial;
  • inflação de energia; até chegar á inflação de salários.

Nesta época, o nome da desvalorização, da depreciação do dinheiro, era inflação, mas a palavra acabou por se vincular mais ao aumento de preços, ou perda do poder aquisitivoda moeda local.

Hoje, a inflação é definida como sendo o aumento continuo e generalizada no nível dos preços de todos os bens produzidos pela economia. O fenômeno inflação exige a elevação dos preços monetários durante um período de tempo, e o valor real da moeda é depreciado pelo processo inflacionário. Por definição, pode-se dizer que a inflação é um fenômeno monetário, um conflito distributivo, ou um desequilíbrio financeiro do setor publico da economia mal administrada. Quando a inflação é igual a zero se diz que houve uma estabilidade nos preços.

Há vários tipos de inflação:

1)inflação da demanda, é quando há excesso de demanda agregada em relação á produção disponível;

2)inflação de custo, está associada á inflação da oferta, e suas causas mais comuns, são:

* aumento de salários;

* aumento do custo de matérias primas;

* a estrutura de mercado, em que algumas empresas aumentam seus lucros acima do elevado dos custos de produção.

O índice de inflação é medido comparando-se produtos da cesta básica e fontes essenciais, como energia elétrica, telefone e combustível, em determinado período de tempo. O governo faz uso de um desses índices como valor oficial.

Os índices oficiais de inflação utilizados no Brasil, são:

  • ICV – índice do custo de vida, calculado pelo DIEESE, que pesquisa famílias com renda de 1 a 30 salários mínimos;
  • IPC – índice de preço ao consumidor, calculado pela FGV, que pesquisa famílias de 1 a 33 salários mínimos;
  • IGP – índice geral de preços, calculado pela FGV;
  • IPCA – índice de preço ao consumidor amplo, calculado pelo IBGE, que pesquisa as necessidades médias das famílias com renda salarial de 1 a 40 salários mínimos, em onze capitais brasileiras;
  • INCC – índice nacional da construção civil;
  • INPC – índice nacional de preço ao consumidor, calculado pela FGV.

Os efeitos da inflação sobre a distribuição de renda mostram que, a classe trabalhadora é a que mais perde com o aumento das taxas de inflação, principalmente os trabalhadores de baixa renda, que não tem condições de se protegerem com investimento em poupanças, porque consome toda sua renda.

As elevadas taxas de juros provocam efeitos sobre a balança de pagamento, em níveis superiores ao aumento de preços internacionais, encarecendo o produto nacional em relação ao produto externo, provocando um estimulo ás importações e desestimulo ás exportações.

Quanto ao mercado de capitais, o valor da moeda é depreciado, ocorrendo desestimulo á aplicação de recursos no mercado de capitais financeiro. Aplicações em poupança e títulos sofrem retrações.

Mas a inflação estimula a aplicação de recursos em outros bens, como terras e imóveis, que estão sempre se valorizando.

Na economia brasileira, o processo inflacionário refere-se ás relações entre salários e preços. O problema está centrado numa disputa pelo produto entre trabalhadores e empresários, que tornam instáveis as relações entre salários e preços. Pode-se dizer que os resultados da inflação não são nadas satisfatórios para a economia. Donde se conclui que, a maioria não ganha nada com a inflação, porque seu processo funciona como um rolo compressor, desarticulando todo o sistema econômico. Os trabalhadores são prejudicados com perdas salariais, os capitalistas têm seus processos de venda diminuídos, e o governo tem a arrecadação de impostos reduzida.

Fonte pesquisada: www.antinioluizcosta.sites.uol.com.br/inflação

REGINA CELIA DE FREITAS SOBREIRA

Titulação: Pedagogia/UFV/MG

Tel.: 31-3891-3408

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E.mail: ginacelia13@yahoo.com.br


Autor: Regina Sobreira


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