o saber da enfermagem no processo da acreditação



O Saber da Enfermagem no Processo da Acreditação
Know the Nursing Process in Accreditation
El Saber de Enfermeria em El Proceso de Acreditacion

Michele Cristina Sousa Ramos (1), Marileide de Oliveira Lisboa Pereira (1), José Ivanilso Nascimento Boia (1), Luciene Fátima Neves Monteiro Barros (2)
Resumo
Objetivo: Avaliar o conhecimento dos profissionais de enfermagem do nível médio, em relação ao processo de certificação, segundo a Organização Nacional de Acreditação, da instituição de saúde em que atua ou atuavam. Métodos: Trata-se de um estudo de campo descritivo no período de 24 á 26 maio de 2011, realizado na Universidade Braz Cubas, Mogi das Cruzes, SP através de questionário formulado pelos pesquisadores. Foram inclusos no estudo 41 graduandos do curso de enfermagem. Apos identificar os que atendem os critérios de inclusão. Resultados: Participaram os graduandos de enfermagem do 7º e 8º semestre que atuam ou atuaram como auxiliares ou técnicos em instituições acreditadas. A idade media da população estudada foi de 20 a 30 anos (51,22%), prevalecendo o sexo feminino (75,61%), maior parte de técnico de enfermagem (56,10%) e graduandos do 7º semestre (73,17%). Foram utilizadas perguntas objetivas onde os participantes demonstraram conhecimento sobre o processo da acreditação. Conclusão: Concluímos que o desenvolvimento atribuído pela ONA desde sua criação tem implantado normas técnicas no Sistema Brasileiro da Acreditação, partindo de iniciativas precursoras para melhoria no sistema do atendimento ao cliente e profissionais, permitindo aprimoramento continuo na assistência e no saber, enriquecendo a qualidade no atendimento a saúde.
Palavra chave: Acreditação, Qualidade, Aperfeiçoamento.




Abstract
Objective: To evaluate the knowledge of nurses in the average level in relation to the certification process, according to the National Accreditation Organization, the health institution where it operates or operated. Methods: This is a descriptive field study in the period from 24 to 26 May 2011, held at the Universidade Braz Cubas, Mogi das Cruzes, SP through a questionnaire formulated by the researchers. Included in the study were 41 undergraduate students of nursing. After identifying those that meet the criteria for inclusion. Results: Among the attendees were undergraduate nursing students from the 7th and 8th semester to act or acted as assistants or technicians in accredited institutions. The average age of the study population was 20 to 30 years (51.22%), whichever is the female (75.61%), most of the nursing technician (56.10%) and students of the 7th semester (73, 17%). Objective questions were used where participants demonstrated knowledge about the process of accreditation. Conclusion: We conclude that the development given by ONA since its inception has adopted technical standards in the Brazilian System of Accreditation, through the initiative precursor for improving the system of customer service and professional, enabling continuous improvement in care and knowledge, enriching the quality health care.
Keywords: Accreditation, Quality Improvement.

Resumen
Objetivo: Evaluar los conocimientos de los professionales de enfermerias en el nivel medio en relación con el proceso de certificación, de acuerdo con la Organización Nacional de Acreditación,en la institución de salud en los que opera u operavan. Métodos: Se trata de un estudio de campo descriptivo en el período 24-26 mayo de 2011, celebrada en la Universidad Braz Cubas, Mogi das Cruzes, SP a través de un cuestionario formulado por los investigadores. Incluidos en el estudio fueron 41 estudiantes de pregrado de enfermería. Después de identificar aquellos que cumplen con los criterios de inclusión. Resultados: Entre los asistentes eran estudiantes de pregrado de enfermería a partir del semestre 7 y 8 de actuar o actúan como auxiliares o técnicos en instituciones acreditadas. La edad media de la población estudiada fue de 20 a 30 años (51,22%), lo que es el sexo femenino (75,61%), la mayor parte técnicos en enfermería (56,10%) y los estudiantes del séptimo semestre (73, 17%). Fueron utilizadas preguntas objetivas, donde los participantes demostraron un conocimiento sobre el proceso de acreditación. Conclusión: Se concluye que el desarrollo propuesta por ONA desde sus inicios ha adoptado las normas técnicas en el Sistema Único de Acreditación, a través de la iniciativa precursora para mejorar el sistema de servicio al cliente y profesional, lo que permite la mejora continua en la atención y el conocimiento, mejorando La calidad em los cuidados de La salud.
Palabras clave: Acreditación, Mejora de la Calidad
* Estudo realizado na Universidade Braz Cubas no Município Mogi das Cruzes (SP), Brasil.
1Graduandos em Enfermagem ? Mogi das Cruzes, São Paulo (SP) Brasil.
2 Mestre em Ciências; Clinica de Nefrologia e Transplantes Renal, Professora Orientadora da Universidade Braz Cubas.
Autor correspondente: Luciene Fátima Neves Monteiro Barros
R: Joaquim de Nabuco n 60 Jardim Santa Helena, Poá.
CEP: 08553- 560 E-mail: luciene-neves@uol.com.br

INTRODUÇÃO

A constituição de 1988 definiu a saúde como um direito social universal, fazendo com que desta forma os hospitais deixasse de serem os núcleos de modelo assistencial, aprazando a municipalidade a gestão dos ofícios de saúde que passou a observar a seriedade do desenvolvimento de órgãos gerenciais pautados com abalançamento dos benefícios oferecidos à população. (1)
Ao atingir à década de 90 aparecem no Brasil ações regionais pautadas
inteiramente com setor do ministério da saúde, em junho de 1995, com a definição do planejamento de segurança e aperfeiçoamento da qualidade em saúde. (1)
A idéia do planejamento de segurança e aperfeiçoamento da qualidade em saúde abrangeu a opinião o comitê nacional de qualidade e operosidade da qual faziam parte além da aliança tecnológica do programa, mensageiro de provedores de serviços, da divisão médica, assessoria técnica alistada ao domínio da qualidade e representantes dos usuários dos serviços de saúde. Este comitê ficou responsável pelo debate dos assuntos pautados com o avanço da qualidade dos serviços prestados, determinando tática para a afirmação das diretrizes do planejamento. (2)
A comissão técnica do programa começou o levantamento de manuais da acreditação utilizados no exterior como nos Estados Unidos, Canadá, Catalunha, Inglaterra e outros. (2)
Este unido de atividades fez com que fosse apontado um plano ao programa brasileiro da qualidade e produtividade (PBQP), que decidia metas para fundação de um método de convencimentos hospitalares, identificando como Acreditação Hospitalar. (2)
A partir do manual editado pelas OPAS e dos ensaios estaduais, buscou-se então um acordo de conceitos para obter modelos de estimativa comuns a todos. Surge em 1998 o manual brasileiro de acreditação hospitalar. (3)
Está nítida neste período para o grupo executivo do ministério da saúde a obrigação de ampliar um de ação voltado para o estabelecimento de um conjunto de regras, normas e fórmula catalogadas com um sistema de avaliação para a certificação dos serviços de saúde. Foram convidadas entidades que representavam os diversos segmentos de saúde, compradores destes serviços e instituições da área pública que entenderam naquele momento a importância do projeto e prontamente iniciaram uma série de reuniões para estruturação do Sistema Brasileiro de Acreditação (SBA). (1)
Desde os primeiros passos observou-se que o SBA deveria ser coordenado por uma organização de direito privado, responsável também pelo desenvolvimento, aplicação e acompanhamento de normas para o sucesso da acreditação. (3)
Em 1999 foi então constituída juridicamente a Organização Nacional de Acreditação (ONA), iniciando-se a implantação das normas técnicas do Sistema Brasileiro de Acreditação. Partindo das iniciativas precursoras em acreditação no país, o ministério da saúde estabilizou os diversos experimentos numa técnica única, de conformidade para o início da implementação do Programa Brasileiro de Acreditação Hospitalar (PBAH) tendo em base o manual Acreditação de Hospitais para America Latina e Caribe. As entidades fundadoras assinaram termos de compromisso junto ao ministério da saúde para a criação da ONA. (1-2-3)
A definição de acreditação, conforme a ONA, é um sistema de avaliação e certificação da qualidade de serviços de saúde, voluntário, periódico e reservado. Caracterizada como pessoa jurídica de direito privado sem fins econômico, com abrangência nacional. (1-2-3)
Na experiência brasileira e internacional, é uma ação coordenada por uma organização ou agencia não governamental encarregada no desenvolvimento e implantação da sua metodologia, em seus princípios tem um caráter eminente educativo voltado para melhoria continua, sem finalidade de fiscalização ou controle oficial, não devendo ser confundido com os procedimentos de licenciamento e ações típicas de estados. (1-2-3)
As principais vantagens da acreditação é garantir a segurança para os pacientes e profissionais, qualidade de assistência, construção de equipe, útil instrumento de gerenciamento, com critérios e objetivos concretos adaptados à realidade brasileira com caminho para melhoria continua. (1-2-3)
Os principais interessados pelo processo de acreditação são lideres e administradores, profissionais de saúde, governo e cidadão. (1,4)
A ONA tem por objetivo geral promover a implantação de um processo permanente de avaliação e de certificação da qualidade dos serviços de saúde, permitindo o aprimoramento continuo da atenção, de forma a melhorar a qualidade da assistência, em todas as organizações prestadoras de serviços de saúde do país. (1,4)
Tendo como princípios: Missão de contribuir para o aprimoramento da qualidade da assistência à saúde, no desenvolvimento e evolução de um sistema de acreditação. Visão tornar-se referência na organização nacional de acreditação, com metodologia internacional reconhecida, sólida e confiável, comprometida com a viabilização de um processo de qualidade, produtividade e melhoria continua no setor saúde. Em 2001 a ONA foi reconhecida pelo ministério da saúde como instituição competente e autorizada a operacionalizar o desenvolvimento de acreditação hospitalar no Brasil e em 2002 pela ANVISA. Em 2003 foram publicados manuais para outras áreas de conhecimento, como hemoterapia, prestadoras de serviços de laboratórios clínicos. (1,4)
Publicou resolução aprovando o manual brasileiro de acreditação de organização prestadoras de serviços de nefrologia e terapia renal substitutiva. (1,4)
Na 5ª edição foi submetido durante quatro ciclos, a testes e real aplicação no ambiente cotidiano das organizações de saúde mostrando ser válido e consistente para atender as necessidades de organizações de diferentes tipos, perfil, porte ou características. (1,4)
Os padrões são definidos em três níveis de complexidade crescentes e com princípios: Nível 1 segurança e estrutura, Nível 2 segurança e organização, Nível 3 segurança, organização e práticas de gestão e qualidade.(1,4)
Os requisitos 1 e 2 são aplicados aos serviços, setores ou unidade (subseções). O nível 3 é aplicado à seção, ou seja, ao conjunto de serviços, setores ou unidades. O processo de avaliação é voluntário. É coordenado pela ONA que atua por intermédio de instituições acreditadoras (IACs), que tem a responsabilidade de proceder à avaliação e certificação da qualidade, Nível 1 acreditado, Nível 2 acreditado pleno, Nível 3 acreditado com excelência.(1,4)
Outra metodologia para implantação e garantia do sistema de gestão da qualidade é a norma da Organização Internacional para a Normalização (ISO) ela não acredita, certifica ou registra uma instituição, e os seus padrões podem ser utilizados por avaliadores ou auditores externos para análise de certificação. Os seus modelos podem ser utilizados para elaboração de sistemas de controle da qualidade para alguns serviços com objetivo de desenvolver padrões industriais para facilitar a coordenação internacional e a unificação dos padrões. Ao invés de apresentar normas, ela garante diretamente qualidade de produtos e serviços aos sistemas de gestão com qualidade, eficiência e melhoria continua. (4)
A recente versão da família ISO 9000 publicadas em dezembro de 2008 cognominadas ISO9001 (2008), consiste em três normas ISO9000: (2005), ISO9001: (2008), ISO9001: (2000), ISO9001: 2008 sistemas da qualidade com os requisitos, normas na quais todas as organizações são auditadas com processos voluntários. Os setores, unidades, e os processos interagem são interdependentes com comprometimento da direção com foco no cliente, abordagem sistêmica da gestão. Com diferenças entre os dois instrumentos de avaliação, ISO9001: (2008) todos os seus requisitos de normas são genéricos, termo produto tem o significado de serviços, e esses requisitos sejam aplicado a todas as organizações produtivas incluindo as prestadoras de serviços, levando em considerações, tipos, tamanho, produto fornecido. No entanto e totalmente exigente quando se fala em motivos de exclusão, limitando-se, justificando aos requisitos contidos, é os processos regulamentar aplicáveis com estrutura na forma de abordagem de processo e desenvolvimento implementando com melhoria da eficácia. Agora a ONA os seus instrumentos de avaliação são específicos no trabalho com conceito da lógica sistêmica, obrigatoriamente aplicando todo conjunto, estruturada em seções e subseções aos setores e serviços hospitalares. (4)
Desta forma objetivou-se avaliar o conhecimento dos alunos de graduação de enfermagem como profissionais de enfermagem do nível médio, em relação ao processo da certificação, segundo a Organização Nacional de Acreditação (ONA), da instituição de saúde em que atua ou atuava durante o processo.

Materiais e métodos
Trata-se de um estudo de campo do tipo descritivo exploratório, realizado no período de 24 e 26 de maio de 2011, realizado na faculdade de Enfermagem da Universidade Braz Cubas, localizada na cidade de Mogi das Cruzes, São Paulo. Foi precedido da aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Braz Cubas sob o número: 010/11 e da obtenção da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos participantes do estudo. Foram incluídos no estudo 41 alunos do curso de graduação em enfermagem do sétimo e oitavo semestres do período matutino e noturno, que atua ou atuavam como auxiliares ou técnicos de enfermagem em instituição passando pelo processo da acreditação ou acreditados pela ONA nos seus diversos níveis. Os discentes foram abordados no início da aula, e convidados a participar do estudo. Após identificar aqueles que atendem os critérios de inclusão, foi entregue o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e, após sua assinatura, foi aplicado o questionário semi-estruturado que foi recolhido no momento de término de preenchimento. O instrumento utilizado foi elaborado por meio de um questionário semi-estruturado composto por dados sócio-demográficos e por 8 questões com a finalidade de avaliar o conhecimento dos alunos-profissionais diante do processo da Acreditação. Os dados foram analisados através de avaliação aritmética simples e comparativa, utilizando o software Microsoft programa Excel 2007.
Resultados
Tabela 1: Na ocasião do estudo, período compreendido entre os dias 24 e 26 de maio 2011. Foram abordados 152 graduandos sendo incluídos 41 que atenderão aos critérios de inclusão, não houve perda de seguimento. Participaram os graduandos de enfermagem do 7º e 8º semestre que atuam ou atuaram como auxiliares ou técnicos em instituições acreditadas. A idade media da população estudada foi de 20 a 30 anos (51,22%), prevalecendo o sexo feminino (75,61%), maior parte de técnico de enfermagem (56,10%) e graduandos do 7º semestre (73,17%).
Tabela 1: Dados sócio-demográficos dos participantes do estudo. Mogi das Cruzes, SP, 2011.

Variável N=41 %
Idade (media)
20 á 30 anos 21 51,22
31 á 43 anos 20 48,78
Sexo
Masculino 10 24,39
Feminino 31 75,61
Estado Civil
Casado 17 41,46
Solteiro 24 58,54
Ocupação
Auxiliar de Enfermagem 18 43,90
Técnico de Enfermagem 23 56,10
Graduando
7° semestre 30 73,17
8° semestre 11 26,83


Tabela 2: Demonstrou que todos conhecem o processo da acreditação, prevalecendo à maior parte da amostra com porcentagem positiva. Sabendo eles que a qualidade traz benefícios para os profissionais e seus usuários, proporcionando um consenso de opiniões para atingir as metas e objetivos proporcionados pela ONA, o impacto para a carreira profissional, prevaleceu com objetivos na prestação do serviço favorecendo o cliente e a enfermagem.


Tabela 2: Perguntas e Respostas, referente à participação dos graduandos-profissionais no processo da acreditação. Mogi das Cruzes, SP, 2011.
Variável N=41 %
Você sabe o que é acreditação?
Sim 41 100
Não
Sua instituição passa ou já passou pelo processo acreditação?
Sim 41 100
Não
Você foi capacitado pela sua instituição diante o processo da acreditação?
Sim 36 87,80
Não 05 12,20
O processo da acreditação proporciona benefícios aos usuários?
Sim 29 70,73
Não 11 29,83
Qual a importância da sua participação no processo da acreditação?
Oferecer um serviço de qualidade ao cliente 37 90,24
Minha participação não interfere em melhoria para o cliente 3 7,32
Outros (Ser acreditado e ilusão) 1 2,44
O processo da acreditação trouxe algum impacto para sua carreira?
Sim 30 73,17
Não 11 26,83
Outros especificando
O processo da acreditação proporciona benefícios para sua carreira?
Sim 38 92,68
Não 3 7,32

Discussão
As diversas instituições de saúde que implantarão o processo permanente de avaliação e certificação dos seus serviços optarão por oferecer vantagens e segurança aos pacientes e profissionais, melhoria na qualidade da assistência, fortalecimento na construção da equipe através deste instrumento oferecido pela ONA. Este investimento realizado por estas instituições implica em constante aprimoramento técnico e científico de seus funcionários, sendo esta uma ação importante e impactante na manutenção do Certificado de Acreditado. ( 1-2-3)
Ao analisarmos os dados sociodemográficos deste estudo percebemos um predomínio do sexo feminino correspondendo a 75,61% da amostra, que 73,17% foram graduandos do sétimo semestre, a idade prevalente foi de 20 à 30 anos e que em relação ao estado civil 58,54% eram solteiros.
As análises dos resultados deste estudo indicam que os 41 participantes conhecem o processo da acreditação e são profissionais que já passaram ou trabalham em instituição acreditada pela ONA. Os profissionais capacitados por sua instituição compreendem um total de 87,80% da amostra.
Um estudo realizado por Gentil, Sanna (2008) refere que cada hospital deve assegurar a competência da sua equipe de enfermagem, renovando as práticas educativas em saúde. (5)
Lima, Erdmann (2005) afirma que a prática educativa é de fundamental importância na enfermagem. Uma das estratégias para a atualização dos conhecimentos é a educação no local de trabalho. Os níveis 1,2,3 do processo de Acreditação com seus princípios norteadores trazem padrões à todos os profissionais que são envolvidos na habilitação adequada destes, usado como tática para atualização dos conhecimentos.(3)
Neste estudo ficou claro que o processo da acreditação proporciona benefícios aos usuários, sendo que apenas (29,83%) não perceberam as melhorias proporcionadas.
A Organização Mundial de Saúde define qualidade na assistência a saúde como a função de conjuntos de elementos incluindo: alto grau de competência, eficiência na utilização dos recursos, proporcionando capacidade para atingir o mínimo de riscos aos clientes, com maior grau de satisfação dos clientes, elevando um efeito favorável na saúde. (6-7-8-9-10)
Em relação à participação do profissional de enfermagem no processo da acreditação, foram obtidos os seguintes dados: 90,24% afirmam oferecer um serviço de qualidade, 2,44% respondeu não acreditar no processo. Visando a qualidade e padronização ao serviço de saúde, é preciso qualificar e incentivar a participação dos profissionais no processo da acreditação.
Feldman, Cunha (2006) afirma que a enfermagem ao assistir o ser humano em suas necessidades básicas tem que avaliar a responsabilidade profissional com ética, para proporcionar um serviço com qualidade sendo esta o resultado da assistência. (11)
Ao perguntamos aos participantes do estudo sobre se o processo trouxe impacto para sua carreira (73,17%), devido responsabilidades e cobranças impostas pela instituição, porém proporcionando benefícios ao profissional de (92,68%) em relação às conformidades estabelecidas.
Foi realizado um estudo semelhante a este com Enfermeiros, por Gentil, Sanna (2009), constatando que 94,2% relataram que a implantação da metodologia da ONA, veio para interagir entre os profissionais e estruturar um perfil de competência, garantindo a renovação das práticas educacionais. (5)
Silva, Cunha (2005) refere que o líder é aquele que faz na equipe o desenvolvimento continuo dando à devida importância às competências de cada profissional. (10)
Silva, Et al (2010) escreve que o enfermeiro é o membro principal sendo preparado pela instituição para o processo da Acreditação, tem a competência e responsabilidade de mostrar a sua liderança e assiduidade, perante sua equipe, desenvolvendo a qualidade no serviço prestado, fato este que os clientes e seus familiares não pensam como competência e sim um profissional competente, com esses preceitos as instituições vêm adotando medidas que garantam cuidados seguros e apropriados como os preconizados pelos processos de certificação dos serviços de saúde.(7,9)
Conclusão
Este estudo demonstrou que os alunos-profissionais têm conhecimento referente ao processo da Acreditação, prevalecendo uma porcentagem positiva perante a qualidade e benefícios aos profissionais e usuários, porém precisa ser trabalhada uma forma para percepção de melhorias nas atividades de enfermagem.
Partindo-se de iniciativas precursoras para melhoria no atendimento ao cliente e profissionais, permitindo aprimoramento continuo na assistência e no saber, enriquecendo a qualidade nos serviços da saúde com a missão, visão e comprometimento com o processo da qualidade, ocasionando melhoria continua no setor da saúde.
10. REFERÊNCIAS

1. ONA; Histórico da Acreditação. Site Web: Sistema brasileiro de acreditação. Brasilia; Data de acesso 23 mar. 2011. Disponível em https://www.ona.org.br/pagina/23/histórico
2. Feldman LB, Gatto MAF; Cunha ICKO. História da Evolução da qualidade hospitalar: dos padrões a acreditação. Acta Paul Enfermagem. 2005; 18(2): 213-9.
3. Lima SBS, Erdmann AL. A Enfermagem no processo da acreditação hospitalar em um serviço de urgência e emergência. Acta Paul Enfermagem 2006; 19(3): 271-8
4. Couto RC, Pedrosa TMG. Técnicas para a implementação da acreditação.Belo Horizonte.Ed. 1. Lag-Sáude. pg. 393 à 396.
5. Gentil RC, Sanna MC. Processos de Acreditação para o enfermeiro um recorde histórico. Rev Bras. Enferm. Jan-fev; 2009; 62(1): 125-31
6. D?Innocenzo MD, Adami NP, Cunha ICKO. O Movimento pela Qualidade nos Serviços de Saúde e Enfermagem. Rev. Bras Enferm 2006 jan-fev;59(1):84-8.
7. Silva AR, Barbara DC, Trandaf AZ. Percepção do Enfermeiro na Acreditação Hospitalar. Data acesso 28 mai.2011 http://www.entendaacreditação.com.br)artigo=59
8. Feldman LB,Cunha ICKO. Identificação dos critérios de avaliação de resultados do serviço de enfermagem nos programas de acreditação hospitalar. Rev Latino-am Enfermagem 2006 julho-agosto; 14(4): 540-5.
9. Polizer R, D?Innocenzo M. Satisfação do cliente na avaliação da assistência de enfermagem. Rev Bras Enferm,Julho/Agosto de 2006; 59(4): 548-51
10. Silva LF, Cunha ICKO. Liderança em enfermagem: conceitos, evolução e dificuldades dos enfermeiros. Rev Enferm Unisa 2005; 6:58-63.
11. Paim CRP, Ciconelli RM. Auditoria de avaliação da qualidade dos serviços de saúde. RAS-vol 9,N 36 ? jul-set 2007.

Autor: Michele Cristina Sousa Ramos


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