DST?s: INFORMA플O E PREVEN플O
*Valdelange Silva de Souza
RESUMO
As Doen�as Sexualmente Transmiss�veis (DST?s) s�o infec寤es transmitidas de uma pessoa para outra atrav�s do contato sexual (rela豫o oral, vaginal ou anal) sem prote豫o, algumas s�o transmitidas por transfus�o de sangue contaminado, compartilhamento de seringas e agulhas, e de m�e para filhos durante a gesta豫o ou na ora do parto. Algumas s�o incur�veis podendo levar a morte. Em geral, os agentes etiol�gicos das DST?s t�m o trato genital humano como reservat�rio e n�o sobrevivem fora do corpo humano, representam um s�rio impacto na sa�de reprodutiva das adolescentes, porque podem causar esterilidade, doen�a inflamat�ria p�lvica ou gravidez ect�pica (forma豫o do feto fora da cavidade uterina), c�ncer de colo uterino, infec寤es puerperais e rec�m-nascidos com baixo peso e/ou cego, al�m de interferir negativamente sobre � auto-estima. Al�m desses aspectos amplamente negativos das DST?s, sua abordagem passou a merecer aten豫o especial, quando se comprovou que sua presen�a � um fator de risco para a contamina豫o pelo v�rus HIV. O trabalho traz a proposta da necessidade de informa豫o aos adolescentes, p�blico com inicio de vida sexual, sobre os mecanismos de contamina豫o e preven豫o das DST?s. O projeto ser� apresentado na Esc. Est. Prof� Sebastiana Braga, localizada na Avenida Timbiras s/n Cidade Nova II, Manaus-Am., para a turma do 3� ano do Ensino M�dio. A perspectiva metodol�gica escolhida para a interven豫o no espa�o escolar � a abordagem s�cio-cultural, considerando as especificidades do jovem na sociedade, das caracter�sticas s�cias econ�micas do ambiente em que vivem (situa豫o de vulnerabilidade), da constru豫o cultural do papel homem e mulher, da rela豫o educador-educando, da utiliza豫o de drogas e como todos esses temas se inter-relacionam com a sexualidade.
Palavras chaves: DST?s, Informa豫o, Preven豫o.
ABSTRACT
Sexually Transmitted Diseases (STDs) are infections transmitted from one person to another through sexual contact (for oral, vaginal or anal) without protection, some are transmitted by contaminated blood transfusion, sharing needles and syringes and from mother to child during pregnancy or childbirth now. Some are incurable and can lead to death. In general, the etiologic agents of STDs have genital human as a reservoir and can not survive outside the human body, represent a serious impact on the reproductive health of adolescents, because they can cause infertility, pelvic inflammatory disease or ectopic pregnancy (formation of the fetus outside the uterus), cervical cancer, puerperal infections and babies born with low birth weight and / or blind, and interfere negatively with self-esteem. In addition to these largely negative aspects of STDs, their approach has merit special attention when it was proven that his presence is a risk factor for HIV / Aids. The work brings the proposal of the need for information to teens, early public with sex life, on the mechanisms of contamination and prevention of STDs. The project will be presented at Esc Est Sebastiana Prof. Braga, located at Avenida Timbiras s / n Cidade Nova II, Manaus-Am. for the class of 3rd year of high school. The methodological approach chosen for the intervention in the school's approach to socio-cultural specificities of youth in society, members of the economic characteristics of the environment they live in (vulnerable), the cultural construction of male and female role, the teacher-student relationship, drug use and how all these issues are interrelated with sexuality.
Keywords: STDs, Information, Prevention.
INTRODU플O
A import�ncia deste estudo justifica-se pela observa豫o da necessidade de mais informa豫o sobre a preven豫o de DST?s atrav�s do uso de preservativos em adolescentes que iniciaram sua vida sexual. Trata-se de uma pesquisa de car�ter descritivo e bibliogr�fico quanto as coletas de dados e analises das fontes por meio de documenta豫o indireta, colocando o pesquisador em contato com o que j� foi escrito sobre o tema, foram consultados artigos cient�ficos,, publicados em 2004 a 2010, livros de metodologia cientifica, revistas e manuais produzidos pelo Minist�rio da Sa�de e Internet. As Doen�as Sexualmente Transmiss�veis (DST?s) s�o infec寤es transmitidas de uma pessoa para outra atrav�s do contato sexual (rela豫o oral, vaginal ou anal) sem prote豫o, algumas s�o transmitidas por transfus�o de sangue contaminado, compartilhamento de seringas e agulhas, e de m�e para filhos durante a gesta豫o ou na ora do parto. As DST?s representam um s�rio problema na sa�de p�blica, se faz necess�rio que haja mais informa寤es, principalmente aos que est�o em fase de inicia豫o sexual, para que possam se proteger, contendo assim a infesta豫o de tais doen�as no seio da sociedade como um todo. As DST?s causam grandes problemas na sa�de reprodutiva das mulheres que vai de uma inflama豫o p�lvica � esterilidade, afetando de forma negativa a sua auto-estima. Al�m desses fatores destrutivos das DST?s, est� comprovado que sua presen�a � um fator de risco para a contamina豫o do v�rus HIV. O contagio de doen�as sexualmente transmiss�veis � maior no meio onde falta informa豫o, e principalmente entre os jovens, uma vez que o conhecimento sobre o assunto � escasso e de pouco esclarecimento,. As discuss�es por vezes n�o s�o muito esclarecedoras tendo em vista que na maioria das vezes n�o procuram orienta豫o de um profissional da �rea de sa�de e sim de alguns colegas e em algum momento abandonam o tratamento, o que faz com que n�o se curem e a doen�a retorna de forma mais graves trazendo-lhes s�rias conseq獪ncias. As DST?s, algumas s�o incur�veis como HPV,AIDS e Hepatite n�o h� cura podendo controlar a doen�a que pode levar a morte. Em geral, os agentes etiol�gicos das DST?s t�m o trato genital humano como reservat�rio e n�o sobrevivem fora do corpo humano.sobre os mecanismos de contamina豫o e preven豫o das principais DST?s ocorridas nesses jovens. Informar aos alunos do primeiro ano do Ensino M�dio da Esc. Est. Prof� Sebatiana Braga sobre os principais mecanismos de preven豫o de DST?s, alertando e orientando-os quanto a conseq獪ncia do contagio. Apesar de tantas informa寤es atrav�s do meio mais r�pido e mais visto de informa豫o INTERNET, o assunto � pouco conhecido pelos adolescentes e isso os torna vulner�veis a estas infec寤es. Os pais tamb�m n�o discutem sobre o tema com os filhos visto que os tutores s�o os meios mais confi�veis de transmitir conhecimento seguro, alguns por n�o terem conhecimento e, portanto n�o sabem, outros por n�o terem tempo e at� mesmo h� os que v�em como tabus. A melhor forma de educa豫o sexual ao adolescente � quando a fam�lia o faz, abrindo discuss�es e falando abertamente sobre o perigo que os cerca. Na aten豫o � sua sa�de precisam ser oferecidas informa寤es detalhadas sobre as variadas facetas dessa nova etapa da vida (SANDE 2010 apud BRASIL, p.15, 2008). No que diz respeito a educa豫o sexual na escola, os profissionais ainda ficam muito aqu�m na transmiss�o dessas informa寤es, com pouco ou nenhum preparo, o adolescente vai ficando a margem destas informa寤es que podem salvar suas vidas, ainda h� a discuss�o apartir de que idade o adolescente precisa saber dessa verdades? Num mudo t�o conturbado onde milhares de crian�as s�o violentados sexualmente, quando se deixa de informar tamb�m estamos no m�nimo sendo negligente e omisso, deixando que a sorte os favore�a. Por�m estas infec寤es s�o implac�veis n�o escolhendo a quem contaminar e quem possuir menos ou nenhuma informa豫o este � o alvo principal.
REFERENCIAL TE�RICO:
As DST?s podem ser divididas em tr�s categorias: doen�as que causam corrimento, doen�as que causam �lceras genitais e doen�as que provocam verrugas. O corrimento � uma secre豫o ou l�q�ido que sai do p�nis ou da vagina, que pode ter cor, odor e consist�ncia variados:. Os corrimentos n�o se manifestam da mesma forma em homens e mulheres. Alguns s�o mais vis�veis no homem, outros se manifestam de forma mais intensa na mulher. �lceras genitais s�o feridas que aparecem no lugar onde o germe causador da doen�a penetrou: p�nis, vagina, regi�o anal etc. Algumas dessas feridas podem ter inicialmente aspecto de pequenas bolhas. A pessoa pode ter uma ou v�rias feridas, causando dor ou n�o. A identifica豫o de que tipo de germe � o causador da ferida s� pode ser feita com exames espec�ficos. As verrugas s�o causadas pelo Papiloma V�rus Humanas (HPV). Elas aparecem nos �rg�os genitais e podem ser transmitidas durante o contato sexual. As verrugas s�o geralmente indolores podendo causar coceira e sangramento quando se tenta arranc�-las. Apesar de nem todo tipo de HPV levar ao c�ncer, est� comprovado que a maioria das mulheres que desenvolvem tumores malignos no colo do �tero foi antes infectada pelo HPV. Algumas DST s�o de f�cil tratamento e de r�pida resolu豫o. Outras, contudo, t�m tratamento mais dif�cil ou podem persistir ativas, apesar da sensa豫o de melhora. As mulheres, em especial, devem ser bastante cuidadosas, j� que, em diversos casos de DST, n�o � f�cil distinguir seus sintomas com o das rea寤es org�nicas comuns de seu organismo. O tratamento das DST tem como objetivo interromper a cadeia de transmiss�o da doen�a. Al�m disso, � muito importante trat�-las porque favorecem a entrada do HIV. Segundo Dr Jos� Alexandre Portinho ? 2010 "O risco de contrair DST?s � alto em mulheres com muitos parceiros sexuais, usu�rios de drogas ilegais e pouco conhecimento sobre a hist�ria sexual do seu parceiro". O sexo seguro ainda � a melhor recomenda豫o.
AIDS: SINDROME DA IMUNO DEFICI�NCIA ADQUIRIDA
Doen�a causada pelo v�rus HIV, que destr�i os mecanismos de defesa do organismo, facilitando a aquisi豫o de outras doen�as. Este v�rus � encontrado principalmente no sangue, no esperma e na secre豫o vaginal. A contamina豫o pode ocorrer sempre que houve contato com o sangue contaminado, atrav�s de rela寤es sexuais (vaginais, anais e orais) sem uso de camisinha; transfus�o de sangue; compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas; de m�es para seus filhos no momento do parto ou na amamenta豫o e atrav�s de alicates de cut�culas. AIDS � a sigla da express�o inglesa que significa s�ndrome da imunodefici�ncia adquirida. � causada por um grupo de v�rus, chamados HIV, que invadem certas c�lulas; os linf�citos T auxiliadores, tamb�m chamados c�lulas CD4; respons�veis pelas defesas do organismo contra as doen�as. O HIV multiplica-se dentro destas c�lulas e acaba por comprometer a atividade do sistema imunol�gico da pessoa. O organismo do aid�tico fica incapaz de se defender contra infec寤es, como a pneumonia, a meningite, as infec寤es intestinais e alguns tipos de c�ncer. Cada vez mais fraco, o doente acaba morrendo de uma dessas doen�as que seu corpo n�o consegue combater, tais doen�as s�o chamadas doen�as oportunistas. Na rela豫o sexual recomenda-se: sexo seguro, rela豫o monog�mica com parceiro comprovadamente HIV negativo, uso de camisinha. Na transfus�o de sangue recomenda-se cuidado no manejo de sangue, uso de seringas descart�veis, exigir que todo sangue a ser transfundido seja previamente testado para a presen�a do HIV, uso de luvas quando estiver manipulando feridos ou l�quidos potencialmente contaminados, tamb�m s�o transmitidas de m�e para filhos durante a gravidez, na hora do parto e na amamenta豫o. O tratamento da doen�a � feito atualmente com coquet�is antivirais, drogas que inibem a reprodu豫o dos v�rus. Apesar de n�o curar a AIDS, os coquet�is s�o os principais respons�veis pelo decl�nio no n�mero de mortes em decorr�ncia da doen�a, e melhora na qualidade de vida dos portadores do HIV. (BO�R, Alexandre ano I N� 02).
S�FILIS
O agente causador � a bact�ria Treponema pallidum que se transmite por via sexual ou da m�e para o feto, durante a gesta豫o. Cerca de vinte dias ap�s a contamina豫o surge uma les�o de consist�ncia dura e pouco dolorosa (Cancro Duro) nos �rg�os genitais. Cerca de seis a oito semanas ap�s o cancro duro aparecem les�es escamosas na pele e nas mucosas, assim como les�es nas palmas das m�os e nas plantas dos p�s que s�o fortes indicativos de s�filis secund�ria. Outros sintomas s�o dores no corpo, febres, dores de cabe�a e indisposi豫o. No terceiro est�gio, o sistema nervoso pode ser afetado causando problemas mentais, dificuldade de coordena豫o motora e cegueira. A preven豫o consiste em evitar contato �ntimo com pessoas infectadas, principalmente rela寤es sexuais. O tratamento � feito com antibi�ticos espec�ficos para cada est�gio da doen�a. (MUELLERRD, Wassrheit 1993)
CANCRO MOLE
O agente causador � a bact�ria Hemophilus ducreyi que se adquire por contato sexual com parceiros contaminados. Ap�s um per�odo de incuba豫o de tr�s a cinco dias, que podem se estender por duas semanas, les�es geralmente dolorosas aparecem, nos �rg�os genitais. A preven豫o consiste em evitar rela寤es sexuais com pessoas portadoras e usar preservativo (camisinha). O tratamento � feito com antibi�ticos espec�ficos. (MUELLERRD, Wassrheit 1993)
CAND�DIASE
O agente causador � o fungo C�ndido albicans. A candid�ase, especialmente a candid�ase vaginal, � uma das causas mais freq�entes de infec豫o genital. Caracteriza-se por coceira, ardor, dor na rela豫o sexual e pela elimina豫o de um corrimento vaginal em grumos brancacentos, semelhante � nata do leite. As les�es podem estender-se pelo per�neo, regi�o perianal e virilha. Na maioria das vezes n�o � uma doen�a de transmiss�o sexual, em geral est� relacionada com a diminui豫o da resist�ncia do organismo da pessoa acometida. Existem fatores que predisp�e ao aparecimento da infec豫o; diabetes melitus, gravidez, uso de contraceptivos orais, uso de antibi�ticos e medicamentos imunosupressivos, obesidade, uso de roupas justas. O tratamento � feito com medicamentos locais e/ou sist�micos. (MUELLERRD, Wassrheit 1993)
GONORR�IA
� causado pela bact�ria Neisseria Gonorrhoeae, que se transmite atrav�s de rela寤es sexuais ou da m�e para o rec�m nascido durante o parto. O diagn�stico nos homens � mais f�cil, pois a doen�a produz ardor ao urinar e elimina豫o de uma secre豫o uretral amarelada. Nas mulheres os sintomas s�o pouco evidentes o que dificulta o tratamento com evolu豫o para DIP (Doen�a Inflamat�ria P�lvica) que compromete as tubas uterinas e pode causar esterilidade. Mulheres gr�vidas infectadas podem contaminar os rec�m nascidos nos quais a infec豫o pode levar � cegueira. A preven豫o consiste em evitar rela寤es sexuais com pessoas portadoras, e usar preservativo (camisinha). O tratamento � feito com antibi�ticos espec�ficos. (MUELLERRD, Wassrheit 1993)
HERPES SIMPLES GENITAL
� causado pelo v�rus Herpes Simplex tipo 2. As les�es aparecem ap�s um per�odo de incuba豫o de uma semana ou menos, e causam a sensa豫o de uma queimadura. A mic豫o � dolorosa e caminhar � desconfort�vel. O DNA viral permanece em estado latente no g�nglio sacral pr�ximo � base da espinha. As recorr�ncias s�o desencadeadas por diversos fatores, como estresse emocional, menstrua豫o e febre. A infec豫o ocorre em geral na rela豫o sexual com o portador durante as recorr�ncias da infec豫o. As ulcera寤es na pele secretam um fluido contagioso, o uso de camisinha nessa fase da infec豫o oferece pouca prote豫o, pois, na mulher, as les�es ocorrem geralmente na genit�lia externa, e nos homens, na base do p�nis. Pomadas contendo inibidores da s�ntese de DNA viral podem aliviar os sintomas. (BO�R, Alexandre ano I N� 02).
HEPATITE B
� causada pelo v�rus de DNA Hepadnavirus. Os sinais cl�nicos da infec豫o variam muito, mas cerca de metades dos casos s�o assintom�ticos. Os sintomas quando ocorrem s�o perda de apetite, febre baixa, e dores nas juntas; posteriormente pode ocorrer icter�cia. O v�rus pode causar hepatite cr�nica e c�ncer de f�gado. A transmiss�o d�-se por transfus�o de sangue, contato com fluidos corporais contaminados (saliva, leite e s�men), e por rela豫o sexual com portador do v�rus. N�o h� tratamento, mas como preven豫o pode-se utilizar uma vacina produzida por engenharia gen�tica. Dentre as medidas preventivas, destacam-se o uso de preservativo (camisinha) nas rela寤es sexuais o n�o compartilhamento de objetos como l�minas de barbear, escovas de dente, e seringas, a n�o utiliza豫o de agulhas de tatuagens e de equipamentos de piercing n�o devidamente esterilizados, a utiliza豫o de sangue devidamente testado para transfus�es. (BO�R, Alexandre ano I N� 02).
HEPATITE C
� causada pelo v�rus de RNA Hepatites C. Os sintomas s�o leves ou subcl�nicos, 50% dos casos, por�m evoluem para Hepatite Cr�nica. A transmiss�o d�-se por transfus�o de sangue contaminado, durante rela寤es sexuais, da m�e contaminada para o feto por meio de hemorragias placent�rias, muitos casos cr�nicos respondem ao tratamento com Interferom Alfa, mas s�o freq�entes as reca�das. (BO�R, Alexandre ano I N� 02).
HPV /CONDILOMA ACUMINADO (CRISTA DE GALO OU VERRUGA GENITAL)
� causada pelo v�rus Papillomavirus, tamb�m conhecido como HPV. O v�rus infecta c�lulas dos �rg�os genitais provocando les�es papilares (verrugas) na glande, prep�cio e meato uretral no homem, e na vulva, per�neo, vagina, e colo do �tero na mulher. A les�o pode ser muito pequena, de dif�cil visualiza豫o a olho nu. Na maioria das vezes a infec豫o � assintom�tica. Pode levar ao desenvolvimento de c�ncer no colo do �tero, na vulva e mais raramente no p�nis e anus. Adquire-se o v�rus por contato sexual intimo vaginal, anal e oral, mesmo n�o ocorrendo penetra豫o vaginal ou anal, o v�rus pode ser transmitido. Eventualmente uma crian�a pode ser infectada pela m�e doente durante o parto. Pode ocorrer tamb�m, embora mais raramente, contamina豫o por outras vias que n�o a sexual: banheiros, saunas, instrumentos ginecol�gicos, uso comum de roupas intimas. N�o h� tratamento que elimine o v�rus. As verrugas ou condilomas s�o removidas cirurgicamente. Deve-se evitar contato �ntimo principalmente sexual com pessoas portadoras do v�rus. (FIGUEIREDO, R.M.M.D1998 IN)
LINFOGRANULOMA VEN�REO
O agente causador � a bact�ria Chlamydia trachomatis.O Linfogranuloma ven�reo caracteriza-se pelo aparecimento de uma les�o genital que tem curta dura豫o e que se apresenta como uma ulcera豫o ou como uma p�pula. Esta les�o � passageira (3 a 5 dias) e freq�entemente n�o � identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino. Ap�s a cura desta les�o prim�ria, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bub�o inguinal que � uma incha豫o dolorosa dos g�nglios de uma das virilhas. Se este bub�o n�o for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento espont�neo e forma豫o de f�stulas que drenam secre豫o purulenta. Surgem tamb�m complica寤es como elefant�ase do p�nis, escroto, vulva. Proctite (inflama豫o do reto) cr�nica. O modo de transmiss�o � sexual. O tratamento � feito atrav�s de antibi�ticos, aspira豫o do bub�o inguinal e tratamento das f�stulas. (FIGUEIREDO, R.M.M. D 1998 IN)
INFEC합ES POR TRICHOMINAS
A Tricomon�ase � causada pelo protozo�rio Trichomonas vaginalis. Sua transmiss�o d�-se por rela豫o sexual. No homem causa uma uretrite de manifesta寤es em geral discretas ardor e/ou prurido uretral e secre豫o brancacenta, amarelada ou amarelo esverdeada, podendo, eventualmente ser ausentes em alguns e muito intensas em outros. � uma das principais causas de vaginite ou vulvovaginite da mulher adulta podendo, por�m, cursar com pouca ou nenhuma manifesta豫o cl�nica. Quando presente manifesta-se na mulher como um corrimento vaginal amarelo esverdeado ou acinzentado, espumoso e com forte odor caracter�stico. N�o � incomum tamb�m ocorrer irrita豫o na regi�o genital bem como coceira. A preven豫o � feita usando preservativo (camisinha) e o tratamento � realizado com medicamentos locais ou por via oral. (FIGUEIREDO, R.M.M. D 1998 IN)
PREVEN플O DE DST?s
Todas as pessoas dizem conhecer o preservativo, identificado principalmente como m�todo preventivo contra DSTs. O uso da camisinha aparece como inconstante e irregular, colocando-se como possibilidade em determinadas circunst�ncias e n�o em outras. N�o � necess�rio o uso do preservativo segundo os homens: em casa com a esposa porque ambos s�o fi�is ou porque se usa o preservativo fora; com pessoa conhecida, em geral uma mulher das proximidades com a qual se fica, sem que se tenha um compromisso efetivo; quando por meio de uma esp�cie de teste pode-se avaliar se a parceira est� saud�vel, observando-se um sinal, como modo de andar ou a presen�a de secre豫o na calcinha, ou fazendo certo tipo de toque nos �rg�os genitais da mulher. Neste caso, em princ�pio qualquer mulher seria eleg�vel desde que passasse no teste. A id�ia sobre o conhecimento da parceira aparece por vezes concorrendo com o preservativo, por�m, a falta de informa豫o torna cego o indiv�duo para usar m�todos de preven豫o, mesmo que o pre�o seja a sua sa�de (vida).Os preservativos mais eficientes na prote豫o contra doen�as sexualmente transmiss�veis (DSTs), s�o o preservativo masculino de l�tex e o preservativo feminino de poliuretano , e ainda evita uma gravidez indesejada.Min. Sa�de:aids.gov.br>2010-04-04.
PRESERVATIVO MASCULINO
O preservativo masculino ou camisinha � uma capa de borracha (l�tex) que, ao ser colocado sobre o p�nis, evita a transmiss�o de doen�as sexualmente transmiss�veis (DST). A camisinha pode tamb�m evitar a gravidez, agindo assim como um eficiente m�todo contraceptivo. Min. Sa�de: aids.gov.br>2010-04-04.
Passo a passo:
? Sempre coloque a camisinha antes do in�cio da rela豫o sexual;
? Coloque a camisinha quando o p�nis estiver duro;
? Encaixe a camisinha na ponta do p�nis, sem deixar o ar entrar;
? V� desenrolando at� que ele fique todo coberto;
? N�o deixe a camisinha ficar apertada na ponta do p�nis - deixe um espa�o vazio na ponta da camisinha que servir� de dep�sito para o esperma;
? Aperte o bico da camisinha at� sair todo o ar, mas cuidado para n�o apertar com muita for�a e estragar a camisinha;
Se ela n�o ficar bem encaixada na ponta, ou se ficar ar dentro, a camisinha pode rasgar.
PRESERVATIVO FEMININO
A camisinha feminina � uma "bolsa" feita de um pl�stico macio, o poliuretano, que � um material mais fino que o l�tex do preservativo masculino. Essa bolsa recebe o l�quido que o homem libera na rela豫o sexual, impedindo o contato direto dos espermatoz�ides com o canal vaginal e com o colo do �tero da mulher, evitando assim a transmiss�o de doen�as sexualmente transmiss�veis, e prevenindo a gravidez n�o planejada.
A bolsa tem 15 cent�metros de comprimento e oito de di�metro, sendo, portanto, bem mais larga que o preservativo masculino. Tem, por�m, maior lubrifica豫o. Na extremidade fechada existe um anel flex�vel e m�vel que serve de guia para a coloca豫o da camisinha no fundo da vagina. A borda do outro extremo termina em outro anel flex�vel, que vai cobrir a vulva (parte externa da vagina). Min. Sa�de: aids.gov.br>2010-04-04.
METODOLOGIA
Trata-se de uma pesquisa explorat�ria, de car�ter descritivo de natura bibliografia quanto �s coletas de dados. Realizada por meio de an�lise de fonte bibliogr�fica tornadas publicas em rela豫o ao assunto abordado. A coleta de dados efetuada atrav�s de documenta豫o indireta, objetivando colocar o pesquisador em contato com informa寤es j� publicadas sobre o assunto, a fim de elaborar o seu pr�prio entendimento atrav�s das discuss�es com outros autores Foram utilizados artigos cient�ficos publicados em 2004 a 2010, livro sobre metodologia cientifica, revistas e manuais produzidos pelo Minist�rio da Sa�de. .
CONCLUS홒
O objetivo principal deste artigo � informar aos alunos da escola Estadual Prof� Sebastiana Braga da necessidade de que evitem mais contamina寤es por DST?s, e para tanto a preven豫o � um fator determinante para se evitar qualquer contamina豫o. Os casos de doen�as sexualmente transmiss�veis ocorrem com freq獪ncia entre os adolescentes e aumentam as chances de contamina豫o pelo v�rus HIV. Segundo a RSBMT 2004 (Revista da Sociedade Brasileira Tropical) " no Brasil n�o h� muitos relatos de casos de DST?s entre adolescentes, talvez porque somente a AIDS e a s�filis sejam de notifica豫o obrigat�ria e 70% busquem tratamento em farm�cias". O adolescente muitas vezes por falta de maturidade e com pouca informa豫o e muitos sem nenhuma orienta豫o, pensa que jamais algo ruim acontecer� com ele, e se exp�e a riscos sem prever as conseq獪ncias. Outras variantes s�o: variedade de parceiros sexuais, o baixo n�vel escolar, o uso n�o freq�ente de preservativos e o consumo de drogas tanto l�citas e n�o l�citas, coloca-os em potencial portador de DST?s.As DST?s causam grandes problemas na sa�de reprodutiva das mulheres que vai de uma inflama豫o p�lvica � esterilidade, afetando de forma negativa a sua auto-estima, comprometendo tamb�m o o f�gado, provocar c�nceres, cora豫o e o sistema nervoso levando-a paralisia, dem�ncia e at� a morte. O contagio de doen�as sexualmente transmiss�veis � maior no meio onde falta informa豫o, e principalmente entre os jovens, uma vez que o conhecimento sobre o assunto � considerado como um excelente mecanismo de preven豫o. Usar o preservativo ainda � a maneira mais eficaz de se evitar a contamina豫o com DST?s.
REFER�NCIAS
ARRUDA, Silvani. Modelos de Preven豫o a AIDS, xerox, ECOS, S�o Paulo, s/d.
AYRES JRCM 2001. Sujeito, intersubjetividade e pr�ticas de sa�de. Ci�ncia e Sa�de Coletiva6(1):63-72.
AYRES JRCM, Fran�a Jr I, Calazans GJ, Saletti Filho HC. O conceito de vulnerabilidade e as pr�ticas de sa�de: novas perspectivas e desafios. In: Czaresnia E, Freitas CM, organizadores. Promo豫o de sa�de: conceitos, reflex�es e tend�ncias. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz; 2003.p.117-39. Ayres JRCM, Fran�a Jr I, Calazans GJ, Saletti Filho HC. O conceito de vulnerabilidade e as pr�ticas de sa�de: novas perspectivas e desafi os. In:
BO�R, Alexandre. "Casamento como Fator de Risco", in Express�o de Vida", n� 2, ano I, GAPA ? Rio Grande do Sul, fevereiro/mar�o/98.
CZARESNIA E, Freitas CM, organizadores. Promo豫o de sa�de: conceitos, reflex�es e tend�ncias. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz; 2003.p.117-39.
FIGUEIREDO RMMD. Preven豫o �s DST e Aids em a寤es de sa�de e educa豫o. S�o Paulo: Nepaids/USP; 1998. p. 26-30.
Minist�rio da Sa�de. Assessoria de Comunica豫o Social e Divis�o de Jornalismo. Mortalidade por Aids cai 38%. Dispon�vel em [2010-04-04]
MUELLER RD, Wasserheit J. A cultura do sil�ncio: as infec寤es do trato reprodutivo nas mulheres do terceiro mundo. S�o Paulo: Coletivo Feminista Sexualidade e Sa�de; 1993.
PAIVA V, Pupo LR, Barboza R. O direito � preven豫o e os desafios da redu豫o da vulnerabilidade ao HIV no Brasil. Rev Saude Publica. 2006;40 (Supl):109-19.
PIMENTEL, Walnice. SANTOS JR,Aldemir Pereira dos.Metodologia do Trabalho Cientifico. Manaus: Fametro,2011 (p 80-93).
PORTINHO, Jos� Alexandre. Mulher sofre mais de DST que homem. Dispon�vel em
Autor: Valdelange Silva De Souza
Artigos Relacionados
Falando S�rio: Vista Esta Camisa!
Os Tipos De Hpv E A寤es Educativas De Preven豫o Pela Educa豫o Sexual
Conhecimento Do Hpv Entre Os Adolescentes De 14 � 17 Anos
Dermatoviroses Mais Prevalentes Na Aids - Revis홵
Hpv ? Papilomav�rus Humano
Candidiase | Sintomas E Dicas
Fatores Que Predisp�e O Desenvolvimento De Neoplasia De Colo De �tero Em Portadoras De Hpv