A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM NO REQUISITO AUTISMO INFANTIL.



A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM NO REQUISITO AUTISMO INFANTIL.

¹ Cristiana Pereira de Souza

RESUMO

Este estudo tem como objetivo analisar a importância do conhecimento do profissional de enfermagem frente à temática, buscando especificamente despertar a atenção dos profissionais para o reconhecimento da importância sobre o tema, orientando e esclarecendo os profissionais sobre o que é o autismo, e desenvolvendo um conhecimento sobre o mesmo. Levando em consideração o objeto do estudo, optou-se por realizar uma metodologia em que foi utilizada pesquisa qualitativa e exploratória de caráter bibliográfico em que os recursos empregados são de posse particular e também retirados da biblioteca da FASB e de sites de relevâncias cientificas como scielo. O autismo é uma síndrome que apresenta comprometimentos em três importantes domínios do desenvolvimento humano: a comunicação, a sociabilização e a imaginação e conhecida como uma condição que é tipicamente associada à inteligência normal. Com tudo conclui-se ressaltando a importância de um conhecimento para uma melhor e maior atuação e planejamento dos profissionais mediante ao diagnóstico precoce do distúrbio.

Palavras-Chave: Autismo, Importância, Conhecimento, Compreensão.



ABSTRACT

This study has as goal analyze the professional knowledge importance of nursing front to the thematic, seeking to specifically awake professionals' attention for the importance recognition on the theme, guiding and clarifying the professionals about what is the autism, and developing knowledge about the same. Carrying in consideration the study object, it opted for accomplishing a methodology in which it was used qualitative and exploratory research of bibliographical character in which the resources employees belong to particular ownership and also withdrawn of the library of FASB and of relevances cientificas sites as scielo. The autism is a syndrome that presents implications in three important domains of the human development: The communication, for sociabilização and the imagination and known as a condition that is typically associated to the normal intelligence. With everything it concludes stressing the importance of knowledge for a better and larger performance and professionals' planning by means of to the precocious diagnosis of the disturbance.

Key Words: Autism, Importance, Knowledge, Comprehension.








________________________
¹ Acadêmica do curso de Enfermagem da Faculdade São Francisco de Barreiras ? FASB.
E-mail: [email protected] Tel (77) 8118-7876
1. INTRODUÇÃO

O conceito de autismo para AMA é definido como uma síndrome que apresenta comprometimentos em três importantes domínios do desenvolvimento humano: a comunicação, a sociabilização e a imaginação. A isto, ela deu o nome de tríade.
De acordo Klin (2006) O termo TID foi escolhido para refletir o fato de que múltiplas áreas de funcionamento são afetadas no autismo e nas condições a ele relacionadas.
Segundo AMA em 2009 o relatório do governo norte-americano divulga a pesquisa de que 1% das crianças americanas sofre de autismo. As estimativas de incidência de autismo e doenças relacionadas cresceram tanto nos últimos 10 anos - eram de 0,3% no começo dos anos 2000 e 0,6% em 2007 - que os pesquisadores chegaram a debater se esses distúrbios estão de fato se tornando mais comuns ou se apenas estão sendo mais diagnosticados.
Com base no que foi citado anteriormente este trabalho tem como objetivo geral analisar a importância do conhecimento do profissional de enfermagem frente à temática. Buscando especificamente despertar a atenção dos profissionais para o reconhecimento da importância sobre o tema, orientando e esclarecendo os profissionais sobre o que é o autismo e desenvolvendo um conhecimento sobre o mesmo.
A metodologia utilizada trata de uma pesquisa qualitativa e exploratória de caráter de revisão bibliográfica, em que foram utilizadas referências disponíveis na biblioteca de faculdade São Francisco de Barreiras (FASB), além de artigos científicos disponíveis em banco de dados na internet como Scielo.
Pesquisando o contexto citado a partir do estudo bibliográfico para a realização deste artigo é que percebemos a necessidade da compreensão e orientação sobre a temática a outros profissionais da área da saúde a fins de proporcionar uma maior percepção e esclarecimento sobre o que é o Autismo.
Diante do que foi exposto ressalta-se a importância da complexidade científica e prática, tornando este trabalho um mediador de informações com a finalidade de trazer orientações e conhecimentos em relações no que diz respeito às informações contidas no mesmo.



2. DESENVOLVIMENTO

2.1 ? Histórico

Segundo relato de Almeida (1996, p.254) no século XIX, o autismo não era diferenciado de retardo mental e, no inicio do século XX, era considerado uma versão infantil das psicoses do adulto.
Na década de 50, surgiram as teorias psicogenéticas e as recomendações de psicoterapia em longo prazo para crianças e pais. A partir de 1960, várias linhas de pesquisa foram estabelecidas, demonstrando que crianças autistas podiam apresentar retardo mental, anormalidades neurológicas e déficits nos processos cognitivos. (ALMEIDA, 1996).

2.2 ? Etiologia

Para Almeida (1996, p.256) as teorias etiológicas do autismo infantil envolvem fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais, porém ainda precisa ser bem mais esclarecida.
Pesquisas neurobiológicas apontam níveis alterados de serotonina e dopamina, fenilcetonúria, epilepsia, aumento de ventrículo e outras anormalidades cerebrais. Entretanto, apenas a maioria dos casos apresenta alterações neurobiológicas, cuja relação com os comportamentos observados não está evidenciada (ALMEIDA, 1996)

2.3 ? Epidemiologia

Segundo relato de Almeida (1996, p.256) o autismo Infantil ocorre em 2 a 5 crianças em cada 10.000, com maior freqüência no sexo masculino (4:1). Irmãos de autistas têm maior probabilidade de apresentar autismo que crianças da população geral.
Durante o período de 1966 a 1991, a taxa média para autismo infantil encontrada nos estudos era de 4,4/10.000. Posteriormente, a prevalência atingiu 12,7/10.000 nos estudos realizados até 2001, sendo que os índices mais atuais sugerem 10 para 10.000 indivíduos com autismo clássico e cerca de 30 a 60 para 10.000 para o espectro autista (WILLIAMS; BRAYNE; HIGGINS, 2006).
2.4 - Quadro Clínico

Para Almeida (1996, p.255), caracteriza-se por desenvolvimento anormal da sociabilidade e comunicação e por repertório de atividades e interesses bastante restrito. Os sintomas variam em função da idade e nível de desenvolvimento dos indivíduos.
Para Pliszka (2004, p.188) eles perdem a capacidade de relacionarem-se; a linguagem para de se desenvolver ou de ter uma função comunicativa; a criança pode dizer coisas sem sentido repetidamente ou ecoar o que os outros dizem; o contato ocular é prejudicado; surgem comportamentos bizarros ou obsessivos; coleta objetos sem significado ou engajar-se em determinada ação repetitivamente.

2.5 ? Diagnostico

De acordo Marot (2004) não há testes laboratoriais ou de imagem que possam diagnosticar o autismo. Assim o diagnóstico deve feito clinicamente, pela entrevista e histórico do paciente, sendo diferenciado da surdez, problemas neurológicos e retardo mental. Uma vez feito o diagnóstico a criança deve ser encaminhada para um profissional especializado em autismo, este se encarregará de confirmar ou negar o diagnóstico.
Segundo Almeida (1996, p.256) o diagnóstico diferencial é fundamental com outros distúrbios do desenvolvimento, síndrome de Retti, distúrbios auditivos e da fala e retardo mental grave.

2.6 ? Tratamento

Mediante Almeida (1996, p.256) até o momento não se alcançou a cura do autismo. Portanto, o tratamento deve ter por objetivo atender as necessidades da criança e da família, ajudando-os a alcançar independência nas atividades da vida diária, e a adquirir capacidades básicas, estimular o processo da linguagem, sociabilidade e escolaridade, procurando atingir níveis de desenvolvimento compatíveis com a idade.
Conforme Withman (2004) Apesar de nenhum fármaco ter sido encontrado para a cura para o autismo, vários medicamentos são usados para controlar as comorbilidades associadas ao autismo, tal como para minorar os problemas de comportamento.

2.7 - Intervenções de enfermagem

Segundo Braga e Ávila, faz-se importante a sensibilização e capacitação para o efetivo acompanhamento e avaliação do desenvolvimento infantil. Além da observação clínica, o profissional pode obter auxílio na utilização de tabelas e instrumentos elaborados para esse fim.
Os enfermeiros devem investir nas práticas de atenção à saúde, que promovam o bem-estar da criança a partir da incorporação dos conhecimentos acerca do crescimento e desenvolvimento infantil. Por sua proximidade, inerente à função, junto à díade mãe-filho. (BRAGA; ÁVILA)
Os profissionais de saúde devem entender que assumem uma posição vital, através da comunicação da sua avaliação para o encaminhamento da criança com transtornos, no desenvolvimento de uma equipe especializada para a confirmação diagnóstica e início do tratamento. (BRAGA; ÁVILA)
Se confirmado o diagnóstico, novamente o enfermeiro deve estar presente, proporcionando atendimento humanizado, levando em consideração a complexidade e o impacto do diagnóstico na família, além da necessidade dessa ser assistida por um profissional interessado, preparado e que inspire confiança a todos os que convivem com a criança. (BRAGA; ÁVILA)
O enfermeiro, estando atento a todas as comunicações e expressões de comportamento da criança e dos seus pais, além de ouvi-los, pode ajudá-los a tomar consciência de sua problemática, incentivando-os a examinar as possibilidades e a adequação dos recursos pessoais, familiares, sociais e terapêuticos disponíveis. (BRAGA; ÁVILA).









3. METODOLOGIA

Segundo Galliano (1979 p.6), um método "é um conjunto de etapas, ordenadamente dispostas, a serem vencidas na investigação da verdade, no estudo de uma ciência ou para alcançar determinado fim".
Para viabilizar o alcance dos objetivos propostos neste estudo, consideramos o desenvolvimento de um trabalho de pesquisa qualitativa e exploratória de caráter de revisão bibliográfica, em que os recursos utilizados são referências disponíveis na biblioteca da faculdade São Francisco de Barreiras (FASB), também de posse particular, além de artigos de relevância científicos disponíveis em banco de dados na internet como o site da Scielo.
A pesquisa, quanto à forma de abordagem segundo Gil (1991), pode ser de natureza Qualitativa: considerando que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito [...] A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são basicamente no processo de pesquisa qualitativa. Sobre o mesmo aspecto, Gil (1991) também ressalta que a pesquisa qualitativa também é descritiva, em que o pesquisador tende a analisar seus dados indutivamente.
A análise dos dados obtidos através desta pesquisa se deu através do referencial metodológico de Minayo (1994) que coloca a analise como um conjunto de técnicas de analise que visam obter, por procedimentos sistêmicos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores que possibilitam uma interpretação crítica dos dados obtidos sejam eles de senso comum ou subjetivos.
Através da realização desta pesquisa ambiciona alcançar os objetivos propostos anteriormente e obter um maior conhecimento e domínio a cerca da temática exposta.
Não foram encontradas dificuldades para a realização deste trabalho sendo que a temática é conveniente e de grande importância para o desenvolvimento e atuação profissional, e sendo que o conteúdo publicado para a pesquisa foi de fácil disponibilidade em livros e artigos.





4. DISCUSSÃO

Este estudo se desenvolveu a partir do objetivo de se analisar a importância do conhecimento do profissional de enfermagem frente à temática. Buscando especificamente despertar a atenção dos profissionais para o reconhecimento da importância sobre o tema, orientando e esclarecendo os profissionais sobre o que é o autismo e desenvolvendo um conhecimento sobre o mesmo.
Através da pesquisa realizada a discussão deste artigo será apresentada em tópicos, mediante seqüência descrita: Etiologia, Epidemiologia, Quadro clínico, Diagnostico, tratamento e Intervenção de Enfermagem.
Diante a etiologia precisa-se ser bem mais esclarecida por ser pouco evidenciada e confusa. Para AMA a etiologia não é conhecida, ou quando conhecida, ela é multifatorial.
Na Epidemiologia relatos informa que a predominância do autismo Infantil ocorre em 2 a 5 crianças em cada 10.000, com maior freqüência no sexo masculino. De acordo Klin (2006) Os índices de prevalência resultantes, particularmente nos estudos mais recentes, apontam para um índice conservador de um indivíduo com autismo (prototípico) em cada 1.000 nascimentos.
Na expressão Quadro clínico, referisse aos sinais e sintomas frente ao autismo, falta de contato visual, de apontar, dar ou demonstrar comportamentos ou alegria social compartilhadas, sensibilidade aos atrasos e desvios no desenvolvimento social (KLIN, 2006). Para Cavalcante e Rocha (2001, p.28) "Autista é ficar parado, olhando para o tempo, pensando qualquer coisa ou coisa nenhuma". Conforme Almeida (1996, p.255), Os sintomas variam em função da idade e nível de desenvolvimento dos indivíduos.
Diante o Diagnostico clinico o processo envolve entrevista e histórico do paciente e a avaliação psiquiátrica através dos sinais e sintomas. Segundo Marot (2004) "não há testes laboratoriais ou de imagem que possam diagnosticar o autismo". Para Klin (2006) o diagnóstico de um transtorno autístico também requer desenvolvimento anormal em pelo menos um dos seguintes aspectos: social, linguagem, comunicação ou brincadeiras simbólicas/imaginativas, nos três primeiros anos de vida.
Frente ao tratamento mediante a pesquisa realizada confirma-se que não tem uma cura ainda definida, restando assim uma assistência individual e personalizada e humanizada. Klin (2006) relata que o autismo é um comprometimento permanente e a maioria dos indivíduos afetados por esta condição permanece incapaz de viver de forma independente, e requer o apoio familiar ou da comunidade ou a institucionalização. Almeida (1996, p.256) afirma que até o momento não se alcançou à cura do autismo. Portanto, o tratamento deve ter por objetivo atender as necessidades da criança e da família, ajudando-os a alcançar independência nas atividades da vida diária, e a adquirir capacidades básicas.
Mediante a intervenção e assistência de Enfermagem se fundamenta no acompanhamento e avaliação do desenvolvimento da criança. Para Braga e Ávila Os enfermeiros devem investir nas práticas de atenção à saúde, na comunicação da sua avaliação para uma melhor confirmação de diagnóstico e início do tratamento, apresentar um atendimento humanizado, e ter consideração à complexidade e o impacto do diagnóstico na família.






















5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Mediante o encontrado no referencial teórico citado no presente artigo, observa-se que o autismo é uma síndrome que compromete o desenvolvimento humano, mais especificamente no sexo masculino e se detecta entre os 2 aos 3 anos de idade. E por ser uma doença pouco conhecida e pouco divulgada se torna uma questão de grandes ícones com muitas perguntas e poucas respostas.
Este estudo buscou evidenciar a importância desse processo de conhecimento e domínio do conteúdo como um instrumento facilitador para um melhor gerenciamento, planejamento e estratégica que possibilita aos enfermeiros e profissionais da área da saúde a avaliar, conhecer e diagnosticar o quadro em que se encontra o portador deste distúrbio.
Voltando ao objetivo proposto que é analisar a importância do conhecimento do profissional de enfermagem frente à temática conclui-se que a partir do conhecimento adquirido através de estudos e pesquisas, os futuros profissionais poderão prestar uma assistência de enfermagem com resultando de melhor qualidade e possibilitar o desenvolvimento de um trabalho mais humanizado e integrado. Confirmando assim a necessidade da importância de se ter uma complexidade científica e prática para tornar esta assistência um mediador de informação com a finalidade de trazer orientações e conhecimentos.













REFERÊNCIAS

AMA, Associação de Amigos do Autista. Visão Atual: Um Conceito em Transformação. Disponível: http://www.ama.org.br/html/home.php acesso em 23.05.10 às 17h10min.

ALMEIDA, O. P. Manual de Psiquiatria. RIO DE JANEIRO; GUANABARA KOOGAN, 1996.

CAVALCANTE, A. E.; ROCHA, P. S. Autismo; Clinica Psicanalítica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2001.

GALLIANO, A. G. O. Método Científico: Teoria e Prática. São Paulo: Harbra, 1986.

GIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. São Paulo: Atlas, 1991.

KLIN A. Autismo e síndrome de Asperger: uma visão geral. Ver. Brás. Psiquiatr. 2006. Disponível: http://www.scielo.brpdfrbpv28s1a02v28s1.pdf acesso em: 16.08.10 às 09h20min.

MAROT, R. Autismo, 2004. Disponível no site: http://www.psicosite.com.br/tra/inf/autismo.htm acesso em 24.05.10 às 20h35min.

MINAYO, M. C. S. O Desafio do Conhecimento: Pesquisa Qualitativa em Saúde. 3ª ed. São Paulo ? Rio de Janeiro: Hucitec/Abrasco, 1994.

PLISZKA, S. R. Neurociência para o Clínico de Saúde Mental. PORTO ALEGRE: ARTMED, 2004.

WITHMAN, T. Um Olhar Sobre o Autismo, 2004. Disponível no site: http://umolharsobreoautismo.blogspot.com/search/label/Farmacologia acesso em: 24.05.10 às 20h10min.

BRAGA, M. R.; ÁVILA, L. A. Detecção dos Transtornos Evasivos na Criança: Perspectiva das Mães. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010411692004000600006&script=sci acesso em 24.05.10 às 21h05min.







Autor: Criatiana Pereira De Souza


Artigos Relacionados


A Atenção Do Psicopedagogo Na Educação Inclusiva Da Criança Portadora De Autismo

A InclusÃo Do Autista Na Escola: Realidade?

IdentificaÇÃo Das Necessidades E Potencialidades Para A Parceria Entre Escola E FamÍlia De CrianÇas Autistas Na Rede Regular De Dourados /ms.¹

AssistÊncia De Enfermagem Nos Cuidados À CrianÇa Autista

A InclusÃo Do Aluno Com DeficiÊncia Na Escola Comum

Síndrome De Asperger: A Marca Registrada De Uma Interação Social Prejudicada

AtuaÇÃo Do Enfermeiro Na PrevenÇÃo Da TricomonÍase