O conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre gerencianto de resíduos no Hospital Regional do Agreste



SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO DO VALE DO IPOJUCA
FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA
CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM
NILSON LEONILDO DA SILVA RUBENS PINHEIRO SOARES
CONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM SOBRE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS NO HOSPITAL REGIONAL DO AGRESTE
CARUARU
2010
1
NILSON LEONILDO DA SILVA RUBENS PINHEIRO SOARES CONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM SOBRE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS NO HOSPITAL REGIONAL DO AGRESTE
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado ao Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade do Vale do Ipojuca (FAVIP), como parte dos requisitos para obtenção do grau de Bacharel em Enfermagem.
ORIENTADORA: Profª Esp. Rosa Régia Souza de Medeiros
CO-ORIENTADORA: Enfª Esp. Maria Gorete do Nascimento
CARUARU
2010
2
S676c Soares, Rubens Pinheiro. O conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre gerenciamento de resíduos no Hospital Regional do Agreste / Rubens Pinheiro Soares. -- Caruaru : FAVIP, 2010. 21 f. : il.
Orientador(a) : Rosa Regia Souza de Medeiros.
Trabalho de Conclusão de Curso (Enfermagem) -- Faculdade do Vale do Ipojuca.
1. Resíduos de Serviços de Saúde. 2. Gerenciamento (Enfermagem). 3. Hospital Regional do Agreste ? Conhecimento profssional. I. Título.
CDU 616-083[11.1]
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367
3
NILSON LEONILDO DA SILVA RUBENS PINHEIRO SOARES
CONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM SOBRE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS NO HOSPITAL REGIONAL DO AGRESTE
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentada ao Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade do Vale do Ipojuca (FAVIP), como parte dos requisitos para obtenção do grau de Bacharel em Enfermagem.
APROVADO EM ______/______/_______.
__________________________________________________
Profª Esp. Rosa Régia Souza de Medeiros - ORIENTADORA
__________________________________________________
Enfª Esp. Maria Gorete do Nascimento - CO-ORIENTADORA
__________________________________________________
(1ª EXAMINADOR)
__________________________________________________
(2ª EXAMINADOR)
CARUARU
2010
4
CONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM SOBRE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS NO HOSPITAL REGIONAL DO AGRESTE
Nilson Leonildo da Silva¹, Rubens Pinheiro Soares², Rosa Régia Souza de Medeiros³,Maria Gorete do Nascimento4
RESUMO
A presente pesquisa objetivou avaliar o conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre gerenciamento de resíduos no Hospital Regional do Agreste ? PE. De caráter exploratório, descritivo de abordagem quantitativa, o estudo foi realizado no mês de outubro de 2010, no qual obtivemos como resultado um contingente elevado de profissionais que não recebem capacitação periódica, desconhecem o local de armazenamento temporário dos resíduos e não sabem classificar os resíduos nos seus 5 grupos. Diante do exposto se faz necessária a implantação de um programa de capacitação periódica para reduzir os riscos oferecidos pelo mau gerenciamento dos resíduos.
Descritores: resíduos de serviços de saúde. Gerenciamento. conhecimento
ABSTRACT
The present research objectified to evaluate the knowledge of the nursing professionals on management of residues in the Hospital Regional do Agreste - PE. Of exploration, descriptive character of quantitative boarding, the study it was carried through in the month of October of 2010, in which we got as resulted a high contingent of professionals who do not receive qualification periodic, are unaware of the place of temporary storage of the residues and they do not know to classify the residues in its 5 groups. Ahead of the displayed one if it makes necessary the implantation of a program of periodic qualification to reduce the risks offered for the bad management of the residues
Keywords: health care waste. Management. knowledge
__________________________________
1 Aluno de graduação do Curso de Bacharelado em Enfermagem da Faculdade do Vale do Ipojuca -FAVIP. Email: nilsonleonildo@yahoo.com
2 Aluno de graduação do Curso de Bacharelado em Enfermagem da Faculdade do Vale do Ipojuca - FAVIP. Email: rubenspinheirosoares@hotmail.com
3. Enfermeira graduada e licenciada pela UFPB,especialista em Auditoria de serviços de saúde, Professora da Faculdade do Vale do Ipojuca ? FAVIP. Email: rosinharegia@hotmail.com
4.Enfermeira graduada pela FUNESO, pós graduada em Administração hospitalar, MBA em saúde pública, Email: maria_gorete5@hotmail.com
5
LISTA DE TABELAS E GRÁFICOS
Tabela 01- Distribuição proporcional da amostra segundo os tipos de cargos
Gráfico 01 - Capacitação dos profissionais sobre GRSS.
9
10
Gráfico 02 - Capacitação periódica oferecida pela instituição sobre o GRSS
11
Gráfico 03 ? Incentivo a coleta seletiva de resíduos de serviços de saúde
11
Gráfico 04 - A instituição oferece coletores apropriados para a coleta seletiva
12
Gráfico 05 - Armazenamento temporário dos resíduos gerados pela instituição
13
Gráfico 06 - Local de armazenamento final
13
Gráfico 07- Classificação dos resíduos
14
Tabela 02 - Classificação quanto ao risco à saúde dos profissionais de enfermagem
15
Tabela 03 - Importância da coleta seletiva de resíduos de serviços de saúde na instituição
16
Gráfico 08 - Participação na coleta seletiva
17
Gráfico 09 - Equipe técnica responsável pelo gerenciamento dos resíduos de saúde
18
6
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÂO..............................................................................................................
6
2 METODOLOGIA...........................................................................................................
7
3 RESULTADOS E DISCURSÕES..................................................................................
10
4 CONCLUSÕES..............................................................................................................
19
REFERÊNCIAS.................................................................................................................
20
7
1 INTRODUÇÃO
Um dos grandes problemas atuais que envolvem a saúde pública no tocante aos profissionais inseridos na área de saúde, diz respeito à forma como os resíduos sólidos, produzidos no contexto de atuação dos referidos profissionais, são destinados, fugindo-se, na maioria das vezes, às normas vigentes de biossegurança. Deste modo, os profissionais de saúde são submetidos a sérios riscos dentro do seu próprio ambiente de trabalho e uma das causas mais comuns de contaminação está relacionado à forma precária de como é feito o gerenciamento de resíduos sólidos, como afirmam os autores Garcia; Ramos (2004).
Numa pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou-se a coleta de 228.413 toneladas de "lixo" urbano por dia em todo o país, apenas 37,03%, do total dos resíduos sobreditos são levados ao aterro controlado, conforme a pesquisa citada (IBGE, 2000), resultando em causa de grande e negativo impacto ambiental, uma vez que, desta maneira, contamina-se o solo, a água e a atmosfera, favorecendo substancialmente a proliferação de vetores, vindo a incidir em grande ônus à saúde pública em geral (LIMA, DIAS, 2005).
Dentre esta estatística, de caráter preocupante, encontram-se os resíduos dos serviços de saúde, que representam, por sua vez, 1% do resíduo total, ou seja, 2.300 toneladas/dia. De acordo com dados do IBGE, 74% dos municípios brasileiros depositam o "lixo hospitalar" a céu aberto, 57% separam os dejetos nos hospitais e apenas 14% das prefeituras tratam adequadamente os resíduos dos serviços de saúde (GARCIA; RAMOS, 2004).
Com relevante pertinência ao assunto, o tema Meio Ambiente foi abordado na Constituição Federal (CF) do Brasil de 1988, cujo artigo nº 23 e nº 200, determinam que compete ao poder público formular, controlar, fiscalizar e executar atividades voltadas à proteção do meio ambiente, executando ações de saneamento básico, além de outras atribuições (TAKADA, 2003).
O CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente), órgão do Ministério do Meio Ambiente (MMA), aprovou, em 1993, a resolução nº 05 que previa alguns aspectos importantes, como a conceituação dos resíduos sólidos e a classificação dos resíduos dos serviços de saúde, atribuindo-se a responsabilidade do gerenciamento, desde sua geração até a disposição final, ao apresentar um plano de gerenciamento de resíduos de serviço de saúde. Além do Ministério do Meio Ambiente, com a criação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pela lei 9782/99, o Ministério da Saúde (MS), passa a fazer parte do sistema regulador dos resíduos gerados nos serviços de saúde (ANVISA, 2006).
8
Em 2003 foi publicada a Resolução Diretoria Colegiada - RDC ? ANVISA Nº 33, cujo enfoque foi o manejo interno dos resíduos, resultando na classificação e definição de regras no manejo dos resíduos dos serviços de saúde. Contudo, não havia harmonia entre as orientações da área ambiental representada pela resolução do CONAMA nº 283/2001. Percebeu-se, portanto, a necessidade de se harmonizar as normas federais, definidas pelo Ministério do Meio Ambiente, representado pelo CONAMA e as regras definidas pelo Ministério da Saúde, desempenhadas pela ANVISA em relação aos resíduos dos serviços de saúde. Buscou-se, deste modo, a sincronização das regulamentações, com a publicação da RDC nº306 pela ANVISA em 2004 e da resolução nº 358 pelo CONAMA em 2005 que definiu regras equânimes para o tratamento dos resíduos dos serviços de saúde no país (ANVISA, 2006).
Segundo CAMPANER; SOUZA, (2002, p.5), a resolução nº283/2001 define resíduos de serviços de saúde como:
Aqueles provenientes de qualquer unidade médico-assistencial, humana ou animal, os provenientes de centros de pesquisa, desenvolvimento ou experimentação na área de farmacologia e saúde, medicamentos e imunoterápicos vencidos ou deteriorados, aqueles provenientes de necrotérios, funerárias e serviços de medicina legal e aqueles provenientes de barreiras sanitárias.
Portanto, os resíduos dos serviços de saúde são gerados não só em hospitais e clínicas médicas, como também nos demais estabelecimentos geradores de serviços de saúde. E o gerenciamento inadequado desses resíduos causa um impacto negativo no meio ambiente disseminando doenças e é por essa razão que o gerenciamento correto dos resíduos torna-se fundamental para diminuir a incidência desta ação no ambiente. Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (GRSS) entende-se como sendo:
O conjunto de procedimentos de gestão, planejados e implementados à partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais, com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores, à preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente (MINISTÉRIO DA SAÚDE, ANVISA, 2006, p.36).
2 METODOLOGIA
O estudo foi realizado nos diversos setores de trabalho dos referidos profissionais, como Emergência e Enfermarias Adulto e Infantil, Repouso da Emergência, Semi-intensiva e Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional do Agreste (HRA), Instituição Pública
9
Estadual, classificado como grande porte e possui 230 leitos, considerada como a principal referência no agreste pernambucano no atendimento ao paciente politraumatizado.
A população de estudo foi formada por 564 profissionais da equipe de enfermagem, com uma amostra composta por 49 profissionais sendo divididos em 13 enfermeiros, 13 técnicos de enfermagem e 23 auxiliares de enfermagem.
Cálculo da Amostra
O tamanho amostral foi obtido considerando-se: O objetivo principal da determinação dos percentuais da escolha das empresas Margem de erro de 4%; Confiabilidade de 95,0%; Tamanho populacional igual ao número de 564
Tabela 01- Distribuição proporcional da amostra segundo os tipos de cargos
Cargo
População (N)
Amostra (N)
Enfermeiro
149
13
Técnico de enfermagem
147
13
Auxiliar de enfermagem
268
23
Total
564
49
Para obtenção da coleta de dados utilizou-se uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva com o objetivo de identificar o conhecimento da equipe de enfermagem sobre gerenciamento de resíduos dos serviços de saúde no HRA. Os dados foram coletados através da aplicação de um questionário semi estruturado com dez perguntas fechadas e duas abertas, aplicadas de maneira aleatória, por setor de trabalho e em plantões e turnos diferentes, pelos próprios pesquisadores.
Foram adotados os seguintes critérios de inclusão: os profissionais da equipe de enfermagem que se declararam voluntário na pesquisa, leram, concordaram e assinaram o Termo de
10
Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), responderam e devolveram o questionário, em anexo, no mesmo plantão, e fazerem parte do quadro efetivo.
Os critérios de exclusão foram: o profissional que se opuser a uma ou mais das alternativas relacionadas à inclusão, que não possuía vínculo efetivo (empenho, seleção simplificada) e que se encontrasse de férias, licença maternidade/paternidade e licença prêmio.
A referida pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Faculdade do Vale do Ipojuca (FAVIP), Secretaria Estadual de Saúde (SES) e direção do HRA. Após a coleta, os dados foram estatisticamente apresentados sob a forma de gráficos e tabelas. Utilizou-se o programa Excel Office, posteriormente submetido e analisado sob a luz da literatura que trata do referido tema.
3 RESULTADOS E DISCURSÕES
Gráfico 01- Capacitação dos profissionais sobre GRSS.
Diante dos dados apresentados 61,54% dos enfermeiros, 84,62% dos técnicos de enfermagem e 62,60% dos auxiliares de enfermagem relataram nunca ter recebido qualquer capacitação e 38,46% dos enfermeiros, 15,38% dos técnicos de enfermagem e 17,40% dos auxiliares de enfermagem responderam que receberam capacitação. Os resultados mostram um índice baixo de capacitação dos profissionais pesquisados em GRSS.
Para a ANVISA (2006), a capacitação dos recursos humanos envolvidos no manejo de resíduos de serviços de saúde constitui uma etapa importante na implantação do programa de GRSS, com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar, aos resíduos gerados, um encaminhamento seguro.
38,46%
15,38%
17,40%
61,54%
84,62%
62,60%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
Enfermeiro
Técnico de enfermagem
Auxiliar de enfermagem
Não
Sim
11
Gráfico 02 - Capacitação periódica oferecida pela instituição sobre o GRSS
O gráfico-02 mostra o elevado índice de profissionais que relataram não ter recebido capacitação periódica oferecida pela instituição, representado por 84,62% dos enfermeiros, 92,31% dos técnicos de enfermagem e 82,60% dos auxiliares de enfermagem. Enquanto 15,38% dos enfermeiros, 7,69% dos técnicos de enfermagem e 17,40% dos auxiliares de enfermagem afirmaram terem sidos capacitados. Apesar da RDC nº 33/2003 da ANVISA determinar que os programas de capacitação da instituição de saúde devem fazer parte do plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Todo o pessoal envolvido no gerenciamento dos resíduos deve ser capacitado na ocasião de sua admissão e mantido sob educação continuada para as atividades de manejo de resíduos, incluindo a sua responsabilidade com a higiene pessoal, dos materiais e dos ambientes, independente do vinculo empregatício existente (GARCIA; RAMOS, 2004).
Gráfico 03 - Incentivo a coleta seletiva de resíduos de serviços de saúde
Quando questionados sobre o incentivo a coleta seletiva, o gráfico 03 mostra que 69,23% dos enfermeiros, 61,54% dos técnicos de enfermagem, 78,26% dos auxiliares de
15,38%
7,69%
17,40%
84,62%
92,31%
82,60%
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
80,00%
90,00%
100,00%
Enfermeiro
Técnico de enfermagem
Auxiliar de enfermagem
Sim
Não
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
80,00%
Enfermeiro
Técnico de enfermagem
Auxiliar de enfermagem
69,23%
61,54%
78,26%
30,77%
38,46%
21,74%
Sim
Não
12
enfermagem reconheceram que a instituição incentiva a coleta seletiva, já 30,77% dos enfermeiros, 38,46% dos técnicos de enfermagem e 21,74% dos auxiliares de enfermagem não reconhecem o estimulo a coleta seletiva, apesar de existir o reconhecimento por parte de alguns profissionais do incentivo a coleta, que de acordo com o autor Jácomo (2004), a coleta seletiva ou segregação consiste na separação dos resíduos no momento e local de sua geração, de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, seu estado físico e os riscos envolvidos e colocados em recipientes específicos a cada grupo de resíduos.
Gráfico 04 - A instituição oferece coletores apropriados para a coleta seletiva
O gráfico 04 apresenta a opinião dos profissionais, que quando questionados se a instituição oferece coletores apropriados para a coleta seletiva, 53,85% dos enfermeiros, 76,93% dos técnicos de enfermagem e 78,26% dos auxiliares de enfermagem responderam que oferece, e 46,15% dos enfermeiros, 23,07% dos técnicos de enfermagem e 21,74% dos auxiliares de enfermagem responderam que a instituição não oferece.
Conforme os autores Campaner; Souza (2002) a resolução nº 283 do CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente), de 2001, determina que cabe ao responsável legal pelo estabelecimento gerador a responsabilidade pelo gerenciamento de seus resíduos desde a geração até a disposição final. O acondicionamento dos resíduos deve ser feito em contendores resistentes e impermeáveis, no momento e local de sua geração, na medida em que forem gerados.
0%
20%
40%
60%
80%
100%
Enfermeiro
Técnico de enfermagem
Auxiliar de Enfermagem
53,85%
76,93%
78,26%
46,15%
23,07%
21,74%
Não
Sim
13
Gráfico 05 - Armazenamento temporário dos resíduos gerados pela instituição
Ao analisar o gráfico 05 verifica-se que 30,77% dos enfermeiros, 38,46% dos técnicos de enfermagem e 34,79% dos auxiliares de enfermagem conhecem o local de armazenamento temporário de resíduos gerados pela instituição, no entanto 69,23% dos enfermeiros, 61,54% dos técnicos de enfermagem e 65,21% dos auxiliares de enfermagem não conhecem o local de armazenamento temporário de resíduos. A falta desse pode causar risco aos profissionais envolvidos na geração e manuseio dos resíduos, visto que o armazenamento temporário deve ser executado no momento de sua geração, no seu local de origem, ou próximo, para reduzir as possibilidades de contaminação (NAIME et.al, 2004).
Gráfico 06 - Local de armazenamento final
Com relação ao gráfico 06, onde é perguntado se os profissionais de enfermagem conhecem o local de armazenamento final dos resíduos na instituição, 76,93% dos enfermeiros e dos técnicos de enfermagem e 73,92% dos auxiliares de enfermagem responderam que não conheciam o local, e apenas 23,07% dos enfermeiros e dos técnicos de enfermagem e 26,08% dos auxiliares de enfermagem disseram que conheciam.
30,77%
38,46%
34,79%
69,23%
61,54%
65,21%
0,00%
20,00%
40,00%
60,00%
80,00%
Enfermeiro
Técnico de enfermagem
Auxiliar de enfermagem
Não
Sim
0%
20%
40%
60%
80%
100%
Enfermeiro
Técnico de enfermagem
Auxiliar de enfermagem
23,07%
23,07%
26,08%
76,93%
76,93%
73,92%
Não
Sim
14
Segundo a ANVISA (2006) o local de armazenamento final consiste na disposição definitiva de resíduos no solo ou em locais previamente preparados pra recebê-los. Pela legislação brasileira a disposição deve obedecer a critérios técnicos de construção e operação, para as quais é exigido licenciamento ambiental de acordo com a Resolução CONAMA nº 237/97.
Gráfico 07 - Classificação dos resíduos
Quando avaliados sobre o conhecimento da classificação dos resíduos constatou-se que 61,64% dos enfermeiros, 69,23% dos técnicos de enfermagem e 91,30% dos auxiliares de enfermagem, não conhecem a classificação dos resíduos em 5 grupos, apenas 38,46% dos enfermeiros, 40,77% dos técnicos de enfermagem e 8,70% dos auxiliares de enfermagem conhecem a classificação. Destaca-se por tanto, a necessidade de intervenção junto aos profissionais de enfermagem para conscientizá-los quanto à importância da correta classificação dos resíduos que segundo a resolução RDC nº 33/2003, os resíduos de serviços de saúde são atualmente classificados em cinco grupos A, B, C, D e E. Essa classificação tem o objetivo de destacar a composição dos resíduos de acordo com as suas características biológicas, físicas, químicas, estado da matéria e origem, para o seu manejo seguro (JÁCOMO, 2004).
38,46%
30,77%
8,70%
61,64%
69,23%
91,30%
0,00%
20,00%
40,00%
60,00%
80,00%
100,00%
Enfermeiro
Técnico de enfermagem
Auxiliar de enfermagem
Sim
não
15
Tabela 02 - Classificação quanto ao risco à saúde dos profissionais de enfermagem
Classificação
A
%
B
%
C
%
D
%
E
%
Não sabe
%
Enfermeiro
03
23,07
01
7,69
01
7,69
08
61,54
Técnico de enfermagem
02
15,38
01
7,69
01
7,69
09
69,23
Auxiliar de enfermagem
01
4,35
01
4,35
21
91,30
Percebem-se na tabela 01, que apenas 23,07% dos enfermeiros e 15,38% dos técnicos de enfermagem possuem conhecimento sobre o grupo de classificação A, que oferece maior risco profissional por se tratar de agentes biológicos. Apenas 7,69% dos enfermeiros e técnicos de enfermagem demonstraram conhecimento quanto à classificação de resíduos dos grupos B e C, que respectivamente representam resíduos químicos e rejeitos radioativos. Os resíduos comuns e os materiais pérfuro-cortante são classificados em risco D e E simultaneamente, porém, foram citados por apenas 4,35% dos auxiliares de enfermagem. Diante desses resultados, se faz necessário que os gestores de instituições de saúde implante ações educativas para a equipe de enfermagem quanto à importância da classificação dos resíduos a fim de minimizarem os riscos causados por estes agentes.
Os pacientes e os profissionais da área de saúde, bem como os funcionários que manuseiam os resíduos, são os potenciais alvos das infecções, por isso a solução é uma rigorosa normatização de conduta para o gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde (NAIME et.al, 2004).
16
Tabela 03 - Importância da coleta seletiva de resíduos de serviços de saúde na instituição
Respostas Abertas
Enfermeiros
%
Técnicos de enfermagem
%
Auxiliares de enfermagem
%
Preservação do meio ambiente
9
69,23
3
23,07
8
34,79
Prevenção de riscos ocupacionais
4
30,77
1
7,70
9
39,32
Redução de infecção hospitalar
0
00,00
4
30,77
5
21,74
Outros
0
00,00
2
15,38
1
4.34
Não opinaram
0
00,00
3
23,07
0
00,00
Com base nos dados da tabela, a maior contribuição da coleta seletiva na instituição para o profissional enfermeiro é na preservação do meio ambiente com 69,23%, para os técnicos de enfermagem a coleta é importante para redução de infecção hospitalar com 30,77% e para os auxiliares o gráfico mostra que eles identificam a prevenção de riscos ocupacionais sendo o fator mais relevante quando se fala em coleta seletiva com 39,32%.
Conforme o resultado da pesquisa existe uma preocupação por parte dos profissionais entrevistados na preservação do meio ambiente, segundo a citação de Naime et.al (2004), as estratégias de sustentabilidade ambiental buscam minimizar os impactos ambientais gerando menos resíduos manejando adequadamente os resíduos produzidos. Neste sentido a reciclagem dos resíduos surge como uma opção importante no gerenciamento dos resíduos sólidos. Minimizar a geração de resíduos traz grandes benefícios tanto econômicos como ambientais. Reduzir os resíduos da fonte geradora inclui a diminuição do volume total e redução da toxidade dos mesmos.
17
Gráfico 08 - Participação na coleta seletiva
Ao analisar o resultado do gráfico 08 observa-se que 100% dos profissionais de enfermagem, concordam que sua participação na coleta seletiva da instituição é importante para promover o bem estar da saúde coletiva.
O estudo do gráfico encontra resultado semelhante ao exposto na literatura que diz que a coleta seletiva é importante tanto em relação à saúde do trabalhador como também em relação à preservação do meio ambiente, pois contribui para a redução da poluição ambiental (GARCIA; RAMOS, 2004). Ainda de acordo com os autores Garcia; Ramos (2004), desde que seja feita uma seleção adequada parte dos resíduos podem ser reciclados trazendo de volta ao ciclo produtivo materiais que seriam descartados, porque grande parte dos resíduos pode ser reciclados desde que haja uma coleta seletiva adequada. O treinamento dos funcionários para a correta seleção dos resíduos é bastante compensador, pois só irá encaminhar apenas os resíduos para tratamento especializado os que realmente necessitarem (GARCIA; RAMOS, 2004).
100,00%
100,00%
100,00%
0,00%
0,00%
0,00%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
Enfermeiro
Técnico de enfermagem
Auxiliar de enfermagem
Não
Sim
18
Gráfico 09 - Equipe técnica responsável pelo gerenciamento dos resíduos de saúde
Com base nos dados do gráfico 09, 53,85% dos enfermeiros, 75,93% dos técnicos de enfermagem e 82,60% dos auxiliares de enfermagem responderam que tem conhecimento da existência da equipe técnica responsável pelo gerenciamento de resíduos da instituição, porém 46,15% dos enfermeiros, 23,07% dos técnicos e 17,40% dos auxiliares de enfermagem responderam que não conhece a equipe técnica responsável pelo gerenciamento dos resíduos na instituição.
De acordo com a regulamentação técnica da ANVISA, o estabelecimento de saúde deve ter um planejamento de GRSS por escrito, contendo um documento descrevendo os procedimentos para o manejo dos diversos tipos de resíduos gerados, procedimentos de armazenamento, acondicionamento, geração, coleta, transporte, tratamento considerando todas as questões pertinentes a saúde publica e meio ambiente. Deve- se selecionar uma equipe responsável pelo gerenciamento da instituição de saúde. Identifica- se um membro da equipe responsável pelo programa que seja capacitado e que faça o monitoramento do trabalho, da supervisão de todo o manejo dos resíduos inclusive a sua redução (ANVISA, 2005).
0,00%
20,00%
40,00%
60,00%
80,00%
100,00%
Enfermeiro
Técnico de enfermagem
Auxiliar de enfermagem
53,85%
75,93%
82,60%
46,15%
23,07%
17,40%
Sim
Não
19
4 CONCLUSÃO Diante dos resultados da pesquisa, constata-se um baixo índice de capacitação dos profissionais de enfermagem em Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, comprometendo todo o processo, pois, a capacitação e a educação continuada é uma das etapas importante na implementação do programa. Existe uma equipe técnica responsável pelo GRSS na Instituição, porém, observamos que o gerenciamento ocorre de forma parcial, pois a estrutura física é deficiente, os profissionais não conhecem os fluxos estabelecidos e as condições de armazenamento temporário e o local de disposição final dos resíduos na Instituição. Um dado relevante observado nas respostas desta pesquisa foi a falta de conhecimento sobre a classificação dos resíduos em grupo, oferecendo riscos a saúde da categoria. Portanto, diante do exposto os próprios profissionais partícipes da presente pesquisa, evidenciam a necessidade da participação de todos os envolvidos na condução e implementação das normas estabelecidas pelo GRSS, visando a efetiva redução dos riscos oferecidos pelo gerenciamento inadequado dos referidos resíduos.
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REFERÊNCIAS
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Autor: Rubens Pinheiro Soares


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