Mergulho Autônomo - Parte 1



Classificado como um Esporte Radical o Mergulho Autônomo se caracteriza, principalmente, pela peculiar forma de aliar o "radical" com o "ambiental". Mas é curioso ver que os riscos a que são expostos os seus praticantes não são grandes, comparado a outros esportes radicais.

É indispensável lembrar que, assim como toda atividade de risco, existem procedimentos a seguir e, no caso do mergulho, existem tabelas de que devem seu utilizadas no planejamento dos mergulhos.

O esporte é conhecido como "Mergulho Autonomo" pelo fato do praticante não depender de uma fonte de ar na superfície, mas sim, leva seu próprio suprimento de ar, por esse motivo, Autônomo.

Diferente do que alguns pensam, o mergulho não é feito com Oxigênio, mas sim com Ar comprimido. Aliás, é importante ressaltar que com o aumento da pressão o Oxigênio puro se torna tóxico, portanto, não sendo utilizado para o mergulho autônomo.

Aos que pretendem ingressar nessa atividade sempre começarão pelo curso Básico de Mergulho. Esse curso, geralmente, tem a duração de uma semana, onde são ministradas aulas teóricas e praticas em piscina.

Durante o curso o aluno receberá uma grande quantidade de informações que englobam desde equipamentos, conhecimentos básicos da fauna marinha, tecnicas de respiração, procedimentos de segurança, comunicação subaquática, equalização do ouvido durante o mergulho, procedimentos de emergência, compartilhamento do ar, flutuabilidade e, no caso de algumas escolas de mergulho como a Diving Corps de São Paulo, orientações para um mergulho ecologicamente correto.

Após essa semana de aula e a prática incansável de exercícios em piscina o aluno está pronto para encarar a Prova de Mar, conhecida como Check-out.

O Mergulhador Autônomo deve possuir o Brevet Internacional de mergulho (conquistado após ter concluido o Check-out). Esse brevet é fornecido por uma Empresa Certificadora e dentro do Brasil temos algumas certificadoras tais como a PDIC, PADI, CMAS, ADS, SSI, NAUI entre outras. Cada certificadora possui um tipo de didática de ensino e adota o uso de uma ou outra tabela de mergulho e possuem escolas de mergulho credenciadas dentro de todo o território nacional.

Não obstante a essas diferenças, o aluno deve optar por uma escola de mergulho que melhor atenda suas necessidades e, acima de tudo, que lhe agrade.

Mas recomendo que antes de definir a escola em que você fará o curso de mergulho, certifique-se sobre o que está pagando, ou seja, dentro do valor a ser pago está incluso material didático? aula de piscina? hospedagem? saídas de barco? estão inclusos quantos mergulhos? equipamentos? transporte até a localidade onde será feito check-out? existe mais alguma taxa a ser paga?

Analise também se o local onde você fará o check-out lhe agrada. Em São Paulo, por exemplo, é muito comum as escolas fazerem essa prova de mar em Ubatuba-SP, Ilhabela-SP, Paraty-RJ, Angra-RJ e Ilha Grande-RJ. Algumas escolas oferecem, a título de agrado, a filmagem dos mergulhos como brinde aos alunos e, sem dúvida, é um momento especial para se documentar.

É comum os alunos estarem ansiosos por esse momento e não é para menos pois para a maior parte das pessoas o fundo do mar é algo inatingível e explorar o desconhecido é, sem dúvida, uma experiência emocionante e indescritível.

Aos que se interessarem pelo esporte e quiserem mais informações façam contato:

carlos@tvecologica.com.br

Em breve teremos mais informações sobre o mergulho. Por enquanto é só.

Saudações Marinhas.

Autor: Caco Araújo


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