A INFLA플O E SEUS EFEITOS NA RENDA DA POPULA플O



1 INTRODU플O� � � � � �

A infla豫o � entendida por muitas pessoas como um aumento geral de pre�os. A economia de muitos pa�ses, de todas as partes do mundo, convive ou j� conviveu com per�odos de infla豫o acima do desejado. Em per�odos de infla豫o acima do n�vel projetado para um per�odo, ela pode gerar efeitos colaterais economicamente negativos para os pa�ses que enfrentam essa situa豫o.

Em economia, entende-se por infla豫o a expans�o monet�ria da economia de um pa�s, ou seja, o aumento da quantidade de dinheiro em circula豫o no sistema financeiro, e que, consequentemente, ocasiona um aumento generalizado de pre�os. As decis�es das autoridades monet�rias dos pa�ses influenciam as taxas de infla豫o; todavia, n�o � s� isso que a modifica, pois h� diversos outros fatores que transformam o comportamento da infla豫o dos pa�ses.

Ser�o analisados nesse artigo os principais motivos de aumentos inesperados de infla豫o, bem como o funcionamento do sistema financeiro, para que se entenda como a economia de um pa�s enfrenta as consequ�ncias de taxas indesejadas de infla豫o e o que as ocasiona.

H� diversas abordagens e teorias econ�micas sobre infla豫o, e nesse artigo procurar-se-� compreender a infla豫o, bem como suas causas e seus efeitos, al�m da sua rela豫o com desemprego e crescimento ou desacelera豫o da economia. A principal consequ�ncia a ser analisada � em rela豫o � renda da popula豫o, e ser� dado um maior enfoque neste aspecto: os efeitos da infla豫o na renda da popula豫o.

Al�m disso, ser� demonstrado um exemplo de um per�odo de crise inflacion�ria em um pa�s que j� passou por um per�odo de hiperinfla豫o: o Brasil.

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2 CONCEITOS DE INFLA플O E TAXA DE INFLA플O

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Dornbusch e Fischer (2006) resumem que a taxa de infla豫o � a taxa percentual do aumento de pre�os durante um dado per�odo. Segundo Blanchard (2009), a infla豫o � uma eleva豫o sustentada do n�vel geral de pre�os da economia – conhecido como n�vel de pre�os. A taxa de infla豫o � a taxa � qual o n�vel de pre�os aumenta. (De forma sim�trica, defla豫o � uma queda sustentada do n�vel de pre�os, que corresponde a uma taxa de infla豫o negativa.)�

A preocupa豫o dos economistas com a infla豫o acontece porque a infla豫o pura (quando os pre�os m�dios e os sal�rios aumentam em igual propor豫o) dificilmente acontece. Em per�odos de infla豫o, nem todos os pre�os e sal�rios sobem proporcionalmente. Geralmente grupos com menos poder aquisitivo, como aposentados e trabalhadores com baixos sal�rios, perdem o poder de compra com o seu dinheiro que n�o acompanha a taxa de infla豫o. Al�m disso, a infla豫o gera incerteza, dificultando a tomada de decis�es de diversas firmas.

Shostak (2011) explica que infla豫o, como esse termo sempre foi utilizado em praticamente todos os lugares do mundo, significa aumentar a quantidade de dinheiro (c�dulas e moedas met�licas) em circula豫o, bem como a quantidade de dep�sitos banc�rios que podem ser utilizados por meio de cheques. Por�m, o termo infla豫o � muito utilizado pelas pessoas para se referirem ao fen�meno que na verdade � uma consequ�ncia inevit�vel da infla豫o, ou seja, a eleva豫o dos pre�os e sal�rios.� A taxa de infla豫o � entendida como a representa豫o percentual do aumento de pre�os.

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3 CAUSAS DA INFLA플O

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A infla豫o � muito ruim para a economia de um pa�s. Quem geralmente perde mais s�o os trabalhadores mais pobres que n�o conseguem investir o dinheiro em aplica寤es que lhe garantam a corre豫o inflacion�ria e minimizariam os efeitos sobre a sua renda. Dentre as causas da infla豫o, podem-se citar: a emiss�o exagerada e descontrolada de dinheiro por parte do governo; demanda por produtos (aumento no consumo) maior do que a capacidade de produ豫o do pa�s; aumento nos custos de produ豫o (m�quinas, mat�ria-prima, m�o-de-obra) dos produtos.

Dentre as causas macroecon�micas da infla豫o, Mattos (2011) aponta: �

  • excesso de emiss�o de moeda;
  • escassez de capital;
  • d�ficit governamental;
  • expectativa inflacion�ria;
  • aumentos salariais;
  • sistema capitalista;
  • estatiza豫o;
  • falta de produtos b�sicos;
  • especula豫o dos atacadistas;
  • com�rcio exterior;
  • poder dos monop�lios e oligop�lios;
  • taxas de juros;
  • corre豫o monet�ria;
  • e muitas outras.

A dificuldade de se identificar uma �nica causa � que a economia se comporta como um organismo vivo, onde tudo se inter-relaciona. Muitos, no entanto, atribuem ao d�ficit p�blico uma das principais causas da infla豫o. Para compensar esse d�ficit, o governo alimenta a infla豫o atrav�s de:

  • aumento dos impostos;
  • aumento dos pre�os dos produtos das estatais;
  • rolagem da d�vida interna, o que aumenta os juros;
  • atraso nos pagamentos aos fornecedores;
  • emiss�o prim�ria de moeda;
  • levantamento de empr�stimos junto � rede banc�ria.

Shostak (2011) aponta que os culpados preferidos dos surtos inflacion�rios s�o sempre a alta do petr�leo causada por tens�es no Oriente M�dio, eventos clim�ticos como escassez ou excesso de chuvas, as press�es sindicais por maiores sal�rios ou at� mesmo a subida das tarifas a�reas, da energia el�trica e dos fretes.

Shostak (2011) argumenta tamb�m que um mau entendimento em rela豫o a infla豫o pode causar distor寤es na hora de definir suas causas. Quando a infla豫o passa a ser vista como um aumento generalizado nos pre�os, ent�o qualquer coisa que contribua para um aumento nos pre�os � chamada de inflacion�ria.� As fontes da infla豫o deixam de ser o banco central e o sistema banc�rio de reservas fracion�rias; as fontes da infla豫o passam a ser qualquer outro fen�meno n�o relacionado a essas institui寤es.� O autor defende que, o banco central n�o pode ser visto como uma institui豫o que nada tem a ver com a infla豫o, mas sim, ao contr�rio, o banco central passa a ser visto como um guerreiro contra a infla豫o.

Assim, complementa Shostak (2011), uma queda no desemprego ou um aumento na atividade econ�mica passam a ser vistos como um potencial detonador inflacion�rio, devendo ser restringidos pelas pol�ticas do banco central.� Alguns outros detonadores, como aumentos nos pre�os das commodities ou nos sal�rios dos trabalhadores (que nem sempre refletem em um aumento real de sua renda), tamb�m passam a ser considerados como amea�as em potencial, devendo portando estar sempre sob o zeloso e atento escrut�nio do banco central.

O efeito do aumento de dinheiro em circula豫o na economia, para Shostak (2011), � o seguinte: aumentos na quantidade de dinheiro na economia possibilitam que as primeiras pessoas que recebem esse dinheiro rec�m-criado tenham seu poder de compra elevado.� Sem que tenham produzido absolutamente nada, elas agora podem adquirir mais bens, gerando uma concorr�ncia desleal com os reais produtores de riqueza da economia, aquelas pessoas que realmente precisam produzir algo para poderem adquirir outro bem em troca.� Essa distor豫o altera a aloca豫o de recursos na economia, privilegiando os reais benefici�rios da infla豫o da oferta monet�ria (os primeiros a receberem o dinheiro rec�m-criado) em detrimento dos reais geradores de riqueza.� � isso, e n�o o aumento dos pre�os, que gera a m� aloca豫o de recursos na economia.

Muitas podem ser as causas de infla豫o. Cabe ao pa�s que enfrenta uma infla豫o descontrolada conseguir detectar quais s�o as principais, e agir preventiva e proativamente contra um aumento n�o desejado, pois as consequ�ncias podem afetar negativamente a economia de um pa�s, como ser� tratado no pr�ximo cap�tulo.

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4 CONSEQU�NCIAS DA INFLA플O

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Uma infla豫o descontrolada pode ocasionar diversos dist�rbios na economia de um determinado pa�s. Pode-se citar: perda do poder de compra do dinheiro; aumento do desemprego; instabilidade da moeda; pre�os de produtos em colapso; entre diversas outras disfun寤es.

De acordo com Dornbusch e Fischer (2006), a infla豫o � impopular, visto que os produtos que as pessoas est�o comprando est�o aumentando. A impopularidade da infla豫o se mant�m mesmo se as rendas das pessoas aumentarem proporcionalmente aos pre�os. Ela est� relacionada a diferentes dist�rbios econ�micos, como o choque dos pre�os de petr�leo da d�cada de 60.

A infla豫o � respons�vel por diversas distor寤es na economia. As principais distor寤es acontecem:

  • na distribui豫o de renda: os assalariados n�o t�m a mesma capacidade de repassar os aumentos de seus custos, como fazem empres�rios e governos, ficando seus or�amentos cada vez mais reduzidos at� a chegada do reajuste (quando o sal�rio se reajusta, os trabalhadores muitas vezes n�o ganham aumento real, pois como os pre�os sobem de uma maneira geral, a nova remunera豫o n�o representa mais poder de compra para os trabalhadores);
  • na balan�a de pagamentos: infla豫o interna maior que a externa causa encarecimento do produto nacional com rela豫o ao importado o que provoca aumento nas importa寤es e redu豫o nas exporta寤es;
  • na forma豫o de expectativas: diante da imprevisibilidade da economia, o empresariado tende a reduzir seus investimentos; �
  • no mercado de capitais: causa descontrole na compra e venda de a寤es, e causa migra豫o de aplica寤es monet�rias para aplica寤es em bens de raiz (terra, im�veis);
  • e na ilus�o monet�ria: interpreta豫o errada da rela豫o de ajuste do sal�rio nominal com o sal�rio real, que gera percep豫o de maior renda e consequentemente decis�es equivocadas; as pessoas, julgando-se mais ricas, demandam mais bens e servi�os e, com oferta a pleno emprego, ocasiona infla豫o.

Outros efeitos na economia se d�o em rela豫o � pol�tica econ�mica e monet�ria, com um papel muito importante do governo no controle atrav�s da determina豫o da taxa de juros b�sica da infla豫o, como ser� mais bem estudado no cap�tulo 5.

Muitas vezes a infla豫o � uma decis�o pol�tica, e altas taxas podem contribuir para que ocorram trocas de governantes, principalmente em decorr�ncia da retra豫o econ�mica e do desemprego. No t�pico 4.1 ser� realizada uma an�lise da rela豫o da infla豫o com sal�rios e com o desemprego.

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4.1 INFLA플O, SAL핾IOS E DESEMPREGO

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Em macroeconomia, h� diversas equa寤es que relacionam a infla豫o, o desemprego, o n�vel de pre�os, a infla豫o esperada, os sal�rios (ou renda), entre outras vari�veis. N�o cabe aqui apresentar essas equa寤es, mas sim as consequ�ncias das rela寤es entre os elementos citados.

Relacionando desemprego e sal�rios, obt�m-se a rela豫o de que quanto maior a taxa de desemprego, menor � o sal�rio. Em rela豫o � taxa de infla豫o e � taxa de infla豫o esperada, obt�m-se a rela豫o de que um aumento da infla豫o esperada leva a um aumento da infla豫o efetiva.

De acordo com Blanchard (2009), um aumento no n�vel esperado de pre�os leva a um aumento de igual magnitude do n�vel de pre�os efetivo. Se os fixadores de sal�rios esperam um n�vel de pre�o mais alto, fixam um sal�rio nominal mais alto, o que leva a um aumento no n�vel de pre�os. Uma maior taxa de aumento de n�vel de pre�os em um determinado per�odo implica uma infla豫o mais alta. Um aumento no n�vel de pre�os esperado gera uma infla豫o esperada mais alta. Ent�o um aumento da infla豫o esperada leva a um aumento da infla豫o.

Dornbusch e Fischer (2006) explicam que as press�es de mercado sobre os sal�rios se relacionam em diferentes contextos. Quando a taxa de desemprego � baixa, as firmas t�m dificuldade de obter o trabalho que demandam, e o desemprego � baixo. Quando a taxa de desemprego � alta, os empregos tornam-se dif�ceis de serem encontrados e as firmas podem preencher suas vagas sem que seja necess�rio aumentar os sal�rios. Pode at� acontecer de os sal�rios ca�rem, uma vez que os trabalhadores estejam em competi豫o pelos empregos escassos.

Blanchard (2009) ainda cita o espiral de pre�os e sal�rios, uma express�o que representa bem o mecanismo b�sico em a豫o:

  • o desemprego baixo leva a um sal�rio nominal mais alto;
  • em resposta ao n�vel de pre�os mais alto, os trabalhadores pedem um sal�rio nominal mais alto na pr�xima vez em que os sal�rios s�o fixados;
  • o sal�rio nominal mais alto leva as empresas a um aumento adicional de seus pre�os que, consequentemente, faz com que o n�vel de pre�os suba ainda mais;
  • em resposta a este aumento adicional do n�vel de pre�os, os trabalhadores pedem um aumento adicional do sal�rio nominal quando fixam o sal�rio novamente;
  • e assim a corrida entre pre�os e sal�rios resulta em uma infla豫o cont�nua de sal�rios e pre�os.

Segundo Dornbusch e Fischer (2006), os trabalhadores est�o interessados nos sal�rios reais (o volume de bens que eles podem comprar com os seus sal�rios), ou sua renda real, e n�o com os sal�rios nominais (valor monet�rio dos sal�rios). Os trabalhadores v�o querer que o sal�rio nominal reflita totalmente a infla豫o que eles esperam durante o per�odo entre a �poca em que o sal�rio � fixado e a �poca em que realmente ele � pago. Ou seja, os trabalhadores v�o querer a compensa豫o pela infla豫o esperada.

Como exemplo, Blanchard (2009) cita a pol�tica macroecon�mica dos Estados Unidos na d�cada de 1960, a qual objetivava manter o desemprego em um intervalo aparentemente consistente com uma infla豫o moderada. E ao longo dessa d�cada, a rela豫o negativa entre desemprego e infla豫o proporcionou um guia confi�vel para os movimentos conjuntos do desemprego e da infla豫o. Por�m, quando houve persist�ncia de infla豫o, os trabalhadores e as empresas come�aram a rever o modo como formam suas expectativas.

Quando a infla豫o � consistentemente positiva ano ap�s ano, cria-se uma expectativa de que o n�vel de pre�os do ano em vigor seja igual ao do ano anterior, o que � sistematicamente incorreto. As pessoas n�o gostam de repetir erros, ent�o complementa Blanchard (2009), as pessoas, ao formarem suas expectativas, come�aram a levar em conta a presen�a e a persist�ncia da infla豫o. Essa mudan�a na forma豫o de expectativas modificou a natureza da rela豫o entre desemprego e infla豫o: a taxa de desemprego afeta n�o a taxa de infla豫o, mas sim a varia豫o da taxa de infla豫o. O desemprego elevado leva a uma infla豫o decrescente; o desemprego baixo leva a uma infla豫o crescente.

A Figura 1 demonstra a varia豫o da infla豫o versus desemprego nos Estados Unidos desde 1970, quando h� uma rela豫o negativa entre a taxa de desemprego e a varia豫o da taxa de infla豫o.

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Figura 1: Infla豫o versus desemprego nos EUA na d�cada de 1970.

Fonte: Blanchard (2009), p�g 155.

Blanchard (2009) ainda conclui que, a varia豫o da taxa de infla豫o depende da diferen�a entre a taxa de desemprego efetiva e a taxa natural de desemprego. Se a taxa de desemprego efetiva for maior do que a taxa natural de desemprego, a taxa de infla豫o diminui; se a taxa de desemprego efetiva � menor do que a taxa natural de desemprego, a taxa de infla豫o aumenta.

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4.2 RENDA, CONSUMO E POUPAN�A

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De acordo com Dornbusch e Fischer (2006), a demanda por consumo aumenta com o n�vel de renda. O n�vel de consumo � proporcional � renda: para cada aumento de renda, o consumo aumenta em propor豫o menor.

A Figura 2 demonstra a rela豫o consumo-renda nos Estados Unidos em 1982.

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Figura 2: A Rela豫o Consumo-Renda.

Fonte: Dornbusch e Fischer (2006), p.85.

Dornbusch e Fischer (2006) complementam que existe uma estreita rela豫o entre os gastos de consumo e a renda dispon�vel. Os gastos com consumo aumentam em m�dia 92 (noventa e dois) centavos para cada unidade monet�ria de renda dispon�vel. A linha inclinada � a linha de regress�o que resume a rela豫o mostrada pelos pontos para anos individuais.

E em rela豫o ao que n�o � gasto em consumo, Dornbusch e Fischer (2006) afirmam que se a renda n�o for gasta, deve ser poupada. A renda ou � gasta ou � poupada; n�o existem outros usos para os quais a renda pode ser utilizada. Como a renda que n�o � consumida � poupada, a fun豫o poupan�a pode ser derivada da fun豫o consumo.

Infere-se que com uma infla豫o alta e descontrolada, a renda da popula豫o em geral diminui, pois os sal�rios podem demorar a sofrer reajustes. Dessa maneira, o consumo das pessoas tamb�m diminui.

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5 INFLA플O E POL�TICA ECON�MICA E MONET핾IA

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De acordo com Blanchard (2009), os efeitos das pol�ticas macroecon�micas s�o sempre incertos. Essa incerteza deveria levar os formuladores de pol�tica econ�mica a serem mais cautelosos, a utilizarem pol�ticas econ�micas menos ativas.

As pol�ticas econ�micas devem ter como objetivo amplo evitar recess�es prolongadas, desacelerar as explos�es de crescimento e evitar a press�o inflacion�ria.

Quanto maior o n�vel de desemprego ou de infla豫o, mais ativas devem ser as pol�ticas econ�micas. Mas elas devem evitar chegar � sintonia fina e � tentativa de manter um desemprego constante ou um crescimento do produto constante. Um Banco Central pode aliviar os temores de que o crescimento da moeda ser� alto e, no processo, diminuir tanto a infla豫o esperada quanto a infla豫o atual (objetivando n�o diminuir o desemprego abaixo do n�vel de desemprego natural).

Para Dornbusch e Fischer (2006), h� diversas combina寤es de taxas de juros e n�veis de renda que permitem o equil�brio do mercado de bens. Aumentos na taxa de juros reduzem a demanda agregada pela diminui豫o dos gastos com investimento. Portanto, com altas taxas de juros, o n�vel de renda no qual o mercado de bens est� equilibrado � mais baixo. As pol�ticas do governo devem procurar controlar a infla豫o, pois o efeito na renda e no consumo da popula豫o � evidente.

Em rela豫o � pol�tica monet�ria, Blanchard (2009) afirma que os bancos centrais se concentram, atualmente, em uma meta de taxa de infla豫o ao inv�s de uma meta de taxa de crescimento da moeda nominal. E pensam sobre a pol�tica monet�ria em termos da determina豫o da taxa nominal de juros e n�o em termos da determina豫o da taxa de crescimento da moeda nominal.

Dornbusch e Fischer (2006) descrevem que, quando a pol�tica fiscal torna-se expansionista, o Bacen tem de decidir se monetiza o d�ficit, emitindo moeda com o objetivo de evitar um aumento nas taxas de juros e o efeito deslocamento; para manter a taxa de crescimento da moeda constante; ou at� mesmo para tornar a pol�tica monet�ria restritiva. Se o governo monetiza o d�ficit, ele corre o risco de aumentar a taxa de infla豫o.�

As decis�es de expans�o ou retra豫o monet�ria, com consequ�ncia no aumento ou na diminui豫o das taxas de juros, influenciam a infla豫o. Por exemplo, uma decis�o do Fed (Banco Central norte-americano) de permitir um maior crescimento da moeda � um fator que influencia em uma queda de taxas de juros; todavia, esse mesmo crescimento monet�rio tamb�m pode ser um motivo de alta de infla豫o e eleva豫o de taxas de juros. Um maior crescimento de moeda pode causar tanto um crescimento quanto um decl�nio das taxas de juros, que influenciam na infla豫o.

Demonstrar-se-� nos pr�ximos t�picos um resumo da pol�tica monet�ria do Brasil, bem como a fun豫o do Copom e os principais �ndices de infla豫o utilizados no Brasil para verificar o comportamento da infla豫o na economia brasileira e como o governo pode influenciar na economia.

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5.1 POL�TICA MONET핾IA DO BRASIL

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O respons�vel pela execu豫o da pol�tica monet�ria no Brasil � o BACEN (Banco Central do Brasil) que tem a sua disposi豫o diversos mecanismos de controle, conforme ser� listado no quadro a seguir.

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Pol�tica Monet�ria Restritiva

Efeito na Taxa de Juros

Open Market

BACEN vende t�tulos p�blicos - retira dinheiro do mercado - portanto diminui a liquidez da economia.

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Redesconto

Elevar a taxa de juros do empr�stimo de assist�ncia financeira (chamada taxa de redesconto) - causa redu豫o na liquidez do sistema.

Compuls�rio

O Governo eleva o percentual exigido de reserva compuls�ria - diminui o montante de recursos dispon�veis aos bancos para livre aplica豫o e empr�stimos, portanto, diminui a liquidez da economia.

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Pol�tica Monet�ria Expansiva

Efeito na Taxa de Juros

Open Market

BACEN compra t�tulos p�blicos - coloca dinheiro na economia - portanto, aumenta a quantidade de dinheiro, de liquidez da economia.

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Redesconto

Reduzir a taxa de juros do empr�stimo - efeito positivo na liquidez do sistema.

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Compuls�rio

O Governo reduz o percentual exigido de reserva compuls�ria - aumenta a quantidade de dinheiro dispon�vel para os bancos emprestarem, portanto aumenta a liquidez

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Quadro 1: Pol�tica Monet�ria X Efeito na Taxa de Juros.

Fonte: ASSOSSIA플O NACIONAL DOS BANCOS DE INVESTIMENTO (2008), p.23.

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O BACEN toma suas decis�es de acordo com a necessidade econ�mica do per�odo que est� sendo analisado: se a necessidade for aumentar a taxa de juros, tomar� decis�es relacionadas � pol�tica monet�ria restritiva; se a necessidade for de diminuir a taxa de juros para estimular o cr�dito as decis�es tomadas ter�o rela豫o com a pol�tica monet�ria expansiva.

Para Carvalho (2007), o objetivo original da pol�tica monet�ria � salvaguardar o valor da moeda nacional, por meio do controle da oferta da moeda e das taxas de juros, de modo a garantir a liquidez ideal de cada momento econ�mico e a estabilidade do n�vel geral de pre�os. Com uma estabilidade no n�vel de pre�os, a infla豫o tende a afetar menos a renda das pessoas, pois de um modo geral o sal�rio ainda conseguir� manter seu poder de compra

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5.1.1 Comit� de Pol�tica Monet�ria

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O Comit� de Pol�tica Monet�ria (Copom) foi institu�do em 20 de junho de 1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da pol�tica monet�ria e de definir a taxa de juros. A cria豫o do Comit� buscou proporcionar maior transpar�ncia e ritual adequado ao processo decis�rio.

Destaca-se a ado豫o, pelo Decreto no 3.088, em 21 de junho de 1999, da sistem�tica de "metas para a infla豫o" como diretriz de pol�tica monet�ria. Desde ent�o, as decis�es do Copom passaram a ter como objetivo cumprir as metas para a infla豫o definidas pelo Conselho. Segundo o mesmo Decreto, se as metas n�o forem atingidas, cabe ao Presidente do Banco Central divulgar,em Carta Aberta ao Ministro da Fazenda, os motivos do descumprimento, bem como as provid�ncias e o prazo para o retorno da taxa de infla豫o aos limites estabelecidos.

Formalmente, os objetivos do Copom s�o: implementar a pol�tica monet�ria; definir a meta da Taxa Selic e seu eventual vi�s; e analisar o Relat�rio de Infla豫o. A taxa de juros fixada na reuni�o do Copom � a meta para a Taxa Selic (taxa m�dia dos financiamentos di�rios, com lastro em t�tulos federais, apurados no Sistema Especial de Liquida豫o e Cust�dia), a qual vigora por todo o per�odo entre reuni�es ordin�rias do Comit�. Se for o caso, o Copom tamb�m pode definir o vi�s, que � a prerrogativa dada ao Presidente do Banco Central para alterar, na dire豫o do vi�s, a meta para a Taxa Selic a qualquer momento entre as reuni�es ordin�rias.

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5.1.1.1. Taxa Selic Meta

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� definida pelo Banco Central por meio de equa寤es alg�bricas, que levam em considera豫o a compara豫o entre a infla豫o esperada e a meta de infla豫o, entre o produto potencial e o real, al�m de outras vari�veis, como o c�mbio.

Esta taxa que � decidida nas reuni�es do COPOM a fim de direcionar o seu vi�s (de alta ou de baixa). O objetivo � se aproximar do valor da taxa para manter a infla豫o no n�vel desejado estimado nas reuni�es.

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5.2 �NDICES DE INFLA플O

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Tem por finalidade mostrar o comportamento das varia寤es de pre�os de um grupo de bens e servi�os. No Brasil, a infla豫o � medida por meio de diversos �ndices, divulgados por v�rias institui寤es, tais como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica (IBGE), a Funda豫o Get�lio Vargas (FGV), a Funda豫o Instituto de Pesquisas Econ�micas (FIPE).

Ser�o conceituados o IGP-M (�ndice geral de pre�os – Mercado) que representa os �ndices Gerais d Pre�os (IGP), e o IPCA (�ndice de pre�os ao consumidor, que � o representante dos �ndices de Pre�os ao Consumidor (IPC), al�m do IGP-DI.

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5.2.1. IGP-M

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O �ndice Geral de Pre�os do Mercado (IGP-M) tem por objetivo medir a infla豫o de uma forma ampla na economia, ou seja, considera n�o somente a varia豫o dos pre�os finais ao consumidor.

Este �ndice � calculado pela FGV (Funda豫o Get�lio Vargas) Ele mede a varia豫o dos pre�os do varejo, por exemplo, gasolina, alimentos e rem�dios como tamb�m os pre�os do atacado, como por exemplo, pre�os entre produtores e atacadistas, importadores e exportadores e da constru豫o civil.

A metodologia utilizada para o c�lculo do IGP-M � o seguinte:

a)젨� 60% de sua composi豫o � o IPA (�ndice de Pre�os no Atacado);

b)젨� 30% de sua composi豫o � o IPC (�ndice de Pre�os ao Consumidor);

c)젨� 10% de sua composi豫o � o INCC (�ndice Nacional da Constru豫o Civil).

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5.2.2. IPCA

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O IPCA (�ndice de Pre�os ao Consumidor Amplo) tem por finalidade medir somente a varia豫o de pre�os ao consumidor, ou seja, os pre�os de bens diretamente consumidos, tamb�m conhecidos como pre�os no varejo.

Esse �ndice � calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica), tende a refletir fielmente os pre�os nos pontos-de-venda de bens ao consumidor final, a metodologia empregada corresponde a 100% deste �ndice, diferentemente do IGP-M que tem a sua composi豫o variada.

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5.2.3. IGP-DI

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O �ndice Geral de Pre�os Disponibilidade Interna, O IGP-DI/FGV foi institu�do em 1.944 com a finalidade de medir o comportamento de pre�os em geral da economia brasileira. � uma m�dia aritm�tica, ponderada dos seguintes �ndices:

a)젨� IPA que � o �ndice de Pre�os no Atacado e mede a varia豫o de pre�os no mercado atacadista. O IPA ponderada em 60% o IGP-DI/FGV;

b)젨� IPC que � o �ndice de Pre�os ao Consumidor e mede a varia豫o de pre�os entre as fam�lias que percebem renda de1 a33 sal�rios m�nimos nas cidades de S�o Paulo e Rio de Janeiro. O IPC pondera em 30% o IGP-DI/FGV;

c)젨� INCC que � o �ndice Nacional da Constru豫o Civil e mede a varia豫o de pre�os no setor da constru豫o civil, considerando no caso tanto materiais como tamb�m a m�o de obra empregada no setor. O INCC pondera em 10% o IGP-DI/FGV.

DI ou Disponibilidade Interna � a considera豫o das varia寤es de pre�os que afetam diretamente as atividades econ�micas localizadas no territ�rio brasileiro. N�o se considera as varia寤es de pre�os dos produtos exportados que � considerado somente no caso da varia豫o no aspecto de Oferta Global.

O chamado IGP-10 mede a varia豫o entre os dias 11 de um m�s ao dia 10 (inclusive) do m�s subseq�ente. Mas n�o � v�lido como �ndice mensal por englobar c�lculos de dois meses. � mais utilizado para estudos econ�micos e outras atividades.

O que difere o IGP-M/FGV e o IGP-DI/FGV � que as varia寤es de pre�os consideradas pelo IGP-M/FGV referem ao per�odo do dia vinte e um do m�s anterior ao dia vinte do m�s de refer�ncia e o IGP-DI/FGV refere-se a per�odo do dia um ao dia trinta do m�s em refer�ncia.

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6 INFLA플O �TIMA E HIPERINFLA플O

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Os bancos centrais precisam determinar taxas de infla豫o control�veis para que os objetivos econ�micos sejam atingidos; e realizam isso atrav�s das pol�ticas econ�micas, monet�rias e fiscais. Os objetivos variam: estabilidade de pre�os, crescimento da economia, entre outros.

De um modo geral, deve-se evitar taxas de infla豫o muito pr�ximas a zero (estabilidade completa de pre�os), pois pode haver defla豫o (queda constante de pre�os) levando a economia a colapsos, como falta de produ豫o e baixa oferta de produtos devido a fal�ncias, chegando a recess�o. O Banco Central de um pa�s deve manter controle sobre a taxa de infla豫o esperada.

Ser�o conceituadas a infla豫o �tima e a hiperinfla豫o, para que possa se compreender como se tomam decis�es de controle de infla豫o sem que ocorra o descontrole da economia.

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6.1 INFLA플O �TIMA

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Uma das quest�es com que se defrontam os bancos centrais, de acordo com Blanchard (2009), � se eles deveriam tentar atingir a estabilidade de pre�os, ou seja, a infla豫o zero. Os principais argumentos da infla豫o zero s�o os seguintes:

  • A infla豫o, junto com um sistema tribut�rio indexado de forma imperfeita, leva a distor寤es tribut�rias.
  • Por causa da ilus�o monet�ria, a infla豫o leva as pessoas e as empresas a tomar decis�es incorretas.
  • Uma infla豫o maior normalmente vem com uma maior variabilidade da infla豫o, criando mais incerteza e dificultando tomadas de decis�es.
  • Como meta, a estabilidade de pre�os tem uma simplicidade e uma credibilidade que uma meta de infla豫o positiva n�o tem.

Mas conforme Blanchard (2009), a maioria dos bancos centrais entende que a taxa �tima de infla豫o est� entre 2% e 3%, ou seja, uma infla豫o baixa, mas positiva. Quem defende a taxa de at� 3% diz que os custos de uma infla豫o de 3% contra uma de zero s�o pequenos, e que os benef�cios valem a pena. Argumenta-se que parte dos custos da infla豫o de 3% pode ser evitada pela indexa豫o do sistema tribut�rio e pela emiss�o de mais t�tulos indexados; al�m disso, a diminui豫o da infla豫o para 0% necessitaria de certo aumento do desemprego, e que os custos dessa transi豫o podem ser maiores do que os benef�cios.�

A infla豫o baixa, mas positiva (em torno de 3%), traz, dentre outros benef�cios:

  • As receitas positivas do crescimento da moeda nominal possibilitam redu寤es de impostos em qualquer lugar do or�amento.
  • A infla豫o positiva atual e esperada permite ao Banco Central atingir taxas reais de juros negativas, uma op豫o que pode ser �til para combater uma recess�o.
  • A infla豫o positiva permite �s empresas obter cortes de sal�rio real quando necess�rio sem necessitar de cortes de sal�rio nominal.

Dornbusch e Fischer (2006) apontam que uma expans�o monet�ria permanente normalmente expande a produ豫o a curto prazo. A longo prazo o crescimento monet�rio maior se traduz completamente em infla豫o. As taxas de juros reais e a produ豫o retornam ao n�vel de pleno emprego. Somente sob expectativas racionais e com flexibilidade total de sal�rios e pre�os uma expans�o monet�ria se traduz instantaneamente em uma taxa maior de infla豫o com nenhum impacto sobre a produ豫o. Da� infere-se o quanto � complexo controlar as taxas de infla豫o de uma economia para se chegar a um n�vel �timo.

Em rela豫o �s taxas de juros, Dornbusch e Fischer (2006) afirmam que as taxas de juros nominais tendem a refletir a taxa de infla豫o. E as tend�ncias de crescimento monet�rio e infla豫o coincidem.

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6.2 HIPERINFLA플O

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Segundo Dornbusch e Fischer (2006), as hiperinfla寤es geralmente ocorrem em per�odos de guerra. Grandes d�ficits s�o comuns nos per�odos em que ocorrem� hiperinfla寤es. Os governos podem usar o imposto inflacion�rio para financiar d�ficits por uma extens�o limitada, mas, se um d�ficit precisar ser financiado por muito tempo, a infla豫o explode.

De acordo com Blanchard (2009), hiperinfla寤es s�o per�odos de infla豫o alta. As hiperinfla寤es mais extremas ocorreram na Europa ap�s a primeira e a segunda guerra mundiais. J� na Am�rica Latina, per�odos de hiperinfla寤es ocorreram recentemente, nos final dos anos 1980� e in�cio dos anos 1990.

Segundo Blanchard (2009), a infla豫o alta vem do alto crescimento da moeda nominal. O alto crescimento da moeda nominal vem da combina豫o de grandes d�ficits or�ament�rios com a incapacidade de financiamento desses grandes d�ficits or�ament�rios por meio de empr�stimos (tanto p�blicos como estrangeiros). As Hiperinfla寤es s�o normalmente descritas por infla豫o crescente. H� dois motivos para isso. O primeiro est� no fato de um crescimento da moeda nominal maior levar a uma infla豫o maior. O outro motivo � que a infla豫o maior frequentemente aumenta o d�ficit.

Para Blanchard (2009), as hiperinfla寤es acabam por meio de programas de estabiliza豫o. Para que sejam bem-sucedidos, esses programas devem incluir medidas fiscais destinadas a reduzir o d�ficit e medidas monet�rias destinadas a reduzir ou eliminar a cria豫o de moeda como forma de financiamento do d�ficit. Eles tamb�m incluem diretrizes ou controles de sal�rios e pre�os. Um programa de estabiliza豫o que imponha controle de sal�rios e pre�os sem mudan�as na pol�tica fiscal e na pol�tica monet�ria acaba fracassando.

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7 ESTUDO DE CASO: A INFLA플O NO BRASIL

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Procurar-se-� demonstrar um hist�rico do per�odo de hiperinfla豫o vivido no Brasil at� sua estabiliza豫o. Procurar-se-� demonstrar como as decis�es econ�micas de diversos governos afetaram os �ndices de infla豫o e como a renda da popula豫o ficou afetada. Tamb�m ser� demonstrada uma not�cia que reflete a situa豫o atual da infla豫o na economia brasileira.

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7.1 HIST�RIA DA INFLA플O NO BRASIL

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O Brasil passou por um longo per�odo de hiperinfla豫o. O Brasil teve sua estabiliza豫o somente com o plano real, lan�ado em 1994. Ser�o resumidos os principais fatos em ordem cronol�gica, segundo consulta em Neto (2011).

De acordo com Neto (2011), pode-se dizer que o monstro da infla豫o nasceu na data de 31 de janeiro de 1956, quando Juscelino Kubitschek de Oliveira assumiu a Presid�ncia da Rep�blica Federativa do Brasil e institucionalizou a pol�tica de industrializa豫o0 �poca em que os �ndices inflacion�rios come�aram a aumentar descontroladamente e atingiram percentuais alt�ssimos, na d�cada de 1980.

No in�cio do Regime Militar (per�odo de ditadura), o Brasil vivia em um clima de paralisa豫o econ�mica e acelera豫o inflacion�ria, sem controle da velocidade gerada por este male da economia que a cada m�s foi se tornando em um �ndice inflacion�rio de grandeza incontrol�vel.

Durante o Regime Militar, na �rea econ�mica o pa�s crescia rapidamente. Este per�odo compreendido entre 1969 a 1973 ficou conhecido com a �poca do ‘milagre econ�mico’. O PIB do Brasil crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a infla豫o se aproximava de 18% ao ano. Com os investimentos internos e empr�stimos do exterior, o pa�s avan�ou e estruturou uma base de infra-estrutura. Todos estes investimentos e empr�stimos geraram ao pa�s milh�es de empregos, por�m algumas obras, consideradas fara�nicas, foram executadas, dentre elas, a Rodovia Transamaz�nica e a Ponte Rio - Niter�i.

Por sua vez, todo esse crescimento causou um custo de alta magnitude (crescimento exponencial) e a conta deveria ser paga no futuro. Os empr�stimos estrangeiros geraram ao Brasil uma d�vida externa elevada para os padr�es econ�micos do nosso pa�s.

Os governos militares decidiram implantar o Plano de A豫o Econ�mica do Governo - PAEG, para reduzir a infla豫o de 91,8% ao ano, equivalente a 7,65% ao m�s no ano de 1964. Para 22,2% ao ano, equivalente a 1,85% ao m�s no ano de 1968, mas n�o conseguiram alcan�ar as metas de crescimento programadas.

Os �ndices inflacion�rios come�aram a se estabilizar, sobretudo, no governo do general Em�lio Garrastazu M�dici, j� mencionado, ‘milagre econ�mico’. No per�odo compreendido pelos anos de 1969 a 1973, a economia brasileira registrou taxas de crescimento que variaram entre 7% a 13% ao ano.

A heran�a econ�mica mais valiosa do Regime Militar, sem d�vida, foi � lembran�a permanente de que � conjun豫o de crescimento acelerado com infla豫o, sob controle, aqui identificada, como infla豫o deslizante para uma infla豫o trotante, a qual recebeu o nome de ‘milagre’.

Este suposto milagre foi ef�mero. O crescimento econ�mico brasileiro come�ou a declinar a partir do ano de 1973. No final da d�cada de 1970, a infla豫o chegou � assustadora e elevad�ssima taxa de 94,8% ao ano, equivalente � taxa de 7,9% ao m�s.

As ind�strias nacionais n�o conseguiram planejar os seus investimentos, e, os capitais (dinheiros) tanto dos empres�rios quantos das pessoas consumidoras, perderam poder aquisitivo, porque, tanto a infla豫o quanto a hiperinfla豫o tem como causa inevit�vel a perda do poder aquisitivo da moeda do pa�s. 픰 autoridades econ�micas, somente restaram pedir tempo, uma vez que os mecanismos utilizados para controlar ou combater a infla豫o, n�o tinham surtidos os efeitos desejados.

Depois de uma breve tr�gua, conforme foi exaustivamente informado e noticiado pela revista VEJA, alertando � popula豫o de que o chamado ‘monstro’ da infla豫o retornava a atacar com for�a total. A infla豫o mensal chegou a uma taxa elevad�ssima pela primeira vez, desde o ano de 1964. Naquele ano, o �ndice de infla豫o anual atingiu o percentual de 211,02%, ou seja, correspondeu � taxa superior a 17,585% ao m�s.

Com esses altos �ndices, a economia sofria e as pessoas com sal�rios baixos tinham viam em sua renda desajustada a perda constante do poder de compra.

A economia brasileira se lan�ou � infla豫o galopante. Na tentativa de combater e derrotar, este ‘mostro’, as autoridades econ�micas e governamentais do Brasil lan�avam medidas econ�micas, sem analisarem �s suas conseq獪ncias para a sociedade brasileira.

Desde o Regime Militar at� a data de 30 de junho de 1994, o Brasil teve 5 (cinco) esp�cies de moedas, por�m por duas vezes, retornou a adotar � mesma moeda, 5 (cinco) congelamentos de pre�os, 9 (nove) planos de estabiliza豫o econ�mica, 11 (onze) �ndices para medir a infla豫o, 16 (dezesseis) pol�ticas salariais distintas, 21 (vinte e uma) propostas de pagamento da d�vida externa e 54 (cinquenta e quatro) mudan�as na pol�tica de pre�os.

Jos� Ribamar Sarney de Ara�jo Costa assumiu a Presid�ncia da Rep�blica Federativa do Brasil na data de 15 de mar�o de 1985. No ano de 1986 foi lan�ado o Plano Cruzado que fez a convers�o da moeda, cortando-se tr�s zeros da moeda corrente, cruzeiro, deu-lhe o nome de cruzado. Tamb�m houve o congelamento de pre�os e sal�rios, constituindo-se o chamado ‘gatilho salarial’, pois os rendimentos eram disparados cada vez que a infla豫o atingia o percentual de 20%. A convers�o da moeda de cruzeiro para cruzado se deu na data de 27 para 28 de fevereiro de 1986, com a extin豫o da parte do centavo (Decreto-Lei 2283, de 27/2/1986). Exemplo: Cr$1.000,00 passou a ser Cz$1,00 (Cr$1.000,00 / 1000 = Cz$1,00).

A medida, como todas as outras medidas econ�micas adotadas anteriormente, garantiu, momentaneamente, certo f�lego ao consumidor, povo brasileiro, tendo a infla豫o do ano de 1986, fechada no percentual anual de 65,04%.

No ano de 1987, a taxa de infla豫o divulgada quase atingiu percentual exponencial de 415,83% ao ano. Presidente da Rep�blica e Ministros n�o pararam de institucionalizarem novos planos, mas que n�o controlavam ou combatiam a infla豫o. Editou o Plano Bresser de 1987, o Plano Ver�o de 1989, que cortou mais tr�s zeros da moeda e transformando-a de cruzado para cruzado novo, mas as medidas econ�micas n�o surtiram efeitos.

No ano de 1989, o reajuste da gasolina foi de 614% e a infla豫o acumulada ultrapassou o dobro do aumento do combust�vel, atingindo o percentual de 1.782,8% no ano. A economia estava desacelerando e as pessoas percebiam cada vez mais seu poder de compra diminuir, visto que as classes sociais oper�rias n�o tinham a possibilidade de abrirem contas e investirem seu dinheiro em bancos, que reajustavam as aplica寤es de seus clientes.

A d�cada de 1980 pode ser considerada como a d�cada perdida da economia brasileira, em face das medidas econ�micas adotadas pelos governos, e, em contrapartida, os n�veis de crescimento do PIB apresentaram significativas redu寤es, s� para recordar o crescimento m�dio na d�cada de 1970 foi de 7%, j� na d�cada de 1980 foi de somente 2%.

O Brasil teve um aumento do d�ficit p�blico devido ao crescimento da d�vida externa ocasionada pela eleva豫o das taxas internacionais de juros, com a d�vida interna seguindo a mesma dire豫o com o governo dando continuidade a sua pol�tica fiscal expansionista.

A d�cada de 1980 ainda pode ser caracterizada pela a escalada inflacion�ria que chegou ao final do ano de 1989, a hiperinfla豫o, como � considerada pelos economistas e matem�ticos.

A revista VEJA definiu o Plano Collor I institucionalizado no ano de 1990, pelo Presidente da Rep�blica, Fernando Collor de Mello, como: "O mais ambicioso e dr�stico plano econ�mico para vencer a infla豫o".

As medidas econ�micas adotadas alteraram, mais uma vez a moeda, convertendo e retornando-a, como, cruzeiro, mas sem determinar corte na convers�o da moeda. Por�m, a determina豫o mais dr�stica e golpista foi o confisco de valores superiores a Cr$50,00 que se encontrava em cadernetas de poupan�a e contas correntes de todos os brasileiros por 18 meses.

Posteriormente, instituiu um novo plano, chamado de Plano Collor II, com medidas econ�micas para combater e controlar a infla豫o, infrut�feras como as primeiras medidas adotadas.

Depois do processo de impeachment do Presidente, Fernando Collor de Mello, os �ndices de infla豫o, atingiram percentuais de alta magnitude. No ano de 1993, a Presid�ncia do Brasil, j� sob a gest�o de Itamar Franco, a infla豫o atingiu 2.708% ao ano. No ano de 1994, institu�ram outro plano econ�mico, conhecido por Plano Real. Segundo a revista VEJA que o classificou como um "mais elogiado que as pernas de Claudia Raia" (atriz da Rede Globo de Televis�o). A estrat�gia econ�mica tra�ada pelo Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, mostrou-se eficaz.

Pode-se dizer que conseguiram a estabilidade econ�mica e o controle da infla豫o com a implanta豫o do Plano Real. Este controle da infla豫o, mantendo-a moderada. Este fato foi persuasivo para sua candidatura � Presid�ncia da Rep�blica, efetivada pela alian�a partid�ria firmada pelo Partido da Social Democracia Brasileira - PSDB e o Partido da Frente Liberal - PFL. Posteriormente, o PFL se fundiu no DEM - Partido Democrata.

Fernando Henrique Cardoso, popularmente chamado de Governo FHC foi eleito por dois pleitos consecutivos, Presidente do Brasil, permanecendo na Presid�ncia no per�odo de 1/1/1995 a 31/12/2002. Conseguiu sua elei豫o e reelei豫o em face da pol�tica econ�mica que instituiu no Governo de Itamar Franco e tamb�m pela aprova豫o de in�meras reformas constitucionais (Emendas � Constitui豫o de n� 5, de 16/8/1995 a de n� 39, de 20/12/2002). A figura 3 demonstra um hist�rico da evolu豫o da infla豫o no Brasil.

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Figura 3: Hist�ria da Infla豫o Brasileira.

Fonte: http://www.amattos.eng.br/Public/Curso_MF/Teoria/CAD-4/cad4-4.htm

Percebeu-se que durante diversos per�odos da hist�ria do Brasil, a infla豫o esteve descontrolada. A popula豫o sofria com isso, vendo sua renda com baixo poder aquisitivo, muitos corriam aos supermercados no dia que recebiam seu sal�rio para comprar tudo que podiam e estocar, pois sabiam que o dinheiro perderia seu valor at� receber seus pr�ximos vencimentos. Quem mais sofre com infla豫o alta s�o as classes mais baixas, as grandes massas oper�rias e trabalhadores que recebem um ou dois sal�rios m�nimos.

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7.2 A SOCIEDADE DEMANDA INFLA플O BAIXA

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A not�cia do dia 1 de junho de 2011, retirada do portal da internet g1.globo.com demonstra como o Banco Central do Brasil enxerga a necessidade de infla豫o para a economia brasileira atual.

Ministro reitera compromisso do BC de manter infla豫o em patamar baixo. Para ele, Brasil pode ter 'um crescimento econ�mico ainda mais robusto'.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, defendeu a import�ncia de manter a infla豫o sob controle para garantir um crescimento sustent�vel e “ainda mais robusto” da economia brasileira.

“A nossa sociedade demanda infla豫o baixa. O Banco Central tem o compromisso de manter a infla豫o em patamar baixo. Essa combina豫o, sem d�vida, representa um dos principais pilares do sucesso da economia brasileira nos �ltimos anos e das excelentes perspectivas que hoje vislumbramos para o Brasil”, disse.

Tombini reiterou o compromisso da institui豫o e do Comit� de Pol�tica Monet�ria (Copom) de tomar “todas as medidas necess�rias para garantir a converg�ncia da infla豫o para o centro da meta”. O presidente do BC fez a declara豫o nesta quarta-feira (1�) em S�o Paulo, durante premia豫o promovida pela Ag�ncia Estado.

Para Tombini, os brasileiros est�o confiantes que a infla豫o permanecer� em patamares aceit�veis nos pr�ximos tempos. “� exatamente a confian�a da sociedade de que a infla豫o permanecer� baixa no m�dio e longo prazo que permite que os agentes econ�micos realizem proje寤es confi�veis com prazos cada vez maiores”, afirmou.

“Creio que � poss�vel obtermos um crescimento econ�mico ainda mais robusto do que o observado nos �ltimos anos.” Entre os fatores que justificariam este crescimento "ainda mais robusto", Tombini citou o potencial de crescimento da produ豫o das commodities, a classe m�dia em expans�o e o b�nus demogr�fico proporcionado pela parcela significativa da popula豫o em idade jovem.

Fonte: Alvarenga (2011).

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8 CONCLUS홒

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As decis�es de pol�tica monet�ria s�o muito importantes para a solv�ncia da economia de um pa�s. Por isso, os analistas respons�veis devem fazer escolhas com prud�ncia, para que o rumo desejado seja atendido e a economia do pa�s n�o fique fora de controle e a infla豫o esteja nos n�veis planejados.

A infla豫o muitas vezes se transforma em problema pol�tico e social, principalmente quando o pa�s passa por per�odos de infla豫o alta. Na hist�ria, � f�cil de encontrar situa寤es nas quais houve trocas de governantes devido � economia de diversos pa�ses (como Estados Unidos e Brasil, por exemplo) estar em descontrole por causa de altas taxas de infla豫o.

Com o artigo em quest�o, foi demonstrado como se relacionam os conceitos de infla豫o e taxas de infla豫o. Foi tamb�m importante por demonstrar suas causas, consequ�ncias, e a rela豫o com sal�rios e desemprego. Com a demonstra豫o do hist�rico da infla豫o no Brasil, os conhecimentos conceituais foram aplicados e foi poss�vel identificar o quanto pode ser complicado de controlar a infla豫o, e o quanto ela influencia na renda, na vida das pessoas e na economia de um pa�s.

Para que haja compreens�o de como a infla豫o pode influenciar a economia de um pa�s, � necess�rio que se analise como ela se encaixa nesse contexto.� Por isso, antes de verificar a infla豫o na economia de um pa�s, � preciso que se tenha o conhecimento correto do assunto para que n�o se fa�a a an�lise indevida e se interprete de forma equivocada suas causas e seus efeitos.

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REFER�NCIAS

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ALVARENGA, Darlan. Sociedade demanda infla豫o baixa. Dispon�vel em: http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/06/sociedade-demanda-inflacao-baixa-diz-tombini.html. Acesso em: 06/06/2011.

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BLANCHARD, Olivier. Macroeconomia. S�o Paulo: Pearson Prentice Hall. 2009.

CARVALHO, F. C. et al. Economia Monet�ria e Financeira: Teoria e Pol�tica. S�o Paulo: Campus, 2007.

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MATTOS, Ant�nio Carlos M. Causas Macroecon�micas da Infla豫o. Dispon�vel em: http://www.amattos.eng.br/Public/Livro_Inflacao/096.htm Acesso em: 04/06/2011.

NETO, M�rio Ferreira. A hist�ria da infla豫o e dos juros no brasil. Dispon�vel em: http://www.webartigos.com/articles/64195/1/A-HISTORIA-DA-INFLACAO-E-DOS-JUROS-NO-BRASIL-/pagina1.html#ixzz1Oqx18A5Y. 19/04/2011. Acesso em: 08/06/2011.

SHOSTAK, Frank. A defini豫o popular de infla豫o impede a ado豫o de pol�ticas sensatas. 잻ispon�vel em: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=918. Acesso em: 06/06/2011.

http://www.amattos.eng.br/Public/Curso_MF/Teoria/CAD-4/cad4-4.htm

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