OBSERVA합ES SOBRE A ATUA플O DOCENTE: ESTUDO DE CASO





OBSERVA합ES SOBRE A ATUA플O DOCENTE: ESTUDO DE CASO



1) DO CASO A SER ANALISADO:



“Em uma universidade particular, foi implantado um curso de extens�o, em Doc�ncia do Ensino Superior, a ser oferecido na modalidade � dist�ncia. A primeira turma do curso foi formada por 20 alunos.

O curso dispunha de um tutor para orientar os alunos em todos os �mbitos: pedag�gico, social, gerencial e t�cnico. O LMS utilizado pela universidade viabilizava a intera豫o entre alunos e tutor, a organiza豫o das atividades a serem realizadas, bem como o acompanhamento do processo de aprendizado de cada um dos indiv�duos da turma.

O primeiro contato do tutor Roberto foi feito atrav�s de um e-mail dirigido a todos os alunos:

“Sejam bem vindos ao Curso de Doc�ncia para o Ensino Superior. Meu nome � Roberto e acompanharei voc�s ao longo desse caminho, que espero seja enriquecedor para todos n�s. Estarei dispon�vel neste endere�o de CORREIO ELETR�NICO para qualquer d�vida ou considera豫o, sempre que precisarem. E tamb�m nos F�RUNS DE DISCUSS홒 e CHATS, espa�o de nossas atividades colaborativas. Os contatos por e-mail ser�o respondidos sempre, mas � importante que sinalizem caso se trate de algo urgente, para que eu possa prioriz�-los. N�o se preocupem em entender todos os recursos do nosso ambiente de aprendizagem de uma s� vez, pois ao longo do processo, a familiariza豫o com as ferramentas ser� natural. E, n�o se esque�am: estou aqui para ajud�-los no que for preciso, portanto, n�o hesitem em pedir ajuda sempre que encontrarem alguma dificuldade.

Todas as atividades ser�o anunciadas atrav�s da AGENDA e do QUADRO DE AVISOS, com seus respectivos prazos de entrega. Por isso, � fundamental acessar essas ferramentas periodicamente.

Para dar in�cio ao nosso trabalho e tornar nosso conv�vio o mais agrad�vel poss�vel, � importante que a turma se conhe�a e cada um saiba um pouco mais sobre os colegas.

Para isso, encontra-se dispon�vel no ambiente um espa�o chamado PERFIL, que dever� ser completado por voc�s com seus dados, interesses, objetivos no curso, enfim, com tudo o que julgarem importante que todos saibamos.

N�o esque�am que o sucesso de sua forma豫o depende muito da sua participa豫o e de um boa utiliza豫o das ferramentas oferecidas. Vamos come�ar? Meu perfil j� foi preenchido.

Espero ler o de voc�s o mais r�pido poss�vel!”.

Aos poucos, o perfis foram sendo preenchidos: uns mais detalhados, com informa寤es pessoais e outros mais concisos, constando apenas idade e �rea de atua豫o profissional. Ainda que em minoria, alguns participantes deixaram em branco esse campo.

O tutor incentivava seus alunos a manter atualizado o DI핾IO do aluno, recurso disponibilizado no ambiente de ensino, destinado a anota寤es pessoais, podendo o aluno escolher se esses registros seriam acessados pelo tutor, para eventuais interven寤es e observa寤es. Foi atrav�s do acesso de um dos di�rios que Roberto p�de entrar em contato com uma aluna que pouco se colocava nas primeiras discuss�es.



Di�rio do aluno.

Andr�a G. F. de Sousa

Interessante o texto “A postura e a pr�tica docente”. Cont�m pontos sobre os quais nunca pensei ao entrar numa sala de aula. Concordo que quando estamos envolvidos com aquilo que ensinamos, o assunto abordado pode ser melhor absorvido pelo ouvinte, que � “contagiado” pelo nosso envolvimento. Mas, por outro lado, entendo que o docente que interpreta em excesso, em sala de aula, teatralizando a sua pr�tica, pode n�o agradar, principalmente em se tratando de alunos adultos. Costumo reparar nos coment�rios dos meus alunos e eles sempre mostram-se muito cr�ticos em rela豫o a “professores – recreadores” e penso em como dosar essas duas quest�es, ponto que n�o foi abordado pelo texto.

Nas pr�ximas leituras/debates: observar a quest�o do equil�brio do tutor em rela豫o a este aspecto.



Interven豫o do tutor:

Andr�a, esse ponto que voc� abordou em suas anota寤es � bastante pertinente. Imagino que essa d�vida passe pela cabe�a de muitos profissionais que ingressam como professores na universidade. Voc� j� pensou em lan�ar essa quest�o no f�rum de discuss�o, j� que seus colegas n�o t�m acesso ao seu di�rio? Voc� gostaria de pensar em estrat�gias para o equil�brio a que voc� se referiu e apresent�-las � turma? Se o assunto for de interesse de todos, podemos pensar at� em promover um Chat. De qualquer maneira, n�o podemos confundir o professor envolvido com o conte�do com um recreador de festas: o fato de o professor entrar de verdade num assunto e buscar abord�-lo de forma interessante, n�o significa fazer piadas em tempo integral a fim de arrancar gargalhadas da turma em todas as aulas. Pra pensar! – Roberto.



Ao final de cada dia, Roberto fazia um relat�rio para fins de organiza豫o pessoal. No caso de algum epis�dio significativo, Roberto relatava-o com detalhes, para futuras avalia寤es de seu trabalho.

Relat�rio pessoal n� 1 do tutor Roberto F.:



• Primeiro contato com a aluna Andr�a de Sousa – embora n�o tenha preenchido o seu perfil, nos dados da inscri豫o consta que � professora de L�ngua Portuguesa e trabalha numa universidade particular. Questionou, em seu di�rio, a aus�ncia de um ponto que considera importante para a discuss�o. Orientei-a a abordar o tema no f�rum. Imagino que a d�vida dela seja tamb�m a de outros colegas. Caso ela opte por n�o faz�-lo, tentarei inserir o tema em alguma discuss�o, sem dizer por quem ele foi trazido, ainda que prefira fazer com que ela se integre � turma, pois imagino que seja uma dificuldade para a aluna expor seus questionamentos. Cheguei a essa conclus�o porque pude reparar que ela vem acessando o ambiente de maneira bastante satisfat�ria, j� na primeira semana de

curso.

• O primeiro texto foi bem aceito pela turma: recebi in�meros e mails com coment�rios e questionamentos. Acho que preciso apresentar melhor as ferramentas que viabilizam a intera豫o da turma. Mandarei um e-mail falando sobre isso, como primeira tentativa. O plano B ser� postar eu mesmo um t�pico para discuss�o dentro do f�rum.

Assunto: explorando o ambiente

Ol�, pessoal!

Em primeiro lugar, parab�ns ao interesse de voc�s nessa etapa inicial do curso. Constatei in�meros acessos ao ambiente. Isso � muito importante para o andamento do curso.

Lembrem-se de que, al�m das atividades individuais, teremos tarefas para serem desenvolvidas em grupo. A intera豫o, portanto, � fundamental.

Gostaria de lembr�-los tamb�m da import�ncia de voc�s utilizarem os recursos que permitem a cria豫o de discuss�es. Vasculhem as possibilidades do f�rum e proponham chats. Um caminho bem eficiente para conhecer os recursos que o ambiente disponibiliza � a Ajuda, encontrada na barra de menus da p�gina inicial do curso. Ela pode ser acessada em qualquer momento do curso, na forma de um passo a-passo pelo ambiente ou, no caso de uma d�vida pontual, de acesso direto ao assunto desejado.

Estamos compartilhando um ambiente rico em recursos e possibilidades.

Um abra�o em todos.

Roberto.



Enquanto redigia essa mensagem para seus alunos, Roberto recebeu um e-mail do aluno Aristides T..

Roberto:

Gostaria de saber se existe um espa�o no ambiente de aprendizagem para que eu possa postar um projeto meu anterior ao curso a fim de mostrar a meus colegas de turma. Tenho mandado e-mails atrav�s do Fale Conosco, mas n�o tive retorno, por isso resolvi mandar o e-mail direto para voc�.

Desde j�, agrade�o a aten豫o.

A.T.

Resposta do Roberto:

Ol�, Aristides!

Em primeiro lugar, quando surgir alguma d�vida, n�o hesite em enviar a mensagem diretamente para o meu e-mail, j� que o Fale Conosco � uma ferramenta de comunica豫o com a secretaria do curso, restrita a assuntos administrativos, relativos a pagamentos, problemas na inscri豫o etc.

Quanto � quest�o da publica豫o de trabalhos anteriores, optamos, no �mbito deste curso, por restringir a publica豫o a trabalhos realizados ao longo do curso. Eu sugeriria a voc� que postasse os seus projetos em algum site da Internet e divulgasse o link aqui no nosso mural de avisos, caso estes projetos tenham rela豫o com os interesses dos outros participantes do curso. Se n�o for poss�vel a publica豫o em um website, envie um e-mail para todos os participantes via correio eletr�nico, falando sobre seu interesse em dividir os projetos com a turma.

Qualquer coisa volte a me procurar.

Abra�os,

Roberto.



Passado esse primeiro momento, Roberto marcou um chat com a turma, com o objetivo de discutir a respeito da quest�o abordada pela aluna Andr�a. A atividade n�o foi bem sucedida, conforme se pode observar pelas anota寤es do tutor.

Relat�rio do tutor:

Depois de encerrado o primeiro chat, observei que a turma ainda precisa desenvolver essa pr�tica pois, em muitos momentos, verifiquei uma dificuldade de entendimento - cada um colocava suas opini�es sem ler a anterior - e at� eu tive dificuldades para intervir: o debate foi confuso e com poucas conclus�es sobre o assunto.

Como ponto positivo, devo assinalar que toda a turma teve interesse em participar. Apesar de n�o ser poss�vel responder a todos naquele momento, ao analisar suas coloca寤es, pude avan�ar no conhecimento de cada um dos participantes, consultando o registro do chat.



Publica豫o no Quadro de Avisos

Aviso de Roberto, tutor

Ol� para todos!

Ainda que tenha achado o chat bastante proveitoso, observei a necessidade de nos aprimorarmos em sua utiliza豫o. Para isso, encontra-se dispon�vel na biblioteca do curso, na se豫o Leitura Recomendada, alguns textos que trazem reflex�es sobre o uso da ferramenta.

Aproveitem!”

2) DO PARECER:

A partir da leitura do relat�rio das a寤es do Tutor Roberto, no Curso de Doc�ncia do Ensino Superior, pode-se afirmar que ele esteve devidamente compromissado com o aprendizado da Turma para o qual prestou tutoria. N�o obstante, devem ser destacados alguns pontos negativos na a豫o do referido Tutor, como se ver� a seguir.

Primeiramente, aponta o relat�rio que “a primeira turma do curso foi formada por 20 alunos”. Tal quantidade � a mais indicada para cursos � dist�ncia, uma vez que o reduzido n�mero de alunos pode tornar o ensino-aprendizagem dificultoso, merecendo esfor�o desgastante por parte do tutor. Doutra banda, o n�mero excessivo de alunos poder� tamb�m embara�ar o bom andamento do curso, haja vista que o Tutor n�o dispor� de tempo e material suficiente para atender � demanda a contento.

Outro ponto positivo a ser destacado � a豫o do tutor em incentivar o relacionamento entre os alunos, principalmente quando ele afirmou que “� importante que a turma se conhe�a e cada um saiba um pouco mais sobre os colegas”. Como se sabe, a intera豫o entre os alunos de cursos � dist�ncia deve ser eficaz de forma a suprir a falta de contato f�sico entre eles.

Como terceiro ponto positivo, aponto para o recurso disponibilizado aos alunos, denominado DI핾IO, que permitiu ao Tutor extrair da aluna Andr�a G. F. de Sousa informa寤es que n�o seriam compartilhadas de forma p�blica. Assim, p�de o tutor incentivar a aluna a levantar discuss�es no f�rum, de modo a difundir sua ideia. Ressalto, ademais, que o referido di�rio poderia ser personalizado, de modo que o aluno pudesse “escolher se seus registros seriam acessados pelo tutor, para eventuais interven寤es e observa寤es”. Portanto, n�o houve invas�o da privacidade do aluno.

Como ponto negativo, aponto para a fala do tutor quando se referiu �s mensagens a ele enviadas por email, dizendo ser “importante que sinalizem caso se trate de algo urgente, para que eu possa prioriz�-los”. Ora, como o tutor cuidava de uma turma de apenas vinte alunos, teria condi寤es suficientes para responder os emails de forma imediata, n�o necessitando priorizar certos tipos de mensagens. Nos cursos � dist�ncia, espera-se do tutor a mesma comunica豫o que seria obtida se o curso fosse presencial, ou seja, sempre de forma instant�nea.

Outro ponto negativo a ser discutido � a advert�ncia feita pelo tutor, nesses termos: “quanto � quest�o da publica豫o de trabalhos anteriores, optamos, no �mbito deste curso, por restringir a publica豫o a trabalhos realizados ao longo do curso”. Como se sabe, nos cursos � dist�ncia, como tamb�m nos presenciais, prioriza-se o compartilhamento de fontes de informa豫o. Nesse passo, n�o deveria o tutor obstaculizar a postagem do projeto do aluno Aristides. O Tutor deveria providenciar uma ferramenta aos alunos para que estes pudessem, ali mesmo no ambiente do curso, compartilhar documentos, v�deos, imagens, textos de forma facilitada. A burocracia apresentada pelo Tutor -- sugerindo ao aluno que postasse seu projeto em um site externo para posteriormente divulgar o link no mural -- poderia desestimular a a豫o do aluno, fazendo com que o projeto n�o fosse levado ao conhecimento do grupo.

Conclui-se, portanto, que as a寤es do Tutor Roberto, no Curso de Doc�ncia do Ensino Superior, tornaram o curso muito proveitoso. Contudo, algumas de suas atitudes merecem reflex�o, para que nos pr�ximos cursos em que servir como tutor, possa alcan�ar ainda mais excel�ncia no processo de ensino-aprendizagem virtual.

Goi�nia/GO, 29 de setembro de 2012.

Welington Jos� Alexandre


Autor:


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