A ATUA플O DO ENFERMEIRO NA PREVEN플O DE COMPLICA합ES NO ALEITAMENTO MATERNO
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LARISSA ALMEIDA DA COSTA E SILVA
RAVENA ROCHA SOUZA
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A ATUA플O DO ENFERMEIRO NA PREVEN플O DE COMPLICA합ES NO ALEITAMENTO MATERNO
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Feira de Santana-BA
2012
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A ATUA플O DO ENFERMEIRO NA PREVEN플O DE COMPLICA합ES NO ALEITAMENTO MATERNO
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Larissa Almeida da Costa e Silva1
Ravena Rocha Souza2
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RESUMO: O presente trabalho aborda sobre a atua豫o do enfermeiro na preven豫o e tratamento de complica寤es no aleitamento materno. O problema investigado foi: Como se desenvolve a atua豫o do enfermeiro na preven豫o de complica寤es com as mamas durante o aleitamento materno? Tem como objetivo geral avaliar a import�ncia da atua豫o do enfermeiro no processo de amamenta豫o. Partindo do pressuposto que, o enfermeiro, como profissional de sa�de, deve conscientizar a gestante sobre a preven豫o de complica寤es que possam surgir durante a amamenta豫o, � que surgiu o interesse pelo tema, o qual justifica-se pela repercuss�o vivida na academia em rela豫o a atua豫o da equipe de enfermagem no processo de amamenta豫o. A metodologia utilizada � a descritiva explorat�ria, pois procura abordar as caracter�sticas de um fen�meno, e o pesquisador procura descobrir o que � atrav�s de an�lises feitas nos artigos. Quanto ao meio de investiga豫o � bibliogr�fica, pois se utilizou de material publicado para a realiza豫o de leituras sobre a import�ncia da atua豫o do enfermeiro na preven豫o e tratamento de complica寤es no aleitamento materno. Nesse sentido, inicialmente o trabalho esclarece sobre a import�ncia do aleitamento materno, abordando informa寤es imprescind�veis sobre a anatomia mam�ria, diversos tipos de mamilos, tipos de leite e a import�ncia de cada um deles, enfatizando sobre diversos tipos de complica寤es mam�rias, as quais dificultam a amamenta豫o, como mamilos doloridos, trauma mamilar, mastite, abscesso mam�rio, ingurgitamento mam�rio. Em seguida � dado um enfoque na atua豫o do enfermeiro nas complica寤es mais freq�entes, na contribui豫o ao aleitamento materno, onde o profissional de sa�de deve conscientizar a nutriz, orientando sobre os cuidados necess�rios com a mama, apontando a utiliza豫o de t�cnicas corretas para amamentar, buscando a preven豫o precoce das complica寤es que possam vir a surgir. Nos resultados pode-se verificar que a preven豫o das intercorr�ncias mam�rias, � imprescind�vel a prepara豫o das mamas desde o per�odo gestacional, para que a m�e venha a amamentar de maneira correta. O objetivo maior desta assist�ncia � o de evitar o desmame precoce e consequentemente a utiliza豫o de aleitamento artificial, tornando-se v�lida a proposta do incentivo a orienta豫o e ao preparo para o aleitamento materno. Por fim, constam a interven豫o da equipe de enfermagem no aconselhamento para a amamenta豫o segura, ajuda a m�e a tomar decis�es, a nutriz come�a a ouvir e a despertar o interesse pela amamenta豫o preventiva, aumentando tamb�m sua auto-estima.
Palavras-chave: Enfermagem. Complica寤es. Aleitamento Materno.
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1 Graduada em enfermagem pela FAT – Faculdade An�sio Teixeira de Feira de Santana-Ba. E-mail:
2 Graduada em enfermagem pela FAT – Faculdade An�sio Teixeira de Feira de Santana-Ba. E-mail:
ABSTRACT: This paper discusses about the role of nurses in the prevention and treatment of complications in breastfeeding. The problem was investigated: How does one develop the role of the nurse in the prevention of complications with breasts during breastfeeding? It aims at evaluating the importance of the role of a nurse in the nursing process. Assuming that the nurse as a health professional, you should educate pregnant women about the prevention of complications that may arise during breastfeeding, it appeared that interest in the topic, which is justified by the impact experienced in academia over performance of nursing staff in the process of breastfeeding. The methodology used is descriptive and exploratory, it seeks to address the characteristics of a phenomenon, and the researcher seeks to discover what it is through analyzes made in the articles. As for the means of investigation is literature, because it was used for published material to conduct lectures on the importance of the role of nurses in the prevention and treatment of complications in breastfeeding. Accordingly, initially the work sheds light on the importance of breastfeeding, addressing vital information on breast anatomy, various types of nipples, types of milk and the importance of each, emphasizing on various types of breast complications, which hinder breastfeeding such as sore nipples, nipple trauma, mastitis, breast abscess, breast engorgement. Then is given a focus on nursing work in postoperative complications, the contribution of breastfeeding, where the health professional should educate the nurturer, guiding the care needed with the breast, pointing to the use of correct techniques for breastfeeding, seeking early prevention of the complications that may arise. The results can be seen that the prevention of mammary, it is essential to prepare the breasts during the gestational period, so that the mother will breastfeed correctly. The main objective of this assistance is to avoid early weaning and consequently the use of artificial feeding, becoming valid proposal encouraging guidance and preparation for breastfeeding. Finally, the intervention included nursing staff in counseling for breastfeeding safe, help the mother to make decisions, the nurse begins to hear and generate interest in breastfeeding preventive, also increasing their self-esteem.
Key-words: Nursing. Complications. Breastfeeding.
1 INTRODU플O
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O estudo em quest�o tem como tema a atua豫o do enfermeiro na preven豫o de complica寤es no aleitamento materno. Inicialmente identificou-se como problema: Como se desenvolve a atua豫o do enfermeiro na preven豫o de complica寤es com as mamas durante o aleitamento materno?
젨젨젨젨젨� O interesse pelo tema surgiu durante a viv�ncia acad�mica, onde se repercutiu sobre a import�ncia da atua豫o do profissional de enfermagem no processo da amamenta豫o e ap�s leituras sistematizadas de artigos voltados para a �rea de Enfermagem Obst�trica, ressaltando a import�ncia do enfermeiro no preparo das mamas durante o pr�-natal, al�m da grande afinidade com as disciplinas afins.
젨젨젨젨젨� Dada consci�ncia sobre a import�ncia e dos benef�cios da amamenta豫o para a m�e, filho e toda a sociedade, � responsabilidade de todos os promotores de sa�de e, tamb�m do enfermeiro, ter um contato mais prolongado com as gestantes, estimulando e orientando as gr�vidas quanto � pr�tica da amamenta豫o desde o per�odo pr�-natal, reduzindo assim os �ndices de desmame precoce e aleitamento artificial.
젨젨젨젨젨� Diante desse contexto, tiveram-se como hip�teses do estudo os seguintes pontos: a enfermagem tem papel essencial na preven豫o e tratamento de complica寤es que s�o muito comuns e que geram o desmame precoce; avalia豫o da futura m�e, com o objetivo de diagnosticar o tipo de mamilo, problemas anat�micos e outros aspectos que corrigidos ou estimulados, podem torn�-la apta para amamenta豫o; a enfermagem contribui no aleitamento materno, ensinando cuidados e exerc�cios para os mamilos, evitando complica寤es mam�rias e demonstrando os devidos posicionamentos do beb� no momento da amamenta豫o.
젨젨젨젨젨� Dessa forma, o artigo teve como objetivo geral: verificar a efic�cia da antecipa豫o de resultado da atua豫o do enfermeiro na preven豫o das complica寤es durante a amamenta豫o. J� especificamente: identificar os tipos de complica寤es que ocorrem com maior frequ�ncia durante o processo de amamenta豫o; descrever as vantagens do leite materno, servindo de orienta豫o �s m�es para os devidos cuidados com os mamilos e realizar a conscientiza豫o de t�cnicas corretas de pegadas e posicionamentos no momento da mamada e intervir para promo豫o a redu豫o ou resolu豫o das complica寤es durante amamenta豫o.
젨젨젨젨젨� � imprescind�vel considerar que a gesta豫o � um per�odo em que o corpo da mulher passa por uma s�rie de mudan�as e altera寤es fisiol�gicas. E al�m destas altera寤es existem algumas complica寤es que podem surgir durante a gesta豫o ou no puerp�rio. Essas complica寤es s�o mais comuns em mulheres que n�o tiveram um acompanhamento adequado durante o per�odo gestacional, entre estas destacam-se: fissura mamilar, ingurgitamento mam�rio, mastite, abscesso mam�rio, ductos bloqueados, pega e postura inadequadas do beb� e dificuldade na ordenha.젨�
젨젨젨젨젨� Neste sentido, o enfermeiro, como profissional de sa�de, deve intervir para promover a redu豫o ou resolu豫o de tais complica寤es. Cada complica豫o tem um quadro cl�nico com sinais e sintomas diferentes, que devem ser avaliados minuciosamente por este profissional, que tem conhecimento e recurso para trat�-las.
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2� AMAMENTA플O
A mulher passa por diversas fases em sua vida que s�o consideradas momentos marcantes, o per�odo gestacional destaca-se pelas altera寤es fisiol�gicas que acarretam uma s�rie de modifica寤es no organismo materno, com a finalidade de garantir o sucesso do desenvolvimento fetal.
O momento gestacional � um per�odo em que o corpo da mulher passa por uma s�rie de altera寤es fisiol�gicas, que acometem v�rios �rg�os e sistemas, tais como: sistema renal, sistema reprodutor, sistema end�crino, sistema cardiovascular, sistema circulat�rio, mamas, pele, entre outros. Estas altera寤es s�o previs�veis e alguns locais do corpo da mulher sofrem estas mudan�as precocemente, sendo a mama um desses locais. As altera寤es da mama s�o quase sempre um dos sinais mais precoces da gravidez (STEPHENSON; O’CONNOR, 2004).
Mesmo levando em considera豫o as altera寤es fisiol�gicas do per�odo gestacional, n�o se pode esquecer que a amamenta豫o � uma pr�tica biologicamente determinada, mas que sofre grande influ�ncia cultural. Por isso, v�rios fatores interferem no sucesso da amamenta豫o.
Contudo, � preciso estar consciente que o leite materno � a melhor fonte de nutrientes para o rec�m-nascido. Ele cont�m a quantidade necess�ria de lip�deos, prote�nas e carboidratos que propiciam ao lactente um crescimento adequado (SCHANLER, 2000).
2.1 ANATOMIA DAS MAMAS
As mamas (conhecidas popularmente como seios) s�o estruturas anexas � pele, existentes em ambos os sexos, apresentando-se de forma rudimentar nos homens, que nas mulheres � respons�vel pela produ豫o de leite para os beb�s em seus primeiros meses de vida (SCHANLER, 2000).
As mamas est�o posicionadas anteriormente aos m�sculos da regi�o peitoral, entre as camadas superficial e profunda da tela subcut�nea, ocupando a extens�o da segunda � sexta costela (Figura 1).
Figura 1: Anatomia da Mama.
Fonte: ANATOMIA natural do seio, p. 12. Dispon�vel em:http://static.hsw.com.br/gif/breast-implant-natural.gif. Acesso em: 15 Mar. 2012.
As mamas s�o constitu�das por tr�s tipos de tecido: o tecido adiposo, tecidos fibrosos e gl�ndulas mam�rias, as quais produzem o leite que � conduzido atrav�s de ductos aos mamilos.� A forma e o tamanho da mama est�o relacionados com a quantidade de tecido adiposo no estroma. Podem se apresentar de variadas formas, hemisf�ricas, piriformes, c�nicas, cil�ndricas ou disc�ides, as quais variam devido a v�rios fatores: quantidade de cada um dos diferentes tipos de tecido; heran�a gen�tica; idade; elasticidade da pele; n�mero de gesta寤es (SCHANLER, 2000).
2.1.1 Mamilos
De acordo com Vinha (1999), a papila mam�ria, mais conhecida como mamilo, � a parte da mama que envolve a extremidade por onde sai o leite. � constitu�da por fibras musculares lisas, geralmente circulares e de15 a20 ductos lact�feros que desembocam em sua extremidade. Sua base � envolvida pela ar�ola que cont�m gl�ndulas mam�rias modificadas, com caracter�sticas pr�prias. Essas gl�ndulas fabricam a secre豫o oleosa que fornecem a prote豫o lubrificante para a ar�ola e o mamilo durante a suc豫o.
A parte interna da mama � dividida em lobos por septos fibrosos que se apresentam desde a f�scia profunda � pele. Essa divis�o favorece contra infec寤es por bact�rias patog�nicas, que eventualmente podem atingir o tecido mam�rio atrav�s da abertura proveniente da lacta豫o. “O tecido fibroso conecta15 a20 lobos, formados por l�bulos ou alv�olos unidos por tecido areolar, vasos sang茴neos e ductos lact�feros que drenam em seio lact�feros” (STEPHENSON, 2004, p. 36).
Segundo Reis et al (2002), as mamas s�o constitu�da por um agrupamento de15 a 20 gl�ndulas ex�crinas t�bulos-alveolares compostas. Cada uma dessas gl�ndulas � formada por duas partes: uma parte secretora, que � constitu�da por t�bulos, dos quais se originam um grande n�mero de alv�olos e pelos pr�prios alv�olos que s�o formados por c�lulas secretoras cil�ndricas simples. As gl�ndulas s�o separadas por septos col�genos, formando unidades glandulares conhecidos como lobos da mama.
A configura豫o do mamilo apresenta-se como um problema muito comum, que com frequ�ncia atrapalha o processo da amamenta豫o, pois existem os mamilos invertidos ou plano, que podem dificultar a crian�a alcan�ar os seios lact�feros e o mamilo muito comprido n�o conseguindo realizar a pega (BRANCO, 2000).
Apesar do formato do mamilo ser um dos motivos para o abandono ao aleitamento materno, este n�o seria o �nico, pois a produ豫o l�ctea tamb�m, � outro problema para a amamenta豫o, onde devido ao estresse da m�e, medo, ansiedade, varia寤es de estado emocional, repercuti de algum modo na produ豫o do leite, atingindo assim oscila寤es do estado cl�nico do beb� (BRANCO, 2000).
젨젨젨젨젨� Existem os mais diversos tipos de mamilos (Figura 2), onde destaca-se o mamilo hipertr�fico sendo ele o mais comprido, podendo dificultar a suc豫o do beb�, que ao inv�s de pressionar com a l�ngua os seios lact�feros contra o palanato, estimulando os reflexos de ocitocina e prolactina, vai estar apenas abocanhando o mamilo, n�o conseguindo leite suficiente (VINHA, 1999).
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Figura 2: Mamilo hipertr�fico, protruso, semi-protruso, pseudo-invertido e invertido. (Da esquerda para direita)
Fonte: VINHA, V.H.P. O livro da amamenta豫o. 1 ed. S�o Paulo: CLR Balieiro, 1999, p. 37 e 38.
O mamilo protruso � o mais comum, onde cerca de 92% das mulheres o possuem, estes s�o bem salientes, bem delimitados quando estimulados, possuindo melhores condi寤es para n�o ser traumatizado durante a amamenta豫o. O mamilo semi-protruso corresponde apenas 7% das mulheres, n�o � delimitado quando estimulado, � pouco saliente, apresentando como se estivesse incorporado � regi�o aureolar. O mamilo pseudo-invertido corresponde a 0,5% das mulheres, apresenta-se em sentido oposto ao mamilo protruso ou normal, gera grande dificuldade na amamenta豫o, pois a crian�a geralmente n�o consegue abocanh�-los, sendo suscet�vel a traumas. E por �ltimo, o mamilo invertido, corresponde tamb�m 0,5% das mulheres, onde com a suc豫o insistente do beb�, pode aplanar-se, nivelando-se coma aur�ola, mas volta em seguida ao seu estado anterior (VINHA, 1999).
2.2 ALEITAMENTO MATERNO
O leite materno garante diversos benef�cios para a sa�de da crian�a, por ser um alimento completo, rico em ferro e zinco, nutrientes considerados importantes para o desenvolvimento humano. Fornecem ainda, nutrientes para hidrata豫o, e prote豫o como anticorpos, leuc�citos entre outros, auxiliando a prote豫o do organismo contra infec寤es.
De acordo com Picciano (2001, p. 85):
O leite materno tamb�m tem papel preponderante na preven豫o de doen�as infecciosas, principalmente a diarr�ia aguda e as doen�as respirat�rias, causas que respondem em grande parte pela mortalidade infantil. Observa-se que o aumento na preval�ncia do aleitamento � acompanhada de redu豫o nos �ndices de mortalidade no primeiro ano de vida. As propriedades imunol�gicas do leite humano podem ser resumidas na frase: “cada mamada � uma vacina”, pois cont�m anticorpos (IgA, IgM, IgG), enzimas de a豫o bactericida (lactoferrina e lisozima), fatores do sistema complemento e c�lulas de defesa (macr�fagos, neutr�filos e linf�citos). Por este conjunto, � considerado um verdadeiro tecido vivo.
Sabe-se que o sistema digestivo de um rec�m-nascido n�o est� preparado para digerir alimentos que n�o sejam o leite. � por conta disso que durante os primeiros meses de vida, os beb�s devem se alimentar de leite, dando prefer�ncia ao leite materno. A Organiza豫o Mundial de Sa�de (OMS) recomenda que a amamenta豫o deva perdurar at� os seis meses de vida da crian�a, pois � importante que o lactente preencha suas necessidades em quantidade e qualidade, correspondente ao seu crescimento e desenvolvimento (OMS, 2000).
A complementa豫o do leite materno com �gua ou ch�s, at� pouco tempo indicado por pediatras, � desnecess�ria. Rec�m-nascidos, em condi寤es normais, nascem suficientemente hidratados para n�o necessitar de suplementa豫o de l�quidos, apesar da pouca ingest�o de colostro nos dois ou tr�s primeiros dias de vida. O leite humano, em virtude das suas propriedades, diminui o n�mero de ocorr�ncias de diarr�ia, encurta o per�odo da doen�a quando ela ocorre e diminui o risco de desidrata豫o.
A estimula豫o das abundantes termina寤es nervosas do mamilo, durante a suc豫o pelo infante, produz impulsos sensitivos som�ticos que s�o conduzidos at� o hipot�lamo. O hipot�lamo, al�m de estimular a produ豫o de prolactina pela adeno-hip�fise, estimula a libera豫o de outro horm�nio pela neuro-hip�fise, a ocitocina (CARVALHO, 2002, p. 12).
As mudan�as na gravidez s�o induzidas pela libera豫o dos horm�nios, suas a寤es e intera寤es. A progesterona, a prolactina e o estr�geno s�o os principais horm�nios respons�veis pelas altera寤es nas mamas. “Na gravidez, as mamas sofrem altera寤es, gra�as � a豫o de horm�nios que s�o liberados no organismo feminino, provocando o crescimento e desenvolvimento das mesmas e preparando-as para produzir e armazenar leite”. (REIS et. al, 2002, p. 16). A ocitocina � o horm�nio respons�vel pela produ豫o da contra豫o das c�lulas mioepiteliais dos alv�olos mam�rios, resultando assim, na eje豫o do leite materno para os ductos e seu fluxo pelos mamilos.
O primeiro passo para uma amamenta豫o eficiente � como o beb� segura a mama. Deve-se obter uma abertura razo�vel da boca da crian�a. Logo ap�s, a crian�a deve abocanhar a ar�ola e o bico � distendido para o interior da boca, de tal forma, que todo palato duro entre em contato com ele (REIS et. al, 2002).
Depois de o mamilo ser abocanhado pela crian�a, a l�ngua come�a a se posicionar entre o rodete inferior e a base do mamilo, liberando assim por completo a orofaringe, que fica desobstru�da para que possa passar ar.
2.2.1 Diferentes tipos de Leite
O leite materno � uma fonte de defesa, fornecendo ao rec�m nascido um grande n�mero de anticorpos. Em particular, as imunoglobulinas (IgA), que protegem o aparelho intestinal e respirat�rio, os �rg�os mais vulner�veis nesta fase do desenvolvimento. � favor�vel ao processo dent�rio e sistema de fona豫o, evita alergias como a asma, eczema e aumenta o fator imunol�gico do beb�, pode proteger contra a maioria das doen�as, al�m de ser um instrumento de carinho da m�e para o beb� (REIS et. al, 2002).
A qualidade do leite pode interferir no crescimento da crian�a, pois a defici�ncia de energia, prote�na e micronutrientes s�o fatores principais para o desenvolvimento, em especial nos primeiros anos de vida.
O leite materno protege a crian�a de diversas doen�as, tais como a diarr�ia, infec豫o respirat�ria, pois possui anticorpos espec�ficos, produzidos a partir da presen�a de pat�genos que amea�am as mucosas digestivas e respirat�rias maternas (AKR�, 1999).
O leite materno possui todos os nutrientes para o beb� at� os seis meses de vida:
a) prote�na e gordura na medida certa;
b) mais lactose (a旿car do leite) que os outros leites;
c) vitaminas e ferro
d) �gua.
e) sais, c�lcio e fosfatos;
f) presen�a de l�pase, enzima que digere gorduras.
Apesar do leite de vaca possuir um teor elevado de c�lcio e f�sforo, este possui tamb�m quantidade ineficiente de vitaminas C, D, E e Zinco, possui um baixo valor cal�rico, onde o seu consumo por crian�as com pouca idade pode acentuar a defici�ncia do ferro e ocasionar hemorragias gastrintestinais (SOUZA; SZARFARC & SOUZA, 1997).
O ato de consumo de outros tipos de leite que n�o seja o materno contribui para a suscetibilidade da crian�a em contrair doen�as associadas a morbi-mortalidade na inf�ncia, onde � aconselh�vel a ingest�o de outros alimentos apenas ap�s os seis de vida.
A conscientiza豫o da sociedade quanto � import�ncia do aleitamento materno � muito relevante, cabendo aos profissionais de sa�de j� no pr�-natal a rever�ncia a este fator: o amamentar; um ato de carinho de m�e para filho, que contribui para a preven豫o de complica寤es durante o desenvolvimento f�sico e mental da crian�a.
O leite materno � classificado de acordo com suas fases de composi豫o em: colostro, leite de transi豫o e o leite maduro.
2.2.2 Leite Colostro
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O leite produzido nos primeiros dias ap�s o parto � denominado colostro. Possui uma cor amarelada, � produzido pelo organismo at� o terceiro dia ap�s o parto e cont�m a IgA e � secretado em pequenas quantidades. “O volume, no in�cio, varia de 2 – 20 ml em cada mamada” (BRASIL, 2003, p. 138).
Certas subst�ncias apresentam-se em concentra寤es muito maiores no colostro do que nos outros leites e s�o elas: prote�nas, sais minerais, anticorpos, vitaminas e gl�bulos brancos.
� um leite rico tamb�m em fatores de crescimento que ajudam o intestino imaturo do rec�m-nascido a se desenvolver, preparando o intestino para digerir e absorver o leite maduro e impedindo a absor豫o de prote�nas n�o digeridas. Possui uma a豫o preventiva da icter�cia, e laxativa ajudando a elimina豫o do mec�nio.
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2.2.3 Leite Transi豫o
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O leite de transi豫o � identificado de tr�s a cinco dias ap�s o parto, ou seja, passa de colostro para leite de transi豫o.
Al�m da mudan�a de volume, o leite de transi豫o, muda tamb�m a sua composi豫o e dura at� duas semanas ap�s o parto. No per�odo de duas semanas ele se transforma em um leite com conte�do mais alto de gordura e lactose, aumentando assim o seu valor cal�rico total (STEPHENSON; O’CONNOR, 2004).
2.2.4 Leite Maduro
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� o leite produzido a partir do d�cimo quinto dia p�s-parto e vem como continua豫o ao leite de transi豫o. � um l�quido branco, opaco, com pouco odor, sabor ligeiramente adocicado e possui ainda mais gordura e carboidrato (BRASIL, 2003). Este leite possui todos os nutrientes dos quais a crian�a precisa para se desenvolver, n�o sendo necess�rio at� o sexto m�s de vida o oferecimento de �gua, suco, e principalmente o leite de vaca, pois n�o possuem valor cal�rico adequado �s necessidades do desenvolvimento da crian�a.
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2.3 DESMAME PRECOCE
Atualmente, os profissionais de sa�de t�m trabalhado de forma persistente a import�ncia da m�e amamentar seu filho no m�nimo at� os seis meses de vida. Por�m, apesar do conhecimento incontest�vel do valor do leite humano e dos benef�cios do aleitamento para a mulher que amamenta, o desmame precoce ainda � bastante comum, mesmo para aquelas com acesso a informa豫o (CARVALHO, 2002). Portanto, � preciso considerar que o aleitamento materno � uma habilidade que deve ser resgatada e trabalhada, al�m de ser uma pr�tica que precisa ser apoiada.
Apesar do leite materno possuir os nutrientes necess�rios para o crescimento do beb�, e por garantir alguns benef�cios, tanto para o beb� quanto para a m�e, ainda assim a ader�ncia � amamenta豫o � pequena, onde a falta de informa豫o, baixa escolaridade da m�e, idade da m�e, trabalho materno, falta de incentivo do c�njuge e de parentes, problemas com a auto-imagem, falta de condi寤es ambientais para a ordenha do leite, les�es mam�ria s�o considerados impec�lios a pr�tica do aleitamento. “Muitas m�es, embora desejosas de proporcionar o melhor a seus filhos e sabedoras de todas as vantagens oferecidas pela lacta豫o natural, desistem de pratic�-las por falta de orienta豫o adequada” (SOUZA; BARBOSA, 2002, p. 241).
N�o possuindo condi寤es adequadas para amamentar, a nutriz opta pelo desmame, e com ele diversas complica寤es que podem surgir para a crian�a, como a desnutri豫o, o desarranjo intestinal, problemas com o aparelho digestivo da crian�a, o qual n�o est� adaptado para receber outros tipos de alimentos, pelo menos at� os 6 meses de idade.
A dura豫o do aleitamento materno est� sendo cada vez mais curta, exclusivamente pela falta de conhecimento das m�es que n�o possuem informa寤es de como resolver problemas relacionados � amamenta豫o, sendo de suma import�ncia a realiza豫o de um trabalho preventivo dos m�dicos pr�-natalistas, apontando os cuidados necess�rios para evitar e matar precocemente poss�veis complica寤es (BICALHO, 2001).
As m�es primigestas s�o as principais v�timas do desmame precoce, onde as rachaduras, fissuras, mamilos dolorosos, medo de ficar com as mamas ca�das, vergonha de amamentar em p�blico, se tornam fatores impeditivos para a amamenta豫o.
Segundo Faleiros, Trezza e Carandina (2006), de acordo com as recomenda寤es da Organiza豫o Mundial de Sa�de acerca do aleitamento Materno, este deve acontecer at� o sexto m�s de vida e ser complementado at� os dois anos de idade. Onde mesmo existindo v�rios programas de incentivo realizados, ainda assim, as m�es t�m dificuldades referentes ao manejo da lacta豫o, ocorrendo o desmame.
Muitas m�es suspendem o aleitamento precocemente por n�o serem orientadas a prevenir ou tratar os problemas que surgem nos primeiros dias p�s-parto ou pela press�o negativa da sociedade contra o aleitamento materno exclusivo, especificamente familiares ou vizinhos (BRASIL, 2006, p. 9).
Um dos fatores que favorecem a g�nese do desmame precoce � o fato dos m�dicos pr�-natalistas n�o darem �nfase necess�ria a mama no per�odo gestacional, nem demonstrarem as gestantes o necess�rio cuidado com estes �rg�os, bem como deixando de esclarecer a respeito do preparo da paciente para a amamenta豫o (VIEIRA, 2002).
Nesse sentido, as principais causas do desmame precoce s�o os mamilos dolorosos, rachaduras/fissuras mamilares, ingurgitamento mam�rio, mastite puerperal, hipogalactia, mamilos invertidos e problemas emocionais (MARINHO, 2004).
Diante do exposto � importante destacar o trabalho preventivo dos profissionais de sa�de com a disponibiliza豫o de informa寤es �s m�es e a familiares sobre as vantagens do aleitamento materno, para que seja visto como um ato de prazer e satisfa豫o (LEME, 2005).
O Minist�rio da Sa�de incluiu, em 1993, o incentivo ao aleitamento materno como uma das a寤es b�sicas de sa�de, dentro do Programa de Aten豫o � Sa�de Materno-Infantil, entretanto em estudo populacional realizado em 1995, no munic�pio de Botucatu - SP, encontrou-se um padr�o insatisfat�rio de aleitamento materno, onde, aos trinta dias, somente 29% das crian�as eram, exclusivamente, amamentadas, e aos quatro meses, apenas 4,6% (CARVALHAES; CORR�A, 2003).
A Pesquisa Nacional sobre Demografia e Sa�de, realizada no ano de 1996, mostrou que o aleitamento materno no Brasil estava aqu�m das recomenda寤es da OMS, com uma amamenta豫o mediana de apenas um m�s, dura豫o total de amamenta豫o de sete meses, e o aleitamento continuado por um ano em 41,0% das crian�as (VIEIRA; SILVA & BARROS FILHO, 2003).
A amamenta豫o significa para a mulher uma altera豫o do seu complexo biol�gico, de forma �nica para cada filho, envolvendo assim uma op豫o pessoal. Nesse sentido, a mulher deve buscar junto aos profissionais de sa�de orienta寤es, ao mesmo tempo em que toma suas decis�es.
Deve-se levar em considera豫o tamb�m, a ansiedade das m�es diante de uma situa豫o nova a qual elas n�o t�m o dom�nio, o medo de ficar com as mamas ca�das, a vergonha de amamentar em p�blico, e os sentimentos ambivalentes em rela豫o a dupla fun豫o exercida pela mama tamb�m podem ser considerados fatores de interven豫o no desmame precoce (ARANTES, 2000).
Vale ressaltar que neste trabalho deve ser abordado a preven豫o das rachaduras e fissuras, o ingurgitamento mam�rio e a mastite. Nesse sentido, todos os profissionais da �rea de sa�de que tenham contato com as gestantes podem orient�-las quanto ao preparo das mamas.
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2.4 ALIMENTA플O DA M홂
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Alguns alimentos s�o considerados como proibidos ou n�o recomendados durante o processo de amamenta豫o s�o eles: caf�, �lcool, leite de vaca (substituir por leite de soja), feij�o, repolho, enlatados, condimentos, couve flor, chocolate e pimenta. Esses alimentos podem produzir c�licas e gases no beb� (CARVALHO, 2002).
Muitas subst�ncias presentes em alguns alimentos podem alterar a produ豫o ou a composi豫o do leite materno. O fumo deve ser evitado, pois reduz a produ豫o do leite, doses excessivas de cafe�na, podem deixar a crian�a sem sono e com irritabilidade, o �lcool, age destruindo as c�lulas nervosas e deixando a crian�a sem fome.
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As demais refei寤es n�o devem ser muito diferentes do final da gravidez, pois as necessidades nutricionais est�o apenas ligeiramente aumentadas em rela豫o �quele per�odo. As recomenda寤es nutricionais indicam a necessidade de mais energia, prote�nas, algumas vitaminas e minerais. (CARVALHO, 2002, p. 64).
A m�e, enquanto estiver no per�odo de amamenta豫o, sentir� muita sede, por conta da perda h�drica que ocorre atrav�s da produ豫o do leite, logo, deve ingerir durante a mamada um copo de �gua ou suco de frutas.
2.5 TIPOS DE COMPLICA합ES
Algumas intercorr�ncias podem ocorrer durante o per�odo de amamenta豫o, principalmente nos primeiros dias. Esses problemas podem estar relacionados a fatores que envolvem o beb�, o ambiente e a m�e, onde se n�o forem tratadas adequadamente podem levar a um desmame precoce.
2.5.1 Mamilos Doloridos
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� muito comum nas primeiras mamadas ocorrerem ferimentos e dor nos mamilos. De acordo com Varela (1994), isto acontece porque os condutos que passam pelos mamilos est�o secos e, na primeira suga豫o, forma-se v�cuo. Quando o transporte de leite torna-se mais intenso, ocorre a lubrifica豫o dos condutos e s�o aliviados o desconforto e as dores ao amamentar. O desmame precoce � um dos fatores ocasionados pelos mamilos doloridos, sendo este o causador de extremo desconforto no processo da amamenta豫o.
A dor interfere no reflexo de eje豫o do leite, consequentemente, o lactente n�o recebe suficiente leite ao amamentar, isto gerando-lhe inquietude e choro. Essa atitude do lactente produz ang�stia da m�e, inibindo mais ainda a eje豫o l�ctea e podendo conduzir ao fracasso da amamenta豫o. (VALD�S; S핹CHEZ & LABBOK, 1999, p. 54).
Algumas precau寤es podem ser tomadas para prevenir o mamilo doloroso, as quais devem ser iniciadas a partir do pr�-natal atrav�s de massagens e fric豫o do mamilo, com o intuito de torn�-los menos sens�veis � suc豫o; execu豫o de exerc�cio de exterioriza豫o dos mamilos “malformados” com a devida orienta豫o profissional. O profissional da �rea dever� informar a futura m�e sobre a postura e pega adequada do beb� e a import�ncia da ordenha antes da amamenta豫o.
2.5.2 Trauma mamilar
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Existem v�rios tipos de traumas mamilares que podem surgir no seio da nutriz durante o per�odo da amamenta豫o, portanto devem ser seguidos alguns cuidados para evitar diversos problemas: amamentar com t�cnica correta e em livre demanda, manter sempre secos os mamilos, antes ou depois da amamenta豫o.
Segundo Thomson e Morais (2006), um dos traumas mais comuns exposto pela maioria das nutrizes � a fissura mamilar. As fissuras mam�rias (Figura 3) s�o traumas registrados normalmente nos primeiros dias da amamenta豫o. A maior causa deste problema est� na incorreta posi豫o da crian�a no ato de amamentar.
Figura 3: Fissura Mamilar
Fonte: THOMSON, Zuleika; MORAIS, Adriana Estela Pinesso. Problemas precoces e tardio das mamas: preven豫o, diagn�stico e tratamento. In: R�GO, Jos� Dias. Aleitamento Materno. S�o Paulo: Atheneu, 2006, cap. 12, p. 213
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Este tipo de trauma � ocasionado segundo Martin e Krebs (2001), principalmente pela pega incorreta da crian�a, onde ao inv�s de usar sua for�a de suc豫o na regi�o da ar�ola, faz a pega indevida na regi�o mamilar, ocasionando a fissura.
As fissuras podem ser observadas principalmente na primeira semana p�s-parto, onde os maiores sintomas s�o dor intensa e desconforto ao amamentar, que segundo a estes fatores ocasionam por muitas vezes a diminui豫o das mamadas, podendo atingir diretamente no processo de desenvolvimento do beb� ou at� levar ao desmame precoce, ao ingurgitamento mam�rio e uma mastite.
2.5.3 Mastite
A mastite � uma inflama豫o das gl�ndulas da mama causada por diversos fatores tais como: ac�mulo de leite que acontece com maior freq獪ncia no p�s-parto, condi寤es de higiene inadequadas, fadiga, estresse de lactente, ingurgitamento mam�rio, falta de conscientiza豫o quanto ao n�mero correto de mamadas, dificuldade da ordenha, pode ser causada tamb�m por Staphylococcus aureus em 50 a60% dos casos; Escherichia Coli e raramente, Streptococcus.
A mastite pode ocorrer em uma mama ou nas duas apresentando as seguintes caracter�sticas: mamas hiper�micas, t�rgidas, �lgicas e hipert�rmicas (Figura 4).
Figura 4: Mama acometida por mastite.
Fonte: THOMSON, Zuleika; MORAIS, Adriana Estela Pinesso. Problemas precoces e tardios das mamas: preven豫o, diagn�stico e tratamento. In: R�GO, Jos� Dias. Aleitamento materno. S�o Paulo: Atheneu, 2006, cap.12, p. 218.
A mastite pode ser de tr�s tipos: lobar, quando h� comprometimento de apenas uma regi�o; ampolar, quando existe o processo inflamat�rio. E se no local infeccionado existir ponto de flutua豫o, � porque j� evoluiu para um abscesso mam�rio (MATTAR; ABR홒, 2005).
A infec豫o pode ser causada por alguns microorganismos diferentes. De acordo com Thomsom e Morais (2006), os causadores mais comuns das mastites s�o: Staphylococcus aureus em50 a60% dos casos; Escherichia Coli e raramente, Streptococcus.
No processo infeccioso da mastite os sintomas mais comuns s�o: maior sensibilidade mam�ria edema, hiperemia, muita dor durante a mamada, podendo haver excre豫o de pus pela papila mam�ria e dor ao movimentar o bra�o. Geralmente h� intercorr�ncias de febre, calafrios, mal-estar, astenia e fraqueza. A mastite tamb�m gera um aumento de s�dio e cloreto no leite, ocasionando a diminui豫o de lactose, tornando o leite mais salgado, evidenciando assim a rejei豫o por parte da crian�a.
2.5.4 Abscesso mam�rio
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O abscesso mam�rio � causado por uma mastite n�o tratada, ocasionando inflama寤es e deformidades da mama. Faz-se importante um tratamento precoce, entre 24 e 48 horas ap�s o aparecimento dos primeiros sintomas, para que n�o haja agravamento do processo inflamat�rio.
Segundo Thomson e Morais (2006), pode ser facilmente identificado o abscesso mam�rio quando ao tocar o local infeccionado, este apresente uma sensa豫o de flutua豫o. Existindo como sintoma dor intensa nos seios, mal-estar, febre e calafrios.
Muitas vezes o abscesso � tratado cirurgicamente, sendo realizada uma drenagem ou aspira豫o, portanto a ultra-sonografia torna-se importante para a confirma豫o do diagn�stico, servindo como um instrumento para determinar o local para a incis�o cir�rgica (GIUGLIANE, 2004).
Apesar da realiza豫o incis�o cir�rgica, a amamenta豫o n�o dever� ser interrompida, utilizando-se da outra mama que n�o foi afetada, ou do mesmo lado da incis�o se esta n�o incomodar. N�o sendo poss�vel a suc豫o na mama afetada, deve-se regularmente realizar o esvaziamento da mesma. � essencial que a interven豫o seja r�pida e precoce, podendo evitar diversas complica寤es que podem ocorrer, como por exemplo, uma drenagem espont�nea (Figura 5).
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Figura 5: Abscesso mam�rio com drenagem espont�nea.
Fonte: THOMSON, Zuleika; MORAIS, Adriana Estela Pinesso. Problemas precoces e tardios das mamas: preven豫o, diagn�stico e tratamento. In: R�GO, Jos� Dias. Aleitamento materno. S�o Paulo: Atheneu, 2006, cap. 12, p. 220.
Todo esfor�o deve ser feito para que seja prevenido o quanto antes o abscesso mam�rio, pois esta condi豫o poder� comprometer at� futuras lacta寤es em aproximadamente 10% dos casos. Se houver agravamento poder� a mama deformar-se e comprometer tamb�m o seu processo funcional. Portanto, torna-se importante a preven豫o da mastite, evitando tamb�m com isto o abscesso mam�rio.
2.5.5 Ingurgitamento Mam�rio
De acordo com Souza e Barbosa (2002), o ingurgitamento mam�rio (Figura 6) compreende o aumento do volume de sangue e flu�dos nos tecidos que suportam a mama e aumento da quantidade de leite que fica retido na gl�ndula mam�ria. Por consequ�ncia, as mamas ficam inchadas, dolorosas e com aspecto avermelhados. A mulher pode apresentar febre e o leite pode parar de ser ejetado.
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Figura 6: Ingurgitamento mam�rio.
Fonte: BASTOS, Kediman C�lis Barros; PEIXOTO, Maria Marly Lopes Vieira; RODRIGUES, Rita de C�ssia Barros. Banco de leite humano: manual de qualidade dos procedimentos em bancos de leite humano. Cear�, 2002. Dispon�vel em: http://www.abpblh.org.br. Acesso em: 20 Mar. 2012.
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Pode-se observar no quadro abaixo que existem caracter�sticas diferentes entre o ingurgitamento mam�rio e a mastite (Quadro 1).
Compara豫o entre as principais caracter�sticas das intercorr�ncias mam�rias
Caracter�sticas
Ingurgitamento mam�rio
Mastite
In�cio
Gradual / P�s-parto imediato
S�bito / Depois de 10 dias
Local
Bilateral
Unilateral
Calor / Edema
Generalizado
Localizado / Intenso / Edemaciado
Dor
Generalizada
Intensa / Localizada
Temperatura
< 38,4�
> 38,4�
Sintomas Gerais
Poucos
Semelhantes as gripe
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Quadro 1: Compara豫o entre as principais caracter�sticas das intercorr�ncias mamarias.
Fonte: CARVALHO, Marcus; TAMEZ, Raquel. Amamenta豫o: bases cient�ficas para a pr�tica profissional. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005, p. 127.
O Ingurgitamento mam�rio possui tr�s tipos segundo a sua localiza豫o: lobular, quando a dor � referida em pontos esparsos da mama; lobar, quando h� dor em uma ou mais regi�es esparsas da mama, desde a regi�o areolar, agregado � presen�a de edema, que geralmente ultrapassa a borda alveolar e glandular; e o ampolar, que suprime o mamilo e torna sua apreens�o imposs�vel. Nestes casos a suc豫o torna-se um processo muito doloroso, pois incide justamente numa �rea muito delicada da mama. A qual possui fibras muito sens�veis ao toque (SOUZA; BARBOSA, 2002).
Conv�m ressaltar que, todos os profissionais de sa�de s�o capacitados para fornecer informa寤es sobre a import�ncia do aleitamento e cuidados com a mama. Mas cabe ao enfermeiro orientar as m�es quanto ao est�mulo de suc豫o, pega correta, postura do beb� na mama, postura da m�e ao amamentar, ordenha manual e as t�cnicas adequadas para se evitar complica寤es durante a amamenta豫o.
Nesse sentido, se faz de suma import�ncia realizar uma abordagem, no pr�ximo cap�tulo, acerca da atua豫o da enfermagem na preven豫o das complica寤es do aleitamento materno. Complica寤es estas que muitas vezes levam ao desmame precoce, por isso se faz necess�rio um trabalho de educa豫o continuada com as gestantes no per�odo pr�-natal.
3 ATUA플O DO ENFERMEIRO NAS COMPLICA합ES DO ALEITAMENTO
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A enfermagem deve instruir quanto aos cuidados que se devem ter com as mamas, principalmente pelo fato da amamenta豫o ser de grande import�ncia para a sa�de e desenvolvimento da crian�a.
O processo de prepara豫o da amamenta豫o come�a no pr�-natal, e o enfermeiro atrav�s de uma avalia豫o, examina os seios da gestante, orientando quanto aos cuidados necess�rios que devem ser seguidos durante este processo, enfatizando a import�ncia do aleitamentoem um Cursode Orienta豫o para gestante ou em orienta寤es dadas no ambulat�rio (REIS et al, 2002)
O enfermeiro age na �rea de sa�de como sujeito capaz de facilitar a amamenta豫o atrav�s da preven豫o e corre豫o de complica寤es no aleitamento materno. Uma das fun寤es deste profissional de sa�de � desenvolver na gestante e no parceiro desta, uma oportunidade de saber escolher qual o melhor m�todo a utilizar para o seguimento da alimenta豫o do beb� (REIS et al, 2002).
3.1 TRATAMENTO DE MAMILOS DOLOROSOS
Na amamenta豫o o inc�modo nas mamas � normal, devido ao aumento do fluxo de leite, portanto faz-se importante a prepara豫o dos mamilos logo no per�odo gestacional, seguindo orienta寤es que possam torn�-los menos sens�veis a suc豫o.
Para cada mamada � importante a verifica豫o da flexibilidade areolar, se esta n�o estiver male�vel, � necess�rio fazer a ordenha por express�o manual para que o beb� consiga a pega adequada para uma suc豫o satisfat�ria e livre de dores ou ardor nos mamilos.
Em muitos casos, a dor mamilar desaparece imediatamente, ap�s a corre豫o da posi豫o de suc豫o do beb�. A m�e se sente mais confort�vel e o beb� mais satisfeito a cada mamada (MARTIN; KREBS, 2001).
Os exerc�cios de Hoffmann (Figura 7) � uma t�cnica utilizada para exteriorizar o mamilo (plano, invertido e pseudo-invertido). Com os dedos indicadores ou polegares na ar�ola, a m�e deve tracionar e apertar para fora de forma vertical, horizontal e diagonal os mamilos. Devem ser realizados 10 movimentos para cada posi豫o (BRAZ, 2005).
S�o muito utilizados os exerc�cios de Hoffmann, na tentativa de tornar os mamilos mais salientes, podendo servir como preven豫o � interven豫o cir�rgica. Os movimentos devem ser repetidos diversas vezes, tendo como objetivo estirar as ader�ncias do mamilo com a press�o dos dedos (BRAZ, 2005).
Figura 7: Exerc�cios de Hoffmann.
Fonte: TIPOS de mamilos. Dispon�vel em http://www.dirsa.aer.mil.br/DS/dicas_1_ arquivos/image018.jpg. Acesso em: 18 Fev. 2012.
Dentre os tratamentos eficazes para os traumatismos e dor na papila, est� o bom posicionamento do lactente na mama. Se m�e e filho estiverem em sincronia perfeita com as orienta寤es dos especialistas, as chances de intercorr�ncias podem ser reduzidas, como rachaduras ou at� mesmo infec寤es. Percebendo as rachaduras a m�e poder� utilizar o pr�prio leite para ajudar na cicatriza豫o. Podendo tamb�m expor os seios ao sol com a utiliza豫o do pr�prio leite, por 10 minutos (BRAZ, 2005).
� importante que a nutriz procure aux�lio profissional at� mesmo neste caso, onde uma simples rachadura nos mamilos poder� ocasionar um grande trauma se n�o tratado devidamente.
3.2 TRATAMENTO DA FISSURA MAMILAR
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O surgimento de poss�veis fissuras n�o deve ser um fator determinante para a suspens�o da amamenta豫o. As fissuras causam dor, mas n�o impedem que a m�e continue a amamentar, devendo utilizar-se da mama n�o infectada ou menos afetada, podendo ordenhar um pouco de leite antes da mamada para desencadear o reflexo de eje豫o, evitando com isso que a crian�a tenha que sugar muito forte no in�cio da mamada. Em casos mais graves deve-se suspender a suc豫o por vinte quatro a quarenta e oito horas, podendo ser mantida a ordenha (GIUGLIANE, 2004).
As conchas de silicone s�o usadas sob o suti� evitando o maior contato e a fric豫o da �rea traumatizada � vestimenta, permitindo uma maior ventila豫o para os mamilos, contribuindo para a cicatriza豫o (Figura 8). Estas possuem uma c�mara de ar que permite a coleta de leite caso haja vazamento, mantendo o suti� sempre seco, evitando a umidade para o mamilo (BRAZ, 2005). Podendo servir tamb�m de protetores para os seios entre as mamadas, arranjos caseiros, como meia bola de isopor oca ou coadores de pl�stico pequeno (BICALHO, 2001).
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Figura 8: Concha para fissuras.
Fonte: ALEITAMENTO Materno – Cuidado com as mamas. Dispon�vel em: http://www.cssj.com.br/site2/giamasp. Acesso em: 20 Fev. 2012.
Para o tratamento das fissuras s�o necess�rias algumas provid�ncias, citadas por Marinho (2004) como alguns cuidados para evitar a fissura:
a)젨� A m�e deve preparar a mama durante o pr�-natal utilizando estrat�gias para o fortalecimento dos tecidos areolares e mamilares, tais como: banho de sol nos seios, fric豫o de toalha, utiliza豫o de suti� de algod�o com orif�cio na regi�o mamilar, passar uma bucha (sem sab�o) nos seios no momento do banho (Figura 9).
b)젨 A posi豫o adequada da crian�a no momento da mamada � fundamental para o n�o aparecimento de fissuras.
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젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨� 젨젨Figura 9: Fric豫o do mamilo com a toalha.
Fonte: ALEITAMENTO Materno – Cuidado com as mamas. Dispon�vel em: http://www.cssj.com.br/site2/giamasp. Acesso em: 20 Fev. 2012.
A conscientiza豫o da m�e quanto a preven豫o � importante, n�o devendo ser utilizados qualquer tipo de creme, pomada ou spray no seio, podendo com isso ocasionar maior sensibilidade no local. As nutrizes poder�o lavar o complexo ar�olo - mamilar, antes ou ap�s cada mamada, sendo dispensado o uso do sabonete ou �gua (VINHA, 1999). Sendo permitido para a limpeza dos mamilos apenas o leite materno, deixando-o secar ao ar, facilitando assim, a cicatriza豫o, a flexibilidade, e a pega (BICALHO, 2001).
Apesar de toda precau豫o e cuidados com a fissura � necess�rio que a nutriz seja acompanhada periodicamente por um profissional da �rea, at� que o problema seja definitivamente resolvido, reduzindo assim a possibilidade de desmame precoce, ou at� a gera豫o de uma mastite.
3.3 TRATAMENTO DA MASTITE
Uma forma de evitar a inflama豫o mam�ria � n�o permitir o ac�mulo de leite nos ductos, atrav�s da retirada do leite restante ap�s cada mamada. Uma boa maneira de fazer isso � massageando os seios no chuveiro quente. Para tratar a mastite, Marinho (2004) aponta algumas medidas:
a)젨젨젨 Aplica豫o de compressas �midas mornas sobre a �rea afetada por dez a quinze minutos, em seguida compressas geladas pelo mesmo tempo, depois massagear cada mama delicadamente, com movimentos circulares, e, logo ap�s, tentar retirar o leite.
b)젨 쟔e necess�rio, o m�dico pode prescrever o uso de analg�sico antes de proceder � auto-ordenha.
Para o tratamento da mastite � necess�rio tamb�m o repouso da genitora, a ingest�o de bastante l�quido, o uso de enfeixamento � noite e nos intervalos das mamadas, para que evite o aumento do fluxo de leite e o uso de um suti� refor�ado, mas que n�o aperte, com o intuito de diminuir a congest�o da parte inflamada dos seios (GIUGLIANE, 2004).
Tomando-se todas as precau寤es necess�rias ao tratamento da mastite, n�o havendo melhora durante quarenta e oito horas, faz-se necess�rio a procura m�dica especializada para que venha a investigar a presen�a de abscesso mam�rio.
De acordo com Vinha (1999, p.38) cabe ao tratamento da mastite:
a)젨� Continuar a amamentar usando v�rias posi寤es para amamentar de forma a esvaziar os dois seios por completo ou pelo menos esvaziar um seio em cada mamada;
b)젨 Esvaziar completamente o seio afetado mesmo que por express�o manual;
c)젨� Utilizar compressas mornas ou banhos quentes;
d) 잸umentar a ingest�o de l�quidos;
e)� 쟓epousar no leito;
f)� 쟖sar medica豫o para a dor se necess�rio;
g) 잸ntibi�ticos se prescritos pelo m�dico.
J� Baracho (2007, p. 87) recomenda para o tratamento da mastite “um suporte mam�rio com compressa de calor �mido, drenagem mam�ria e analg�sicos, al�m de manuten豫o da amamenta豫o”.
� de suma import�ncia que a m�e continue amamentando e associado a isso realize compressas mornas e banhos quentes. Vale salientar que o tratamento medicamentoso deve ser realizado somente sob prescri豫o m�dica (BARACHO, 2007).
3.4 TRATAMENTO DO INGURGITAMENTO MAM핾IO
O ingurgitamento geralmente ocorre alguns dias ap�s o nascimento ou em qualquer �poca durante a amamenta豫o. Carvalho (2002) sugere algumas medidas que podem ser adotadas para evitar o ingurgitamento:
a)젨� As m�es devem amamentar no sistema de livre demanda logo ap�s o parto;
b)젨젨� Verificar se a crian�a mama em boa posi豫o desde o primeiro dia.
Para que haja a preven豫o do ingurgitamento faz-se necess�rio seguir algumas recomenda寤es como amamentar com t�cnica correta, observando as posi寤es do beb� que convenha a facilidade da suc豫o, amamentar em livre demanda, deixando o beb� � vontade e evitar o uso de suplementos. Devendo sempre observar que logo nas primeiras mamadas a quantidade de leite sempre � maior do que a capacidade que o beb� consegue sugar, para isso � necess�ria a ordenha ap�s cada mamada, evitando com isso o ac�mulo excessivo do leite (BICALHO, 2001).
Diversos procedimentos s�o encontrados na literatura, sendo adotados por diversos profissionais de sa�de, como o uso de Ocitocina para est�mulo sensorial dos proprioceptores do mamilo, n�o sendo necess�ria a utiliza豫o desta j� que a libera豫o de ocitocina � liberada pelo organismo naturalmente com o est�mulo da suc豫o (BARACHO, 2007).
� preciso estar atento quanto ao aumento da produ豫o de leite causado pela utiliza豫o do calor, onde este deve estar equilibrado com a drenagem do leite, tendo o cuidado tamb�m com as poss�veis queimaduras na pele sens�vel ocasionada pelo ingurgitamento. Sabe-se tamb�m do uso do frio tendo como finalidade a diminui豫o da produ豫o do leite, atrav�s da diminui豫o do fluxo sangu�neo, devendo tamb�m ser cuidadosa, pois existe a constri豫o dos ductos lact�feros, a qual dificulta a drenagem l�ctea, agravando o quadro de ingurgitamento mam�rio, e seu uso prolongado causa o efeito rebote (CARVALHO, 2002).
Conforme Baracho (2007, p. 75), “para o tratamento do ingurgitamento mam�rio deve-se realizar a retirada do leite por suc豫o do rec�m nascido ou ordenha manual ap�s 10 (dez) minutos de compressa de gelo, enfaixamento mam�rio e uso de analg�sicos” (Figura 10).
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젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨 젨Figura 10: Compressa T�rmica.
Fonte: ALEITAMENTO Materno – Cuidado com as mamas.
Dispon�vel em: http://www.cssj.com.br/site2/giamasp. Acesso em: 20 Fev. 2012.
A utiliza豫o do calor para al�vio da dor, faz com que aconte�a um aumento da circula豫o local, e uma vasodilata豫o (diminui豫o da viscosidade do sangue), propiciando aumento da velocidade do seu fluxo, dilata豫o dos ductos lact�feros, o que facilita a drenagem do leite.
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3.5 ORDENHA
A melhor forma de retirada do leite do seio � usando as pr�prias m�os, sendo interessante o processo da ordenha, no qual a m�e estando ausente este poder� ser oferecida a crian�a, colaborando com o aumento da produ豫o de leite e aliviando tamb�m a congest�o mam�ria, devendo a ordenha ser um processo indolor. Antes de cada mamada, deve-se verificar se o mamilo e a ar�ola est�o tensos, em seguida sugere-se massagear e retirar um pouco de leite para deixar mais male�vel e exteriorar o mamilo (BICALHO, 2001).
Antes da ordenha deve-se realizar massagem circular (Figura 11) desde a base at� a ar�ola na mama, usando uma m�o de apoio em dire豫o a oposta a que massageia, mediante t�cnica de palpa豫o, procurando identificar anormalidades e pontos dolorosos que possam existir.
No processo da ordenha a nutriz dever� manter alguns cuidados, como a higiene, pois a ordenha deve ser iniciada apenas ap�s as m�os lavadas, evitando com isto chances de contamina豫o do leite extra�do; procurar lugar tranq�ilo para ordenhar; e posicionar-se de maneira confort�vel (CARVALHO, 2002).
A ordenha � classificada em tr�s tipos: ordenha por express�o manual, ordenha com uso de bomba manual e a ordenha com uso de bomba el�trica.
A ordenha por express�o manual � o m�todo mais f�cil da ordenha, no qual s�o utilizadas as m�os ao inv�s de instrumentos, podendo ser realizado em qualquer hora e em qualquer local, n�o existe uma manobra padr�o a desenvolver, apenas pressionar e soltar os seios diversas vezes ritmicamente (CARVALHO, 2002).
Por ser um m�todo de est�mulo manual em seu in�cio o leite pode ser ejetado de imediato, entretanto depois da press�o nos seios, pode este come�ar a pingar, podendo at� jorrar. Os movimentos de press�o dever�o ser realizados por toda regi�o areolar, ajudando no esvaziamento de todos os seguimentos da mama. (SOUZA, 2002).
Para ordenha com uso de bomba manual � utilizado no est�mulo uma bomba manual que constitui-se de um tubo de vidro especial, o qual abrange todo o mamilo, sendo acoplado a um bulbo de borracha.
Inicia-se a ordenha apertando o bulbo para que seja eliminado todo o ar do seu interior. Ap�s esta elimina豫o do ar � encaixado o mamilo da nutriz na bomba manual, soltando o bulbo para que o mamilo e a ar�ola sejam “sugados” para dentro deste, assim este processo � repetido, at� que o leite comece a descer e se deposite na parte lateral e dilatada do tubo (SOUZA, 2002).
A higieniza豫o da bomba � muito importante toda vez que esta for utilizada, para evitar contamina豫o. Se o leite retirado tende a ser oferecido ao beb�, este m�todo � contra-indicado, pelo fato da bomba manual ser de dif�cil limpeza e esteriliza豫o, n�o garantindo a efic�cia do processo da amamenta豫o saud�vel (MODESTO, 2006).
A ordenha com as bombas el�tricas s�o mais utilizadas em ambientes hospitalares, sendo usada simultaneamente por v�rias mulheres, por isso esta pode ser transmissora de infec寤es se n�o houver uma esteriliza豫o toda vez que for utilizada, visto que nem sempre isto ocorre.
Na utiliza豫o do equipamento, deve-se atentar quanto ao manual de instru寤es para que o processo ocorra com seguran�a. A ordenha com este equipamento pode predispor a diversas conseq獪ncias como: maior desconforto e risco de danos a papila mamilar, reduzir efeito para situa寤es de ingurgitamento, estase l�ctea e bloqueio de ductos lact�feros; necessidade de uma maior massagem pr�via e da esteriliza豫o do equipamento toda vez que for utilizado (MATTAR; ABR홒, 2005).
Dentre os diversos tipos de ordenha a mais segura � a manual, que al�m de se tratar de um processo menos doloroso a nutriz deve estar apenas com m�os limpas para realiza豫o deste processo, n�o possuindo instrumento algum a ser esterilizado, exterminando o risco de contamina豫o.
3.6 POSTURAS ADEQUADAS PARA AMAMENTA플O
A m�e poder� com uma boa postura, proporcionar durante a amamenta豫o um melhor conforto para o beb�, se esta for bem orientada sobre as consequ�ncias que uma posi豫o incorreta poder� causar.
Ocorrem diversas complica寤es com o posicionamento inadequado tanto da m�e quanto do beb�, como ombros tensos e encolhidos; algias na coluna; certa dist�ncia do beb� em rela豫o a m�e; cabe�a e tronco do beb� n�o alinhados; queixo do beb� sem tocar no seio da m�e, dentre outras.
A m�e que possui a inten豫o de amamentar seu filho em tempo adequado dever� postar-se de maneira correta e confort�vel. “V�rios estudos sugerem que uma boa t�cnica de amamenta豫o nos primeiros dias ap�s o parto est� associada com a dura豫o do aleitamento materno” (WEIGERT et al, 2005, p. 5).
Com certo tempo e com a ajuda de um profissional da �rea a m�e poder� se ajustar �s posturas adequadas, facilitando o aleitamento materno. Os enfermeiros possuem embasamento ideal para um suporte assistencial � todas as quest�es que envolvem o tratamento das complica寤es no aleitamento materno, bem como a socializa豫o da import�ncia dos programas incentivadores e orientadores que circunde sobre a import�ncia do leite natural, e do desenvolvimento da crian�a (REIS et al, 2002).
O processo da amamenta豫o pode ser realizado em v�rias posturas diferentes, de acordo a vontade da m�e e da facilidade da varia豫o conforme as orienta寤es recebidas por um profissional de sa�de. A realidade � que algumas mulheres ainda ficam um pouco inseguras em rela豫o a que postura adotar.
De acordo Modesto (2006), as posi寤es geralmente utilizadas pelas m�es s�o aquelas que garantem o aconchego, a harmonia, acontecendo geralmente, sem a necessidade de orienta寤es t�cnicas.
Na maioria das vezes a m�e e a crian�a encontram intuitivamente e sem artif�cios na posi豫o mais c�moda. A primeira mamada, no entanto, deve ser assistida por um membro da equipe e ajudada se for necess�rio e/ ou a m�e solicitar. A mamada deve ser observada de maneira inteira, isto �, at� que o beb� termine a suc豫o e largue o peito (MODESTO, 2006, p. 146).
� necess�rio que a m�e verifique tamb�m o local onde se est� tentando amamentar a crian�a, para que garanta a tranquilidade do ato de amamentar, devendo expor totalmente os seios, escolhendo assim qual a postura a adotar para a situa豫o. Contudo, as posi寤es mais utilizadas s�o a deitada em dec�bito dorsal, na qual o beb� fica deitado no abd�men da m�e com a cabe�a sobre a mama, tendo, no entanto, o cuidado com a respira豫o e a posi豫o da cabe�a do beb� (Figura 11).
Figura 11: Amamenta豫o em dec�bito dorsal.
Fonte: CORDEIRO, Miriam Torres. Postura, posi豫o e pega adequadas: um bom in�cio para a amamenta豫o. In: R�GO, Jos� Dias. Aleitamento materno. S�o Paulo: Atheu, 2006. Cap. 10, p.172.
Existe tamb�m a posi豫o em dec�bito lateral, com um apoio de um travesseiro ou almofada, o beb� deitado em dec�bito lateral, apoiado no antebra�o da m�e e com o abd�men em contato com o abd�men da m�e. (Figura 12).
Figura 12: Amamenta豫o em dec�bito lateral.
Fonte: ALEITAMENTO materno. Dispon�vel em: www.iamagem.ufrj.br. Acesso em: 20 Fev. 2012.
As duas posi寤es, dec�bito dorsal e dec�bito lateral, contribuem muito para um melhor descanso da m�e, principalmente se o parto foi uma cesariana.
Se a genitora optar por uma posi豫o sentada poder� obter um apoio para os p�s, para as costas e cotovelos, podendo ser utilizado tamb�m um travesseiro no colo, com a inten豫o de aproximar o beb� do peito, aconchegando-o ainda mais, adquirindo assim uma posi豫o de tronco de quarenta e cinco graus no colo da m�e, facilitando a degluti豫o e prevenindo os refluxos gastroesof�dicos, muito comuns nos rec�m-nascidos (SOUZA; BARBOSA, 2002).
Na posi豫o sentada a cadeira escolhida deve permitir o apoio dos p�s ao ch�o, apoio ideal para as costas e apoio tamb�m para aos cotovelos da nutriz, garantindo conforto e seguran�a ao ato da amamenta豫o.
Figura 13: Amamenta豫o com o beb� em posi豫o de aconchego.
Fonte: ALEITAMENTO materno. Dispon�vel em: http://www.iamagem.ufrj.br. Acesso em: 18 Mar. 2012.
Na posi豫o invertida a m�e senta-se a cama ou a poltrona, podendo ser utilizada uma almofada ao seu lado como um apoio ou sustentar com o pr�prio bra�o o corpo do beb�. Utilizando de uma m�o para segurar a cabe�a do beb� e a outra introduzir� o mamilo na boca da crian�a.
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Figura 14: Amamenta豫o em posi豫o invertida.
Fonte: CORDEIRO, Mirian Torres. Postura, posi豫o e pega adequadas: um bom in�cio para a amamenta豫o. In: R�GO, Jos� Dias. Aleitamento materno. S�o Paulo: Atheneu, 2006, p. 170.
A posi豫o invertida garante a drenagem do leite dos ductos da regi�o axilar. Nos quatro a cinco primeiros dias da “apojadura” � indicado que a crian�a fa�a uma mamada cl�ssica e outra invertida at� o nivelamento das mamas, o qual ir� ocorrer em torno do d�cimo dia (CORDEIRO, 2006). Esta posi豫o � vi�vel quando o rec�m-nascido � muito pequeno, quando as mamas s�o muito grandes ou est�o doloridas, ou ainda quando a mamada � de g�meos, situa豫o na qual a m�e poder� amamentar os dois ao mesmo tempo com a ajuda de algu�m.
Em casos de mamas muito grandes, fissuras mamilares, rec�m-nascidos pr�-maturos, a posi豫o “cavalinho” � indicada, ajudando na pega da crian�a, pois o mamilo entra mais na boca do beb�. Esta posi豫o consiste em manter o lactente sentado sobre a coxa da m�e com seu corpo de frente a ela (Figura 15).
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Figura 15: Amamenta豫o em forma de cavalinho.
Fonte: ALEITAMENTO materno. Dispon�vel: www.imagem.ufjr.br. Acesso em: 20 Fev.2012.
Dentre muitas posi寤es � preciso salientar que a m�e fica livre para escolher o tipo de posi豫o mais conveniente para o momento da amamenta豫o, cabendo ao profissional de sa�de, orientar sobre a posi豫o mais adequada para todo tipo de situa豫o, contribuindo para o n�o surgimento de complica寤es.
Os autores Brunner e Suddarth (1990), explicam algumas t�cnicas que s�o de fundamental import�ncia para amamenta豫o:
a)젨� Higiene: deve-se sempre limpar os mamilos com algod�o e �gua;
b)젨 Hor�rio: o RN dever� ser amamentado sempre que tiver fome, e durante o tempo que quiser, inclusive � noite;
c)젨� Posi豫o adequada: a posi豫o deve ser a mais confort�vel poss�vel para ambos;
d)젨 Mamas: as mamas devem ser oferecidas sempre cheias e nunca esquecendo de introduzir todo o mamilo na boca do RN;
e)젨� Preven豫o: n�o usar pomadas, anti-s�pticos ou qualquer tipo de �leo na regi�o dos mamilos.
f)젨� Vale ressaltar, que a amamenta豫o estabelece uma rela豫o afetiva entre m�e e filho e transmite anticorpos para o RN, sendo a sua composi豫o ideal, de r�pida ingest�o e temperatura correta.
Ao escolher uma posi豫o para dar de mamar, o mais importante � que a m�e esteja confort�vel e que o beb� alcance o seio com facilidade.잻essa forma, uma boa posi豫o para amamentar � aquela que facilita a coloca豫o do beb� junto ao peito e permite uma boa pega.
4 TRAJET�RIA METODOL�GICA
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4.1 TIPO DE ESTUDO
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젨젨젨젨젨� No intuito de compreender a atua豫o do enfermeiro na preven豫o de complica寤es no aleitamento materno, optou-se por uma revis�o da literatura atrav�s do estudo qualitativo, descritivo e explorat�rio.
De acordo com Minayo (1996, p. 37) a pesquisa cient�fica � “um conjunto de procedimentos sistem�ticos, baseados no racioc�nio l�gico, que tem por objetivo encontrar solu寤es para os problemas propostos mediante o emprego de m�todos cient�ficos”.
Lakatos (2001, p. 62), ressalta a diversidade existente entre os trabalhos qualitativos e enumera um conjunto de caracter�sticas essenciais capazes de identificar uma pesquisa desse tipo, entre estes:
- O ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como instrumento fundamental;
- O car�ter descritivo;
- O significado que as pessoas d�o �s coisas e � sua vida como preocupa豫o do investigador;
- Enfoque indutivo.
Nesse sentido, Marconi e Lakatos (2001, p. 86) relata que: “a pesquisa cient�fica tem por objetivo traduzir e expressar o sentido dos fen�menos do mundo social; trata-se de reduzir a dist�ncia entre indicador e indicado, entre teoria e dados, entre contexto e a豫o”.
O desenvolvimento de um estudo de pesquisa cient�fica determina por parte do pesquisador um fen�meno a fim de definir o campo e a dimens�o em que o trabalho desenvolver-se-�, isto �, o territ�rio a ser mapeado. Desta forma, a presente monografia ser� fundamentada com base em livros, artigos cient�ficos, revistas eletr�nicas.
젨젨젨젨젨� A metodologia utilizada foi � descritiva-explorat�ria, a qual visa � descri豫o de v�rias abordagens acerca dos assuntos e an�lise dos conte�dos expostos. O meio de investiga豫o foi a bibliogr�fica, pois buscou-se fontes te�ricas para a constru豫o da pesquisa.
젨젨젨젨젨� De acordo com Moreira e Caleffe (2006, p. 74):
A pesquisa bibliogr�fica � desenvolvida a partir de material j� elaborado, constitu�do principalmente de livros e artigos cient�ficos. A pesquisa bibliogr�fica n�o deve ser confundida com a revis�o ou a resenha bibliogr�fica, pois a pesquisa bibliogr�fica � por si s� um tipo de pesquisa, enquanto a revis�o ou a resenha bibliogr�fica � um componente obrigat�rio de todo e qualquer tipo de pesquisa.
젨젨젨젨젨� Conforme Gil (1994) apud Moreira e Caleffe (2006, p. 74) os passos para elabora豫o de uma pesquisa bibliogr�fica s�o: determinar os objetivos; elaborar um plano de trabalho; identificar as fontes; localizar as fontes; ler o material; fazer os apontamentos; confeccionar as fichas e redigir o trabalho.
젨젨젨젨젨� Nesse sentido, o relat�rio final de uma pesquisa bibliogr�fica normalmente se comp�e de introdu豫o, desenvolvimento (contendo v�rias sec寤es) e conclus�o. Haja vista que, a pesquisa bibliogr�fica � desenvolvida a partir de material j� elaborado, constitu�dos de livros, revistas, artigos, jornais, monografias, disserta寤es, teses, material cartogr�fico etc.�
젨젨젨젨젨� Segundo Gil (2000, p. 43), “as pesquisas explorat�rias t�m como principal objetivo desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e id�ias de formula豫o de problemas mais presos e hip�teses pesquis�veis para estudos posteriores”.
Caracteriza-se como descritiva explorat�ria, por realizar uma revis�o bibliogr�fica em livros, revistas, artigos cient�ficos e diversos textos capturados na Internet em sites voltados para o assunto contextualizado.
Por ora, no que se refere �s tipologias empregadas nesta pesquisa, quanto aos objetivos � pesquisa foi � descritiva, que segundo Beuren (2003) preocupa-se em observar os fatos, registr�-los, analis�-los, classific�-los e interpret�-los sem a interfer�ncia das pesquisadoras.
4.2 AMOSTRAGEM
Foi feita uma pesquisa bibliogr�fica, com busca livre por descritores nas seguintes bases de dados: Lilacs, Scielo, BDENF, Medline. Os crit�rios para sele豫o foram: publica寤es do per�odo de 2002 a 2007, exceto as refer�ncias utilizadas para construir a trajet�ria metodol�gica e o marco te�rico. Foram selecionados 10 bibliografias. Nessas bibliografias buscou-se os indicativos da fisiologia da lacta豫o,� causas do desmame e t�cnica de amamenta豫o.
4.3 ESTRAT�GIAS DE COLETA DE DADOS
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Constata-se que a pesquisa bibliogr�fica consiste em uma sistematiza豫o de passos a serem seguidos. Desse modo, a estrat�gia de coleta de dados procurou abordar a investiga豫o atrav�s de um percurso estabelecido para a conclus�o da pesquisa.
A coleta de dados foi realizada no per�odo de 15 de Fevereiro de 2012 a 15 de Mar�o de 2012. A leitura e an�lise dos textos foram realizadas no per�odo de 16 de Mar�o de 2012 a 05 de Abril de 2012. Os dados ap�s leitura e releitura, foram analisados de acordo o tema da pesquisa.
Os dados foram apresentados sob a forma de texto descritivo, segundo os temas que emergiram da leitura.
5 AN핶ISE DOS DADOS OBTIDOS
Sendo assim, ap�s a coleta dos dados, foram feitas a an�lise e interpreta豫o dos mesmos com a inten豫o de se obter respostas �s investiga寤es. As an�lises utilizadas no decorrer do trabalho constituem em pesquisa explorat�ria, pois se fez necess�rio � compara豫o e utiliza豫o de todo referencial te�rico pesquisado sobre o assunto a fim de relacion�-lo com os dados coletados, e descritivos devido a sua rica descri豫o das caracter�sticas do assunto estudado.
젨젨젨젨젨� Analisando o levantamento bibliogr�fico, conclui-se que o enfermeiro pode atuar na preven豫o de complica寤es no aleitamento materno, onde pode ser dividido em tr�s categorias:
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5.1 CATEGORIA 1: FISIOLOGIA DA LACTA플O
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젨젨젨젨젨� No in�cio da gravidez, o tecido mam�rio desenvolve-se devido � a豫o de diferentes horm�nios. O estr�geno � respons�vel pela ramifica豫o dos ductos e o progestog�nio, pela forma豫o dos l�bulos. Lactog�nio placent�rio, prolactina e gonadotrofina cori�nica contribuem para a acelera豫o do crescimento mam�rio. A secre豫o de prolactina aumenta de 10 a 20 vezes na gravidez. No entanto a prolactina � inibida pelo lactog�nio placent�rio, n�o permitindo que a mama segregue leite durante a gravidez. Com o nascimento da crian�a e a expuls�o da placenta, a mama passa a produzir leite pela a豫o da prolactina (MELLO, 2007).
젨젨젨젨젨� A ocitocina age na contrata豫o das c�lulas mioepiteliais que envolvem os alv�olos, provocando a sa�da do leite. A prolactina e a ocitocina s�o reguladas por dois importantes reflexos maternos: o da produ豫o do leite (prolactina) e o da eje豫o do leite (ocitocina). Tais reflexos s�o ativados pela estimula豫o dos mamilos, sobretudo pela suc豫o. O reflexo de sa�da do leite tamb�m responde a est�mulos condicionados, tais como vis�o, cheiro e choro da crian�a, e a fatores de ordem emocional, tais como motiva豫o, autoconfian�a e tranquilidade que deve ser passado pelo enfermeiro. Por outro lado, a dor, o desconforto, estresse, a ansiedade, o medo e a falta de autoconfian�a podem inibir o reflexo de sa�da do leite, prejudicando a lacta豫o (JUNQUEIRA, 2004).
젨젨젨젨젨� O leite � produzido nos alv�olos, em c�lulas epiteliais diferenciadas. A maior parte do leite � produzida durante a mamada, sob est�mulo da prolactina. A secre豫o de leite aumenta em media 50 ml no segundo dia p�s-parto at� 500ml no quarto dia. O volume de leite produzido na lacta豫o j� estabelecida varia de acordo com a procura da crian�a. Em m�dia � de 850 ml por dia de amamenta豫o exclusiva (MELLO, 2007).
젨젨젨젨젨� As mamas s�o gl�ndulas ex�crinas t�bulos-alveolares com 15 a 20 unidades lact�feras envoltas por tecido conjuntivo, vasos sangu�neos e linf�ticos. O leite � produzido nas unidades lact�feras denominadas alv�olos. Estes alv�olos s�o formados por pequenas gl�ndulas secretoras, que se comunicam com a superf�cie atrav�s de um sistema de drenagem formado pelos canal�culos e canais denominados ductos lact�feros. Ao se aproximarem da superf�cie dos ductos se dilatam formando as ampolas ou seios lact�feros, onde o leite � armazenado, que por sua vez v�o abrir-se no mamilo atrav�s de poros mamilares. Tanto o mamilo como ar�ola s�o profusamente inervados, fator importante no desencadeamento dos reflexos da descida do leite (BUENO, 2002).
젨젨젨젨젨� No processo hormonal da lacta豫o durante a gravidez as gl�ndulas mamarias se preparam para lactar, aumentando seu volume atrav�s da a豫o de horm�nios, principalmente estr�geno e progesterona. Mas, s� ap�s o nascimento, com a expuls�o da placenta, cessa o efeito inibit�rio desses horm�nios sobre a prolactina que � o horm�nio respons�vel pela produ豫o do leite. Ao sugar a mama o rec�m-nascido estimula as termina寤es nervosas do mamilo, enviando um est�mulo � hip�fise, cujo lobo posterior libera ocitocina. Este horm�nio atua sobre as c�lulas mioepiteliais que envolvem os alv�olos, provocando o reflexo de eje豫o ou “descida” do leite. A ocitocina tamb�m ‘e respons�vel pela contrata豫o do �tero, acelerando sua involu豫o e, portanto, diminuindo o sangramento p�s-parto. Devido a estas contrata寤es algumas m�es queixam-se de c�licas durante as mamadas nos primeiros dias de lacta豫o (JUNQUEIRA, 2004).
젨젨젨젨젨� Os horm�nios mais importantes s�o: a prolactina (produzida na gl�ndula pituit�ria anterior) que estimula a secre豫o de leite nos alv�olos, em resposta � estimula豫o da ar�ola e do mamilo por parte do beb�. Quando o mamilo � estimulado a prolactina � libertada e inicia-se a produ豫o de leite. Quanto mais o beb� estimula a mama, mais leite � produzido. Se existe restri豫o � amamenta豫o, porque o beb� n�o vai � mama, ou porque � retirada antes de terminar uma mamada espontaneamente, a produ豫o pode n�o ser estimulada adequadamente (JUNQUEIRA, 2004).
젨젨젨젨젨� Quando o beb� mama, ao tocar com a boca no mamilo e na ar�ola envia mensagens nervosas para a gl�ndula pituit�ria que libera a ocitocina na corrente sangu�nea. Isto provoca a contra豫o das c�lulas mioepiteliais dos alv�olos e a eje豫o do leite, que vai provocar um aumento do di�metro dos ductos lact�foros e o movimento do leite para o mamilo. Entre as eje寤es de leite, o di�metro dos ductos retorna ao seu valor pr� eje豫o, sugerindo que a acumula豫o de leite n�o se faz nos grandes ductos (canais), mas nos pequenos canal�culos. Se a m�e se encontra deprimida, cansada ou com falta de confian�a na amamenta豫o o reflexo da ocitocina pode ser inibido, embora esta inibi豫o tempor�ria e parcial possa ser revertida (MELLO, 2007).
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5.2 CATEGORIA 2: CAUSAS DO DESMAME�
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젨젨젨젨젨� Apesar das abundantes evidencias cient�ficas da superioridade do leite materno sobre outros tipos de leite, ainda � baixo o n�mero de mulheres que amamentam seus filhos de acordo as recomenda寤es da Organiza豫o Mundial de Sa�de e do Minist�rio da Sa�de, que estabelecem o aleitamento materno de forma exclusiva at� os seis meses de vida e complementar at� 24 meses de idade ou mais (VOLPINI, 2005).
젨젨젨젨젨� No Brasil a preval�ncia de amamenta豫o aumentou na �ltima d�cada, passando de 49% aos seis meses de idade, na d�cada de 80, para 60% na d�cada de 90. Por�m, o incremento nos �ndices de aleitamento materno n�o foi homog�neo em todo o pa�s, sofrendo varia寤es significativas de acordo com o local e as caracter�sticas socioecon�micas da popula豫o estudada. Por esse motivo, � imprescind�vel conhecer as caracter�sticas locais do padr�o de aleitamento natural, a fim de avaliar os fatores de risco para o desmame precoce e contribuir para o planejamento em sa�de na formula豫o de a寤es educativas e de suporte que favore�am o aumento da pr�tica da amamenta豫o (VOLPINI, 2005).
젨젨젨젨젨� Escobar (2002) mostra que � importante definir os motivos que levam o desmame precoce, a fim de proporcionar o maior tempo poss�vel de aleitamento �s crian�as. Dentre os principais fatores relacionados pode-se citar: n�vel socioecon�mico, grau de escolaridade da m�e, idade da m�e, trabalho materno, urbaniza豫o, condi寤es de parto, incentivo do conjugue e de parentes e inten豫o da m�e de amamentar. O profissional de sa�de tamb�m � importante no incentivo ao aleitamento materno, apoiando e instruindo a nutriz, atrav�s do acompanhamento pr�-natal cuidadoso, forma豫o de grupos de gestante, alojamento conjunto, durante a puericultura e na promo豫o de campanhas de incentivo ao aleitamento. Afinal, na medida em que se conhecem os motivos que possam contribuir com o desmame precoce, pode-se atuar melhor no sentido de preven豫o desses fatores de forma mais direcionada e, portanto, mais eficaz.
젨젨젨젨젨� Segundo Bueno (2002), os fatores determinantes da interrup豫o precoce da amamenta豫o t�m sido objeto de investiga豫o; n�vel de escolaridade da m�e e sua inser豫o no mercado de trabalho, condi寤es socioecon�micas, problemas de sa�de da m�e ou da crian�a, uso de bicos artificiais ou chupetas e atua豫o dos servi�os de sa�de. A introdu豫o de alimentos complementares diminui a dura豫o do aleitamento materno, principalmente se esta introdu豫o ocorrer precocemente. Quando um alimento s�lido � introduzido, h� necessidade de a crian�a se adaptar � nova textura e � sua administra豫o, ao contr�rio do leite n�o materno, fluido ou em p�, que geralmente � oferecido em mamadeiras, facilitando o seu consumo, o que leva a uma redu豫o mais r�pida da amamenta豫o, quando comparada com a introdu豫o de s�lidos.
젨젨젨젨젨� Sendo uma das causas que Bueno (2002), afirma que s�o respons�veis pelo decl�nio da amamenta豫o, juntamente com a urbaniza豫o e a inser豫o da mulher no mercado de trabalho, e a entrada no pa�s da ind�stria de leite em p� e a propaganda destes produtos por meio de estrat�gias de marketing que visavam atingir os profissionais de sa�de, al�m do p�blico em geral. A introdu豫o de leite n�o materno talvez seja um dos principais iniciadores e aceleradores (fator de risco) do processo de desmame que leva o fim do aleitamento materno, independente de outros alimentos.
젨젨젨젨젨� Segundo Bueno (2002), as vari�veis que afetam ou influenciam o desmame precoce ou a extens�o da amamenta豫o podem ser divididas em cinco categorias: vari�veis demogr�ficas, tipo de parto, idade materna, presen�a paterna na estrutura familiar, escolaridade materna e paterna, tipo de trabalho do chefe de fam�lia, vari�veis associadas � assist�ncia pr�-natal (orienta豫o sobre amamenta豫o, desejo de amamentar), vari�veis relacionadas � assist�ncia p�s-natal imediata (alojamento conjunto, aux�lio de profissionais da sa�de, dificuldades iniciais), vari�veis relacionadas � assist�ncia p�s-natal tardia (ap�s a alta hospitalar, estresse e ansiedade materna, uso de medicamentos pela m�e e pelo beb�, introdu豫o precoce de alimentos).
젨젨젨젨젨� A enfermagem deve sugerir como orienta豫o durante o per�odo de pr�-natal os seguintes aspectos: familiariza豫o das gestantes quanto o papel do aleitamento materno para sua pr�pria sa�de e a do beb�, prepara豫o da mama para o ato de amamentar, necessidade de perman�ncia em alojamento conjunto ap�s o parto, efeitos delet�rios do uso da mamadeira, chupeta e outros h�bitos orais. Todavia, � extremamente necess�ria a atua豫o de grupos de incentivo ao aleitamento materno a fim de refor�ar o conte�do explicitado durante o pr�-natal, de disponibilizar apoio psicossocial �s m�es e de solucionar os in�meros problemas que surgem durante os primeiros dias e meses ap�s o parto. O incentivo realizado durante o pr�-natal pela equipe multidisciplinar torna-se potencialmente mais �til quando seguido de um acompanhamento peri�dico e sistematizado ap�s o nascimento do beb� (CARRASCOZA et al, 2005).
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5.3 CATEGORIA 3: T�CNICA DE AMAMENTA플O�
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젨젨젨젨젨� � relativamente recente o conhecimento de que o posicionamento adequado da dupla m�e/beb� e a pega/sec豫o efetiva do beb� favore�am a pr�tica da amamenta豫o exclusiva. Uma posi豫o da m�e e/ou beb� que dificulta o posicionamento adequado da boca do beb� em rela豫o ao mamilo pode resulta no que se denomina de m� pega. Esta por sua vez, interfere na din�mica de suc豫o e extra豫o do leite materno, podendo dificultar os esvaziamentos da mama e levar � diminui豫o da produ豫o de leite (WEIGERT et al, 2005).
젨젨젨젨젨� Como consequ�ncia, a m�e pode introduzir precocemente outros alimentos, contribuindo, assim, para o desmame precoce. Um estudo mostrou que uma orienta豫o sobre t�cnica adequada de amamenta豫o na maternidade pode reduzir a incid�ncia de mulheres que relatam baixa produ豫o de leite. Al�m disso, a pega inadequada pode gerar les�es mamilares, causando dor e desconforto para a m�e, o que pode comprometer a continuidade do aleitamento, caso n�o seja devidamente corrigida (WEIGERT et al, 2005).
젨젨젨젨젨� H� varias posi寤es para amamentar, o mais importante � que seja a mais confort�vel para a m�e e mantenha uma boa t�cnica. A m�e deve variar regularmente de posi寤es para que o beb� comprima o queixo e a l�ngua em distintos locais da ar�ola e mamilo. Na posi豫o sentada, o beb� est� de frente para a m�e, de tal maneira que seu abdome est� colado ao da m�e (barriga com barriga), quanto mais colado estejam os corpos, mais f�cil para o beb� mamar.
젨젨젨젨젨� A posi豫o sentada inversa consegue-se colocando o corpo do beb� debaixo da axila materna com o ventre apoiado sobre as costelas da m�e (barriga-costela). O corpo do beb� est� apoiado pelo bra�o materno e a cabe�a suspensa pela m�o. Nesta posi豫o consegue-se que o beb� pegue uma boa por豫o da ar�ola com a boca.
젨젨젨젨젨� Na posi豫o deitada, a m�e e o beb� est�o frente � frente (barriga com barriga). A m�e oferece o peito do lado que est� deitada. Esta posi豫o e a sentada inversa s�o mais apropriadas quando a m�e for submetida a uma cesariana (FALEIROS, 2005).
젨젨젨젨젨� A posi豫o tradicional � a sentada, onde o beb� fica de frente para m�e, barriga com barriga, e quanto mais colados estiverem, mais f�cil � a amamenta豫o. Na posi豫o sentada inversa, colocando o corpinho debaixo de sua axila, com a barriga apoiada nas suas costelas. A m�e ap�ia o corpo do beb� com o bra�o a cabe�a com a m�o. Essa posi豫o facilita o beb� a pegar uma boa parte da aur�ola. Algumas m�es, especialmente as que submetem � cesariana, optam por amamentar os filhos deitados, onde o beb� fica de frente para a m�e, barriga com barriga, depois de achar melhor posi豫o, o primeiro passo � colocar o sei na boca do beb�. Ao tocar o mamilo no l�bio inferior do beb� ele abrir� a boca. Nessa hora a m�e deve colocar o m�ximo da aur�ola na sua boca, puxando firmemente sua cabe�a (FALEIROS, 2005).
젨젨젨젨젨� Diante do exposto, � interessante que a equipe de enfermagem preste uma boa orienta豫o para a pu�rpera no momento da posi豫o adequada para amamenta豫o
6 CONSIDERA합ES FINAIS
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Para compreender a amamenta豫o � necess�rio o conhecimento da estrutura mam�ria e o seu funcionamento, adquirindo embasamento sobre a import�ncia do aleitamento materno, vindo a conhecer tamb�m todo o processo da amamenta豫o tais quais, os diversos tipos de leite, a constitui豫o da import�ncia e de suas vantagens exclusivamente para a crian�a que vai ser amamentada em seio materno e, principalmente da profilaxia e tratamento das complica寤es mam�rias.
Partindo do pressuposto de que a amamenta豫o, al�m de ser instintiva deve ser aprendida, a fim da preven豫o das intercorr�ncias mam�rias, � imprescind�vel a prepara豫o das mamas desde o per�odo gestacional, para que a m�e venha a amamentar de maneira correta. O objetivo maior desta assist�ncia � o de evitar o desmame precoce e consequentemente a utiliza豫o de aleitamento artificial, tornando-se v�lida a proposta do incentivo a orienta豫o e ao preparo para o aleitamento materno.
Atrav�s da revis�o liter�ria, concluiu-se que a atua豫o dos profissionais de sa�de, em especial do enfermeiro no puerp�rio � imensur�vel, pois v�m trazer o incentivo necess�rio �s m�es, enfatizando sobre a import�ncia do aleitamento materno no tempo certo, orientando sobre t�cnicas adequadas, prevenindo e tratando as patologias mam�rias.
O leite materno protege as crian�as contra as infec寤es mais comuns, como diarr�ia e doen�as respirat�rias agudas, pneumonias, otite m�dia, diversas infec寤es neonatais, dentre outras, al�m da mortalidade infantil em crian�as desde os primeiros dias de vida.
O leite materno ainda propicia a crian�a uma nutri豫o de alta qualidade, garantindo um bom crescimento e desenvolvimento do beb�. A suplementa豫o do leite materno por qualquer outro alimento, como �gua, ch�s n�o � recomendada nos primeiros seis meses de vida, pois h� evid�ncias de que o seu uso est� associado ao desmame precoce, visto que o rec�m-nascido encontra no leite materno todos os nutrientes necess�rios para seu desenvolvimento.
A interven豫o da equipe de enfermagem no aconselhamento para a amamenta豫o segura, ajuda a m�e a tomar decis�es, a nutriz come�a a ouvir e a despertar o interesse pela amamenta豫o preventiva, aumentando tamb�m sua auto-estima. Este aprendizado depende em grande parte destes profissionais de sa�de, sendo de vital import�ncia � orienta豫o e � t�cnica de amamenta豫o, vindo a promover a utiliza豫o da amamenta豫o natural.
O incentivo ao aleitamento pode ser captado e transmitido tamb�m pelos diversos profissionais de sa�de envolvidos no �mbito grav�dico-puerperal o qual poder� priorizar a melhoria da sa�de e da qualidade de vida de todos os envolvidos neste processo.
Pode-se observar que quando a m�e n�o est� preparada para amamentar, provavelmente, passa a fornecer alimenta豫o artificial ao seu beb�, e ent�o, al�m do aspecto econ�mico e da adapta豫o ao leite, outros problemas podem vir a surgir, como os de suc豫o e da perda de oportunidade para um v�nculo m�e-filho mais afetivo, dificuldade na digest�o do RN, favorecimento ao aparecimento de h�bitos orais inadequados, dist�rbios relacionados � suc豫o e degluti豫o, tais como fala e linguagem.
Neste contexto, vale destacar que � de compet�ncia dos profissionais de sa�de o aconselhamento, esclarecimento e orienta寤es acerca da import�ncia dos cuidados com a mama. � preciso lembrar que estas complica寤es influenciam de maneira significativa no dia a dia do beb�, bem como da pu�rpera e de sua fam�lia, por isso se faz necess�rio o trabalho de preven豫o por parte destes profissionais.
Embora쟯 valor do쟫eite materno para a sa�de da crian�a e o seu benef�cio쟢con�mico para os쟰ais sejam inquestion�veis,쟯 emprego da쟞mamenta豫o쟞inda n�o쟯corre de쟣orma adequada,쟠ontribuindo, assim para o desmame precoce. O qual, principalmente em popula寤es de baixa condi豫o econ�mica, exp�e a crian�a a riscos de desnutri豫o, comprometendo seu crescimento e desenvolvimento.�
Apesar das campanhas, divulga豫o em m�dia e informa寤es dos profissionais de sa�de em rela豫o � import�ncia da amamenta豫o ainda considera-se alto o �ndice de desmame precoce no Brasil.
O enfermeiro, juntamente com a equipe multidisciplinar, deve fazer uma avalia豫o completa da gestante durante o per�odo pr�-natal, n�o esquecendo a inspe豫o das mamas. Uma orienta豫o especial deve ser dada � amamenta豫o, promovendo orienta寤es a respeito da anatomia e fisiologia das mamas e da lacta豫o. Dessa forma, a enfermagem pode atuar na prepara豫o das mamas para a amamenta豫o durante o per�odo pr�-natal atrav�s de t�cnicas adequadas, orienta寤es e informa寤es para a nutriz, sua fam�lia e outras pessoas que possam influenciar o processo de amamenta豫o.�
As hip�teses propostas inicialmente foram atingidas com �xitos, na medida em que esse trabalho relatou as complica寤es mais comuns do aleitamento materno e a import�ncia da atua豫o do enfermeiro na preven豫o dessas complica寤es.
Conclui-se que atua豫o da enfermagem nas complica寤es no aleitamento materno, contribui no sentido de orienta豫o � fam�lia e a sociedade, para evitar o desmame precoce. Novos estudos emp�ricos, entretanto, s�o necess�rios para continuar demonstrando a import�ncia do profissional de enfermagem como membro de uma equipe multidisciplinar na preven豫o e no tratamento dessas complica寤es, a fim de promover uma amamenta豫o de sucesso.
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Acesso em: 21 Fev. 2012. � LARISSA ALMEIDA DA COSTA E SILVA RAVENA ROCHA SOUZA � A ATUA플O DO ENFERMEIRO NA PREVEN플O DE COMPLICA합ES NO ALEITAMENTO MATERNO � Feira de Santana-BA 2012 � A ATUA플O DO ENFERMEIRO NA PREVEN플O DE COMPLICA합ES NO ALEITAMENTO MATERNO � Larissa Almeida da Costa e Silva1 Ravena Rocha Souza2 � � RESUMO: O presente trabalho aborda sobre a atua豫o do enfermeiro na preven豫o e tratamento de complica寤es no aleitamento materno. O problema investigado foi: Como se desenvolve a atua豫o do enfermeiro na preven豫o de complica寤es com as mamas durante o aleitamento materno? Tem como objetivo geral avaliar a import�ncia da atua豫o do enfermeiro no processo de amamenta豫o. Partindo do pressuposto que, o enfermeiro, como profissional de sa�de, deve conscientizar a gestante sobre a preven豫o de complica寤es que possam surgir durante a amamenta豫o, � que surgiu o interesse pelo tema, o qual justifica-se pela repercuss�o vivida na academia em rela豫o a atua豫o da equipe de enfermagem no processo de amamenta豫o. A metodologia utilizada � a descritiva explorat�ria, pois procura abordar as caracter�sticas de um fen�meno, e o pesquisador procura descobrir o que � atrav�s de an�lises feitas nos artigos. Quanto ao meio de investiga豫o � bibliogr�fica, pois se utilizou de material publicado para a realiza豫o de leituras sobre a import�ncia da atua豫o do enfermeiro na preven豫o e tratamento de complica寤es no aleitamento materno. Nesse sentido, inicialmente o trabalho esclarece sobre a import�ncia do aleitamento materno, abordando informa寤es imprescind�veis sobre a anatomia mam�ria, diversos tipos de mamilos, tipos de leite e a import�ncia de cada um deles, enfatizando sobre diversos tipos de complica寤es mam�rias, as quais dificultam a amamenta豫o, como mamilos doloridos, trauma mamilar, mastite, abscesso mam�rio, ingurgitamento mam�rio. Em seguida � dado um enfoque na atua豫o do enfermeiro nas complica寤es mais freq�entes, na contribui豫o ao aleitamento materno, onde o profissional de sa�de deve conscientizar a nutriz, orientando sobre os cuidados necess�rios com a mama, apontando a utiliza豫o de t�cnicas corretas para amamentar, buscando a preven豫o precoce das complica寤es que possam vir a surgir. Nos resultados pode-se verificar que a preven豫o das intercorr�ncias mam�rias, � imprescind�vel a prepara豫o das mamas desde o per�odo gestacional, para que a m�e venha a amamentar de maneira correta. O objetivo maior desta assist�ncia � o de evitar o desmame precoce e consequentemente a utiliza豫o de aleitamento artificial, tornando-se v�lida a proposta do incentivo a orienta豫o e ao preparo para o aleitamento materno. Por fim, constam a interven豫o da equipe de enfermagem no aconselhamento para a amamenta豫o segura, ajuda a m�e a tomar decis�es, a nutriz come�a a ouvir e a despertar o interesse pela amamenta豫o preventiva, aumentando tamb�m sua auto-estima. Palavras-chave: Enfermagem. Complica寤es. Aleitamento Materno. ___________ 1 Graduada em enfermagem pela FAT – Faculdade An�sio Teixeira de Feira de Santana-Ba. E-mail: 2 Graduada em enfermagem pela FAT – Faculdade An�sio Teixeira de Feira de Santana-Ba. E-mail: ABSTRACT: This paper discusses about the role of nurses in the prevention and treatment of complications in breastfeeding. The problem was investigated: How does one develop the role of the nurse in the prevention of complications with breasts during breastfeeding? It aims at evaluating the importance of the role of a nurse in the nursing process. Assuming that the nurse as a health professional, you should educate pregnant women about the prevention of complications that may arise during breastfeeding, it appeared that interest in the topic, which is justified by the impact experienced in academia over performance of nursing staff in the process of breastfeeding. The methodology used is descriptive and exploratory, it seeks to address the characteristics of a phenomenon, and the researcher seeks to discover what it is through analyzes made in the articles. As for the means of investigation is literature, because it was used for published material to conduct lectures on the importance of the role of nurses in the prevention and treatment of complications in breastfeeding. Accordingly, initially the work sheds light on the importance of breastfeeding, addressing vital information on breast anatomy, various types of nipples, types of milk and the importance of each, emphasizing on various types of breast complications, which hinder breastfeeding such as sore nipples, nipple trauma, mastitis, breast abscess, breast engorgement. Then is given a focus on nursing work in postoperative complications, the contribution of breastfeeding, where the health professional should educate the nurturer, guiding the care needed with the breast, pointing to the use of correct techniques for breastfeeding, seeking early prevention of the complications that may arise. The results can be seen that the prevention of mammary, it is essential to prepare the breasts during the gestational period, so that the mother will breastfeed correctly. The main objective of this assistance is to avoid early weaning and consequently the use of artificial feeding, becoming valid proposal encouraging guidance and preparation for breastfeeding. Finally, the intervention included nursing staff in counseling for breastfeeding safe, help the mother to make decisions, the nurse begins to hear and generate interest in breastfeeding preventive, also increasing their self-esteem. Key-words: Nursing. Complications. Breastfeeding. 1 INTRODU플O 젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨� O estudo em quest�o tem como tema a atua豫o do enfermeiro na preven豫o de complica寤es no aleitamento materno. Inicialmente identificou-se como problema: Como se desenvolve a atua豫o do enfermeiro na preven豫o de complica寤es com as mamas durante o aleitamento materno? 젨젨젨젨젨� O interesse pelo tema surgiu durante a viv�ncia acad�mica, onde se repercutiu sobre a import�ncia da atua豫o do profissional de enfermagem no processo da amamenta豫o e ap�s leituras sistematizadas de artigos voltados para a �rea de Enfermagem Obst�trica, ressaltando a import�ncia do enfermeiro no preparo das mamas durante o pr�-natal, al�m da grande afinidade com as disciplinas afins. 젨젨젨젨젨� Dada consci�ncia sobre a import�ncia e dos benef�cios da amamenta豫o para a m�e, filho e toda a sociedade, � responsabilidade de todos os promotores de sa�de e, tamb�m do enfermeiro, ter um contato mais prolongado com as gestantes, estimulando e orientando as gr�vidas quanto � pr�tica da amamenta豫o desde o per�odo pr�-natal, reduzindo assim os �ndices de desmame precoce e aleitamento artificial. 젨젨젨젨젨� Diante desse contexto, tiveram-se como hip�teses do estudo os seguintes pontos: a enfermagem tem papel essencial na preven豫o e tratamento de complica寤es que s�o muito comuns e que geram o desmame precoce; avalia豫o da futura m�e, com o objetivo de diagnosticar o tipo de mamilo, problemas anat�micos e outros aspectos que corrigidos ou estimulados, podem torn�-la apta para amamenta豫o; a enfermagem contribui no aleitamento materno, ensinando cuidados e exerc�cios para os mamilos, evitando complica寤es mam�rias e demonstrando os devidos posicionamentos do beb� no momento da amamenta豫o. 젨젨젨젨젨� Dessa forma, o artigo teve como objetivo geral: verificar a efic�cia da antecipa豫o de resultado da atua豫o do enfermeiro na preven豫o das complica寤es durante a amamenta豫o. J� especificamente: identificar os tipos de complica寤es que ocorrem com maior frequ�ncia durante o processo de amamenta豫o; descrever as vantagens do leite materno, servindo de orienta豫o �s m�es para os devidos cuidados com os mamilos e realizar a conscientiza豫o de t�cnicas corretas de pegadas e posicionamentos no momento da mamada e intervir para promo豫o a redu豫o ou resolu豫o das complica寤es durante amamenta豫o. 젨젨젨젨젨� � imprescind�vel considerar que a gesta豫o � um per�odo em que o corpo da mulher passa por uma s�rie de mudan�as e altera寤es fisiol�gicas. E al�m destas altera寤es existem algumas complica寤es que podem surgir durante a gesta豫o ou no puerp�rio. Essas complica寤es s�o mais comuns em mulheres que n�o tiveram um acompanhamento adequado durante o per�odo gestacional, entre estas destacam-se: fissura mamilar, ingurgitamento mam�rio, mastite, abscesso mam�rio, ductos bloqueados, pega e postura inadequadas do beb� e dificuldade na ordenha.젨� 젨젨젨젨젨� Neste sentido, o enfermeiro, como profissional de sa�de, deve intervir para promover a redu豫o ou resolu豫o de tais complica寤es. Cada complica豫o tem um quadro cl�nico com sinais e sintomas diferentes, que devem ser avaliados minuciosamente por este profissional, que tem conhecimento e recurso para trat�-las. 젨젨젨젨젨� 2� AMAMENTA플O A mulher passa por diversas fases em sua vida que s�o consideradas momentos marcantes, o per�odo gestacional destaca-se pelas altera寤es fisiol�gicas que acarretam uma s�rie de modifica寤es no organismo materno, com a finalidade de garantir o sucesso do desenvolvimento fetal. O momento gestacional � um per�odo em que o corpo da mulher passa por uma s�rie de altera寤es fisiol�gicas, que acometem v�rios �rg�os e sistemas, tais como: sistema renal, sistema reprodutor, sistema end�crino, sistema cardiovascular, sistema circulat�rio, mamas, pele, entre outros. Estas altera寤es s�o previs�veis e alguns locais do corpo da mulher sofrem estas mudan�as precocemente, sendo a mama um desses locais. As altera寤es da mama s�o quase sempre um dos sinais mais precoces da gravidez (STEPHENSON; O’CONNOR, 2004). Mesmo levando em considera豫o as altera寤es fisiol�gicas do per�odo gestacional, n�o se pode esquecer que a amamenta豫o � uma pr�tica biologicamente determinada, mas que sofre grande influ�ncia cultural. Por isso, v�rios fatores interferem no sucesso da amamenta豫o. Contudo, � preciso estar consciente que o leite materno � a melhor fonte de nutrientes para o rec�m-nascido. Ele cont�m a quantidade necess�ria de lip�deos, prote�nas e carboidratos que propiciam ao lactente um crescimento adequado (SCHANLER, 2000). 2.1 ANATOMIA DAS MAMAS As mamas (conhecidas popularmente como seios) s�o estruturas anexas � pele, existentes em ambos os sexos, apresentando-se de forma rudimentar nos homens, que nas mulheres � respons�vel pela produ豫o de leite para os beb�s em seus primeiros meses de vida (SCHANLER, 2000). As mamas est�o posicionadas anteriormente aos m�sculos da regi�o peitoral, entre as camadas superficial e profunda da tela subcut�nea, ocupando a extens�o da segunda � sexta costela (Figura 1). Figura 1: Anatomia da Mama. Fonte: ANATOMIA natural do seio, p. 12. Dispon�vel em:http://static.hsw.com.br/gif/breast-implant-natural.gif. Acesso em: 15 Mar. 2012. As mamas s�o constitu�das por tr�s tipos de tecido: o tecido adiposo, tecidos fibrosos e gl�ndulas mam�rias, as quais produzem o leite que � conduzido atrav�s de ductos aos mamilos.� A forma e o tamanho da mama est�o relacionados com a quantidade de tecido adiposo no estroma. Podem se apresentar de variadas formas, hemisf�ricas, piriformes, c�nicas, cil�ndricas ou disc�ides, as quais variam devido a v�rios fatores: quantidade de cada um dos diferentes tipos de tecido; heran�a gen�tica; idade; elasticidade da pele; n�mero de gesta寤es (SCHANLER, 2000). 2.1.1 Mamilos De acordo com Vinha (1999), a papila mam�ria, mais conhecida como mamilo, � a parte da mama que envolve a extremidade por onde sai o leite. � constitu�da por fibras musculares lisas, geralmente circulares e de15 a20 ductos lact�feros que desembocam em sua extremidade. Sua base � envolvida pela ar�ola que cont�m gl�ndulas mam�rias modificadas, com caracter�sticas pr�prias. Essas gl�ndulas fabricam a secre豫o oleosa que fornecem a prote豫o lubrificante para a ar�ola e o mamilo durante a suc豫o. A parte interna da mama � dividida em lobos por septos fibrosos que se apresentam desde a f�scia profunda � pele. Essa divis�o favorece contra infec寤es por bact�rias patog�nicas, que eventualmente podem atingir o tecido mam�rio atrav�s da abertura proveniente da lacta豫o. “O tecido fibroso conecta15 a20 lobos, formados por l�bulos ou alv�olos unidos por tecido areolar, vasos sang茴neos e ductos lact�feros que drenam em seio lact�feros” (STEPHENSON, 2004, p. 36). Segundo Reis et al (2002), as mamas s�o constitu�da por um agrupamento de15 a 20 gl�ndulas ex�crinas t�bulos-alveolares compostas. Cada uma dessas gl�ndulas � formada por duas partes: uma parte secretora, que � constitu�da por t�bulos, dos quais se originam um grande n�mero de alv�olos e pelos pr�prios alv�olos que s�o formados por c�lulas secretoras cil�ndricas simples. As gl�ndulas s�o separadas por septos col�genos, formando unidades glandulares conhecidos como lobos da mama. A configura豫o do mamilo apresenta-se como um problema muito comum, que com frequ�ncia atrapalha o processo da amamenta豫o, pois existem os mamilos invertidos ou plano, que podem dificultar a crian�a alcan�ar os seios lact�feros e o mamilo muito comprido n�o conseguindo realizar a pega (BRANCO, 2000). Apesar do formato do mamilo ser um dos motivos para o abandono ao aleitamento materno, este n�o seria o �nico, pois a produ豫o l�ctea tamb�m, � outro problema para a amamenta豫o, onde devido ao estresse da m�e, medo, ansiedade, varia寤es de estado emocional, repercuti de algum modo na produ豫o do leite, atingindo assim oscila寤es do estado cl�nico do beb� (BRANCO, 2000). 젨젨젨젨젨� Existem os mais diversos tipos de mamilos (Figura 2), onde destaca-se o mamilo hipertr�fico sendo ele o mais comprido, podendo dificultar a suc豫o do beb�, que ao inv�s de pressionar com a l�ngua os seios lact�feros contra o palanato, estimulando os reflexos de ocitocina e prolactina, vai estar apenas abocanhando o mamilo, n�o conseguindo leite suficiente (VINHA, 1999). � Figura 2: Mamilo hipertr�fico, protruso, semi-protruso, pseudo-invertido e invertido. (Da esquerda para direita) Fonte: VINHA, V.H.P. O livro da amamenta豫o. 1 ed. S�o Paulo: CLR Balieiro, 1999, p. 37 e 38. O mamilo protruso � o mais comum, onde cerca de 92% das mulheres o possuem, estes s�o bem salientes, bem delimitados quando estimulados, possuindo melhores condi寤es para n�o ser traumatizado durante a amamenta豫o. O mamilo semi-protruso corresponde apenas 7% das mulheres, n�o � delimitado quando estimulado, � pouco saliente, apresentando como se estivesse incorporado � regi�o aureolar. O mamilo pseudo-invertido corresponde a 0,5% das mulheres, apresenta-se em sentido oposto ao mamilo protruso ou normal, gera grande dificuldade na amamenta豫o, pois a crian�a geralmente n�o consegue abocanh�-los, sendo suscet�vel a traumas. E por �ltimo, o mamilo invertido, corresponde tamb�m 0,5% das mulheres, onde com a suc豫o insistente do beb�, pode aplanar-se, nivelando-se coma aur�ola, mas volta em seguida ao seu estado anterior (VINHA, 1999). 2.2 ALEITAMENTO MATERNO O leite materno garante diversos benef�cios para a sa�de da crian�a, por ser um alimento completo, rico em ferro e zinco, nutrientes considerados importantes para o desenvolvimento humano. Fornecem ainda, nutrientes para hidrata豫o, e prote豫o como anticorpos, leuc�citos entre outros, auxiliando a prote豫o do organismo contra infec寤es. De acordo com Picciano (2001, p. 85): O leite materno tamb�m tem papel preponderante na preven豫o de doen�as infecciosas, principalmente a diarr�ia aguda e as doen�as respirat�rias, causas que respondem em grande parte pela mortalidade infantil. Observa-se que o aumento na preval�ncia do aleitamento � acompanhada de redu豫o nos �ndices de mortalidade no primeiro ano de vida. As propriedades imunol�gicas do leite humano podem ser resumidas na frase: “cada mamada � uma vacina”, pois cont�m anticorpos (IgA, IgM, IgG), enzimas de a豫o bactericida (lactoferrina e lisozima), fatores do sistema complemento e c�lulas de defesa (macr�fagos, neutr�filos e linf�citos). Por este conjunto, � considerado um verdadeiro tecido vivo. Sabe-se que o sistema digestivo de um rec�m-nascido n�o est� preparado para digerir alimentos que n�o sejam o leite. � por conta disso que durante os primeiros meses de vida, os beb�s devem se alimentar de leite, dando prefer�ncia ao leite materno. A Organiza豫o Mundial de Sa�de (OMS) recomenda que a amamenta豫o deva perdurar at� os seis meses de vida da crian�a, pois � importante que o lactente preencha suas necessidades em quantidade e qualidade, correspondente ao seu crescimento e desenvolvimento (OMS, 2000). A complementa豫o do leite materno com �gua ou ch�s, at� pouco tempo indicado por pediatras, � desnecess�ria. Rec�m-nascidos, em condi寤es normais, nascem suficientemente hidratados para n�o necessitar de suplementa豫o de l�quidos, apesar da pouca ingest�o de colostro nos dois ou tr�s primeiros dias de vida. O leite humano, em virtude das suas propriedades, diminui o n�mero de ocorr�ncias de diarr�ia, encurta o per�odo da doen�a quando ela ocorre e diminui o risco de desidrata豫o. A estimula豫o das abundantes termina寤es nervosas do mamilo, durante a suc豫o pelo infante, produz impulsos sensitivos som�ticos que s�o conduzidos at� o hipot�lamo. O hipot�lamo, al�m de estimular a produ豫o de prolactina pela adeno-hip�fise, estimula a libera豫o de outro horm�nio pela neuro-hip�fise, a ocitocina (CARVALHO, 2002, p. 12). As mudan�as na gravidez s�o induzidas pela libera豫o dos horm�nios, suas a寤es e intera寤es. A progesterona, a prolactina e o estr�geno s�o os principais horm�nios respons�veis pelas altera寤es nas mamas. “Na gravidez, as mamas sofrem altera寤es, gra�as � a豫o de horm�nios que s�o liberados no organismo feminino, provocando o crescimento e desenvolvimento das mesmas e preparando-as para produzir e armazenar leite”. (REIS et. al, 2002, p. 16). A ocitocina � o horm�nio respons�vel pela produ豫o da contra豫o das c�lulas mioepiteliais dos alv�olos mam�rios, resultando assim, na eje豫o do leite materno para os ductos e seu fluxo pelos mamilos. O primeiro passo para uma amamenta豫o eficiente � como o beb� segura a mama. Deve-se obter uma abertura razo�vel da boca da crian�a. Logo ap�s, a crian�a deve abocanhar a ar�ola e o bico � distendido para o interior da boca, de tal forma, que todo palato duro entre em contato com ele (REIS et. al, 2002). Depois de o mamilo ser abocanhado pela crian�a, a l�ngua come�a a se posicionar entre o rodete inferior e a base do mamilo, liberando assim por completo a orofaringe, que fica desobstru�da para que possa passar ar. 2.2.1 Diferentes tipos de Leite O leite materno � uma fonte de defesa, fornecendo ao rec�m nascido um grande n�mero de anticorpos. Em particular, as imunoglobulinas (IgA), que protegem o aparelho intestinal e respirat�rio, os �rg�os mais vulner�veis nesta fase do desenvolvimento. � favor�vel ao processo dent�rio e sistema de fona豫o, evita alergias como a asma, eczema e aumenta o fator imunol�gico do beb�, pode proteger contra a maioria das doen�as, al�m de ser um instrumento de carinho da m�e para o beb� (REIS et. al, 2002). A qualidade do leite pode interferir no crescimento da crian�a, pois a defici�ncia de energia, prote�na e micronutrientes s�o fatores principais para o desenvolvimento, em especial nos primeiros anos de vida. O leite materno protege a crian�a de diversas doen�as, tais como a diarr�ia, infec豫o respirat�ria, pois possui anticorpos espec�ficos, produzidos a partir da presen�a de pat�genos que amea�am as mucosas digestivas e respirat�rias maternas (AKR�, 1999). O leite materno possui todos os nutrientes para o beb� at� os seis meses de vida: a) prote�na e gordura na medida certa; b) mais lactose (a旿car do leite) que os outros leites; c) vitaminas e ferro d) �gua. e) sais, c�lcio e fosfatos; f) presen�a de l�pase, enzima que digere gorduras. Apesar do leite de vaca possuir um teor elevado de c�lcio e f�sforo, este possui tamb�m quantidade ineficiente de vitaminas C, D, E e Zinco, possui um baixo valor cal�rico, onde o seu consumo por crian�as com pouca idade pode acentuar a defici�ncia do ferro e ocasionar hemorragias gastrintestinais (SOUZA; SZARFARC & SOUZA, 1997). O ato de consumo de outros tipos de leite que n�o seja o materno contribui para a suscetibilidade da crian�a em contrair doen�as associadas a morbi-mortalidade na inf�ncia, onde � aconselh�vel a ingest�o de outros alimentos apenas ap�s os seis de vida. A conscientiza豫o da sociedade quanto � import�ncia do aleitamento materno � muito relevante, cabendo aos profissionais de sa�de j� no pr�-natal a rever�ncia a este fator: o amamentar; um ato de carinho de m�e para filho, que contribui para a preven豫o de complica寤es durante o desenvolvimento f�sico e mental da crian�a. O leite materno � classificado de acordo com suas fases de composi豫o em: colostro, leite de transi豫o e o leite maduro. 2.2.2 Leite Colostro � O leite produzido nos primeiros dias ap�s o parto � denominado colostro. Possui uma cor amarelada, � produzido pelo organismo at� o terceiro dia ap�s o parto e cont�m a IgA e � secretado em pequenas quantidades. “O volume, no in�cio, varia de 2 – 20 ml em cada mamada” (BRASIL, 2003, p. 138). Certas subst�ncias apresentam-se em concentra寤es muito maiores no colostro do que nos outros leites e s�o elas: prote�nas, sais minerais, anticorpos, vitaminas e gl�bulos brancos. � um leite rico tamb�m em fatores de crescimento que ajudam o intestino imaturo do rec�m-nascido a se desenvolver, preparando o intestino para digerir e absorver o leite maduro e impedindo a absor豫o de prote�nas n�o digeridas. Possui uma a豫o preventiva da icter�cia, e laxativa ajudando a elimina豫o do mec�nio. � 2.2.3 Leite Transi豫o � O leite de transi豫o � identificado de tr�s a cinco dias ap�s o parto, ou seja, passa de colostro para leite de transi豫o. Al�m da mudan�a de volume, o leite de transi豫o, muda tamb�m a sua composi豫o e dura at� duas semanas ap�s o parto. No per�odo de duas semanas ele se transforma em um leite com conte�do mais alto de gordura e lactose, aumentando assim o seu valor cal�rico total (STEPHENSON; O’CONNOR, 2004). 2.2.4 Leite Maduro � � o leite produzido a partir do d�cimo quinto dia p�s-parto e vem como continua豫o ao leite de transi豫o. � um l�quido branco, opaco, com pouco odor, sabor ligeiramente adocicado e possui ainda mais gordura e carboidrato (BRASIL, 2003). Este leite possui todos os nutrientes dos quais a crian�a precisa para se desenvolver, n�o sendo necess�rio at� o sexto m�s de vida o oferecimento de �gua, suco, e principalmente o leite de vaca, pois n�o possuem valor cal�rico adequado �s necessidades do desenvolvimento da crian�a. � � 2.3 DESMAME PRECOCE Atualmente, os profissionais de sa�de t�m trabalhado de forma persistente a import�ncia da m�e amamentar seu filho no m�nimo at� os seis meses de vida. Por�m, apesar do conhecimento incontest�vel do valor do leite humano e dos benef�cios do aleitamento para a mulher que amamenta, o desmame precoce ainda � bastante comum, mesmo para aquelas com acesso a informa豫o (CARVALHO, 2002). Portanto, � preciso considerar que o aleitamento materno � uma habilidade que deve ser resgatada e trabalhada, al�m de ser uma pr�tica que precisa ser apoiada. Apesar do leite materno possuir os nutrientes necess�rios para o crescimento do beb�, e por garantir alguns benef�cios, tanto para o beb� quanto para a m�e, ainda assim a ader�ncia � amamenta豫o � pequena, onde a falta de informa豫o, baixa escolaridade da m�e, idade da m�e, trabalho materno, falta de incentivo do c�njuge e de parentes, problemas com a auto-imagem, falta de condi寤es ambientais para a ordenha do leite, les�es mam�ria s�o considerados impec�lios a pr�tica do aleitamento. “Muitas m�es, embora desejosas de proporcionar o melhor a seus filhos e sabedoras de todas as vantagens oferecidas pela lacta豫o natural, desistem de pratic�-las por falta de orienta豫o adequada” (SOUZA; BARBOSA, 2002, p. 241). N�o possuindo condi寤es adequadas para amamentar, a nutriz opta pelo desmame, e com ele diversas complica寤es que podem surgir para a crian�a, como a desnutri豫o, o desarranjo intestinal, problemas com o aparelho digestivo da crian�a, o qual n�o est� adaptado para receber outros tipos de alimentos, pelo menos at� os 6 meses de idade. A dura豫o do aleitamento materno est� sendo cada vez mais curta, exclusivamente pela falta de conhecimento das m�es que n�o possuem informa寤es de como resolver problemas relacionados � amamenta豫o, sendo de suma import�ncia a realiza豫o de um trabalho preventivo dos m�dicos pr�-natalistas, apontando os cuidados necess�rios para evitar e matar precocemente poss�veis complica寤es (BICALHO, 2001). As m�es primigestas s�o as principais v�timas do desmame precoce, onde as rachaduras, fissuras, mamilos dolorosos, medo de ficar com as mamas ca�das, vergonha de amamentar em p�blico, se tornam fatores impeditivos para a amamenta豫o. Segundo Faleiros, Trezza e Carandina (2006), de acordo com as recomenda寤es da Organiza豫o Mundial de Sa�de acerca do aleitamento Materno, este deve acontecer at� o sexto m�s de vida e ser complementado at� os dois anos de idade. Onde mesmo existindo v�rios programas de incentivo realizados, ainda assim, as m�es t�m dificuldades referentes ao manejo da lacta豫o, ocorrendo o desmame. Muitas m�es suspendem o aleitamento precocemente por n�o serem orientadas a prevenir ou tratar os problemas que surgem nos primeiros dias p�s-parto ou pela press�o negativa da sociedade contra o aleitamento materno exclusivo, especificamente familiares ou vizinhos (BRASIL, 2006, p. 9). Um dos fatores que favorecem a g�nese do desmame precoce � o fato dos m�dicos pr�-natalistas n�o darem �nfase necess�ria a mama no per�odo gestacional, nem demonstrarem as gestantes o necess�rio cuidado com estes �rg�os, bem como deixando de esclarecer a respeito do preparo da paciente para a amamenta豫o (VIEIRA, 2002). Nesse sentido, as principais causas do desmame precoce s�o os mamilos dolorosos, rachaduras/fissuras mamilares, ingurgitamento mam�rio, mastite puerperal, hipogalactia, mamilos invertidos e problemas emocionais (MARINHO, 2004). Diante do exposto � importante destacar o trabalho preventivo dos profissionais de sa�de com a disponibiliza豫o de informa寤es �s m�es e a familiares sobre as vantagens do aleitamento materno, para que seja visto como um ato de prazer e satisfa豫o (LEME, 2005). O Minist�rio da Sa�de incluiu, em 1993, o incentivo ao aleitamento materno como uma das a寤es b�sicas de sa�de, dentro do Programa de Aten豫o � Sa�de Materno-Infantil, entretanto em estudo populacional realizado em 1995, no munic�pio de Botucatu - SP, encontrou-se um padr�o insatisfat�rio de aleitamento materno, onde, aos trinta dias, somente 29% das crian�as eram, exclusivamente, amamentadas, e aos quatro meses, apenas 4,6% (CARVALHAES; CORR�A, 2003). A Pesquisa Nacional sobre Demografia e Sa�de, realizada no ano de 1996, mostrou que o aleitamento materno no Brasil estava aqu�m das recomenda寤es da OMS, com uma amamenta豫o mediana de apenas um m�s, dura豫o total de amamenta豫o de sete meses, e o aleitamento continuado por um ano em 41,0% das crian�as (VIEIRA; SILVA & BARROS FILHO, 2003). A amamenta豫o significa para a mulher uma altera豫o do seu complexo biol�gico, de forma �nica para cada filho, envolvendo assim uma op豫o pessoal. Nesse sentido, a mulher deve buscar junto aos profissionais de sa�de orienta寤es, ao mesmo tempo em que toma suas decis�es. � Alguns alimentos s�o considerados como proibidos ou n�o recomendados durante o processo de amamenta豫o s�o eles: caf�, �lcool, leite de vaca (substituir por leite de soja), feij�o, repolho, enlatados, condimentos, couve flor, chocolate e pimenta. Esses alimentos podem produzir c�licas e gases no beb� (CARVALHO, 2002). Muitas subst�ncias presentes em alguns alimentos podem alterar a produ豫o ou a composi豫o do leite materno. O fumo deve ser evitado, pois reduz a produ豫o do leite, doses excessivas de cafe�na, podem deixar a crian�a sem sono e com irritabilidade, o �lcool, age destruindo as c�lulas nervosas e deixando a crian�a sem fome. � As demais refei寤es n�o devem ser muito diferentes do final da gravidez, pois as necessidades nutricionais est�o apenas ligeiramente aumentadas em rela豫o �quele per�odo. As recomenda寤es nutricionais indicam a necessidade de mais energia, prote�nas, algumas vitaminas e minerais. (CARVALHO, 2002, p. 64). A m�e, enquanto estiver no per�odo de amamenta豫o, sentir� muita sede, por conta da perda h�drica que ocorre atrav�s da produ豫o do leite, logo, deve ingerir durante a mamada um copo de �gua ou suco de frutas. 2.5 TIPOS DE COMPLICA합ES Algumas intercorr�ncias podem ocorrer durante o per�odo de amamenta豫o, principalmente nos primeiros dias. Esses problemas podem estar relacionados a fatores que envolvem o beb�, o ambiente e a m�e, onde se n�o forem tratadas adequadamente podem levar a um desmame precoce. 2.5.1 Mamilos Doloridos � � muito comum nas primeiras mamadas ocorrerem ferimentos e dor nos mamilos. De acordo com Varela (1994), isto acontece porque os condutos que passam pelos mamilos est�o secos e, na primeira suga豫o, forma-se v�cuo. Quando o transporte de leite torna-se mais intenso, ocorre a lubrifica豫o dos condutos e s�o aliviados o desconforto e as dores ao amamentar. O desmame precoce � um dos fatores ocasionados pelos mamilos doloridos, sendo este o causador de extremo desconforto no processo da amamenta豫o. A dor interfere no reflexo de eje豫o do leite, consequentemente, o lactente n�o recebe suficiente leite ao amamentar, isto gerando-lhe inquietude e choro. Essa atitude do lactente produz ang�stia da m�e, inibindo mais ainda a eje豫o l�ctea e podendo conduzir ao fracasso da amamenta豫o. (VALD�S; S핹CHEZ & LABBOK, 1999, p. 54). Algumas precau寤es podem ser tomadas para prevenir o mamilo doloroso, as quais devem ser iniciadas a partir do pr�-natal atrav�s de massagens e fric豫o do mamilo, com o intuito de torn�-los menos sens�veis � suc豫o; execu豫o de exerc�cio de exterioriza豫o dos mamilos “malformados” com a devida orienta豫o profissional. O profissional da �rea dever� informar a futura m�e sobre a postura e pega adequada do beb� e a import�ncia da ordenha antes da amamenta豫o. 2.5.2 Trauma mamilar � � Existem v�rios tipos de traumas mamilares que podem surgir no seio da nutriz durante o per�odo da amamenta豫o, portanto devem ser seguidos alguns cuidados para evitar diversos problemas: amamentar com t�cnica correta e em livre demanda, manter sempre secos os mamilos, antes ou depois da amamenta豫o. Segundo Thomson e Morais (2006), um dos traumas mais comuns exposto pela maioria das nutrizes � a fissura mamilar. As fissuras mam�rias (Figura 3) s�o traumas registrados normalmente nos primeiros dias da amamenta豫o. A maior causa deste problema est� na incorreta posi豫o da crian�a no ato de amamentar. Figura 3: Fissura Mamilar Fonte: THOMSON, Zuleika; MORAIS, Adriana Estela Pinesso. Problemas precoces e tardio das mamas: preven豫o, diagn�stico e tratamento. In: R�GO, Jos� Dias. Aleitamento Materno. S�o Paulo: Atheneu, 2006, cap. 12, p. 213 젨젨젨젨젨� Este tipo de trauma � ocasionado segundo Martin e Krebs (2001), principalmente pela pega incorreta da crian�a, onde ao inv�s de usar sua for�a de suc豫o na regi�o da ar�ola, faz a pega indevida na regi�o mamilar, ocasionando a fissura. As fissuras podem ser observadas principalmente na primeira semana p�s-parto, onde os maiores sintomas s�o dor intensa e desconforto ao amamentar, que segundo a estes fatores ocasionam por muitas vezes a diminui豫o das mamadas, podendo atingir diretamente no processo de desenvolvimento do beb� ou at� levar ao desmame precoce, ao ingurgitamento mam�rio e uma mastite. 2.5.3 Mastite A mastite � uma inflama豫o das gl�ndulas da mama causada por diversos fatores tais como: ac�mulo de leite que acontece com maior freq獪ncia no p�s-parto, condi寤es de higiene inadequadas, fadiga, estresse de lactente, ingurgitamento mam�rio, falta de conscientiza豫o quanto ao n�mero correto de mamadas, dificuldade da ordenha, pode ser causada tamb�m por Staphylococcus aureus em 50 a60% dos casos; Escherichia Coli e raramente, Streptococcus. A mastite pode ocorrer em uma mama ou nas duas apresentando as seguintes caracter�sticas: mamas hiper�micas, t�rgidas, �lgicas e hipert�rmicas (Figura 4). Figura 4: Mama acometida por mastite. Fonte: THOMSON, Zuleika; MORAIS, Adriana Estela Pinesso. Problemas precoces e tardios das mamas: preven豫o, diagn�stico e tratamento. In: R�GO, Jos� Dias. Aleitamento materno. S�o Paulo: Atheneu, 2006, cap.12, p. 218. A mastite pode ser de tr�s tipos: lobar, quando h� comprometimento de apenas uma regi�o; ampolar, quando existe o processo inflamat�rio. E se no local infeccionado existir ponto de flutua豫o, � porque j� evoluiu para um abscesso mam�rio (MATTAR; ABR홒, 2005). A infec豫o pode ser causada por alguns microorganismos diferentes. De acordo com Thomsom e Morais (2006), os causadores mais comuns das mastites s�o: Staphylococcus aureus em50 a60% dos casos; Escherichia Coli e raramente, Streptococcus. No processo infeccioso da mastite os sintomas mais comuns s�o: maior sensibilidade mam�ria edema, hiperemia, muita dor durante a mamada, podendo haver excre豫o de pus pela papila mam�ria e dor ao movimentar o bra�o. Geralmente h� intercorr�ncias de febre, calafrios, mal-estar, astenia e fraqueza. A mastite tamb�m gera um aumento de s�dio e cloreto no leite, ocasionando a diminui豫o de lactose, tornando o leite mais salgado, evidenciando assim a rejei豫o por parte da crian�a. 2.5.4 Abscesso mam�rio � O abscesso mam�rio � causado por uma mastite n�o tratada, ocasionando inflama寤es e deformidades da mama. Faz-se importante um tratamento precoce, entre 24 e 48 horas ap�s o aparecimento dos primeiros sintomas, para que n�o haja agravamento do processo inflamat�rio. Segundo Thomson e Morais (2006), pode ser facilmente identificado o abscesso mam�rio quando ao tocar o local infeccionado, este apresente uma sensa豫o de flutua豫o. Existindo como sintoma dor intensa nos seios, mal-estar, febre e calafrios. Muitas vezes o abscesso � tratado cirurgicamente, sendo realizada uma drenagem ou aspira豫o, portanto a ultra-sonografia torna-se importante para a confirma豫o do diagn�stico, servindo como um instrumento para determinar o local para a incis�o cir�rgica (GIUGLIANE, 2004). Apesar da realiza豫o incis�o cir�rgica, a amamenta豫o n�o dever� ser interrompida, utilizando-se da outra mama que n�o foi afetada, ou do mesmo lado da incis�o se esta n�o incomodar. N�o sendo poss�vel a suc豫o na mama afetada, deve-se regularmente realizar o esvaziamento da mesma. � essencial que a interven豫o seja r�pida e precoce, podendo evitar diversas complica寤es que podem ocorrer, como por exemplo, uma drenagem espont�nea (Figura 5). � Figura 5: Abscesso mam�rio com drenagem espont�nea. Fonte: THOMSON, Zuleika; MORAIS, Adriana Estela Pinesso. Problemas precoces e tardios das mamas: preven豫o, diagn�stico e tratamento. In: R�GO, Jos� Dias. Aleitamento materno. S�o Paulo: Atheneu, 2006, cap. 12, p. 220. Todo esfor�o deve ser feito para que seja prevenido o quanto antes o abscesso mam�rio, pois esta condi豫o poder� comprometer at� futuras lacta寤es em aproximadamente 10% dos casos. Se houver agravamento poder� a mama deformar-se e comprometer tamb�m o seu processo funcional. Portanto, torna-se importante a preven豫o da mastite, evitando tamb�m com isto o abscesso mam�rio. 2.5.5 Ingurgitamento Mam�rio De acordo com Souza e Barbosa (2002), o ingurgitamento mam�rio (Figura 6) compreende o aumento do volume de sangue e flu�dos nos tecidos que suportam a mama e aumento da quantidade de leite que fica retido na gl�ndula mam�ria. Por consequ�ncia, as mamas ficam inchadas, dolorosas e com aspecto avermelhados. A mulher pode apresentar febre e o leite pode parar de ser ejetado. � Figura 6: Ingurgitamento mam�rio. Fonte: BASTOS, Kediman C�lis Barros; PEIXOTO, Maria Marly Lopes Vieira; RODRIGUES, Rita de C�ssia Barros. Banco de leite humano: manual de qualidade dos procedimentos em bancos de leite humano. Cear�, 2002. Dispon�vel em: http://www.abpblh.org.br. Acesso em: 20 Mar. 2012. � Pode-se observar no quadro abaixo que existem caracter�sticas diferentes entre o ingurgitamento mam�rio e a mastite (Quadro 1). Mastite In�cio Gradual / P�s-parto imediato S�bito / Depois de 10 dias Local Bilateral Unilateral Generalizado Localizado / Intenso / Edemaciado Dor Generalizada Intensa / Localizada Temperatura < 38,4� > 38,4� Sintomas Gerais Poucos Semelhantes as gripe � � 젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨 Quadro 1: Compara豫o entre as principais caracter�sticas das intercorr�ncias mamarias. Fonte: CARVALHO, Marcus; TAMEZ, Raquel. Amamenta豫o: bases cient�ficas para a pr�tica profissional. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005, p. 127. O Ingurgitamento mam�rio possui tr�s tipos segundo a sua localiza豫o: lobular, quando a dor � referida em pontos esparsos da mama; lobar, quando h� dor em uma ou mais regi�es esparsas da mama, desde a regi�o areolar, agregado � presen�a de edema, que geralmente ultrapassa a borda alveolar e glandular; e o ampolar, que suprime o mamilo e torna sua apreens�o imposs�vel. Nestes casos a suc豫o torna-se um processo muito doloroso, pois incide justamente numa �rea muito delicada da mama. A qual possui fibras muito sens�veis ao toque (SOUZA; BARBOSA, 2002). Conv�m ressaltar que, todos os profissionais de sa�de s�o capacitados para fornecer informa寤es sobre a import�ncia do aleitamento e cuidados com a mama. Mas cabe ao enfermeiro orientar as m�es quanto ao est�mulo de suc豫o, pega correta, postura do beb� na mama, postura da m�e ao amamentar, ordenha manual e as t�cnicas adequadas para se evitar complica寤es durante a amamenta豫o. Nesse sentido, se faz de suma import�ncia realizar uma abordagem, no pr�ximo cap�tulo, acerca da atua豫o da enfermagem na preven豫o das complica寤es do aleitamento materno. Complica寤es estas que muitas vezes levam ao desmame precoce, por isso se faz necess�rio um trabalho de educa豫o continuada com as gestantes no per�odo pr�-natal. 3 ATUA플O DO ENFERMEIRO NAS COMPLICA합ES DO ALEITAMENTO � A enfermagem deve instruir quanto aos cuidados que se devem ter com as mamas, principalmente pelo fato da amamenta豫o ser de grande import�ncia para a sa�de e desenvolvimento da crian�a. O processo de prepara豫o da amamenta豫o come�a no pr�-natal, e o enfermeiro atrav�s de uma avalia豫o, examina os seios da gestante, orientando quanto aos cuidados necess�rios que devem ser seguidos durante este processo, enfatizando a import�ncia do aleitamentoem um Cursode Orienta豫o para gestante ou em orienta寤es dadas no ambulat�rio (REIS et al, 2002) O enfermeiro age na �rea de sa�de como sujeito capaz de facilitar a amamenta豫o atrav�s da preven豫o e corre豫o de complica寤es no aleitamento materno. Uma das fun寤es deste profissional de sa�de � desenvolver na gestante e no parceiro desta, uma oportunidade de saber escolher qual o melhor m�todo a utilizar para o seguimento da alimenta豫o do beb� (REIS et al, 2002). 3.1 TRATAMENTO DE MAMILOS DOLOROSOS Na amamenta豫o o inc�modo nas mamas � normal, devido ao aumento do fluxo de leite, portanto faz-se importante a prepara豫o dos mamilos logo no per�odo gestacional, seguindo orienta寤es que possam torn�-los menos sens�veis a suc豫o. Para cada mamada � importante a verifica豫o da flexibilidade areolar, se esta n�o estiver male�vel, � necess�rio fazer a ordenha por express�o manual para que o beb� consiga a pega adequada para uma suc豫o satisfat�ria e livre de dores ou ardor nos mamilos. Em muitos casos, a dor mamilar desaparece imediatamente, ap�s a corre豫o da posi豫o de suc豫o do beb�. A m�e se sente mais confort�vel e o beb� mais satisfeito a cada mamada (MARTIN; KREBS, 2001). Os exerc�cios de Hoffmann (Figura 7) � uma t�cnica utilizada para exteriorizar o mamilo (plano, invertido e pseudo-invertido). Com os dedos indicadores ou polegares na ar�ola, a m�e deve tracionar e apertar para fora de forma vertical, horizontal e diagonal os mamilos. Devem ser realizados 10 movimentos para cada posi豫o (BRAZ, 2005). Figura 7: Exerc�cios de Hoffmann. Fonte: TIPOS de mamilos. Dispon�vel em http://www.dirsa.aer.mil.br/DS/dicas_1_ arquivos/image018.jpg. Acesso em: 18 Fev. 2012. Dentre os tratamentos eficazes para os traumatismos e dor na papila, est� o bom posicionamento do lactente na mama. Se m�e e filho estiverem em sincronia perfeita com as orienta寤es dos especialistas, as chances de intercorr�ncias podem ser reduzidas, como rachaduras ou at� mesmo infec寤es. Percebendo as rachaduras a m�e poder� utilizar o pr�prio leite para ajudar na cicatriza豫o. Podendo tamb�m expor os seios ao sol com a utiliza豫o do pr�prio leite, por 10 minutos (BRAZ, 2005). � importante que a nutriz procure aux�lio profissional at� mesmo neste caso, onde uma simples rachadura nos mamilos poder� ocasionar um grande trauma se n�o tratado devidamente. 3.2 TRATAMENTO DA FISSURA MAMILAR � O surgimento de poss�veis fissuras n�o deve ser um fator determinante para a suspens�o da amamenta豫o. As fissuras causam dor, mas n�o impedem que a m�e continue a amamentar, devendo utilizar-se da mama n�o infectada ou menos afetada, podendo ordenhar um pouco de leite antes da mamada para desencadear o reflexo de eje豫o, evitando com isso que a crian�a tenha que sugar muito forte no in�cio da mamada. Em casos mais graves deve-se suspender a suc豫o por vinte quatro a quarenta e oito horas, podendo ser mantida a ordenha (GIUGLIANE, 2004). As conchas de silicone s�o usadas sob o suti� evitando o maior contato e a fric豫o da �rea traumatizada � vestimenta, permitindo uma maior ventila豫o para os mamilos, contribuindo para a cicatriza豫o (Figura 8). Estas possuem uma c�mara de ar que permite a coleta de leite caso haja vazamento, mantendo o suti� sempre seco, evitando a umidade para o mamilo (BRAZ, 2005). Podendo servir tamb�m de protetores para os seios entre as mamadas, arranjos caseiros, como meia bola de isopor oca ou coadores de pl�stico pequeno (BICALHO, 2001). � Figura 8: Concha para fissuras. Fonte: ALEITAMENTO Materno – Cuidado com as mamas. Dispon�vel em: http://www.cssj.com.br/site2/giamasp. Acesso em: 20 Fev. 2012. Para o tratamento das fissuras s�o necess�rias algumas provid�ncias, citadas por Marinho (2004) como alguns cuidados para evitar a fissura: a)젨� A m�e deve preparar a mama durante o pr�-natal utilizando estrat�gias para o fortalecimento dos tecidos areolares e mamilares, tais como: banho de sol nos seios, fric豫o de toalha, utiliza豫o de suti� de algod�o com orif�cio na regi�o mamilar, passar uma bucha (sem sab�o) nos seios no momento do banho (Figura 9). b)젨 A posi豫o adequada da crian�a no momento da mamada � fundamental para o n�o aparecimento de fissuras. � 젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨� 젨젨Figura 9: Fric豫o do mamilo com a toalha. Fonte: ALEITAMENTO Materno – Cuidado com as mamas. Dispon�vel em: http://www.cssj.com.br/site2/giamasp. Acesso em: 20 Fev. 2012. A conscientiza豫o da m�e quanto a preven豫o � importante, n�o devendo ser utilizados qualquer tipo de creme, pomada ou spray no seio, podendo com isso ocasionar maior sensibilidade no local. As nutrizes poder�o lavar o complexo ar�olo - mamilar, antes ou ap�s cada mamada, sendo dispensado o uso do sabonete ou �gua (VINHA, 1999). Sendo permitido para a limpeza dos mamilos apenas o leite materno, deixando-o secar ao ar, facilitando assim, a cicatriza豫o, a flexibilidade, e a pega (BICALHO, 2001). Apesar de toda precau豫o e cuidados com a fissura � necess�rio que a nutriz seja acompanhada periodicamente por um profissional da �rea, at� que o problema seja definitivamente resolvido, reduzindo assim a possibilidade de desmame precoce, ou at� a gera豫o de uma mastite. 3.3 TRATAMENTO DA MASTITE Uma forma de evitar a inflama豫o mam�ria � n�o permitir o ac�mulo de leite nos ductos, atrav�s da retirada do leite restante ap�s cada mamada. Uma boa maneira de fazer isso � massageando os seios no chuveiro quente. Para tratar a mastite, Marinho (2004) aponta algumas medidas: a)젨젨젨 Aplica豫o de compressas �midas mornas sobre a �rea afetada por dez a quinze minutos, em seguida compressas geladas pelo mesmo tempo, depois massagear cada mama delicadamente, com movimentos circulares, e, logo ap�s, tentar retirar o leite. b)젨 쟔e necess�rio, o m�dico pode prescrever o uso de analg�sico antes de proceder � auto-ordenha. Para o tratamento da mastite � necess�rio tamb�m o repouso da genitora, a ingest�o de bastante l�quido, o uso de enfeixamento � noite e nos intervalos das mamadas, para que evite o aumento do fluxo de leite e o uso de um suti� refor�ado, mas que n�o aperte, com o intuito de diminuir a congest�o da parte inflamada dos seios (GIUGLIANE, 2004). Tomando-se todas as precau寤es necess�rias ao tratamento da mastite, n�o havendo melhora durante quarenta e oito horas, faz-se necess�rio a procura m�dica especializada para que venha a investigar a presen�a de abscesso mam�rio. De acordo com Vinha (1999, p.38) cabe ao tratamento da mastite: a)젨� Continuar a amamentar usando v�rias posi寤es para amamentar de forma a esvaziar os dois seios por completo ou pelo menos esvaziar um seio em cada mamada; b)젨 Esvaziar completamente o seio afetado mesmo que por express�o manual; c)젨� Utilizar compressas mornas ou banhos quentes; d) 잸umentar a ingest�o de l�quidos; e)� 쟓epousar no leito; f)� 쟖sar medica豫o para a dor se necess�rio; g) 잸ntibi�ticos se prescritos pelo m�dico. J� Baracho (2007, p. 87) recomenda para o tratamento da mastite “um suporte mam�rio com compressa de calor �mido, drenagem mam�ria e analg�sicos, al�m de manuten豫o da amamenta豫o”. � de suma import�ncia que a m�e continue amamentando e associado a isso realize compressas mornas e banhos quentes. Vale salientar que o tratamento medicamentoso deve ser realizado somente sob prescri豫o m�dica (BARACHO, 2007). 3.4 TRATAMENTO DO INGURGITAMENTO MAM핾IO O ingurgitamento geralmente ocorre alguns dias ap�s o nascimento ou em qualquer �poca durante a amamenta豫o. Carvalho (2002) sugere algumas medidas que podem ser adotadas para evitar o ingurgitamento: a)젨� As m�es devem amamentar no sistema de livre demanda logo ap�s o parto; b)젨젨� Verificar se a crian�a mama em boa posi豫o desde o primeiro dia. Para que haja a preven豫o do ingurgitamento faz-se necess�rio seguir algumas recomenda寤es como amamentar com t�cnica correta, observando as posi寤es do beb� que convenha a facilidade da suc豫o, amamentar em livre demanda, deixando o beb� � vontade e evitar o uso de suplementos. Devendo sempre observar que logo nas primeiras mamadas a quantidade de leite sempre � maior do que a capacidade que o beb� consegue sugar, para isso � necess�ria a ordenha ap�s cada mamada, evitando com isso o ac�mulo excessivo do leite (BICALHO, 2001). Diversos procedimentos s�o encontrados na literatura, sendo adotados por diversos profissionais de sa�de, como o uso de Ocitocina para est�mulo sensorial dos proprioceptores do mamilo, n�o sendo necess�ria a utiliza豫o desta j� que a libera豫o de ocitocina � liberada pelo organismo naturalmente com o est�mulo da suc豫o (BARACHO, 2007). � preciso estar atento quanto ao aumento da produ豫o de leite causado pela utiliza豫o do calor, onde este deve estar equilibrado com a drenagem do leite, tendo o cuidado tamb�m com as poss�veis queimaduras na pele sens�vel ocasionada pelo ingurgitamento. Sabe-se tamb�m do uso do frio tendo como finalidade a diminui豫o da produ豫o do leite, atrav�s da diminui豫o do fluxo sangu�neo, devendo tamb�m ser cuidadosa, pois existe a constri豫o dos ductos lact�feros, a qual dificulta a drenagem l�ctea, agravando o quadro de ingurgitamento mam�rio, e seu uso prolongado causa o efeito rebote (CARVALHO, 2002). Conforme Baracho (2007, p. 75), “para o tratamento do ingurgitamento mam�rio deve-se realizar a retirada do leite por suc豫o do rec�m nascido ou ordenha manual ap�s 10 (dez) minutos de compressa de gelo, enfaixamento mam�rio e uso de analg�sicos” (Figura 10). � 젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨젨 젨Figura 10: Compressa T�rmica. Fonte: ALEITAMENTO Materno – Cuidado com as mamas. Dispon�vel em: http://www.cssj.com.br/site2/giamasp. Acesso em: 20 Fev. 2012. A utiliza豫o do calor para al�vio da dor, faz com que aconte�a um aumento da circula豫o local, e uma vasodilata豫o (diminui豫o da viscosidade do sangue), propiciando aumento da velocidade do seu fluxo, dilata豫o dos ductos lact�feros, o que facilita a drenagem do leite. A melhor forma de retirada do leite do seio � usando as pr�prias m�os, sendo interessante o processo da ordenha, no qual a m�e estando ausente este poder� ser oferecida a crian�a, colaborando com o aumento da produ豫o de leite e aliviando tamb�m a congest�o mam�ria, devendo a ordenha ser um processo indolor. Antes de cada mamada, deve-se verificar se o mamilo e a ar�ola est�o tensos, em seguida sugere-se massagear e retirar um pouco de leite para deixar mais male�vel e exteriorar o mamilo (BICALHO, 2001). Antes da ordenha deve-se realizar massagem circular (Figura 11) desde a base at� a ar�ola na mama, usando uma m�o de apoio em dire豫o a oposta a que massageia, mediante t�cnica de palpa豫o, procurando identificar anormalidades e pontos dolorosos que possam existir. No processo da ordenha a nutriz dever� manter alguns cuidados, como a higiene, pois a ordenha deve ser iniciada apenas ap�s as m�os lavadas, evitando com isto chances de contamina豫o do leite extra�do; procurar lugar tranq�ilo para ordenhar; e posicionar-se de maneira confort�vel (CARVALHO, 2002). A ordenha � classificada em tr�s tipos: ordenha por express�o manual, ordenha com uso de bomba manual e a ordenha com uso de bomba el�trica. A ordenha por express�o manual � o m�todo mais f�cil da ordenha, no qual s�o utilizadas as m�os ao inv�s de instrumentos, podendo ser realizado em qualquer hora e em qualquer local, n�o existe uma manobra padr�o a desenvolver, apenas pressionar e soltar os seios diversas vezes ritmicamente (CARVALHO, 2002). Por ser um m�todo de est�mulo manual em seu in�cio o leite pode ser ejetado de imediato, entretanto depois da press�o nos seios, pode este come�ar a pingar, podendo at� jorrar. Os movimentos de press�o dever�o ser realizados por toda regi�o areolar, ajudando no esvaziamento de todos os seguimentos da mama. (SOUZA, 2002). Para ordenha com uso de bomba manual � utilizado no est�mulo uma bomba manual que constitui-se de um tubo de vidro especial, o qual abrange todo o mamilo, sendo acoplado a um bulbo de borracha. Inicia-se a ordenha apertando o bulbo para que seja eliminado todo o ar do seu interior. Ap�s esta elimina豫o do ar � encaixado o mamilo da nutriz na bomba manual, soltando o bulbo para que o mamilo e a ar�ola sejam “sugados” para dentro deste, assim este processo � repetido, at� que o leite comece a descer e se deposite na parte lateral e dilatada do tubo (SOUZA, 2002). A higieniza豫o da bomba � muito importante toda vez que esta for utilizada, para evitar contamina豫o. Se o leite retirado tende a ser oferecido ao beb�, este m�todo � contra-indicado, pelo fato da bomba manual ser de dif�cil limpeza e esteriliza豫o, n�o garantindo a efic�cia do processo da amamenta豫o saud�vel (MODESTO, 2006). A ordenha com as bombas el�tricas s�o mais utilizadas em ambientes hospitalares, sendo usada simultaneamente por v�rias mulheres, por isso esta pode ser transmissora de infec寤es se n�o houver uma esteriliza豫o toda vez que for utilizada, visto que nem sempre isto ocorre. Na utiliza豫o do equipamento, deve-se atentar quanto ao manual de instru寤es para que o processo ocorra com seguran�a. A ordenha com este equipamento pode predispor a diversas conseq獪ncias como: maior desconforto e risco de danos a papila mamilar, reduzir efeito para situa寤es de ingurgitamento, estase l�ctea e bloqueio de ductos lact�feros; necessidade de uma maior massagem pr�via e da esteriliza豫o do equipamento toda vez que for utilizado (MATTAR; ABR홒, 2005). Dentre os diversos tipos de ordenha a mais segura � a manual, que al�m de se tratar de um processo menos doloroso a nutriz deve estar apenas com m�os limpas para realiza豫o deste processo, n�o possuindo instrumento algum a ser esterilizado, exterminando o risco de contamina豫o. 3.6 POSTURAS ADEQUADAS PARA AMAMENTA플O A m�e poder� com uma boa postura, proporcionar durante a amamenta豫o um melhor conforto para o beb�, se esta for bem orientada sobre as consequ�ncias que uma posi豫o incorreta poder� causar. Ocorrem diversas complica寤es com o posicionamento inadequado tanto da m�e quanto do beb�, como ombros tensos e encolhidos; algias na coluna; certa dist�ncia do beb� em rela豫o a m�e; cabe�a e tronco do beb� n�o alinhados; queixo do beb� sem tocar no seio da m�e, dentre outras. A m�e que possui a inten豫o de amamentar seu filho em tempo adequado dever� postar-se de maneira correta e confort�vel. “V�rios estudos sugerem que uma boa t�cnica de amamenta豫o nos primeiros dias ap�s o parto est� associada com a dura豫o do aleitamento materno” (WEIGERT et al, 2005, p. 5). Com certo tempo e com a ajuda de um profissional da �rea a m�e poder� se ajustar �s posturas adequadas, facilitando o aleitamento materno. Os enfermeiros possuem embasamento ideal para um suporte assistencial � todas as quest�es que envolvem o tratamento das complica寤es no aleitamento materno, bem como a socializa豫o da import�ncia dos programas incentivadores e orientadores que circunde sobre a import�ncia do leite natural, e do desenvolvimento da crian�a (REIS et al, 2002). O processo da amamenta豫o pode ser realizado em v�rias posturas diferentes, de acordo a vontade da m�e e da facilidade da varia豫o conforme as orienta寤es recebidas por um profissional de sa�de. A realidade � que algumas mulheres ainda ficam um pouco inseguras em rela豫o a que postura adotar. De acordo Modesto (2006), as posi寤es geralmente utilizadas pelas m�es s�o aquelas que garantem o aconchego, a harmonia, acontecendo geralmente, sem a necessidade de orienta寤es t�cnicas. Na maioria das vezes a m�e e a crian�a encontram intuitivamente e sem artif�cios na posi豫o mais c�moda. A primeira mamada, no entanto, deve ser assistida por um membro da equipe e ajudada se for necess�rio e/ ou a m�e solicitar. A mamada deve ser observada de maneira inteira, isto �, at� que o beb� termine a suc豫o e largue o peito (MODESTO, 2006, p. 146). � necess�rio que a m�e verifique tamb�m o local onde se est� tentando amamentar a crian�a, para que garanta a tranquilidade do ato de amamentar, devendo expor totalmente os seios, escolhendo assim qual a postura a adotar para a situa豫o. Contudo, as posi寤es mais utilizadas s�o a deitada em dec�bito dorsal, na qual o beb� fica deitado no abd�men da m�e com a cabe�a sobre a mama, tendo, no entanto, o cuidado com a respira豫o e a posi豫o da cabe�a do beb� (Figura 11). Figura 11: Amamenta豫o em dec�bito dorsal. Fonte: CORDEIRO, Miriam Torres. Postura, posi豫o e pega adequadas: um bom in�cio para a amamenta豫o. In: R�GO, Jos� Dias. Aleitamento materno. S�o Paulo: Atheu, 2006. Cap. 10, p.172. Existe tamb�m a posi豫o em dec�bito lateral, com um apoio de um travesseiro ou almofada, o beb� deitado em dec�bito lateral, apoiado no antebra�o da m�e e com o abd�men em contato com o abd�men da m�e. (Figura 12). Figura 12: Amamenta豫o em dec�bito lateral. Fonte: ALEITAMENTO materno. Dispon�vel em: www.iamagem.ufrj.br. Acesso em: 20 Fev. 2012. As duas posi寤es, dec�bito dorsal e dec�bito lateral, contribuem muito para um melhor descanso da m�e, principalmente se o parto foi uma cesariana. Se a genitora optar por uma posi豫o sentada poder� obter um apoio para os p�s, para as costas e cotovelos, podendo ser utilizado tamb�m um travesseiro no colo, com a inten豫o de aproximar o beb� do peito, aconchegando-o ainda mais, adquirindo assim uma posi豫o de tronco de quarenta e cinco graus no colo da m�e, facilitando a degluti豫o e prevenindo os refluxos gastroesof�dicos, muito comuns nos rec�m-nascidos (SOUZA; BARBOSA, 2002). Na posi豫o sentada a cadeira escolhida deve permitir o apoio dos p�s ao ch�o, apoio ideal para as costas e apoio tamb�m para aos cotovelos da nutriz, garantindo conforto e seguran�a ao ato da amamenta豫o. Figura 13: Amamenta豫o com o beb� em posi豫o de aconchego. Fonte: ALEITAMENTO materno. Dispon�vel em: http://www.iamagem.ufrj.br. Acesso em: 18 Mar. 2012. Na posi豫o invertida a m�e senta-se a cama ou a poltrona, podendo ser utilizada uma almofada ao seu lado como um apoio ou sustentar com o pr�prio bra�o o corpo do beb�. Utilizando de uma m�o para segurar a cabe�a do beb� e a outra introduzir� o mamilo na boca da crian�a. � Figura 14: Amamenta豫o em posi豫o invertida. Fonte: CORDEIRO, Mirian Torres. Postura, posi豫o e pega adequadas: um bom in�cio para a amamenta豫o. In: R�GO, Jos� Dias. Aleitamento materno. S�o Paulo: Atheneu, 2006, p. 170. A posi豫o invertida garante a drenagem do leite dos ductos da regi�o axilar. Nos quatro a cinco primeiros dias da “apojadura” � indicado que a crian�a fa�a uma mamada cl�ssica e outra invertida at� o nivelamento das mamas, o qual ir� ocorrer em torno do d�cimo dia (CORDEIRO, 2006). Esta posi豫o � vi�vel quando o rec�m-nascido � muito pequeno, quando as mamas s�o muito grandes ou est�o doloridas, ou ainda quando a mamada � de g�meos, situa豫o na qual a m�e poder� amamentar os dois ao mesmo tempo com a ajuda de algu�m. Em casos de mamas muito grandes, fissuras mamilares, rec�m-nascidos pr�-maturos, a posi豫o “cavalinho” � indicada, ajudando na pega da crian�a, pois o mamilo entra mais na boca do beb�. Esta posi豫o consiste em manter o lactente sentado sobre a coxa da m�e com seu corpo de frente a ela (Figura 15). � Figura 15: Amamenta豫o em forma de cavalinho. Fonte: ALEITAMENTO materno. Dispon�vel: www.imagem.ufjr.br. Acesso em: 20 Fev.2012. Dentre muitas posi寤es � preciso salientar que a m�e fica livre para escolher o tipo de posi豫o mais conveniente para o momento da amamenta豫o, cabendo ao profissional de sa�de, orientar sobre a posi豫o mais adequada para todo tipo de situa豫o, contribuindo para o n�o surgimento de complica寤es. Os autores Brunner e Suddarth (1990), explicam algumas t�cnicas que s�o de fundamental import�ncia para amamenta豫o: a)젨� Higiene: deve-se sempre limpar os mamilos com algod�o e �gua; b)젨 Hor�rio: o RN dever� ser amamentado sempre que tiver fome, e durante o tempo que quiser, inclusive � noite; c)젨� Posi豫o adequada: a posi豫o deve ser a mais confort�vel poss�vel para ambos; d)젨 Mamas: as mamas devem ser oferecidas sempre cheias e nunca esquecendo de introduzir todo o mamilo na boca do RN; e)젨� Preven豫o: n�o usar pomadas, anti-s�pticos ou qualquer tipo de �leo na regi�o dos mamilos. f)젨� Vale ressaltar, que a amamenta豫o estabelece uma rela豫o afetiva entre m�e e filho e transmite anticorpos para o RN, sendo a sua composi豫o ideal, de r�pida ingest�o e temperatura correta. Ao escolher uma posi豫o para dar de mamar, o mais importante � que a m�e esteja confort�vel e que o beb� alcance o seio com facilidade.잻essa forma, uma boa posi豫o para amamentar � aquela que facilita a coloca豫o do beb� junto ao peito e permite uma boa pega. 4 TRAJET�RIA METODOL�GICA � � 4.1 TIPO DE ESTUDO � � 젨젨젨젨젨� No intuito de compreender a atua豫o do enfermeiro na preven豫o de complica寤es no aleitamento materno, optou-se por uma revis�o da literatura atrav�s do estudo qualitativo, descritivo e explorat�rio. De acordo com Minayo (1996, p. 37) a pesquisa cient�fica � “um conjunto de procedimentos sistem�ticos, baseados no racioc�nio l�gico, que tem por objetivo encontrar solu寤es para os problemas propostos mediante o emprego de m�todos cient�ficos”. Lakatos (2001, p. 62), ressalta a diversidade existente entre os trabalhos qualitativos e enumera um conjunto de caracter�sticas essenciais capazes de identificar uma pesquisa desse tipo, entre estes: Nesse sentido, Marconi e Lakatos (2001, p. 86) relata que: “a pesquisa cient�fica tem por objetivo traduzir e expressar o sentido dos fen�menos do mundo social; trata-se de reduzir a dist�ncia entre indicador e indicado, entre teoria e dados, entre contexto e a豫o”. O desenvolvimento de um estudo de pesquisa cient�fica determina por parte do pesquisador um fen�meno a fim de definir o campo e a dimens�o em que o trabalho desenvolver-se-�, isto �, o territ�rio a ser mapeado. Desta forma, a presente monografia ser� fundamentada com base em livros, artigos cient�ficos, revistas eletr�nicas. 젨젨젨젨젨� A metodologia utilizada foi � descritiva-explorat�ria, a qual visa � descri豫o de v�rias abordagens acerca dos assuntos e an�lise dos conte�dos expostos. O meio de investiga豫o foi a bibliogr�fica, pois buscou-se fontes te�ricas para a constru豫o da pesquisa. 젨젨젨젨젨� De acordo com Moreira e Caleffe (2006, p. 74): A pesquisa bibliogr�fica � desenvolvida a partir de material j� elaborado, constitu�do principalmente de livros e artigos cient�ficos. A pesquisa bibliogr�fica n�o deve ser confundida com a revis�o ou a resenha bibliogr�fica, pois a pesquisa bibliogr�fica � por si s� um tipo de pesquisa, enquanto a revis�o ou a resenha bibliogr�fica � um componente obrigat�rio de todo e qualquer tipo de pesquisa. 젨젨젨젨젨� Conforme Gil (1994) apud Moreira e Caleffe (2006, p. 74) os passos para elabora豫o de uma pesquisa bibliogr�fica s�o: determinar os objetivos; elaborar um plano de trabalho; identificar as fontes; localizar as fontes; ler o material; fazer os apontamentos; confeccionar as fichas e redigir o trabalho. 젨젨젨젨젨� Nesse sentido, o relat�rio final de uma pesquisa bibliogr�fica normalmente se comp�e de introdu豫o, desenvolvimento (contendo v�rias sec寤es) e conclus�o. Haja vista que, a pesquisa bibliogr�fica � desenvolvida a partir de material j� elaborado, constitu�dos de livros, revistas, artigos, jornais, monografias, disserta寤es, teses, material cartogr�fico etc.� 젨젨젨젨젨� Segundo Gil (2000, p. 43), “as pesquisas explorat�rias t�m como principal objetivo desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e id�ias de formula豫o de problemas mais presos e hip�teses pesquis�veis para estudos posteriores”. Caracteriza-se como descritiva explorat�ria, por realizar uma revis�o bibliogr�fica em livros, revistas, artigos cient�ficos e diversos textos capturados na Internet em sites voltados para o assunto contextualizado. Por ora, no que se refere �s tipologias empregadas nesta pesquisa, quanto aos objetivos � pesquisa foi � descritiva, que segundo Beuren (2003) preocupa-se em observar os fatos, registr�-los, analis�-los, classific�-los e interpret�-los sem a interfer�ncia das pesquisadoras. 4.2 AMOSTRAGEM Foi feita uma pesquisa bibliogr�fica, com busca livre por descritores nas seguintes bases de dados: Lilacs, Scielo, BDENF, Medline. Os crit�rios para sele豫o foram: publica寤es do per�odo de 2002 a 2007, exceto as refer�ncias utilizadas para construir a trajet�ria metodol�gica e o marco te�rico. Foram selecionados 10 bibliografias. Nessas bibliografias buscou-se os indicativos da fisiologia da lacta豫o,� causas do desmame e t�cnica de amamenta豫o. 4.3 ESTRAT�GIAS DE COLETA DE DADOS � Constata-se que a pesquisa bibliogr�fica consiste em uma sistematiza豫o de passos a serem seguidos. Desse modo, a estrat�gia de coleta de dados procurou abordar a investiga豫o atrav�s de um percurso estabelecido para a conclus�o da pesquisa. A coleta de dados foi realizada no per�odo de 15 de Fevereiro de 2012 a 15 de Mar�o de 2012. A leitura e an�lise dos textos foram realizadas no per�odo de 16 de Mar�o de 2012 a 05 de Abril de 2012. Os dados ap�s leitura e releitura, foram analisados de acordo o tema da pesquisa. Os dados foram apresentados sob a forma de texto descritivo, segundo os temas que emergiram da leitura. 5 AN핶ISE DOS DADOS OBTIDOS Sendo assim, ap�s a coleta dos dados, foram feitas a an�lise e interpreta豫o dos mesmos com a inten豫o de se obter respostas �s investiga寤es. As an�lises utilizadas no decorrer do trabalho constituem em pesquisa explorat�ria, pois se fez necess�rio � compara豫o e utiliza豫o de todo referencial te�rico pesquisado sobre o assunto a fim de relacion�-lo com os dados coletados, e descritivos devido a sua rica descri豫o das caracter�sticas do assunto estudado. 젨젨젨젨젨� Analisando o levantamento bibliogr�fico, conclui-se que o enfermeiro pode atuar na preven豫o de complica寤es no aleitamento materno, onde pode ser dividido em tr�s categorias: � 5.1 CATEGORIA 1: FISIOLOGIA DA LACTA플O � 젨젨젨젨젨� No in�cio da gravidez, o tecido mam�rio desenvolve-se devido � a豫o de diferentes horm�nios. O estr�geno � respons�vel pela ramifica豫o dos ductos e o progestog�nio, pela forma豫o dos l�bulos. Lactog�nio placent�rio, prolactina e gonadotrofina cori�nica contribuem para a acelera豫o do crescimento mam�rio. A secre豫o de prolactina aumenta de 10 a 20 vezes na gravidez. No entanto a prolactina � inibida pelo lactog�nio placent�rio, n�o permitindo que a mama segregue leite durante a gravidez. Com o nascimento da crian�a e a expuls�o da placenta, a mama passa a produzir leite pela a豫o da prolactina (MELLO, 2007). 젨젨젨젨젨� A ocitocina age na contrata豫o das c�lulas mioepiteliais que envolvem os alv�olos, provocando a sa�da do leite. A prolactina e a ocitocina s�o reguladas por dois importantes reflexos maternos: o da produ豫o do leite (prolactina) e o da eje豫o do leite (ocitocina). Tais reflexos s�o ativados pela estimula豫o dos mamilos, sobretudo pela suc豫o. O reflexo de sa�da do leite tamb�m responde a est�mulos condicionados, tais como vis�o, cheiro e choro da crian�a, e a fatores de ordem emocional, tais como motiva豫o, autoconfian�a e tranquilidade que deve ser passado pelo enfermeiro. Por outro lado, a dor, o desconforto, estresse, a ansiedade, o medo e a falta de autoconfian�a podem inibir o reflexo de sa�da do leite, prejudicando a lacta豫o (JUNQUEIRA, 2004). 젨젨젨젨젨� O leite � produzido nos alv�olos, em c�lulas epiteliais diferenciadas. A maior parte do leite � produzida durante a mamada, sob est�mulo da prolactina. A secre豫o de leite aumenta em media 50 ml no segundo dia p�s-parto at� 500ml no quarto dia. O volume de leite produzido na lacta豫o j� estabelecida varia de acordo com a procura da crian�a. Em m�dia � de 850 ml por dia de amamenta豫o exclusiva (MELLO, 2007). 젨젨젨젨젨� As mamas s�o gl�ndulas ex�crinas t�bulos-alveolares com 15 a 20 unidades lact�feras envoltas por tecido conjuntivo, vasos sangu�neos e linf�ticos. O leite � produzido nas unidades lact�feras denominadas alv�olos. Estes alv�olos s�o formados por pequenas gl�ndulas secretoras, que se comunicam com a superf�cie atrav�s de um sistema de drenagem formado pelos canal�culos e canais denominados ductos lact�feros. Ao se aproximarem da superf�cie dos ductos se dilatam formando as ampolas ou seios lact�feros, onde o leite � armazenado, que por sua vez v�o abrir-se no mamilo atrav�s de poros mamilares. Tanto o mamilo como ar�ola s�o profusamente inervados, fator importante no desencadeamento dos reflexos da descida do leite (BUENO, 2002). 젨젨젨젨젨� No processo hormonal da lacta豫o durante a gravidez as gl�ndulas mamarias se preparam para lactar, aumentando seu volume atrav�s da a豫o de horm�nios, principalmente estr�geno e progesterona. Mas, s� ap�s o nascimento, com a expuls�o da placenta, cessa o efeito inibit�rio desses horm�nios sobre a prolactina que � o horm�nio respons�vel pela produ豫o do leite. Ao sugar a mama o rec�m-nascido estimula as termina寤es nervosas do mamilo, enviando um est�mulo � hip�fise, cujo lobo posterior libera ocitocina. Este horm�nio atua sobre as c�lulas mioepiteliais que envolvem os alv�olos, provocando o reflexo de eje豫o ou “descida” do leite. A ocitocina tamb�m ‘e respons�vel pela contrata豫o do �tero, acelerando sua involu豫o e, portanto, diminuindo o sangramento p�s-parto. Devido a estas contrata寤es algumas m�es queixam-se de c�licas durante as mamadas nos primeiros dias de lacta豫o (JUNQUEIRA, 2004). 젨젨젨젨젨� Os horm�nios mais importantes s�o: a prolactina (produzida na gl�ndula pituit�ria anterior) que estimula a secre豫o de leite nos alv�olos, em resposta � estimula豫o da ar�ola e do mamilo por parte do beb�. Quando o mamilo � estimulado a prolactina � libertada e inicia-se a produ豫o de leite. Quanto mais o beb� estimula a mama, mais leite � produzido. Se existe restri豫o � amamenta豫o, porque o beb� n�o vai � mama, ou porque � retirada antes de terminar uma mamada espontaneamente, a produ豫o pode n�o ser estimulada adequadamente (JUNQUEIRA, 2004). 젨젨젨젨젨� Quando o beb� mama, ao tocar com a boca no mamilo e na ar�ola envia mensagens nervosas para a gl�ndula pituit�ria que libera a ocitocina na corrente sangu�nea. Isto provoca a contra豫o das c�lulas mioepiteliais dos alv�olos e a eje豫o do leite, que vai provocar um aumento do di�metro dos ductos lact�foros e o movimento do leite para o mamilo. Entre as eje寤es de leite, o di�metro dos ductos retorna ao seu valor pr� eje豫o, sugerindo que a acumula豫o de leite n�o se faz nos grandes ductos (canais), mas nos pequenos canal�culos. Se a m�e se encontra deprimida, cansada ou com falta de confian�a na amamenta豫o o reflexo da ocitocina pode ser inibido, embora esta inibi豫o tempor�ria e parcial possa ser revertida (MELLO, 2007). 젨젨젨젨젨� 젨젨젨젨젨� 5.2 CATEGORIA 2: CAUSAS DO DESMAME� � � 젨젨젨젨젨� Apesar das abundantes evidencias cient�ficas da superioridade do leite materno sobre outros tipos de leite, ainda � baixo o n�mero de mulheres que amamentam seus filhos de acordo as recomenda寤es da Organiza豫o Mundial de Sa�de e do Minist�rio da Sa�de, que estabelecem o aleitamento materno de forma exclusiva at� os seis meses de vida e complementar at� 24 meses de idade ou mais (VOLPINI, 2005). 젨젨젨젨젨� No Brasil a preval�ncia de amamenta豫o aumentou na �ltima d�cada, passando de 49% aos seis meses de idade, na d�cada de 80, para 60% na d�cada de 90. Por�m, o incremento nos �ndices de aleitamento materno n�o foi homog�neo em todo o pa�s, sofrendo varia寤es significativas de acordo com o local e as caracter�sticas socioecon�micas da popula豫o estudada. Por esse motivo, � imprescind�vel conhecer as caracter�sticas locais do padr�o de aleitamento natural, a fim de avaliar os fatores de risco para o desmame precoce e contribuir para o planejamento em sa�de na formula豫o de a寤es educativas e de suporte que favore�am o aumento da pr�tica da amamenta豫o (VOLPINI, 2005). 젨젨젨젨젨� Escobar (2002) mostra que � importante definir os motivos que levam o desmame precoce, a fim de proporcionar o maior tempo poss�vel de aleitamento �s crian�as. Dentre os principais fatores relacionados pode-se citar: n�vel socioecon�mico, grau de escolaridade da m�e, idade da m�e, trabalho materno, urbaniza豫o, condi寤es de parto, incentivo do conjugue e de parentes e inten豫o da m�e de amamentar. O profissional de sa�de tamb�m � importante no incentivo ao aleitamento materno, apoiando e instruindo a nutriz, atrav�s do acompanhamento pr�-natal cuidadoso, forma豫o de grupos de gestante, alojamento conjunto, durante a puericultura e na promo豫o de campanhas de incentivo ao aleitamento. Afinal, na medida em que se conhecem os motivos que possam contribuir com o desmame precoce, pode-se atuar melhor no sentido de preven豫o desses fatores de forma mais direcionada e, portanto, mais eficaz. 젨젨젨젨젨� Segundo Bueno (2002), os fatores determinantes da interrup豫o precoce da amamenta豫o t�m sido objeto de investiga豫o; n�vel de escolaridade da m�e e sua inser豫o no mercado de trabalho, condi寤es socioecon�micas, problemas de sa�de da m�e ou da crian�a, uso de bicos artificiais ou chupetas e atua豫o dos servi�os de sa�de. A introdu豫o de alimentos complementares diminui a dura豫o do aleitamento materno, principalmente se esta introdu豫o ocorrer precocemente. Quando um alimento s�lido � introduzido, h� necessidade de a crian�a se adaptar � nova textura e � sua administra豫o, ao contr�rio do leite n�o materno, fluido ou em p�, que geralmente � oferecido em mamadeiras, facilitando o seu consumo, o que leva a uma redu豫o mais r�pida da amamenta豫o, quando comparada com a introdu豫o de s�lidos. 젨젨젨젨젨� Sendo uma das causas que Bueno (2002), afirma que s�o respons�veis pelo decl�nio da amamenta豫o, juntamente com a urbaniza豫o e a inser豫o da mulher no mercado de trabalho, e a entrada no pa�s da ind�stria de leite em p� e a propaganda destes produtos por meio de estrat�gias de marketing que visavam atingir os profissionais de sa�de, al�m do p�blico em geral. A introdu豫o de leite n�o materno talvez seja um dos principais iniciadores e aceleradores (fator de risco) do processo de desmame que leva o fim do aleitamento materno, independente de outros alimentos. 젨젨젨젨젨� Segundo Bueno (2002), as vari�veis que afetam ou influenciam o desmame precoce ou a extens�o da amamenta豫o podem ser divididas em cinco categorias: vari�veis demogr�ficas, tipo de parto, idade materna, presen�a paterna na estrutura familiar, escolaridade materna e paterna, tipo de trabalho do chefe de fam�lia, vari�veis associadas � assist�ncia pr�-natal (orienta豫o sobre amamenta豫o, desejo de amamentar), vari�veis relacionadas � assist�ncia p�s-natal imediata (alojamento conjunto, aux�lio de profissionais da sa�de, dificuldades iniciais), vari�veis relacionadas � assist�ncia p�s-natal tardia (ap�s a alta hospitalar, estresse e ansiedade materna, uso de medicamentos pela m�e e pelo beb�, introdu豫o precoce de alimentos). 젨젨젨젨젨� A enfermagem deve sugerir como orienta豫o durante o per�odo de pr�-natal os seguintes aspectos: familiariza豫o das gestantes quanto o papel do aleitamento materno para sua pr�pria sa�de e a do beb�, prepara豫o da mama para o ato de amamentar, necessidade de perman�ncia em alojamento conjunto ap�s o parto, efeitos delet�rios do uso da mamadeira, chupeta e outros h�bitos orais. Todavia, � extremamente necess�ria a atua豫o de grupos de incentivo ao aleitamento materno a fim de refor�ar o conte�do explicitado durante o pr�-natal, de disponibilizar apoio psicossocial �s m�es e de solucionar os in�meros problemas que surgem durante os primeiros dias e meses ap�s o parto. O incentivo realizado durante o pr�-natal pela equipe multidisciplinar torna-se potencialmente mais �til quando seguido de um acompanhamento peri�dico e sistematizado ap�s o nascimento do beb� (CARRASCOZA et al, 2005). 젨젨젨젨젨� � 5.3 CATEGORIA 3: T�CNICA DE AMAMENTA플O� 젨젨젨젨젨� 젨젨젨젨젨� � relativamente recente o conhecimento de que o posicionamento adequado da dupla m�e/beb� e a pega/sec豫o efetiva do beb� favore�am a pr�tica da amamenta豫o exclusiva. Uma posi豫o da m�e e/ou beb� que dificulta o posicionamento adequado da boca do beb� em rela豫o ao mamilo pode resulta no que se denomina de m� pega. Esta por sua vez, interfere na din�mica de suc豫o e extra豫o do leite materno, podendo dificultar os esvaziamentos da mama e levar � diminui豫o da produ豫o de leite (WEIGERT et al, 2005). 젨젨젨젨젨� Como consequ�ncia, a m�e pode introduzir precocemente outros alimentos, contribuindo, assim, para o desmame precoce. Um estudo mostrou que uma orienta豫o sobre t�cnica adequada de amamenta豫o na maternidade pode reduzir a incid�ncia de mulheres que relatam baixa produ豫o de leite. Al�m disso, a pega inadequada pode gerar les�es mamilares, causando dor e desconforto para a m�e, o que pode comprometer a continuidade do aleitamento, caso n�o seja devidamente corrigida (WEIGERT et al, 2005). 젨젨젨젨젨� H� varias posi寤es para amamentar, o mais importante � que seja a mais confort�vel para a m�e e mantenha uma boa t�cnica. A m�e deve variar regularmente de posi寤es para que o beb� comprima o queixo e a l�ngua em distintos locais da ar�ola e mamilo. Na posi豫o sentada, o beb� est� de frente para a m�e, de tal maneira que seu abdome est� colado ao da m�e (barriga com barriga), quanto mais colado estejam os corpos, mais f�cil para o beb� mamar. 젨젨젨젨젨� A posi豫o sentada inversa consegue-se colocando o corpo do beb� debaixo da axila materna com o ventre apoiado sobre as costelas da m�e (barriga-costela). O corpo do beb� est� apoiado pelo bra�o materno e a cabe�a suspensa pela m�o. Nesta posi豫o consegue-se que o beb� pegue uma boa por豫o da ar�ola com a boca. 젨젨젨젨젨� Na posi豫o deitada, a m�e e o beb� est�o frente � frente (barriga com barriga). A m�e oferece o peito do lado que est� deitada. Esta posi豫o e a sentada inversa s�o mais apropriadas quando a m�e for submetida a uma cesariana (FALEIROS, 2005). 젨젨젨젨젨� A posi豫o tradicional � a sentada, onde o beb� fica de frente para m�e, barriga com barriga, e quanto mais colados estiverem, mais f�cil � a amamenta豫o. Na posi豫o sentada inversa, colocando o corpinho debaixo de sua axila, com a barriga apoiada nas suas costelas. A m�e ap�ia o corpo do beb� com o bra�o a cabe�a com a m�o. Essa posi豫o facilita o beb� a pegar uma boa parte da aur�ola. Algumas m�es, especialmente as que submetem � cesariana, optam por amamentar os filhos deitados, onde o beb� fica de frente para a m�e, barriga com barriga, depois de achar melhor posi豫o, o primeiro passo � colocar o sei na boca do beb�. Ao tocar o mamilo no l�bio inferior do beb� ele abrir� a boca. Nessa hora a m�e deve colocar o m�ximo da aur�ola na sua boca, puxando firmemente sua cabe�a (FALEIROS, 2005). 젨젨젨젨젨� Diante do exposto, � interessante que a equipe de enfermagem preste uma boa orienta豫o para a pu�rpera no momento da posi豫o adequada para amamenta豫o 6 CONSIDERA합ES FINAIS � Para compreender a amamenta豫o � necess�rio o conhecimento da estrutura mam�ria e o seu funcionamento, adquirindo embasamento sobre a import�ncia do aleitamento materno, vindo a conhecer tamb�m todo o processo da amamenta豫o tais quais, os diversos tipos de leite, a constitui豫o da import�ncia e de suas vantagens exclusivamente para a crian�a que vai ser amamentada em seio materno e, principalmente da profilaxia e tratamento das complica寤es mam�rias. Partindo do pressuposto de que a amamenta豫o, al�m de ser instintiva deve ser aprendida, a fim da preven豫o das intercorr�ncias mam�rias, � imprescind�vel a prepara豫o das mamas desde o per�odo gestacional, para que a m�e venha a amamentar de maneira correta. O objetivo maior desta assist�ncia � o de evitar o desmame precoce e consequentemente a utiliza豫o de aleitamento artificial, tornando-se v�lida a proposta do incentivo a orienta豫o e ao preparo para o aleitamento materno. Atrav�s da revis�o liter�ria, concluiu-se que a atua豫o dos profissionais de sa�de, em especial do enfermeiro no puerp�rio � imensur�vel, pois v�m trazer o incentivo necess�rio �s m�es, enfatizando sobre a import�ncia do aleitamento materno no tempo certo, orientando sobre t�cnicas adequadas, prevenindo e tratando as patologias mam�rias. O leite materno protege as crian�as contra as infec寤es mais comuns, como diarr�ia e doen�as respirat�rias agudas, pneumonias, otite m�dia, diversas infec寤es neonatais, dentre outras, al�m da mortalidade infantil em crian�as desde os primeiros dias de vida. O leite materno ainda propicia a crian�a uma nutri豫o de alta qualidade, garantindo um bom crescimento e desenvolvimento do beb�. A suplementa豫o do leite materno por qualquer outro alimento, como �gua, ch�s n�o � recomendada nos primeiros seis meses de vida, pois h� evid�ncias de que o seu uso est� associado ao desmame precoce, visto que o rec�m-nascido encontra no leite materno todos os nutrientes necess�rios para seu desenvolvimento. A interven豫o da equipe de enfermagem no aconselhamento para a amamenta豫o segura, ajuda a m�e a tomar decis�es, a nutriz come�a a ouvir e a despertar o interesse pela amamenta豫o preventiva, aumentando tamb�m sua auto-estima. Este aprendizado depende em grande parte destes profissionais de sa�de, sendo de vital import�ncia � orienta豫o e � t�cnica de amamenta豫o, vindo a promover a utiliza豫o da amamenta豫o natural. O incentivo ao aleitamento pode ser captado e transmitido tamb�m pelos diversos profissionais de sa�de envolvidos no �mbito grav�dico-puerperal o qual poder� priorizar a melhoria da sa�de e da qualidade de vida de todos os envolvidos neste processo. Pode-se observar que quando a m�e n�o est� preparada para amamentar, provavelmente, passa a fornecer alimenta豫o artificial ao seu beb�, e ent�o, al�m do aspecto econ�mico e da adapta豫o ao leite, outros problemas podem vir a surgir, como os de suc豫o e da perda de oportunidade para um v�nculo m�e-filho mais afetivo, dificuldade na digest�o do RN, favorecimento ao aparecimento de h�bitos orais inadequados, dist�rbios relacionados � suc豫o e degluti豫o, tais como fala e linguagem. Neste contexto, vale destacar que � de compet�ncia dos profissionais de sa�de o aconselhamento, esclarecimento e orienta寤es acerca da import�ncia dos cuidados com a mama. � preciso lembrar que estas complica寤es influenciam de maneira significativa no dia a dia do beb�, bem como da pu�rpera e de sua fam�lia, por isso se faz necess�rio o trabalho de preven豫o por parte destes profissionais. Embora쟯 valor do쟫eite materno para a sa�de da crian�a e o seu benef�cio쟢con�mico para os쟰ais sejam inquestion�veis,쟯 emprego da쟞mamenta豫o쟞inda n�o쟯corre de쟣orma adequada,쟠ontribuindo, assim para o desmame precoce. O qual, principalmente em popula寤es de baixa condi豫o econ�mica, exp�e a crian�a a riscos de desnutri豫o, comprometendo seu crescimento e desenvolvimento.� Apesar das campanhas, divulga豫o em m�dia e informa寤es dos profissionais de sa�de em rela豫o � import�ncia da amamenta豫o ainda considera-se alto o �ndice de desmame precoce no Brasil. O enfermeiro, juntamente com a equipe multidisciplinar, deve fazer uma avalia豫o completa da gestante durante o per�odo pr�-natal, n�o esquecendo a inspe豫o das mamas. Uma orienta豫o especial deve ser dada � amamenta豫o, promovendo orienta寤es a respeito da anatomia e fisiologia das mamas e da lacta豫o. Dessa forma, a enfermagem pode atuar na prepara豫o das mamas para a amamenta豫o durante o per�odo pr�-natal atrav�s de t�cnicas adequadas, orienta寤es e informa寤es para a nutriz, sua fam�lia e outras pessoas que possam influenciar o processo de amamenta豫o.� As hip�teses propostas inicialmente foram atingidas com �xitos, na medida em que esse trabalho relatou as complica寤es mais comuns do aleitamento materno e a import�ncia da atua豫o do enfermeiro na preven豫o dessas complica寤es. Conclui-se que atua豫o da enfermagem nas complica寤es no aleitamento materno, contribui no sentido de orienta豫o � fam�lia e a sociedade, para evitar o desmame precoce. Novos estudos emp�ricos, entretanto, s�o necess�rios para continuar demonstrando a import�ncia do profissional de enfermagem como membro de uma equipe multidisciplinar na preven豫o e no tratamento dessas complica寤es, a fim de promover uma amamenta豫o de sucesso. � REFER�NCIAS ALEITAMENTO MATERNO. Aleitamento materno. 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Vale ressaltar que neste trabalho deve ser abordado a preven豫o das rachaduras e fissuras, o ingurgitamento mam�rio e a mastite. Nesse sentido, todos os profissionais da �rea de sa�de que tenham contato com as gestantes podem orient�-las quanto ao preparo das mamas.
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2.4 ALIMENTA플O DA M홂
Compara豫o entre as principais caracter�sticas das intercorr�ncias mam�rias
Caracter�sticas
Ingurgitamento mam�rio
Calor / Edema
S�o muito utilizados os exerc�cios de Hoffmann, na tentativa de tornar os mamilos mais salientes, podendo servir como preven豫o � interven豫o cir�rgica. Os movimentos devem ser repetidos diversas vezes, tendo como objetivo estirar as ader�ncias do mamilo com a press�o dos dedos (BRAZ, 2005).�
3.5 ORDENHA
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